quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Agosto/2017 - Capítulo 3 - Exemplos de Homens de Oração



Introdução

Nas sagradas escrituras temos vários exemplos de homens de Deus que buscaram a Deus em oração. Iremos citar alguns exemplos para que podemos aprender com os mesmos sobre a oração.

I. O Exemplo de Davi.

Davi foi um grande exemplo de oração, no Salmos 55:17 fica claro que ele orava três vezes ao dia. No livro de 1 Samuel nos mostra varias vezes Davi consultando ao Senhor quando ia saí para guerrear contra os seus inimigos. O Salmos 51 é dos mais conhecido onde o salmista pede a Deus que crie um coração puro e renove nele um espírito inabalável. Esse homem de Deus teve uma comunhão extraordinária com o Senhor. Que esse exemplo venha se refletir na nossa comunhão com o nosso Deus.

II. O Exemplo de Neemias.

Temos o exemplo desse grande homem de Deus que foi Neemias. Sabendo dos seus irmãos no palácio de Susã que não foram levados cativos para a babilônia e que se encontrava em Jerusalém, e esses se encontrava em estado de miséria. Neemias se compadeceu desses e passou a orar pelos seus irmãos que se encontravam em situação crítica, percebemos um homem orando cheio de compaixão pelo seu povo. O exemplo desse homem nos incentiva a orar pelos os missionários que estão pregando a palavra de Deus e que muitas vezes se encontra em momentos difíceis.

III. O Exemplo de Paulo.


Outro exemplo de homem de oração é o apóstolo Paulo. Em suas cartas percebemos no final que Paulo mostrava que estava orando pelos os irmãos, e não somente orando como também ensinando o valor da oração para as igrejas onde sua carta era endereçada. Para a igreja de Tessalônica ele disse que eles deveriam orar sem cessar (1 Ts 5:17), aos irmão de Roma Paulo ora pela a unidade deles (Rm 15:13), em Filipenses 1:9-11 ele ora para que o amor dos irmãos um para com o outro aumentasse mais a cada dia. Paulo nos deixa um exemplo de sempre oramos pela igreja de Cristo, pela unidade e crescimento espiritual dos irmãos. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

INVESTIMENTO BÍBLICO PESSOAL X INDIVIDUALISMO EVANGÉLICO: UMA REVISÃO DE FATOS ATUAIS



Recentemente no meio evangélico brasileiro na última década, cresceu a gama de muitos pregadores, ministros do evangelho, evangelistas e até professores bíblicos se alegrarem com um vasto crescimento de pessoas com sede de aprenderem mais do Senhor e da Sua Palavra (Sl 1). Mas infelizmente, temos um outro lado menos nobre e mais antropocêntrico, no sentido de investimento bíblico (até mesmo, dentro das redes sociais). Esse é um termo muito delicado que precisamos entender o seu "modus operandi".

Quando menciono o tema "investimento bíblico pessoal", falo de pessoas (pastores, educadores cristãos, ministros do evangelho, evangelistas) que tem grande envergadura bíblica correta e sincera, mas que não passam esse conhecimento à frente (o que é errado), ou não investem em pessoas que haverão de guiar rebanhos, institutos bíblicos para às próximas gerações. Não menciono aqui, cursos bíblicos ou faculdades teológicas que são pagas (o que não entra em questão aqui devido às questões financeiras), mas aquelas que todos tem oportunidade de participarem e de serem os próximos professores de EBDs, pastores, educadores cristãos, evangelistas e líderes de grupos de estudos que levarão à frente esta nação, regida pela palavra de Deus. É importante frisar que é o nosso dever enfatizarmos a importância real e plena de que devemos sempre pensar na próxima geração. Paulo doutrinou o jovem líder da igreja de Éfeso, Timóteo, de forma à ser uma pessoa extremamente capacitada, moral, ética e espiritualmente. O Senhor Jesus Cristo passou-lhes o ensino adequado para as situações que lhes passariam (Mt 10; Lc 10).

Nós devemos também executarmos esta grande missão confiada pelo Senhor (Mt 28.19), de modo que muitos venham à ser instruídos de forma correta, e jamais sermos soberbos ou pensarmos em nós mesmos. Roguemos ao Senhor que possamos passar para às próximas gerações, um ensino fiel, pleno e digno das Sagradas Escrituras (Mt 22.29; Jo 5.39; 2 Tm 3.16,17).

domingo, 13 de agosto de 2017

Más Companhia


Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes (1Co 15:33).

O apóstolo Paulo ao escrever para a igreja de Corinto trás uma advertência para os irmãos, alertando - os a tomar cuidado a cerca de assuntos que envolve o cristianismo; e o assunto que Paulo tratou nessa época foi sobre a ressurreição dos mortos que estava gerando dúvidas os irmãos. No capítulo 15 ele trás uma ótima ou podemos assim dizer, defesa da ressurreição de Cristo Jesus. 

Mas no texto de 1Co 15:33 o apóstolo do Senhor adverte os cristão, sobre as amizades que os mesmos estavam se envolvendo, porque na cidade de Corinto as pessoas não acreditavam na ressurreição dos mortos, podemos vê isso claramente quando Paulo visitou a cidade de Atenas, ele falou de Cristo, da sua morte e ressurreição dos mortos. Ao ouvirem isso de Paulo, as pessoas zombavam porque a cidade não acreditava nisso. Mas quando ouviram falar em ressurreição de mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te ouviremos ainda outra vez (At 17:32).

Por isso, Paulo no capítulo 15 faz uma defesa perfeita dessa doutrina, no caso a ressurreição de Cristo. Nos primeiros versículos percebemos isto de forma clara: 

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras;que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos (1Co 15:3-7).

Aqui percebemos duas provas dessa doutrina, o testemunho das escrituras e as pessoas que presenciaram a ressurreição de Jesus. Além do mais, se não existe a ressurreição; logo a fé do cristianismo é vã e não serve de nada (1Co 15:14).

Após o apóstolo Paulo mostrar varias provas da ressurreição de Cristo, ele aconselha os irmãos da igreja com as seguintes palavras que queremos analisar: 

Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes (1Co 15:33). 

O que Paulo quis dizer não vos enganeis? Ele estava dizendo para a igreja tomar cuidado; ficar em alerta, ou seja, não se deixar levar por falsos argumentos. Em seguida Paulo diz: As más companhias corrompem os bons costumes. As companhias aqui podemos entender como: amizades ou comunhão. Portanto, o apóstolo do Senhor Jesus admoesta os irmãos a tomarem cuidado com tipo de amizade que eles estavam adquirindo; porque elas acabariam prejudicando a compreensão deles sobre a doutrina da ressurreição de Cristo. Em outras palavras, Paulo estava advertindo a igreja a se apartar de pessoas que negam completamente o ensino da ressurreição de Jesus, contudo, se eles não se apartassem desses, a influência deles acabaria corrompendo os costumes cristão. 

Quero aqui destacar três tipos de más companhias diante das escrituras:

1. Os falsos Mestres.

Jesus certa vez disse aos seus discípulos: Olhai, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus (Mt 16:6). O fermento aqui pronunciado por Cristo, é a doutrina dos fariseus e saduceus conforme o contexto da passagem. Jesus alerta os discípulos a não se associarem com essas doutrinas e nem com os ensinadores delas; porque as mesmas perverteria a compreensão pura do evangelho de Cristo. Paulo assim como Jesus, alertou a igreja de Filipo dizendo: Acautelai-vos dos cães; acautelai-vos dos maus obreiros; acautelai-vos da falsa circuncisão (Fp 3:2). 

2. Os descrentes.

Encontramos o apóstolo Paulo falando para igreja de Corinto: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo? (2Co 6:14,15). Paulo demonstra claramente aqui que, não há nenhuma harmonia entre o cristão e o incrédulo. Entretanto, ele demonstra isso por meio de um jugo, usando como referencia uma passagem de Deuteronômio 22: 10 que diz: Não lavrarás com boi e jumento juntamente. Não tinha como lavrar uma terra com um boi e um jumento sobre o mesmo jugo, porque na lei ensinava que o boi era um animal limpo e o jumento imundo (Dt 14:1-8). A ideia de Paulo fica evidente que, não era compatível uma amizade íntima entre um incrédulo e um cristão, pois são jugos completamente diferentes. Porém, não devemos entender que, um cristão não pode falar com uma pessoa que não é cristã, as escrituras em nenhuma parte ensina tal pensamento. Jesus conversava com publicanos e pecadores como diz Marcos 2:15-17, só que, a conversa de Cristo era de levar aquelas pessoas ao caminho da salvação. Será que nós temos seguido o exemplo de Cristo? De levar pessoas próximas que não são cristãs ao caminho da salvação.

3. Os falsos crentes. 

Paulo trata bem dessa questão sobre os falsos crentes, quando escreveu sua primeira carta para igreja de Corinto:

Já por carta vos escrevi que não vos comunicásseis com os que se prostituem; com isso não me referia à comunicação em geral com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais. Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro? (1Co 5:9-12).

É importante analisarmos a palavra empregada por Paulo, não vos comuniqueis, ela tem a mesma ideia do que ele falou no capítulo 15:33 sobre as más companhias. Essa comunicação tratada por Paulo, fala de uma intimidade entre duas pessoas, e a ideia que o apóstolo está passando para os irmãos da igreja era que eles deveriam se afastar desses pseudos crentes; porque se os mesmos não seguissem o seu conselho, se tornariam igual esses que se intitulavam cristãos, mas de fato não eram coisa alguma. 

Conclusão. 

Portanto, as conclusões que podemos tirar das más companhias são varias, mas podemos destacar que elas tem um poder de corromper todo bom costume como Paulo mesmo declarou. É por isso que devemos estar atentos sobre os tipos de companhia em que estamos nos envolvendo, seja na igreja, no trabalho, escola ou em qualquer lugar. Devemos ter em mente o conselho prático de Provérbios 13:22 que diz: Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre aflição. Desse modo, devemos buscar amizade que nos leve para mais perto de Deus e não naquelas que nos distancie dEle. Sendo assim, devemos nos afastar dos falsos crentes, falsos profetas e descrentes. Porque nenhuma dessas amizades trás edificação para alma, por isso, devemos sempre ter em mente que a comunhão com Deus sempre deve está em primeiro lugar. É necessário diante disso, sermos sinceros com nós mesmos, fazendo pergunta: será que as minhas amizades estão me levando para mais perto de Deus? Será que estou influenciando ou sendo influenciado? Será que estou me comportando igual a Jesus diante dos descrentes, no sentido de levar eles a Cristo?

Pense bem sobre as suas companhias. 


Sidney Muniz