quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Novembro/2017 - Capítulo 3 - A Prosperidade no Novo Testamento



Comentarista: Leonardo Pereira

Introdução

No capítulo desta semana estudaremos à respeito da prosperidade bíblica no Novo Testamento. É muito comum vermos pessoas que pregam e muitas vezes ensinam o conceito da prosperidade do Antigo Testamento, e muito pouco à respeito do Novo Testamento e suas bases de ensino. Ambos os testamentos, apesar de se complementarem, se mostram um completo paradigma em coparações quanto o assunto é a prosperidade. Veremos isto no estudo de hoje como se deve o conceito da prosperidade do Novo Testamento, saindo do conceito material e pessoal, e partindo do ponto de início do conceito completamente espiritual.

I.  A Pregação de João Batista

João Batista foi o último profeta do Antigo Testamento, que teve como uma grande missão em sua vida, ser aquele que apresentaria o Messias ao mundo (Is 40.3; Jo 1.29). Suas mensagens enfatizavam que viria aquele que nem ele mesmo seria digno de desatar as correias de suas alparcas (Mt 3.11; Mc 1.8). A mensagem de João Batista vinha com a forte ênfase de que o povo se arrependessem dos seus pecados pois o reino de Deus é chegado (Mt 3.2). Indagado pelas pessoas que o ouviam perto do Jordão, João Batista instruiu-lhes que tivessem uma vida correta e digna: "E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois? E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, faça da mesma maneira. E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? E ele lhes disse: Não peçais mais do que o que vos está ordenado. E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal nem defraudeis, e contentai-vos com o vosso soldo" (Lc 3:10-14).

II. A Vinda do Messias

A vinda do Messias foi enfatizado como plano de redenção antes da fundação do mundo (Ap 13.8). Reiterado pelo Senhor no Éden (Gn 3.15), e predito por diversos profetas (Is 9.6; Is 42.1-4; 53.1-12; Mq 5.2). O Antigo Testamento apontava para Aquele que é completamente a grandiosa prosperidade em nossas vidas, que é o nosso Senhor Jesus Cristo (Is 60.1-3). Moisés quando refazia a recapitulação das leis no livro de Deuteronômio, menciona que viria um profeta semelhante à ele e à quem devemos escutar tudo quanto ele disser (Dt 18.15; At 3.22). Daniel menciona que o seu reino (o reino de Cristo) jamais teria fim e que sempre existiria (Dn 2.44). Tudo isso podemos comprovar que o Senhor Jesus Cristo já foi prenunciado com grande ênfase dentro do Antigo Testamento para a plenitude dos tempos, por meio de graça e do dom de Deus (Ef 2.8,9; Gl 4.4,5).

III. O Início do Ministério de Jesus

O início do ministério do Senhor Jesus Cristo, se inicia plenamente quando João Batista ao vê-lo chegando perto do Jordão, desejando ser batizado, menciona à todos que Cristo é o Filho de Deus: "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu" (Jo 1:29,30). Quando o Senhor Jesus Cristo chega à João Batista, o solicita que seja batizado: "Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele.Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu. E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.13-17). Depois de seu batismo, o Senhor Jesus Cristo vai para o deserto com o propósito de jejum de 40 dias, para ser tentado pelo Diabo (Mt 4.1-11), e depois disto seleciona os seus discípulos para o seguirem (Mt 4.12-25; Mc 1.14; Lc 5.1-11). O início do ministério do Senhor Jesus Cristo marca-nos uma etapa evidente de que Ele verdadeiramente é o Filho de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

domingo, 12 de novembro de 2017

Sugestão de Leitura da Semana - Reforma Protestante - História, ensinos e legado, de Gilmar Vieira Chaves



De Leonardo Pereira

Neste ano de 2017 em que se completa os 500 anos da Reforma Protestante, grandes obras tem sido publicadas e republicadas, para conhecimento nosso, acerca do que ocorreu antes, durante e depois da Reforma Protestante, mediante aos feitos dos pré reformadores e dos reformadores. Isto é importante para todos nós, visto que como frutos da reforma que somos depois de muitas lágrimas, orações e martírios pelos que nos antecederam, é extremamente vital  entendermos os feitos do passado para se compreender o presente e o futuro da igreja, a qual o Senhor Jesus Cristo comprou com seu próprio sangue na cruz do calvário (At 20.28). Por isto entre muitas obras teológicas e históricas acerca da reforma, nesta semana recomendamos uma obra que preenche em muito o conhecimento acerca da Reforma Protestante, a biblioteca de todo pastor, membro e estudante da Palavra de Deus.

O livro Reforma Protestante - História, ensinos e legado, escrito pelo pastor Gilmar Vieira Chaves aborda com muita maestria e habilidade na escrita dos capítulos, um conteúdo robusto nos passando precisas e importantes informações concernentes acerca sobre a pré-reforma e os seus efeitos para que chegassem a Reforma Protestante, o desenvolvimento mundial realizado em várias camadas das sociedades e dos países europeus por intermédio da reforma, a teologia propriamente reformada sendo desenvolvida ao longo dos tempos e o progresso da Reforma em nossos dias, buscando cada vez mais busca sempre uma genuína Reforma (Mt 16.18). 

Em tempos de muita pluralidade religiosa e muitos ensinamentos sendo passados e não sendo verificados a luz da Palavra de Deus, um livro que venha nos remeter a Reforma Protestante é de grande necessidade para a igreja hoje, de maneira que possamos com grande confiabilidade nos púlpitos e nas congregações, grandes pregadores, estudiosos da Palavra e membros conhecedores do verdadeiro evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Rm 1.16,17). É um livro que certamente enriquece e abençoa a vida de muitos irmãos em Cristo Jesus.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Novembro/2017 - Capítulo 2 - A Prosperidade no Antigo Testamento




Comentarista: Leonardo Pereira

Introdução

Atualmente, em sua maioria extrema, em muitos ensinos e pregações ao redor do Brasil, se fala à respeito da prosperidade do Antigo Testamento, sendo trazida para os dias de hoje como um sentido pleno e válido. Devemos tomar cuidado com os textos e contextos bíblicos que são passados à nós, de modo a que estejamos sempre atentos à saber do que a Palavra do Senhor se trata sobre diferente aspecto (Jo 5.39a). Neste capítulo estudaremos sobre o que à prosperidade bíblica no Antigo Testamento e as mais variadas lições que aprendemos com este ensino. Roguemos ao Senhor que nos conceda uma capacitação bíblica cada vez mais de qualidade para sabermos discernir entre o ensino certo e o errado (Mt 7.21,22).

I. A Prosperidade no Trabalho

Deus abençoou a humanidade para que ela pudesse produzir frutos e viver com o resultado do esforço do qual o Senhor nos concede. Quando o Jardim do Éden foi criado, Ele assim que formou o homem (Gn 1.26,27), o colocou para trabalhar sobre a terra (Gn 2.7,8). Moisés também quando foi mencionado a Lei, cita a importância do trabalho: "seis dias trabalharás" (Ex 20.9; Dt 5.13). É importante que venhamos enfatizar o trabalho, ou a busca do mesmo pois como diz o salmista: "Pois comerás da obra das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem" (Sl 128.2).
Não também devemos esquecer do orfão da viúva e do necessitado, que sempre precisam de ajuda e não tem como, nem aonde recorrer. O Senhor sempre enfatizou a importância de ajudar essas pessoas: "Quando no teu campo colheres a tua colheita, e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos" (Dt 24.19); "Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa" (Dt 10.18).; "E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão" (Zc 7.10). Devemos sempre exercer a importância de fazermos o bem à quem mais precise pois há pessoas que necessitam e precisam de nós sempre. O Senhor afirmou que sempre haveria pobres na terra: "Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra" (Dt 15.11).

II. A Prosperidade na Família

A família tem um papel importantíssimo dentro do contexto do Antigo Testamento devido as suas bases instituintes. Em todos os períodos do Antigo Testamento, a família sempre se mostrou uma instituição muito sólida, cumpridora dos desígnios do Senhor, desde o Éden (Gn 1.28), no Egito com Joquebede protegendo o seu pequenino de ser morto e futuramente se tornando o homem que falara com Deus face à face: Moisés (Ex 2.2,3;Dt 34.10). A família tem como sua base, adorar à Deus (Js 24.15), estarem unidos (Sl 128.3), e sempre estarem protegidos e vigilantes com vários perigos que os rondam (Dt 22.8). Deus nos abençoa de modo grandioso visando edificar as nossas famílias de modo que conheçam ao Senhor de geração em geração (Sl 79.13; 90.1). 

III. A Prosperidade na Fidelidade com Deus

A fidelidade ao Senhor é um tema continuamente recorrente desde o Antigo Testamento. Ser fiel, nem sempre é sermos bem-sucedidos ou prósperos, mas é sabermos que o Senhor sempre tem estado conosco (Sl 46.7). É sabermos e entendermos que podemos confiar plenamente no Senhor e rogarmos que tire dúvidas, situações adversas que inundam nossos corações, de nós (Sl 51.7). Ser fiel ao Senhor é reconhecê-lo como Criador do Céu e da Terra (Gn 1.1; Ne 9.6), é amá-lo (Dt 6.5; 10.12) e adorá-lo continuamente (Sl 29.2; 96.9). Essa é a nossa prosperidade além do que vemos e ouvimos!