segunda-feira, 8 de junho de 2020

Recomendação do Livro do Mês - Os Dons do Espírito Santo - Gordon Chown




Por Leonardo Pereira



Neste mês de Junho, com objetivo de uma excelente obra fazer parte neste artigo, do acervo de recomendações de obras cristãs para o ano de 2020, pensamos em expor para todos os que acompanham o Ministério Evangelho Avivado, uma obra clássica que une simplicidade e autenticidade, teologia e vida, doutrina e prática. Estamos falando da grande obra Os Dons do Espírito Santo de Gordon Chown. Mas antes de falarmos um pouco sobre ela, é importante também conhecermos o seu autor.

O Pastor Gordon 

Gordon Chown é pastor assembleiano no Brasil e perito em Línguas Bíblicas, lê e traduz em 12 idiomas. Nascido no dia 14 de Maio de 1938 em Hale (Inglaterra), estudou Divindade em Westminster e realizou Estudos Avançados em Hebraico e Grego na legendária Universidade de Cambridge. Veio para o Brasil em 1963 e se vinculou à Igreja Presbiteriana Independente do Brasil - IPIB. Foi ordenado pastor da IPIB pelo Presbitério de São Paulo em 15 de janeiro de 1964, assumindo a IPI do Jabaquara (SP). No mesmo ano passou a colaborar como professor da Faculdade de Teologia da IPIB em São Paulo, lecionando Hebraico, Exegese do Velho e do Novo Testamento. Aderiu ao movimento de renovação carismática na IPIB e se desligou daquela denominação em 3 de janeiro de 1974, filiando-se à Igreja Presbiteriana Independente Renovada - IPIR. Em janeiro de 1975, com a fusão da IPIR com a Igreja Cristã Presbiteriana, dando origem à Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil, filiou-se a esta denominação.

Em 1970, ainda pastor da IPIB, publicou o livro Os Dons do Espírito, sua tese de mestrado em Teologia e fruto de seis anos de pesquisas. No mesmo ano, traduziu o livro Eles falam em outras línguas, de John L. Sherril, um jornalista cético que investiga um Movimento Pentecostal e se surpreende com os resultados. Um dos principais exegetas em solo brasileiro, Gordon Chown participou do projeto de tradução da Nova Versão Internacional da Bíblia, da Bíblia de Estudo NVI (Editora Vida) e da Chave Linguística do Novo Testamento Grego.

O pastor Gordon Chown trouxe para a língua portuguesa cerca de 160 mil laudas de material técnico de exegese bíblica, dentre as quais destacam-se o monumental Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, editado por Lothar Coenen e Colin Brown (Edições Vida Nova), Exegese do Novo Testamento, de John D. Grasmick (Edições Vida Nova) a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, de Walter A. Elwell (Edições Vida Nova), a Gramática do Hebraico Bíblico para Iniciantes (Editora Vida), Palavras Chaves do Novo Testamento, de William Barclay (Edições Vida Nova), Entendes o Que Lês?, de Gordon Fee e Douglas Stuart (Edições Vida Nova) e Ouvindo a Deus: Uma Abordagem Multidisciplinar da Leitura Bíblica, de Eugene Peterson (Edições Vida Nova), entre muitas outras obras.

A Obra

Ao ser convidado a preparar um artigo, os pensamentos do pastor Gordon foram passando pela literatura lida e escrita sobre os dons espirituais, durante anos passados, inclusive pela minha atuação como intérprete e ajudante de missionários estrangeiros em campanhas de cura divina. (Aliás, é bom lembrar que hoje, há grande aceitação mundial dos missionários avivalistas provenientes do Brasil – talvez o maior país exportador de reavivamento). Essas questões foram compiladas na tese do pastor chamada Os Dons do Espírito Santo, escrita em caneta e tinta em fins de 1963, e posteriormente publicada em várias tiragens por diferentes editoras, especialmente na Editora Vida, acabara de ter uma edição revista lançada na 17ª Bienal do Livro em São Paulo, em abril de 2002. 

A mesma editora pediu logo em seguida com urgência, para traduzir imediatamente em seguida, um livro chamado Os Dons Milagrosos são para Hoje?, fruto de um simpósio dirigido pelo Dr. Wayne Grudem, com mais quatro participantes de grande fama e capacidade. Nele, havia citações de quase uma dúzia de livros em inglês que já existiam em português, e aos quais Gordon Chown foi consultando. Inclusive algumas dessas obras estive envolvido desde 1969, tais como Eles falam em outras línguas, de John Sherrill e Vai, Disse-me o Espírito, de David Duplessis. 

A Análise

A doutrina dos dons espirituais sempre foi cercada de muita polêmica e, infelizmente, ainda é motivo de muita discórdia na Igreja. Por isso, Gordon Chown busca trazer cura a esta ferida e clareza ao debate sobre este assunto envolto em mistério. Com o objetivo de promover um resgate de uma igreja inspirada e dependente do Espírito Santo, o livro aborda os nove dons de 1 Coríntios 12 – como cura, milagres, dom de línguas, profecia, dentre outros. O autor nos traz um exame bíblico do assunto, assim como relatos verídicos de sua própria experiência e de outras pessoas com os dons espirituais. Escrito para toda a igreja, Os Dons do Espirito Santo é uma análise acessível e pastoral, a fim de que todo cristão descubra o propósito dos dons e aprenda a discerni-los. Deus lhe concedeu dons... aprenda como usá-los para a glória dEle!

sábado, 6 de junho de 2020

Comentário Bíblico Mensal: Junho/2020 - Capítulo 1 - Jesus Cristo - A Razão da Nossa Fé




Comentarista: Marcos Rogério



Texto Bíblico Base Semanal: Atos 17.22-29

22. E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos;
23. Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio.
24. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;
25. Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;
26. E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;
27. Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;
28. Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.
29. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens.

Momento Interação

Prezados irmãos, estamos iniciando mais um Comentário Bíblico Mensal. Nesta oportunidade, nos atentaremos sobre a temática da praticidade cristã. Vivemos atualmente em um período de dicotomia evangélica muito forte, resultando em negatividade para o Povo de Deus. Por isso, neste mês estamos estudando o tema: Credo e Conduta. O comentarista deste mês é o irmão Marcos Rogério. Ele é Ministro do Evangelho, editor, articulista, escritor, professor de estudos bíblicos do Novo Testamento, e Editor-Educacional do Ministério Evangelho Avivado. Que neste mês possamos compreender a profundidade e a preciosidade do Santo Evangelho de Jesus Cristo.

Introdução

Jesus foi um exegeta e apologeta, defendeu e interpretou corretamente as Escrituras. Não veio mudá-las ou diminuí-las, mas exaltá-las e esclarecê-las. A má compreensão da missão de Jesus levou os fariseus a acusarem-no de ir contra a Torah conhecida como lei de Moisés embora nem Moisés era legislador e bem escreveu as Escrituras de si mesmo. Jesus é o personagem principal da Torah, o cordeiro, o sacerdote, o sumo sacerdote, o pão, o sangue, etc...

Jesus disse que a Palavra de Deus testifica dEle. "Examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim" (Jo 5.39). Cristo é o centro das Escrituras, o personagem principal. Todas as doutrinas bíblicas são cristocêntricas. A igreja é edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus a pedra angular (Ef 2.20). A Bíblia é a verdade absoluta nesse mundo de mentiras e incertezas e a Bíblia trás os ensinos de Jesus. Na era pós moderna o homem quem um deus do jeito dele, um culto e uma religião do jeito dele e até a Bíblia é interpretada de acordo com as conveniências de cada um. Não se crê em um padrão moral universal e eterno e nem em uma verdade absoluta. O homem é seu próprio guia e cada um tem sua própria verdade é faz da sua consciência individual seu padrão moral. Tudo é relativo e a emoção predomina sobre a razão e quem discorda é rotulado como retrógrado, arcaico e antiquado sendo chamado de fundamentalista. Se cremos em Jesus cremos nas doutrinas bíblicas ensinadas por Ele.

I. Cristo Jesus - A Centralidade do Evangelho

O nome aramaico Yeshua assimilado pela língua hebraica significa Salvação, é uma abreviação do nome de Josué Yehoshua (YHWH é Salvação) que significa Deus é a Salvação. Jesus em nosso idioma é a transliteração de Yeshua, um nome muito comum nos tempos do Novo Testamento que expressava a fé dos pais hebreus em um Salvador vindo da parte do Pai. Quando o anjo Gabriel visitou José lhe disse que chamasse seu filho de Jesus dizendo: "porque ele salvará o seu povo dos pecados deles". Esse nome identificava o filho de Maria gerado do Espírito Santo (Mt 1.20) como Aquele em quem se cumpririam as profecias messiânicas e as promessas do Antigo Testamento.

Os três Evangelhos Sinópticos e o Evangelho de João estão repletos de testemunhos que confirmam que Jesus é o centro do Evangelho e Aquele em quem se cumpririam as promessas e profecias bíblicas. João Batista, o último profeta messiânico se identificou como o precursor do Messias prometido nas Escrituras, ver (Mt 3.1-12; Mc 1.2-8; Lc 3.1-18; Jo 1.19.34). Quando Filipe encontrou seu irmão Natanael disse: "Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, Filho de José" (Jo 2.45).

O Senhor Jesus, após sua ressurreição apareceu a dois discípulos a caminho de uma aldeia chamada Emaús que ficava a sessenta estádios de Jerusalém, cerca de dez quilômetros encaminhou a mente dos discípulos às Escrituras. "E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras" (Lc 24.27). Pouco tempo depois, apareceu aos onze e novamente chamou a atenção deles para Ele como aquele de quem as Escrituras testificavam e lhes disse: "São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos" (Lc 24.44). A expressão lei de Moisés se refere a Torah, palavra hebraica que significa Instrução e se refere ao nosso Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia, Profetas significa os livros proféticos do Antigo Testamento conhecidos como os profetas maiores e profetas menores e os Salmos representa os livros poéticos do Antigo Testamento. Essas três grandes divisões das Escrituras hebraicas tem Jesus e Seu ministério em prol da salvação do homem como o centro de suas mensagens. Paulo explicou isso dizendo que o fim da lei é Cristo (Rm 10.4), mostrando que a Torah assim como as demais Escrituras apontam para Cristo. A palavra grega usada por Paulo traduzida por fim é telos que significa finalidade, objetivo. 

As Escrituras Sagradas apontam para Cristo como o personagem principal, o mais importante (Jo 5.39). Sobre Jesus disse João que "Isaías viu a glória dele e falou a seu respeito" (Jo 12.41). Em Isaías 6.1-5 temos o relato de uma visão da glória de Deus e em Isaías 53 vemos o Deus na cruz. Jesus era a esperança do povo de Deus no Antigo Testamento e sua segunda vinda é a bendita esperança da igreja (Tt 2.13). A primeira profecia messiânica encontra-se em (Gn 3.15) onde um descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente trazendo a vitória ao povo de Deus.

II. Fundamentos da Fé Cristã

A fé é um dos elementos fundamentais do cristianismo. Habacuque disse que o justo viverá pela fé (Hc 2.4). O Novo Testamento menciona a declaração de Habacuque três vezes, ver (Rm 1.17; Gl 3.17 e Hb 10.38). A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17). O autor de Hebreus, possivelmente o apóstolo Paulo dedicou o capítulo 11 de Hebreus para tratar exclusivamente da fé.

A fé é o fator primordial na vida de um crente. Desde a experiência mais elementar como crer no Evangelho até a mais elevada quando já somos crescidos em vida. Não há viver cristão sem fé. A salvação do crente é pela graça mediante a fé para boas obras (Ef 2.8-10). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Em Hebreus no capítulo 11 vemos uma lista de homens e mulheres que viveram nos tempos do Antigo Testamento e que foram justificados diante de Deus pela fé e que pela fé obtiveram bom testemunho.

A fé não se limita a uma crença, mas a uma fé que se torna evidente por meio das obras manifestas. Deus chama cristãos à ação. Somos chamados para servir. A fé é criacionista, ou seja, nossa fé se baseia no nosso Deus que é o Criador (Hb 11.3), mas contrariamente ao deísmo é galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). A fé não anula a obediência, caso contrário seria presunção e não fé. Em Apocalipse 14.12 lemos que a fé em Jesus é acompanhada da obediência aos mandamentos de Deus, em Hebreus 11.4 diz que pela fé de Abel ele ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim.

Enoque, antes da sua trasladação obteve testemunho de ter agradado a Deus (Hb 11.5). Pela sua fé, Noé construiu a arca (Hb 11.7). Pela sua fé Abraão quando chamado obedeceu a Deus e partiu de sua terra sem saber para onde ia (Hb 11.8). Pela fé, quando provado ofereceu a Deus seu próprio filho crendo que Deus poderia trazê-lo de volta à vida (Hb 11.17-19).

III. As Palavras de Cristo no Presente Século

Jesus foi o homem mais emblemático da história da humanidade, por ser Deus em forma humana Suas palavras cheias de amor, compaixão e sabedoria ecoam através dos séculos. Dividiu a história em antes e depois dele. Enriqueceu o mundo de lições morais. Milhares de livros foram escritos tratando de Jesus, Sua identidade e Sua mensagem, mensagem essa que chega até nossos dias carregadas da mesma solenidade e importância quando saíram dos lábios do Salvador na Palestina a dois mil anos. A mensagem de Jesus é universal e eterna.

Qual a mensagem de Jesus para o homem pós-moderno? Qual a mensagem de Jesus para nós que vivemos em pleno século XXI? A mensagem de Jesus inspirou músicas, filmes, seriados, novelas, desenhos animados. A mensagem de Jesus impactou gerações, transformou vidas. A mensagem de Jesus atravessou séculos e chegou até nossos dias. Pessoas cultas e simples foram impactadas com essa mensagem. Mas o que faz essa mensagem tão importante? Pedro disse a Jesus: "Tu tens as palavras da vida eterna" (Jo 6.68). O próprio Senhor Jesus havia dito: "as palavras que eu vos digo são espírito e são vida" (Jo 6.63).

A relevância das palavras de Jesus para nossos dias é que a mensagem de Cristo nos trás a vida eterna. Quem é alcançado, tocado e transformado pela mensagem de Jesus passada morte para a vida eterna. "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida" (Jo 3.24). Os ensinos de Jesus transcendem o tempo. São incrivelmente atuais e têm um poder transformador. Permita que sua vida seja renovada pelos ensinos do mestre que deixou seu exemplo e suas palavras como um legado de esperança. O tesouro desses ensinos é de valor incalculável, mas está ao seu alcance para ser apreciado e recebido, em resposta ao amor de um Deus que entregou o que tinha de mais precioso: Seu filho amado, Jesus Cristo.

Conclusão

O mais interessante nos ensinos e exemplos do Senhor Jesus é que embora Ele sendo o personagem principal das Escrituras Sagradas nunca se exaltou a Si mesmo, mas exaltava o Pai. Enquanto o mundo busca fama, atenção, riquezas e reconhecimento, Jesus "... subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz" (Fp 2.8-11).

O altruísmo e a empatia caracterizaram a vida terrestre do Senhor Jesus. Seu amor se demonstrou no sacrifício de si mesmo por Seus amados. A mais nobre expressão de amor é a renúncia de si mesmo pelo bem do outro. "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos" (Jo 15.13).

Foi o fato de Jesus viver o que pregou, não ensinando teorias, mas demonstrando na prática os princípios do Evangelho que conferiu poder às suas pregações de modo que "as multidões se maravilhavam de sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas e fariseus" (Mt 7.28,29), mesmo porque os fariseus não viviam o que pregavam (Mt 23.3). Jesus, ao contrário foi nosso exemplo (1 Jo 2.6). Foi o amor e a humildade do Senhor Jesus que fizeram com que Sua mensagem tivesse o poder de impactar gerações e transpor os séculos até nossos dias. O Espírito Santo ungia Seus lábios com graça a qual era transmitida aos outros.



Sugestão de Leitura da Semana: ROGÉRIO, Marcos. Defendendo o Evangelho de Cristo. São Paulo: Evangelho Avivado, 2018.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Andam juntos...




Por Carlos Vagner



Não pode haver um autentico cristianismo, que seja, consistente e maduro, sem o conhecimento das doutrinas bíblicas cristãs. Há um grande equivoco em pensar na vida cristã, na forma teórica e não pratica. Ter o conhecimento e a opinião correta, nos leva para um nível de responsabilidade maior. Entretanto, podemos nos tornar frios, insensíveis, calculistas e desinteressados com a pratica cristã. E essa postura tem sido uma tendencia bem maior no campo do saber. O ponto positivo dentre vários fatores, é que, quem busca a prevenção ao invés da cura, sabe os cuidados, e a maneira de agir. Por isso, penso que o conhecimento é fundamental.

Por outro lado, ter um coração puro, é uma grande virtude, a ser alcançada. Pois nesse sentido, conseguimos enxergar sempre algo bom, louvável. Temos a condição de se enxergar no outro e nos lançar na miserabilidade humana. Contudo, podemos agir de maneira equivocada, danosa, pragmática, sem levar em consideração, se realmente é certo ou errado. E ainda corremos o risco, de se tornar refém do saber, ou seja,alguém com maior conhecimento, castrar nossa vida, nos tornando dependente dos mesmos.

Concluo, que para o proveito de um verdadeiro cristão, se faz necessário, conciliar o conhecimento das doutrinas bíblicas cristãs, com o coração puro, em relação a pratica cristã. Pensemos nisso!!