terça-feira, 27 de agosto de 2019

Jesus Anda por Sobre o Mar



Mateus relata que Jesus anda por sobre o mar. Como ele tinha em mente um público judeu, sua intenção era provar que Jesus é rei e o messias prometido pelos profetas do Antigo Testamento. Nesta passagem, podemos aprender sobre a pessoa de Cristo, e as dificuldades que os discípulos enfrentaram no mar.

Jesus ordena que os discípulos atravessem o mar

Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões (Mt 14.22).

Jesus ordena que os discípulos entrem no barco e atravessem o mar. Após Cristo multiplicar os pães e peixes, um grupo de rebeldes queria proclamar Jesus como rei, mas ele se retirou (Jo 6.15). Por esse motivo, Jesus mandou que eles entrassem no barco e atravessassem o mar, para que não tivessem uma visão errada a cerca do seu reino e missão. Jesus deixou claro certa vez quando os fariseus interrogaram quando viria o reino de Deus, ele respondeu: “não vem o reino de Deus com visível aparência. Mas o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.20,21).

Jesus retira-se para orar

Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho (Mt 14.23).

Jesus subiu ao monte para orar à parte. Os Evangelhos, nos mostram que esse era um dos costumes de Jesus, estava sempre se retirando para buscar a Deus em oração. Lucas relata que Jesus orava a noite inteira (Lc 6.12); ensinou como devemos orar (Mt 6.6); ele mostrou que a oração nos livra das tentações (Mt 26.41); os próprios discípulos aprenderam a importância da oração (At 6.4). Portanto, a oração é de suma importância para quem deseja viver uma vida cristã autêntica.

A dificuldade dos discípulos

Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário (Mt 14.24).

Nesse trecho, encontramos os discípulos passando por dificuldades no mar. Eles foram açoitados pelas ondas e ventos contrários. Muitas vezes estamos assim, enfrentando tribulações no mar da vida, sendo arrastados por ondas e ventos contrários para nos fazer parar na caminhada.

Marcos registra que Jesus viu do monte a dificuldade dos discípulos ao remar. Isso nos mostra que Cristo contempla cada uma das nossas dificuldades e nenhuma passa despercebida diante dele. Assim, Jesus é o nosso sumo sacerdote que contempla as nossas aflições.

Jesus vai ao encontro dos discípulos andando sobre o mar

A quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar (Mt 14.25).

Depois de Cristo ver a dificuldade dos discípulos, ele vai ao encontro dos discípulos sobre o mar. Jesus andando por sobre as águas, estava desafiando as leias da gravidade, nenhum corpo humano consegue ficar em pé sobre as águas, somente ele fez isso. Além disso, estava provando sua divindade, nenhum profeta do Antigo Testamento fez isso, apenas Cristo. Por fim, Cristo se revela como um novo Moises para livrar os discípulos de suas aflições a semelhança do que aconteceu no Egito.

A reação dos discípulos

Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram; é um fantasma. E gritaram de medo (Mt 14.26).

Quando os discípulos viram Cristo andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma. Nesse contexto, percebemos a falta de discernimento deles da pessoa de Cristo. Da mesma forma, falta discernimento para nós quando nos encontramos diante de tribulações e acabamos nos esquecendo da pessoa Cristo e da sua divindade, e da sua poderosa providência. Em suma, isso nos ensina que devemos ter discernimento da pessoa de Cristo diante das adversidades.

As palavras de Jesus em meio às dificuldades aos discípulos  

Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: tende bom ânimo; sou eu; não temais (Mt 14.27).

Os discípulos ficaram com medo após verem Jesus andando sobre as águas, entretanto, Jesus disse três palavras a eles em meio as dificuldades que vale ressaltarmos:

Tende bom ânimo. Era como se Jesus estivesse dizendo: tenha coragem, esperança e não desista diante das tempestades da vida. Em outra ocasião ele disse: no mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo (Jo 16.33).

Sou eu. Está palavra se encontra invertida, mas é a mesma que Deus pronunciou a Moisés no deserto: Sou o que Sou (Ex 3.14). Jesus usa essa mesma palavra aos discípulos, afirmando que está com eles diante das dificuldades. Jesus no Evangelho de João disse: Eu sou o pão da vida (Jo 6.35); a luz do mundo (Jo 8.12); a porta (Jo 10.9); o bom pastor (Jo 10.11); a ressurreição e a vida (Jo 11.25); o caminho a verdade e a vida (Jo 14.6); a videira verdadeira (Jo 15.1,2).

Não temais. Alguns estudiosos da Bíblia dizem que a palavra não temas, aparecem 365 vezes nas Escrituras, um ano têm 365 dias. Enfim, para cada dia segundo eles, “Deus está dizendo para nós, não temas”. Portanto, essas três palavras Cristo dirige a cada um de nós em tempos de tribulação.

Pedro caminha sobre as águas

Os versos 28 a 32, nos mostra que Pedro anda sobre as águas. Primeiramente, o texto destaca que Pedro anda sobre as águas porque ele creu na palavra de Jesus. Assim também, nos andamos sobre os problemas da vida quando cremos na palavra de Deus. Além disso, Pedro começa afundar quando tira seu olhar de Jesus e o coloca nos ventos. Quando deixamos de olhar para Jesus, que é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2), começamos afundar nas dificuldades. Por fim, Pedro viu que estava afundando, clamou a Jesus e ele o socorreu. Devemos pedir que Cristo nos socorra em tempos difíceis. Portanto, que possamos crer sempre nas palavras de Cristo, para que não sejamos homens de pequena fé como Pedro foi nesse relato.

Jesus é o filho de Deus

Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: verdadeiramente tu és o filho de Deus (Mt 14.33).

Depois disso, os discípulos reconheceram que Jesus é verdadeiramente o filho de Deus. Isso nos chama atenção para a crença dos judeus, nenhum deles eram politeístas, mas monoteístas, isto é, creem apenas em um Deus. Quando eles disseram que Jesus é o filho de Deus, estava dizendo que Jesus é o próprio Deus. Logo, nessa passagem fica mais do que evidente que Jesus é Deus.

Conclusão

As lições que podemos aplicar para a nossa vida, são:

Primeiro, a oração é necessária pra vivemos uma vida cristã autentica. Segundo, na vida enfrentaremos ondas e ventos contrários. Terceiro, Jesus contempla todas as nossas dificuldades. Quarto, Jesus andando sobre o mar, estava provando sua divindade. Quinto, As palavras de Jesus em meio as dificuldades da vida: tende bom ânimo, Sou eu e não temais. Sexto, devemos olhar somente para Jesus o autor e consumador da nossa fé. Sétimo, Jesus é o filho de Deus.

Sidney Muniz

domingo, 25 de agosto de 2019

A Primeira Multiplicação dos Pães e Peixes



O livro de Marcos no capítulo 6 registra o milagre da multiplicação dos pães e peixes. Esse milagre é o único que ocorre em todos os evangelhos. Essa passagem tem muito a nos ensinar sobre a pessoa de Cristo e princípios práticos para a vida cristã.

Queremos destacar alguns pontos que contribuirão para o nosso aprendizado. 

O relatório dos discípulos 

Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado (Mc 6.30).

Os discípulos trazem um relatório a Cristo de tudo quanto fizeram. Nesse relatório, tinha uma mensagem de arrependimento, expulsão de demônios, cura de enfermos e ungir com óleo (Mc 6.7-13). Assim, a semelhança dos discípulos, todos nós um dia apresentaremos um relatório a Deus. Primeiramente das nossas obras (Mt 7.22,23). Segundo, das nossas palavras (Mt 12.36,37).

Jesus chama os discípulos para repousar
 
E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham (Mc 6.31).

Depois de os discípulos estarem fazendo a obra de Deus, Jesus os chama para descansar um pouco. O texto nos mostra que eles não tinham tempo nem para se alimentar. O ministério de Jesus era bastante corrido, por isso, Cristo mostra a eles a importância do descanso. Aprendemos pois, que para fazer a obra de Deus com dedicação e qualidade, precisamos dar importância ao descanso, porque assim renovaremos nossas forças.

Jesus embarca para um lugar solitário 

Então, foram sós no barco para um lugar solitário. Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles (Mc 6.32,33).

Jesus juntamente com os discípulos vai para um lugar solitário. O lugar em que eles estavam era provavelmente a cidade de Betsaida, segundo o relato de Lucas. As multidões reconhecendo o lugar para onde Cristo iria, foram a pé e chegaram antes deles. Aqui aprendemos duas verdades: 

Em primeiro lugar, muitas das vezes precisamos ficar a sós. Jesus sempre se retirava com o intuito de falar com Deus e descansar. Segundo, as multidões não dispensavam esforço para ouvir a Cristo.

Jesus se compadece das multidões

Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Mc 6.34).

Esse trecho demonstra que Jesus ao desembarcar, viu uma grande multidão e se compadeceu delas. E o motivo de Cristo se compadecer, foi pelo fato de elas estarem sem pastor. Os pastores de Israel naquela época eram os “escribas e fariseus”, os responsáveis de formar a mente daquelas pessoas, mas não ofereciam auxílios a elas. Quando Jesus passa a ensinar-lhes, ele passa agir como o bom Pastor. Mateus registra que Jesus cura aquelas pessoas, já Lucas diz que Jesus ensina sobre o reino de Deus. Jesus ao curar e ensinar a palavra de Deus aquela multidão, estava demonstrando que ele está atento a todas as nossas necessidades espirituais. Ele cumpre a profecia de Ezequiel 34.11-16 e os Salmos 23.1-6. Isso nos revela que ele quer sempre levar seu povo a pastos verdejantes e ao refrigério.

Os discípulos pedem que Jesus despeça a multidão

E declinando à tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada à hora; despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, compre para si o que comer (Mc 6.35-36).

Os discípulos ficaram preocupados com a multidão, eles chegaram a Jesus e pediram que despedisse a multidão. A preocupação deles era justamente que aquelas pessoas não morresse de fome, que fossem pelas aldeias e comprasse para si o que comer. Mas os discípulos, não imaginavam que um milagre estava prestes acontecer. 

Jesus ordena que os discípulos alimentem a multidão

Porém ele lhes respondeu: Dai-lhe vós mesmos de comer. Dissera-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer? E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes. Então, Jesus lhe ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde. E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta (Mc 6.37-40).

Jesus ordena que os discípulos alimentem a multidão. O livro de João relata a mesma narrativa, mostra que a fé dos discípulos estava sendo testada. Para eles era um grande desafio alimentar tantas pessoas. Jesus pergunta quantos pães eles tinham, responderam que tinha cinco pães e dois peixes. João registra que um rapaz entre a multidão tinha os pães e peixes. Depois disso, Jesus ordena que multidão fique em grupo sobre a relva. 

Portanto, o texto nos ensina que em certos momentos da vida, Deus nos coloca diante de muitos desafios para testar nossa fé, se Ele assim o faz é porque nos capacita e a ajuda. Às vezes pode parecer pouco o que temos, mas isso pode fazer muita diferença no reino de Deus, como aqueles cinco pães e dois peixes.

Jesus alimenta uma multidão

Tomando ele cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos reparti também os dois peixes. Todos comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. Os que comeram dos pães eram cinco mil homens (Mc 6.41-44).

Jesus começa primeiramente agradecendo a Deus, e o milagre acontece naturalmente.  isso nos ensina que sempre devemos ser gratos a Deus. Se os pregadores da atualidade estivessem naquela situação, fariam de tudo para chamar atenção dos ouvintes para si mesmo, porém Jesus age de forma simples e humilde. O texto relata que todos comeram e fartaram-se, isso aponta para o Antigo Testamento, quando Deus alimentou os israelitas com o maná no deserto. Os dozes cestos que os discípulos recolheram, simboliza as dozes tribos de Israel. O numero de pessoas que Cristo alimentou era de cinco mil homens, isto porque naquela época não contavam crianças e mulheres; fazendo uma contagem total daria entre 20 a 25 mil pessoas. Assim, percebemos o tamanho do milagre que Cristo operou alimentando a multidão.

Conclusão

As lições que podemos aprender:

Primeiro, sobre o agradecimento. Jesus nos deu exemplo de gratidão, devemos ser gratos a Deus mesmo diante das coisas básicas da vida. Segundo, Jesus está atento as nossas necessidades físicas e espirituais. Terceiro, Jesus nos ensina sobre a importância do descanso. Quarto, Jesus é o bom Pastor. Quinto, Jesus é o próprio Deus.

Sidney Muniz

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Como viver a liberdade em Cristo!?




Por Carlos Vagner



A nova vida no Evangelho, nos tira dos porões da mentalidade aprisionada, para nos libertar e nos devolver para a vida. E agora temos a liberdade para ser vivida. Ninguém pode cercear a sua liberdade, dizendo onde você pode ir ou não ir. Não permita que sua vida seja dominada por figuras ditadoras, autoritárias e coronelistas. Entretanto, com a liberdade, existe também a responsabilidade e o compromisso. Ninguém pode te obrigar a fazer nada, tudo que você faz ou realiza, é por vontade própria, ainda mais quando se trata de questões espirituais. Se um compromisso é assumido, cabe a sua consciência cumprir, não por obrigação, mas por discernimento, maturidade e valorizando o ambiente inserido. Quando se vive sem discernimento, de maneira imatura e valorizando outros ambientes, só demonstra o quão infantilizado o ser se tornou, pois não reconhece as responsabilidades, parece uma criança mimada que tudo tem que girar ao seu redor. Isso é muito triste. Não trate as coisas espirituais com indiferença, não pense que a grama do seu vizinho é mais verde que a sua. Assumiu um compromisso cumpra, deu a palavra faça de tudo para está presente, nossas atitudes falam e muito. Que o Senhor nos ajude na nossa liberdade, para que tenhamos responsabilidade e compromisso.

Comentário Bíblico Mensal: Agosto/2019 - Capítulo 4 - Vivendo de Acordo com as Palavras de Jesus




Comentarista: Matheus Santos



Texto Bíblico Base Semanal: Mateus 6.22-34

22. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz;
23. Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!
24. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
25. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26. Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27. E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28. E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
29. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
31. Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
32. Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
33. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Momento Interação

A grande dificuldade do ser humano em ouvir e obedecer teve início no jardim do Éden, quando Adão e Eva, mesmo tendo sido orientados por Deus, escolheram fazer a sua própria vontade. A desobediência deu origem ao pecado. Quando deixamos de cumprir os princípios da Palavra de Deus, praticamos a desobediência, e o pecado se estabelece em nossa vida. Precisamos entender a importância da obediência e desenvolver a disciplina no que se refere à vontade de Deus. Se formos obedientes, desfrutaremos do melhor desta terra.

Em 1 Samuel 15.22 (NTLH), o profeta respondeu ao rei Saul: "O que é que o SENHOR Deus prefere? Obediência ou oferta de sacrifícios? É melhor obedecer a Deus do que oferecer-lhe em sacrifício as melhores ovelhas". Quantas pessoas hoje estão sofrendo e vivendo sem direção espiritual, pois focam somente o sacrifício e não obedecem aos mandamentos de Deus?  São verdadeiros religiosos sem expectativa do céu, sem raízes no Reino de Deus. Aprendemos com o Mestre que não adianta chamá-lo nos momentos de adversidade se não somos fiéis aos Seus princípios. Pedro e os demais apóstolos também entenderam o segredo da obediência quando declararam em Atos 5.29: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens". 

Introdução

Nós, cristãos, sabemos que a partir do momento que nos entregamos para Jesus nossos desejos e vontade s têm que ficar em segundo plano e os nossos projetos têm que passar pela aprovação de Deus ou então não darão certo. Sabemos disso tudo, mas é fácil viver assim? Penso que não. Viver uma vida totalmente guiada por Cristo é difícil, pois todo homem tem a natureza pecaminosa (o que pode ser mudado por Deus), mas também é difícil porque o homem em si tende a viver para cumprir seus propósitos, viver seus sonhos, e se dar bem. Mas como sabemos que não somos nada e que nossa vida passará (1 Pe 1.24, Tg 4.14-17), buscamos viver uma vida para Cristo. Fácil, nunca será, mas temos de nos esforçar (Jo 16.33). 

Nada para o cristão é fácil e viver uma vida para Cristo nesse mundo é uma das tarefas mais complicadas que existe. Ainda bem que temos a bíblia, nosso manual, para nos basearmos nela e buscar todas as instruções de como viver uma vida pra Cristo (2 Tm 3.16,17). Servir a Jesus e viver a vida dEle é um desafio. Haverão dias que tomaremos decisões corretas com facilidade mas também haverão dias em que erraremos com facilidade (1 Jo 1.6,8,10), é cheio de altos e baixos, mas uma coisa é certa: Aquele que busca se santificar esse aperfeiçoar na vida de Cristo consegue mesmo nas lutas e muitas adversidades se recompor após cada queda, sacudir a poeira, pedir perdão e recolocar seus pés nos trilhos do caminho do Senhor. A vida de cristo não é pra ser vivida depois, num futuro distante, é pra ser seguida agora, e ela tem que começar a partir do momento em que O temos como salvador. 

Para as pessoas que andam longe da luz não há sentido nenhum em viver uma vida de separação. Elas não conseguem enxergar que esse é o melhor caminho. Os ímpios zombam e não entendem o porquê se santificar, o porquê se separar, o porquê ser diferente, mas isso é normal (Jo 17.14; 1 Jo 3.13), mas não temos de ficar irritados ou envergonhados de viver uma vida de cristão, devemos sim pregar e apresentar o caminho de Cristo para eles (1 Co 15.34).

I. Uma Vida se Apartando do Mal

Estamos vivendo em dias de muita inversão de valores, dias em que fazer o mal parece ser, muitas vezes, mais correto do que fazer o bem. Mas a fiel palavra de Deus nos exorta a procurarmos a paz e a segui-la, nos exorta a nos apegarmos somente ao bem e a rejeitarmos sempre ao mal: “Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem” (Rm 12.9). Se quisermos transigir com o mal não poderemos ser servos do Senhor, pois ele é luz e não há nele treva alguma: “Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus” (3 Jo 1.11). Por mais que os injustos pareçam sair impunes, a verdade é que o Senhor, no seu devido tempo, recompensa a cada um segundo as suas obras. Ele faz com que cada um colha exatamente o resultado daquilo que semeou. “Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.6). O salmista certa vez chegou a ficar confuso com esta questão de praticar o bem e o mal, e até imaginou, por um momento, que os ímpios fossem menos castigados que os justos: “Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios. Porque... Não se acham em trabalhos como outros homens, nem são afligidos como outros homens” (Sl 73.3-5), dizia ele. E por causa disto, ele chegou a achar que não valia a pena ser justo: “Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração; e lavei as minhas mãos na inocência. Pois todo o dia tenho sido afligido, e castigado cada manhã” (Sl 73.13,14). Mas Deus o velou a entender que a diferença entre o fiel e o infiel muitas vezes não pode ser percebida no presente, mas inevitavelmente o será no final: “Quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso; até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles” (Sl 73.16,17). O justo sofre aflições, mas o Senhor o consola. Quando o castelo dos ímpios desmorona não existe ninguém para socorrê-los. Por isto Pedro também diz: “Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados... Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal” (1 Pe 3.14,17). Agora então sabemos que, por mais que o mal busque nos seduzir, devemos nos agarrar sempre ao bem. “Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos... Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal.”. Está muito próximo o dia em que o Senhor fará que seja totalmente manifesta a diferença entre os que lhe servem e os que o rejeitam: “E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim joias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve” (Ml 3.17,18). Ainda que sofrendo, mas escolhendo antes o bem do que o mal, para estar sempre debaixo da mão do meu Senhor.

II. Uma Vida de Fidelidade

Fidelidade significa basicamente “lealdade”, e é a atitude característica de quem é fiel e confiável. O significado da palavra fidelidade na Bíblia apresenta algumas dificuldades pelo fato de que ela traduz a raiz grega que geralmente é traduzida pela palavra “fé”. Com base nessa dificuldade, se faz necessário o exame do contexto em que tal termo aparece para que seja possível definir qual a melhor tradução. A seguir, entenderemos um pouco melhor esse conceito.
No Antigo Testamento a palavra fidelidade pode ser uma tradução possível para o termo hebraico ‘emunah, que significa “certeza” ou “fidelidade”, como por exemplo, conforme foi utilizado pelo profeta Habacuque em seu livro (Hc 2.4). No Novo Testamento a palavra fidelidade traduz o termo grego pistis, “fidelidade”, “lealdade” ou “confiabilidade”, em Tito 2.10. Essa palavra grega é amplamente utilizada pelos escritores neotestamentários, e na maioria das vezes é traduzida corretamente como “fé”, e o adjetivo pistos geralmente é traduzido como “fiel”.
Na Epístola aos Gálatas, o apóstolo Paulo utilizou esse mesmo termo grego para se referir a uma das virtudes do fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Nesse caso, a palavra “fidelidade”, ao invés de “fé”, é a melhor tradução para o termo grego, principalmente pela forma com que é apresentada em conexão com as palavras “benignidade” e “bondade”. Também vale ressaltar que o contexto da epístola demonstra a queixa do apóstolo pela falta de fidelidade que alguns dos gálatas tinham demonstrado (cf. Gl 4.16). Então, como um aspecto do fruto do Espírito, a palavra fidelidade se refere, principalmente, a fidelidade a Deus e ao Evangelho, e, consequentemente, a lealdade de uns para com os outros. Devemos ser fiéis a Cristo e ao seu Evangelho, bem como demonstrarmos lealdade e confiabilidade no trato com o próximo.

III. Uma Vida longe da Ansiedade

Salmo 56.3 diz: “Em me vindo o temor, hei de confiar em ti”. Observe que ele não diz: “Eu nunca luto contra o medo”. O medo ataca e a batalha começa. Logo, a Bíblia não afirma que os verdadeiros crentes não terão nenhuma ansiedade. Em vez disso, a Bíblia nos diz como lutar quando a ansiedade atacar. Por exemplo, 1 Pedro 5.7 diz: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. Não é dito que nunca sentiremos ansiedade. É dito que quando você sentir ansiedade, ela deve ser lançada sobre Deus. Quando a lama suja o seu para-brisa e você perde temporariamente a visão da estrada e começa a mudar de direção em ansiedade, ligue os limpadores e acione a água para lavar o para-brisa. Nós lutamos contra as ansiedades lutando contra a incredulidade e lutando pela fé na graça futura. E a maneira de lutar esse “bom combate” (1 Tm 6.12; 2 Tm 4.7) é meditando sobre as promessas divinas de graça futura e pedindo a ajuda do seu Espírito. Os limpadores de para-brisa são as promessas de Deus que limpam a lama da incredulidade, e a água para lavagem do para-brisa é o auxílio do Espírito Santo. A batalha para ser libertado do pecado — incluindo o pecado da ansiedade — é combatida “pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A obra do Espírito e a Palavra da verdade: esses são os grandes edificadores da fé. Sem a obra suavizadora do Espírito Santo, o limpador de para-brisa da Palavra apenas arranha a ofuscante sujeira da incredulidade no para-brisa. Ambos são necessários: o Espírito e a Palavra. Nós lemos as promessas de Deus e oramos pela ajuda do seu Espírito. E, à medida que o para-brisa é limpo, de forma que conseguimos ver o bem que Deus planeja para nós (Jr 29.11), nossa fé é fortalecida e a angústia da ansiedade é retificada.

IV. Uma Vida entregue ao Senhor

“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória” (Cl 3.4). A expressão maravilhosamente rica de Paulo indica que Cristo é a fonte da nossa vida. “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”, (Ef 2.1). Essa mesma voz que trouxe Lázaro do túmulo nos criou em novidade de vida. Ele agora é a substância de nossa vida espiritual. É pela sua vida que vivemos; ele está em nós, a esperança da glória, a fonte de nossas ações, o pensamento central que move todos os outros pensamentos. Cristo é o sustento da nossa vida. Do que pode o cristão se alimentar, senão da carne e do sangue de Jesus? “Este é o pão que desceu do céu, para que aquele que dele comer não morra.” 

Os cansados peregrinos neste deserto de pecado, nunca terão um bocado para satisfazer a fome de seus espíritos, exceto se o acharem nele! Cristo é o consolo da nossa vida. Todas as nossas verdadeiras alegrias vêm dele, e em momentos de dificuldade, a sua presença é a nossa consolação. Não há nada que valha a pena viver, mas ele e sua benignidade é melhor do que a vida! Cristo é o objeto de nossa vida. Como o navio busca o porto, assim o crente corre para o refúgio do seio do seu Salvador. Como a flecha voa para o alvo, assim voa o cristão para o aperfeiçoamento de sua comunhão com Cristo Jesus.

Como o soldado luta por seu capitão, e é coroado com a vitória de seu capitão, o crente defende a Cristo, e recebe o seu triunfo, dos triunfos de seu Mestre. “Para ele, o viver é Cristo.” Cristo é o exemplo da nossa vida. Onde há a vida interior, deve haver, em grande medida, operações exteriores, e se vivemos em comunhão íntima com o Senhor Jesus devemos crescer com ele. Vamos colocá-lo diante de nós como nossa cópia divina, e vamos buscar trilhar seus passos, até quando ele se tornará a coroa da nossa vida em glória. Oh! quão seguro, quão honrado, quão feliz é o cristão, uma vez que Cristo é a nossa vida!

Conclusão

A vida do Filho de Deus nos ensina que o sofrimento faz parte do aprendizado, conhecemos mais a Deus por meio dele. É possível imaginar que quando criança, Jesus sentiu vontade de ficar em casa e não ir à escola em dia de chuva (Hb 5.7-10). Possivelmente, houve segunda-feira em que ele não quis ir trabalhar, é possível supor isso porque ele passou por “todo tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hb 4.15). Jesus conhece sua dor.

Jesus nos conta uma história de amor que nem Shakespeare em seus dias mais inspirados conseguia esboçar. É uma expressão de amor que não pode ser quantificada: “Porque Deus tanto amou…” (Jo 3.16). Ele amou e continua amando. Embora vivesse à sombra da cruz, Cristo não permitiu que sua alma ‘azedasse”, Pelo contrário ele é “cheio de graça e verdade” (Jo 1.14).

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Jesus Acalma a Tempestade



O Evangelho de Marcos registra Jesus acalmando uma tempestade. Essa passagem tem muito a nos ensinar sobre a pessoa de Cristo, nela também podemos aprender sobre como confiar em Cristo e vencer as dificuldades da vida.

Nesse texto destacaremos alguns princípios práticos que podemos aplicar para a vida cristã.

Jesus ordena que os discípulos passem para outra margem

Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhe Jesus: Passemos para a outra margem (Mc 4.35).

Nesse trecho, Jesus assegura que os discípulos passariam a outra margem. De certa forma, Jesus faz uma promessa aos discípulos, com destino a cidade de Gadara (Mc 5.1). É nessa cidade, que Jesus expulsa um demônio de certo homem que vivia entre os sepulcros e que não era subjugado por ninguém. O lugar em que Cristo estava provavelmente era o mar da Galileia, uma região de água doce e que era considerado como um lago, tinha 11 Km de largura por 20 Km de cumprimento. Assim, os discípulos deveriam obedecer à ordem de Jesus.

Jesus despede a multidão

E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam (Mc 4.36).

Depois de Jesus juntamente com os discípulos despedirem a multidão, o texto descreve que os discípulos “levaram Jesus assim como estava”. Isso nos chama atenção para o fato de eles não terem modificado Jesus, mas levar “assim como estava”. Atualmente, temos um Evangelho completamente adulterado, um Jesus completamente humanista e um Evangelho totalmente de autoajuda. Que possamos fazer como os discípulos, “levar assim como estava”, isto é, manter a pureza do Evangelho de Cristo.

Os discípulos enfrentam uma grande tempestade

Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água. E Jesus estava na poupa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? (Mc 4.37,38).

Esse trecho têm muitas coisas a nos ensinar. Primeiro, encontramos aqui um contraste entre os discípulos e Jonas. Os discípulos, ao obedecerem à ordem de Jesus de passar para outra margem, enfrentaram um grande temporal em alto mar. Já Jonas, enfrentou ao desobedecer à ordem de Deus para pregar na cidade de Nínive. Logo, ambos enfrentaram tempestades.

Segundo, as tempestades são símbolos de tribulação que enfrentamos na vida cristã. A obediência dos discípulos levou a enfrentar uma grande tempestade e a desobediência de Jonas também. Com isso, podemos aprender que Deus permite que passemos por tribulações para nos fazer voltar ao caminho correto à semelhança de Jonas, e outras vezes para testar a nossa fé, como fez com os discípulos. Portanto, as tempestades da vida sempre contribuirão para o nosso bem final das contas.

Terceiro, Jesus estava na poupa do barco. Segundo alguns historiadores, dizem que naquela época o “lema que governava o barco ficava na poupa”. Jesus na poupa do barco, “é garantia de segurança e direção pode-se aprender aqui”. Seja qualquer coisa que aconteça em nossa vida, devemos entender que Jesus está na direção e segurança do nosso barco (vida). Assim, querido leitor, creia que o Mestre está na direção e na segurança do seu barco.

Quarto, o medo dos discípulos. Os discípulos ficaram apavorados e em pânico com a tempestade em alto mar, eles chegam a despertar Jesus e o indagar se Ele não se importava com a vida deles. Existem momentos em nossas vidas, que estamos como os discípulos, pensamos que Deus não se importa com nossas vidas. Devemos entender que o tempo de Deus, não é o nosso tempo. Muita das vezes o nosso medo à semelhança dos discípulos, nos leva a não se conformar com o tempo de Deus. Portanto, devemos ser cuidadosos com o medo.

Jesus acalma a tempestade

E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande abonança. Então, lhes disse: por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? (Mc 4.39-40).

Quando Cristo desperta e repreende toda aquela tempestade, isso nos mostra a sua soberania. O livro de Marcos vai nos mostrar que Jesus tem poder sobre os demônios, enfermidades, morte e a natureza. 

Após Jesus acalmar a tempestade, o texto menciona que houve uma grande abonança. Isso revela que, sempre depois das tribulações vem à calmaria. Dessa forma, fica claro que sempre que passamos por adversidades, Deus no momento certo repreenderá as tempestades que enfrentamos.

Por fim, Jesus revela a falta de fé dos discípulos. A pergunta diante disso é: porque eles não deveriam temer a tempestade? Em primeiro lugar, por causa da promessa de Cristo. Eles deveriam confiar nas promessas de Cristo, quando ele disse: “passemos para a outra margem”. Em segundo lugar, o poder de Cristo. Eles deveriam entender que o próprio Deus encarnado estava no meio deles. Em terceiro lugar, a presença de Cristo. Jesus estava no barco com eles, por isso não deveriam temer. Portanto, isso nos ensina que em meio às tribulações da vida, devemos confiar nas promessas de Cristo que estão em sua Palavra, como Ele disse certa vez: “eis que estou convosco todos os dias e até a consumação dos séculos” (Mt 28.20), e no seu poder e na sua presença.

O temor dos discípulos

E eles possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (Mc 4.41).

Os discípulos ficaram extremamente temerosos quando viram os ventos e o mar se acalmar. Muita das vezes Deus opera de forma tão poderosa em nossas vidas, que ficamos impressionados com a sua soberania, foi assim que os discípulos ficaram.

Diante disso eles perguntaram entre si: “quem é este que até o vento e o mar lhe obedece”? Esse texto nos prova que Jesus é tanto Deus, como homem. Enquanto ele estava dormindo na poupa do barco, percebemos sua parte humana descansando. No momento em que ele repreende a tempestade, percebemos sua Onipotência divina. Assim, o temor dos discípulos nos mostra tanto a divindade como a humanidade de Cristo, Jesus é o próprio Deus encarnado.

Conclusão

Marcos no ensina que sempre enfrentaremos tempestades na vida. Mas não devemos temer, porque Jesus estará sempre em nosso barco a nos guiar. Devemos entender que diante das dificuldades, Jesus acalma a tempestade. Lembrando, que sempre depois do temporal, vem abonança. Vimos também sobre a natureza de Jesus, que é homem, mas também o próprio Deus.



Sidney Muniz

Comentário Bíblico Mensal: Agosto/2019 - Capítulo 3 - A Meditação nas Escrituras Sagradas




Comentarista: Matheus Santos



Texto Bíblico Base Semanal: Neemias 8.1-9

1. E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.
2. E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês.
3. E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
4. E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão.
5. E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.
6. E Esdras louvou ao Senhor, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.
7. E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar.
8. E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.
9. E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.

Momento Interação

A Bíblia dá muito valor à meditação (1 Tm 4.15). Mas o tipo de meditação mencionado na Bíblia não se refere a esvaziar a mente nem a ficar repetindo certa palavra ou frase como um mantra. Em vez disso, a meditação bíblica envolve refletir em assuntos positivos, como as qualidades de Deus, seus padrões e as coisas que ele criou. “Medito em todas as tuas ações, refletindo sobre a obra de tuas mãos”, orou um fiel servo de Deus (Sl 143.5). A meditação nos ajuda a ter forças para fazer o que é certo e a ser pessoas maduras e equilibradas. Assim, conseguimos falar e agir de forma sábia (Pv 16:23) Portanto, esse tipo de meditação contribui para uma vida feliz e satisfatória. 
Bons Estudos!

Introdução

“Meditação” é a palavra da moda em nossos dias. Todos praticam meditação. Muitos sites que tratam de produtividade dizem que quando você começa a se sentir improdutivo é realmente útil fazer um “intervalo para meditação”.  A verdade é que a Bíblia também fala muito sobre meditação. Salmo 1.2 diz a respeito do homem de Deus: “… o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite”.  Isso leva-me a perguntar: o que exatamente é a meditação? De acordo com a nossa cultura, meditação é o relaxamento da mente até o ponto em que pouco ou nenhum pensamento ocorre. De acordo, porém, com as Escrituras, meditação é a concentração intensa da mente que permite uma prática profunda de pensar. O objetivo da meditação secular é esvaziar a mente. O objetivo da meditação bíblica é preencher a mente com a verdade de Deus. Definindo de maneira sucinta, a meditação bíblica é a prática de encher a mente com a Palavra de Deus com o propósito de aplicar a Palavra. Sendo assim, como vamos meditar na Palavra de Deus? Como isso acontece na prática? Estudaremos isto no capítulo de hoje.

I. A Importância da Leitura Bíblica

A Bíblia foi escrita num período muito longo, aproximadamente 1500 anos. São diversos autores, são mais de 40 homens ungidos pelo Espírito Santo, eram pessoas de todas as classes sociais, do humilde ao nobre. Desde a sua finalização, Já são quase 2 mil anos. Apesar dos milênios, continua na sua forma original. Com certeza, é a mão do Senhor na sua preservação. É um livro especifico para o povo de Deus. O ímpio a encara como mais uma literatura e não dão a devida credibilidade às suas informações. Ela foi escrita para os eleitos! E para aceita-la é necessário crer integralmente em suas informações. É um Livro de Fé, para um povo de Fé. Explicá-la e praticamente desnecessário. Entende-la, não depende de uma boa formação cultural, de sabedoria, ou mesmo dominar sua língua original. Na verdade apenas aceita-se seus princípios, sem questioná-los!

É a única fonte reveladora de Deus, Sua vontade e propósitos para Seus filhos. Aos que querem viver em comunhão com o Eterno, precisam conhecê-la e meditar em suas verdades. A seguir forneço diversos textos, nos quais podemos ver, o que a Bíblia diz a seu próprio respeito. Medite. A Bíblia tem sua origem no coração do Senhor e segundo o Espírito Santo foi revelada a homens puros.

Para o salmista (Sl 1.1,2) a meditação nas escrituras é em primeiro lugar uma atitude profundamente realizadora. Pois o justo tem prazer na leitura da Palavra. Procura ler as escrituras encontrando nelas a sua regra de vida. Ler as escrituras é mais do que um mero exercício acadêmico. É uma forma de relacionamento com o autor primário. É relacionar-se com Deus. Meditar na lei do Senhor é se achegar a santa palavra com atitude reverente e com espírito de oração. A segunda implicação é que neste tipo de leitura não é preciso pressa. O salmista medita na lei do Senhor de dia e de noite. Profundidade exige tempo, dedicação. Não se achega perante o eterno olhando o relógio. A cultura do descartável e do efêmero não tem vez aqui. É preciso recitar interiormente o texto até absorve-lo. É necessário dedicar-se a observação.

II. A Importância da Meditação Bíblica

Como fazer uma leitura proveitosa das escrituras sagradas? Como compreende-la com profundidade sem incorrer em equívocos? Como conciliar a seriedade necessária para a leitura e estudo bíblico com crescimento e devoção pessoal? Estas são perguntas que muitas pessoas se fazem e que demandam o esforço.

a) Medite em oração: Quando lemos a Bíblia, não estamos apenas lendo um livro − estamos lendo a Palavra Sagrada de Deus. Ela nos foi dada por Deus para que possamos conhecê-lo, amá-lo e obedecê-lo. Isso significa que nós não podemos entender de fato a Bíblia sem o poder esclarecedor do Espírito de Deus. Devemos deixar que Deus abra os nossos olhos para compreendermos e aplicarmos as verdades gloriosas que lemos nas Escrituras. Sem a atuação do Espírito de Deus, o nosso tempo devocional é seco, apático e infrutífero. Antes de ler a Palavra de Deus, ore pedindo que Deus lhe dê entendimento.

b) Medite em quietude: É difícil concentrar-se e pensar com profundidade numa passagem das Escrituras quando você está cercado por distrações. Entendo que este não é o caso de todos, mas para a maioria de nós a meditação efetiva na Palavra de Deus ocorre em lugares tranquilos.Salmo 131.2 diz: "…fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo".  A meditação eficaz acontece, geralmente, no silêncio.

c) Medite com expressão: O fato de você estar em um lugar quieto não significa que você precise ficar quieto. Deus fala conosco quando lemos as Escrituras e, geralmente, é adequado responder verbalmente ao estímulo da Sua Palavra. Tomemos por exemplo 1 Tessalonicenses 5.16-18, que diz: ” Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco”. A Bíblia não é um livro árido. Ela é a palavra viva de Deus. Temos de interagir com as Escrituras, responder ao seu comando, regozijarmo-nos em suas promessas e deliciarmo-nos com suas revelações.

III. Cumprindo com os Propósitos da Palavra de Deus na Vida

Meditar nas passagens bíblica é ocupar a nossa mente com o texto inspirado. Através dos padrões da verdade revelada somos libertos de estruturas mentais escravizadoras e destrutivas e começamos mudar as nossas atitudes. Pois como bem afirmou o apóstolo Paulo: "as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo" (2 Co 10.4,5). No entanto, estes ensinamentos serão verdadeiramente entendidos apenas por aqueles que se deixam envolver pelo Espírito do Senhor; os demais, que não possuem o Espírito não conseguem entende-la ou aceita-la (Jo 6.63; 2 Co 3.6) e a sua ignorância os leva ao erro (Mt 22.29; At 13.27). O Senhor Jesus e o Espírito Santo, nos capacitam a entende-la e a aceitá-la sem questionamentos (Lc 24.45; Jo 16.13; 1 Co 2.10,14). Os homens que foram transformados em novas criaturas devem observar seus ensinamentos e aceitá-los. É fonte de vida e crescimento na comunhão com o Eterno.

Conclusão

Os homens que continuam a viver segundo a carne, impulsionados pelo maligno são inimigos da palavra e para estes os seus ensinamentos são nulos (Mc 7.9-13), rejeitados (Jr 8.9) e não obedecidos (Sl 119.158). Amados irmãos, sem equívocos nenhum a Bíblia Sagrada deve ser observada e seus ensinamentos praticados no dia-a-dia. A meditação bíblica em suas verdades nos aproxima e nos faz semelhantes ao Criador.

Temos herdado dos tempos modernos a pressa, o pensamento acelerado em muitas questões, mas, sobretudo, temos sofrido com a avalanche de informações derramadas sobre nós. Ganhamos em muitas áreas com o avanço tecnológico, mas deixamos de desenvolver as percepções espirituais que apenas uma mente conectada com o céu pode perceber. Isso acontece porque as revelações Divinas não vêm quando estamos distraídos com entretenimentos ou pensamentos fúteis e egoístas, mas quando ficamos com o Texto Sagrado na mente, até conseguir absorver as Verdades contidas nele para nós. Muitas vezes, o que o Senhor deseja nos falar está nas entrelinhas, nas vírgulas, na pausa ou em apenas uma palavra que, até então, nunca tinha chamado nossa atenção. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Desculpas Esparrafadas




Por Carlos Vagner



A radicalidade do arrependimento, descortina a nossa realidade de depravação humana, como somos maus, egoístas, desumanos e etc. Quando somos alvo da graça divina, essas realidades entra em confronto com a nova perspectiva de vida, e passamos a experimentar a radicalidade da fé, e quando digo radicalidade, me refiro a profundidade, não um mero legalismo. Nossa consciência é levada cativa ao Cristo, e nos percebemos, sabemos quem somos, e que não existe outro alguém para quem possamos ir. 

Agora, quando não nos percebemos, não nos arrependemos, e quando achamos que não há nada de interessante na fé em Cristo, passamos a viver de máscaras, mesmo indo aos cultos, nascidos em uma família cristã, e sabendo de todos os ritos, porém nunca tivemos um encontro verdadeiro com Jesus, começamos a dissimular, colocando culpa nos outros, fazendo comparações, com a capa da religião. Na realidade o que falta é nascer de novo, se arrepender de verdade, confessar diante do Criador a miserabilidade da nossa vida, com a coragem de dizer: O culpado sou eu, eu é que não quero, a culpa é minha, me perdoe. Seja sincero(a), honesto(a) verdadeiro(a). Não jogue a responsabilidade das suas ações nos outros. Reconheça que o problema reside em você e não no próximo.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Rótulos




Por Carlos Vagner



Penso ser um equívoco descrever a espiritualidade de uma pessoa, pelas demonstrações externas de emoções exacerbadas. Aferir se é um crente é frio ou morto, e se é quente ou vivo, não pode ser um fator que se determina pelas expressões dentro de um culto, aliás, no cenário religioso, facilmente os incautos são enganados, e isso ocorre com bastante frequência. 

Se fosse para rotular frio ou morto, seria um cristão que ouvindo a verdade não coloca em prática (ainda que demonstre com gritos e manifestações corporais dentro de um ambiente de culto que eu particularmente não concordo) e um cristão quente ou vivo, seria aquele que ouvindo a verdade, agasalha no coração com a predisposição de se colocar em prática na sua vida diária (ainda que entre em um ambiente de culto e fique quieto, sem gritaria, apresentando um culto racional, analisando o que está sendo pregado com a palavra de Deus, que eu particularmente concordo). 

Por isso, penso ser uma grande imaturidade rotular as pessoas pelas expressões dentro de um culto. Pense nisso!