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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hangout hoje à noite !


                                                                                 

Eu saúdo com a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Eu, o convido à participar do Hangout no dia hoje às 21:00 horas com o tema : EBD,DISCIPULADO E EDUCAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL,com a presença do Pr . Natalino Das Neves II ( Comentarista das Lições Bíblicas de Jovens CPAD )
Link para assistir e participar : https://www.youtube.com/watch?v=-nTrB2_heI0
Que Deus os abençoe !
Compartilhe,participe, e cresça na Palavra de Deus .

terça-feira, 14 de junho de 2016

O Sofrimento



                                                                          

O Drama Humano.
Se tem uma coisa que coloca um Cristão em dilema é o sofrimento.
É um momento onde tudo parece que é o fim do túnel,fim da linha,inicio da dor.É um momento em que você não tem prazer,e de fato,não temos mesmo.
Mas o Senhor Jesus mencionou a vida com sofrimento (Jo 16.33).
Ele não enganou ninguém.Ele é Fiel ( 2 Tm 2.13 ).
Mas a sua Palavra nos diz para lançarmos sobre Eele as nossas ansiedades ( 1 Pd 5.7 ). Não é fácil,mas não é impossível. Não é tão cedo,mas jamais será tarde o momento certo,e a hora certa D´ele ( Sl 139 ). Não é um assunto fácil de lidar,eu sei,mas sabendo que ELE é o que está no Centro de Todas as Coisas
( Ec 11.5 ) .

domingo, 12 de junho de 2016

Eu não te amo mais!


Acena se repete muitas vezes. O marido e a esposa sentam frente a um conselheiro matrimonial ou um líder religioso, descrevendo o seu  casamento problemático. Brigas quase constantes acabaram com a intimidade do relacionamento. Tanto que, é comum um dizer ao outro: “Eu não te amo mais!” O que pode ser feito por casais que “se desapaixonaram” um pelo outro? O divórcio, muitas vezes, parece ser a única saída. Afinal, como poderia uma pessoa se forçar a amar outra pessoa? Ou a pessoa ama ou não ama! Quem quer continuar em um casamento sem amor?
É triste que tantas pessoas parecem acreditar que o amor é, em primeiro lugar, uma reação de glândulas. Nós nos “apaixonamos” e então “deixamos de estar apaixonados” na mesma velocidade. Duas pessoas são atraídas uma a outra e um casamento é feito com pouco mais fundamento que “nossas idéias realmente batem”. Quando param de “bater”, o casamento é desfeito como um erro infeliz. O verdadeiro erro é basear um relacionamento para toda a vida em amor romântico!
A palavra de Deus dá direcionamento para o casal que “deixou de estar apaixonado”. O mandamento é: “Comece a amar!” O apóstolo Paulo escreveu do amor que um marido deve manifestar para com a sua esposa. Guiado pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:10-13), ele mandou os maridos a amarem as suas esposas, porém ele usou uma palavra para “amor” que descreve um amor de escolha moral ao invés de um de emoção (Efésios 5:25, a palavra grega ágape). Este amor não é necessariamente sem emoção, mas não encontra a sua base na paixão humana. É expresso em bem-querer ativo para com o seu objeto ao invés de um sentimento alegre que deixa as pernas moles e um frio no estômago!
A noção na nossa sociedade é de que uma vez que o fogo do amor romântico se apague, há pouco a fazer a não ser terminar o casamento pelo divórcio. Quando a afeição pelo parceiro está “fraca” por causa de conflito e a tensão resultante, as pessoas se descrevem como “não apaixonadas”. O fogo do amor romântico pode ser quente, mas a brisa causada pelas circunstâncias da vida pode o apagar. O amor de escolha moral, por outro lado, pode parecer um pouco frio por comparação, mas é um amor que pode suportar até os momentos mais tempestuosos do casamento. Eu escolho amar a minha esposa, não porque ela está de alguma maneira amável no momento (uma situação hipotética, é claro), mas porque é a coisa certa a fazer. É o que Deus manda e ele compreende a dinâmica do relacionamento matrimonial melhor que eu.
O amor mandado por Deus não é apenas um “Eu te amo” e um beijinho na bochecha. É o bem-querer ativo. Ele nos leva a buscar o bem-estar um do outro independentemente do comportamento daquele. O marido que ama busca o melhor para a sua esposa mesmo quando o relacionamento está difícil por causa de discussão ou conflito.

domingo, 22 de maio de 2016

Satanás Domina Pessoas Hoje como o Fazia no Novo Testamento?


O Novo Testamento, especialmente os relatos do evangelho, fala freqüentemente do poder do diabo e dos seus servos. Encontramos no registro bíblico várias pessoas endemoninhadas, ou seja, possuídas por um ou mais demônios. Tais casos envolvem pessoas boas e inocentes possuídas contra a sua vontade e incapazes de se livrarem destes poderes maus.
Hoje, a expulsão de demônios e demonstrações semelhantes, bem como sessões de "descarrego" espiritual, se tornaram comuns em muitas igrejas. Será que o diabo continua agindo hoje como o fazia no Novo Testamento? A Bíblia ensina que não. Vamos considerar alguns fatos importantes:
1. Deus é maior do que Satanás, e por isso, o diabo age na terra dentro dos limites definidos pelo Senhor (Jó 1 e 2; Zacarias 3:1-5; Apocalipse 20:1-3).

2. A Bíblia fala de possessão de demônios somente nas épocas nas quais Deus estava fazendo novas revelações, principalmente nos evangelhos, quando Jesus revelava a sua nova doutrina. Quando ele demonstrava seu poder sobre enfermidades, morte física e demônios, as pessoas corretamente interpre-taram o seu poder como sinal de uma nova revelação (Marcos 1:26-27). Agora é diferente. Qualquer um que revela novas doutrinas hoje é amaldiçoado por Deus e deve ser rejeitado por todos nós (Gálatas 1:6-9).

3. Jesus mesmo explicou a expulsão de demônios como preparação para uma vitória completa sobre Satanás (Marcos 3:27).

4. Jesus derrubou o diabo pela sua morte na cruz (Hebreus 2:14-15).

5. Zacarias profetizou sobre a nossa libertação do pecado em Cristo, e disse que, entre o povo do Senhor, não haveria mais idolatria, nem profetas, nem espíritos imundos (Zacarias 13:1-2). Uma vez que a Nova Aliança foi completamente revelada, sabemos que a profecia cessou (1 Coríntios 13:8-13). Sabemos também que a idolatria não faz parte da vida do discípulo de Jesus (2 Coríntios 6:16 - 7:1), e que o diabo foge do verdadeiro servo de Deus (Tiago 4:7).

6. A arma que usamos para vencer o diabo é a poderosa palavra de Deus (Efésios 6:11-17; Tiago 1:21).
A nossa vitória sobre o diabo hoje não exige exorcismo, expulsão de demônios ou sessões de descarrego. Para ficarmos libertos do diabo e longes dos ministros dele, temos que abraçar a verdade e resistir os ataques do Maligno. Vamos resistir a sedução de falsos professores que falam mais do diabo do que do Salvador. Ponhamos a nossa confiança no Senhor e na palavra dele. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). "E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5:4). "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno" (1 João 2:13). "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca" (1 João 5:18).

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Sobre debates bíblicos e teológicos na internet

                                                                                        
Recentemente tenho visto um número absurdo de debates de teologia na internet,alguns até passando do limite.
Me pergunto já de primeira,para esses ´´ teólogos``: Buscam primazia ou ser estrelas nas redes sociais?
Sou blogueiro,articulista de alguns sites evangélicos e administrador da página,mas nunca eu,e nem meus companheiros,seja da página ou do blog ,precisam fazer mercantilismo,ou saber quem manda mais no Reino dos Céus,como estão fazendo em diversos sites.
É UMA VERGONHA!
Falta de respeito com as pessoas e primeiramente com Deus,a que deve ter toda honra e toda glória.
No reino de Deus,não tem maioral,nem minoria,NÃO TEM JUDEU NEM GREGO!
E não estou aqui fazendo apologia à Teologia.Teologia é um excelente conteúdo para você crescer,a Teologia em si é boa,o que matam são maus Teólogos,lobos que devoram até os ossos das ovelhas.
Que Deus nos guarde dos devoradores,e que antes de ver,ou entrar nesses debates,primeiramente, irmos a Palavra de Deus.

Pois é o Senhor que dirige nossos caminhos ( Pv 16.9 ).

Leonardo Morais.

sábado, 9 de abril de 2016

O Cristão na Pós - Modernidade



´´Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada``
(Francis Schaeffer)

Nossa geração enfrenta uma crise que tem afetado toda a vida, seja nas áreas da psicologia, antropologia, sociologia, filosofia ou teologia, questões que no passado eram definidas, retornam nesta era como grandes desafios para sociedade. As questões que envolvem a homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade entre outras, voltaram para um estado de indefinição. No entanto, é bom ressaltar que estas questões perturbam não apenas a da igreja, mas toda a sociedade.

Este estado de indefinição não é uma questão que afeta apenas a igreja, mas toda a sociedade, porém vivemos um momento em que de um lado está a sociedade que acredita que suas dúvidas são legítimas e para as quais não existem resposta. A sociedade não quer resposta, quer apenas permanecer neste estado de intermitente desafiando toda sorte de absolutos com perguntas para as quais nem ela mesmo não possui respostas. Já do outro lado está a igreja, que acredita possuir todas as respostas e sem nenhuma piedade, humanismo, conhecimento de causa e sabedoria bíblica, se diz pronta para responder qualquer pergunta, inclusive aquelas que ninguém fez. Com isto não quero insinuar que a Bíblia não possua as respostas para o drama humano, mas sim, que a igreja abandonou a Bíblia e tenta responder à sociedade com sofismas.

A era pós-moderna conduziu-nos, sociedade e igreja a um estado de indefinição quanto à questões elementares da vida. A crise de valores não é um problema exclusivo da religião, em especial do cristianismo, é uma crise da humanidade. Esta indefinição ideológica é com certeza uma das marcas do pós-modernismo. E o que é a pós-modernidade? A pós-modernidade é determinada pelo fim da verdade absoluta, nem a filosofia e religião, nem mesmo a ciência podem ser consideradas fontes de verdade absoluta. O pós-modernismo rejeita toda forma de verdade absoluta, criando um mundo relativo, onde a verdade é individual, sendo que o que é verdade para um, pode não ser para outro, e vice-e-versa.

O filósofo francês Gilles Lipovetsky prefere usar o termo "hipermodernidade", e alega que alguns dos efeitos da mesma na sociedade são individualismo, consumismo, problemas éticos e o hedonismo.

Os efeitos da pós-modernidade também podem ser sentidos na igreja. E aqui não estamos falando de igrejas liberais e espiritualmente adormecidas, mesmo nos redutos conservadores seus efeitos podem ser sentidos. É importante ressaltar também que o pensamento pós-moderno não está institucionalizado, como se fosse apenas uma norma de conduta das instituições governamentais e privadas, mas é acima de tudo o pensamento do indivíduo, que em busca de liberdade, faz a opção por privatizar a verdade para usá-la conforme lhe for mais conveniente.

Um dos efeitos mais catastróficos da pós-modernidade na igreja está relacionado com a autoridade das Escrituras Sagradas. Nos movimentos neo-pentecostais, e em boa parte dos pentecostais, a autoridade do líder tem a mesma ou até mais autoridade que a Bíblia. Evidentemente que é tudo muito subjetivo, eles não dizem que é assim, mas ao serem questionados sobre certas doutrinas e ensinamentos, dizem, por exemplo, que se trata de uma revelação espiritual. Associado ao problema na negativa da autoridade da Bíblia, acham-se no direito de interpretarem as Escrituras Sagradas segundo os seus padrões, esquecendo que a Escritura interpreta-se a si mesma. E com isto re-interpretam posições teológicas e e assumem um behaviorismo, segundo os seus critérios. É por isso que hoje quando um pastor divorciado é questionado sobre o divórcio, ele terá sua própria interpretação que justifica a sua situação. E assim se repete com todos os outros casos, tais como homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade e outros. Quando confrontados com a palavra, sempre apresentarão suas razões recheadas de erros teológicos e de uma espiritualidade vazia. Sobre a qual o apostolo Paulo disse a Timóteo: "Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade [...]" (2 Tm 2:4).
Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essas mudanças ocorridas de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade”.

O nosso objetivo, neste artigo, é entender este momento histórico-social. Não temos aqui a pretensão de penetrar nas raias da especulação sociológica e filosófica, mas sim mostrar suas implicações de mudanças que permeiam o mundo e conseqüentemente a Igreja de Cristo.

Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”, nos diz que:

    Cada geração defronta com este problema de aprender como falar ao seu tempo de maneira comunicativa. É problema que não pode resolver sem uma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração.

Devemos compreender o que ensina a Pós-Modernidade para poder combater aquilo que é excêntrico às Escrituras e ao mesmo tempo comunicar a Palavra de Deus de forma eficiente para essa geração. Como bem disse Stanley Grenz (1997, p.28), nós não fomos chamados para ministrar a uma época remota, mas para os dias de hoje, cujo contexto acha-se sob a influência da Pós-Modernidade.

Fontes: http://www.ib7.org/_novo/artigos/lideranca/a-igreja-crista-e-os-desafios-da-pos-modernidade
http://www.cbn.org.br/artigos-e-devocionais/103-o-desafio-da-pos-modernidade.html
Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Pedidos com Objetivos

                                                                                  
Bom dia à todos.
Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus generais e seu escriba e relata a estes seus 3 últimos desejos:
1 – que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados médicos da época;
2 – que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);
3 – que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, a vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes. Alexandre explica então:
1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que estes NÃO têm poder de cura nenhuma perante a morte;
2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos.
Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas, correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade ou uma casa.
Se isso está acontecendo com você, reflita sobre o seguinte: Não corra atrás das borboletas; cuide do seu jardim e elas virão até você.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse:”Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”.
A vida usa símbolos para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que nós desejamos, precisamos estar prontos e maduros. Um ponto crucial para identificar a maturidade de um homem é perceber qual a relação que este estabelece com Deus; pois quanto mais o homem se aproxima de Deus, menos priorizará a busca incessante pelas coisas materiais.
Devemos compreender, que a vida segue o seu fluxo e que ele é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo ‘empurrar o rio’. O rio corre sozinho, obedecendo o ritmo da natureza.
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, embora vivam no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço (a nossa vida) num ambiente agradável, perfumado e bonito e colocarmos Deus no centro deste jardim (nossa vida), será inevitável; as borboletas virão até nós.
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá.
Deus o Abençoe !

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

De Qual Igreja Você É?

Descobrindo a Igreja do Primeiro Século
 
Atos 11:19-26
Há dois mil anos, quando os apóstolos começaram a pregar o evangelho do Senhor pelo mundo inteiro, não existia uma variedade de "igrejas", denominações e seitas, todas com as suas doutrinas e métodos para ganhar discípulos. De fato, Jesus e os seus apóstolos ensinaram haver uma só igreja, a qual é o corpo de Jesus, ele mesmo sendo o cabeça (veja Mateus 16:18; Efésios 1:22-23, 4:4, 5:22-23; Colossenses 1:18). Portanto, quando pessoas se convertiam, ninguém lhes perguntava, "de qual igreja você é?" - pois era óbvio que pertenciam àquela única igreja que Cristo mesmo edificou.
Muitos hoje dizem estar procurando "a igreja certa". Para alguns isto quer dizer simplesmente um lugar onde possam se sentir bem ou confortáveis, apaziguando suas consciências com atos externos de "adoração" a Deus. Porém, para os mais honestos, esta procura é uma busca verdadeira para fazer parte da "...nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9-10).
Com o intuito honesto de descobrir a igreja edificada por Cristo, vamos viajar dois mil anos atrás para a cidade de Antioquia da Síria, onde estava chegando pela primeira vez a pregação do evangelho de Jesus. Ao lermos este relato do Espírito Santo sobre a conversão das pessoas desta cidade, prestemos bem atenção ao que aconteceu, e façamos a pergunta, "de qual igreja eram estas pessoas?"
O que aconteceu em Antioquia? (Atos 11:19-20)
Depois que Estêvão foi morto em Jerusalém por pregar o evangelho (veja Atos 7:51 - 8:4), os cristãos que ali moravam se espalharam pelas regiões ao redor, levando a palavra do Senhor para lugares onde ainda não havia sido pregada. No início estes discípulos pregavam somente aos judeus, porém alguns que eram naturais de lugares entre os gentios ("gregos") logo começaram também a pregar aos não-judeus.
O que, exatamente, estes discípulos pregavam? Versículo 19 diz que se espalharam "anunciando...a palavra", e versículo 20 nos ensina que estavam "anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus". Este fato é simples e importante demais para o ignorarmos - os que saíram de Jerusalém pregavam somente a palavra, o evangelho do Senhor Jesus. Mostrando este mesmo padrão em seu ensinamento, o apóstolo Paulo disse: "decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Coríntios 2:2).
Qual o resultado da pregação da palavra do Senhor? (Atos 11:21-24)
A Bíblia nos afirma que ouvir a palavra é suficiente para produzir fé em pessoas a fim de salvá-las. O apóstolo Paulo escreveu aos Romanos, "Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê..." e "...assim, a vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo" (Romanos 1:16; 10:17). Pessoas que verdadeiramente querem servir a Deus junto ao povo dele não precisam ouvir de milagres ou promessas de bênçãos materiais, porém responderão com fé à simples pregação da palavra de Cristo. Vejamos o que aconteceu em Antioquia quando as pessoas responderam com fé:
Conversão ao Senhor. Quando as pessoas honestas de Antioquia ouviram o evangelho, "crendo, se converteram ao Senhor" (Atos 11:21). Pregar o evangelho de Jesus resulta na conversão de pessoas a ele, o Senhor!
Ninguém na Bíblia jamais foi convertido à igreja. Porém, muitos hoje são. Basta ouvir uma conversa entre dois crentes, e logo alguém dirá algo assim: "Você sabia que fulano-de-tal saiu da igreja?" ou "Graças a Deus que depois de tanto tempo desviado eu voltei para a igreja!" Expressões assim mostram pessoas convertidas à igreja e não ao Senhor. O problema é que muitos que se chamam "evangelistas" saem pelas ruas anunciando muitas coisas - a igreja, o pastor, teologia, promessas de curas ou de bênçãos materiais, expulsão de demônios, etc. - mas pouca gente parece ter interesse pela pregação da palavra. O resultado disso é pessoas convertidas a estas coisas, e não ao Senhor. Para fazer parte da igreja que pertence ao Senhor, é necessário ouvir o evangelho, a palavra que fala do Senhor, para que sejamos convertidos a ele.
Firmeza no Senhor. Boas notícias correm rapidamente, e logo a igreja em Jerusalém ficou sabendo da conversão das pessoas em Antioquia (Atos 11:22). A linguagem que descreve a igreja em Jerusalém deve chamar nossa cuidadosa atenção. Por exemplo, ela tem "ouvidos". Também, ao mesmo tempo ela é singular - "a igreja" - e plural - "enviaram Barnabé". O que aprendemos com isto? A palavra "igreja" na Bíblia não descreve um prédio ou uma organização (denominação), e sim pessoas. A igreja em Jerusalém simplesmente era pessoas convertidas ao Senhor que ouviram da conversão de outros e mandaram ajuda na pessoa de Barnabé.
Quando Barnabé chegou em Antioquia, ele ficou alegre ao ver a graça de Deus entre estes novos convertidos (Atos 11:23). Como é possível ver a graça de Deus? O apóstolo Paulo escreveu: "a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus..." (Tito 2:11-13). O que Barnabé viu em Antioquia eram pessoas que manifestavam vidas transformadas pela graça de Deus. Sua resposta era de exortar "a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor" (Atos 11:23).
Muitos têm orgulho de dizer que permanecerão sempre firmes na igreja. Vamos lembrar, porém, que a igreja é pessoas, e pessoas, mesmo boas, podem errar. Seria tolice permanecer firme em pessoas se estas não estão firmes no Senhor! Porém, quem permanece firme no Senhor não cairá mesmo se toda a igreja e os pastores caírem, pois seguirá aquele que é o verdadeiro "bom pastor" (veja João 10:27-28).
União ao Senhor. Por causa da pregação do evangelho por Barnabé e outros em Antioquia, "muita gente se uniu ao Senhor" (Atos 11:24). De fato, o resultado de pessoas ouvindo o evangelho do Senhor, se convertendo ao Senhor, e permanecendo no Senhor sempre será pessoas unidas ao Senhor. Este é o ponto da conversão - Deus nos oferece paz e reconciliação em Cristo para que possamos ser unidos a ele para eternidade (veja 2 Coríntios 5:18-21; João 14:1-3)!
De qual igreja eram estas pessoas? (Atos 11:25-26)
Infelizmente, o padrão que vemos no mundo religioso hoje é bem diferente do que vimos em Antioquia. Hoje, pessoas pregam a igreja, se convertem à igreja, permanecem na igreja, e se unem à igreja. Porém, o foco de Barnabé e dos outros discípulos que espalhavam a palavra nunca era a igreja, e sim era sempre o Senhor! E o que acontece quando pessoas respondem à pregação do Senhor? "Por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão" (Atos 11:26). Ninguém pregou a igreja, mas mesmo assim o resultado da pregação foi uma igreja em Antioquia que estava ativamente ensinando a outros!
Permanece, portanto, a nossa pergunta - "de qual igreja eram estas pessoas?" Era Católica? Batista? Presbiteriana? Mórmon? Não! Para ser uma dessas igrejas, teria sido necessário pregar e converter pessoas à doutrina de uma delas. Era uma filiada da igreja de Jerusalém? Também não! Ninguém pregou a igreja de Jerusalém, embora todos tivessem saído de lá! A doutrina não era de Jerusalém, e sim do Senhor! Então, qual igreja era? Basta dizer que era a igreja do Senhor (pois, pertence a ele!) que se reunia na cidade de Antioquia (veja Romanos 16:1; 1 Coríntios 1:2; 1 Tessalonicenses 1:1; etc.).
E como foram chamados os membros desta igreja? Católicos? Batistas? Presbiterianos? Mórmons? Também não! "Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos" (Atos 11:26). Sendo pessoas que ouviram a palavra do Senhor Jesus Cristo, se converteram ao Senhor Jesus Cristo, permaneceram no Senhor Jesus Cristo, e se uniram ao Senhor Jesus Cristo, faz perfeito sentido eles terem sido chamados pelo título dele - "cristãos". Estes não conheceram nenhuma doutrina humana para que fossem chamados por nomes e métodos humanos. Estes seguiram e serviram a Cristo.
É possível ter uma igreja igual à de Antioquia hoje?
O problema não se resolve em ter uma igreja igual à de Antioquia, mas em ser uma igual. Afirmamos que isto não é somente possível, mas é essencial, pois sendo qualquer outra coisa traz a condenação de Deus (veja 2 João 9-11)! Como conseguiremos isto? A resposta é simples - faremos da mesma forma que os irmãos no primeiro século o fizeram. Deixemos de procurar igrejas e filiações com denominações e doutrinas humanas, procurando em vez disso o Senhor através da palavra dele! Ao ouvir o simples evangelho, pessoas honestas se converterão, permanecerão firmes, e se unirão ao Senhor. Quando se reunirem em um só lugar para adorar o Senhor juntas, mesmo se forem só duas ou três pessoas, já serão uma igreja (veja Mateus 18:20). Qual igreja serão? A igreja edificada pelo Senhor, ele mesmo sendo a cabeça.
De qual igreja você é?

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O amor é mais importante do que a verdade?

 Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.

Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa. Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).
A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); adorar em verdade (João 4:24); andar em verdade (2 João 4); armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).
Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).








terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Jesus Revogou a Lei do Antigo Testamento?

 
Uma leitura superficial de alguns versículos apresenta uma dificuldade, até dando a impressão de uma contradição nas Escrituras. Alguns religiosos aproveitam esta suposta contradição para negar claras afirmações sobre o anulamento da Lei dada aos israelitas no monte Sinai.

Em Mateus 5:17-18, Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas, não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo, até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Alguns citam esta afirmação para tentar obrigar as pessoas de hoje a guardarem o sábado e outros mandamentos da Antiga Aliança.

Para compreender este comentário de Jesus, precisamos prestar atenção especial a três palavras que ele usou. A palavra revogar vem de uma palavra grega que significa derrubar, subverter ou destruir. Jesus não veio para subverter a Lei, ele veio para cumprir. A palavra traduzida cumprir significa completar, levar até o fim, realizar ou obedecer. Jesus não pretendia subverter a lei, ele pretendia cumpri-la, assim a levando até o seu determinado fim. A terceira palavra importante é a preposição até. Os céus e a terra poderiam passar, mas a lei não passaria até ser cumprida. Esta palavra (traduzida até, até que, ou enquanto) significa algo que chega até um certo ponto e termina. Deus falou para José ficar no Egito até que ele fosse avisado (Mateus 2:13). José não “conheceu” Maria “enquanto ela não deu à luz um filho” (Mateus 1:25). Na morte de Jesus, houve trevas até à hora nona (Lucas 23:44). A Lei não perdeu sua força até ser cumprida por Jesus.

O autor de Hebreus usou uma palavra diferente, embora traduzida em algumas Bíblias pela mesma palavra portuguesa, quando disse: “Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus” (Hebreus 7:18-19). Revogar, neste trecho, significa anular, abolir, ou remover. No mesmo capítulo, ele falou da mudança (ou remoção) da lei (Hebreus 7:12).

Os cristãos não estão “subordinados” à Lei (Gálatas 3:24-25). Mesmo os cristãos judeus, que estavam sujeitos à lei, foram libertados dela (Romanos 7:6). O escrito da dívida foi removido inteiramente na cruz, pois Jesus cumpriu aquela Lei (Colossenses 2:14). Após a morte do Testador, a Nova Aliança tomou seu lugar (Hebreus 8:6-13; 9:15-17).

Jesus não subverteu a Lei do Antigo Testamento; ele cumpriu e removeu aquela e nos deu a Nova Aliança.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Adoração na Igreja Local



Se você for um cristão, o Senhor o acrescentou a sua igreja (Atos 2:47). Todos os que foram salvos fazem parte desta igreja (Efésios 5:23). Mas esta é a igreja universal, e ela nunca se reúne para adoração. É possível reunir-nos para adoração numa igreja local. A sabedoria de Deus viu ser apropriado ordenar aos cristãos que "se juntassem" para o propósito de adorá-Lo (Atos 20:7; 1 Coríntios 14:23,26). Ele até nos adverte a não deixarmos de nos reunir (Hebreus 10:25).

O Objeto de Nossa Adoração
"Todas as vezes que os cristãos se congregam para adoração, precisamos perceber que ali estamos para adorar a Deus. Deus quer verdadeiros adoradores que queiram honrá-lo "em espírito e em verdade" (João 4:23-24). Não nos reunirmos para diversão. Ali estamos para louvar a Deus e edificarmo-nos uns aos outros. As atividades da adoração (que seguem abaixo) são importantes, mas nada é mais importante do que a atitude de nossos corações e mentes quando nos empenhamos nestas atividades. Precisamos ser cuidadosos para que nossos atos públicos de adoração não se tornem uma "exibição" que deprecia o louvor a Deus. Os homens não devem ser adorados, Deus sim.

As Atividades de Adoração

Que fazemos quando nos reunimos para adorar a Deus em uma igreja local? Só há duas possibilidades;  ou fazemos o que nós queremos ou o que Deus diz. Os verdadeiros cristãos farão somente o que Deus diz em sua palavra. Jesus advertiu sobre aqueles que adoram a Deus em vão, "ensinando doutrinas que são preceitos de homens" (Mateus 15:8-9). Queimamos incenso? Fazemos um festival de rock? Não, as atividades de adoração precisam consistir do que Deus quer; elas precisam ser modeladas de acordo com as atividades aprovadas das igrejas locais do Novo Testamento. O que eles faziam? 1. Eles cantavam (Colossenses 3:16; Efésios 5:19). Há somente dois tipos de música: vocal e instrumental. Deus especificou que a igreja deve cantar. Este é o único tipo de música dada no plano de Deus. 2. Eles oravam (Efésios 6:18; 1 Timóteo 2:1,8; Atos 2:42). Deus é honrado quando os homens elevam seus corações e suas vozes a ele em oração. E mais, o homem não pode receber maior bênção de seus irmãos do que a dádiva que recebe quando as orações coletivas da igreja local são enviadas para o céu (Atos 12:5; 2 Coríntios 1:11). 3. Eles ceavam (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:17-34; 10:16). Os cristãos primitivos participavam da Ceia do Senhor em memória dele todo primeiro dia da semana. 4. Eles ouviam a palavra de Deus (Atos 20:7; 1 Coríntios 14:19). Ensinamento, leitura, e pregação da palavra de Deus aconteciam. 5. Eles contribuíam (1 Coríntios 16:1-2;  Atos 2:42). Esta era uma oferta voluntária da parte dos membros para que a obra do Senhor pudesse ser feita.

Estas eram as atividades de adoração nas igrejas locais do Novo Testamento. As Escrituras não revelam que eles praticassem mais nada. Sendo este o caso, não podemos praticar mais do que isto numa igreja local de hoje.

Onde Eu Adoro?
Os cristãos deverão desejar ter comunhão e adorar com igrejas fiéis. Não há igrejas locais perfeitas, mas há igrejas cuja direção e membros estão empenhados em seguir o modelo do Novo Testamento. Devo adorar com uma igreja como essa. Não posso conscientemente ser parte de uma "equipe" (igreja local) que viola o modelo de Deus para o trabalho e a adoração da igreja local. Alguns têm tentado fazer uma lista de igrejas fiéis. Posso apreciar a intenção de tal esforço, mas tenho algumas reservas quanto a isso. Primeiro, permanece o fato que nenhum homem ou grupo de homens pode preparar uma lista acurada;  segundo, elaborar uma lista de "igrejas aprovadas" poderia tender facilmente para um conceito denominacional da igreja local.
Conclusão

As experiências mais ricas de nossa vida virão, provavelmente, porque pertencemos a uma igreja local. O grande amor de Deus e a sabedoria dele são vistos neste arranjo. Determine que você fará a adoração na igreja local, onde você está, tudo o que Deus quer. Aperte as mãos de seus irmãos, levante sua voz em louvor e adoração ao Pai, glorifique seu Filho, adore-o em espírito e verdade!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

É pecado julgar?

Jesus disse: "Não julgueis, para que não sejais julgados" (Mateus 7:1). Este versículo é citado por muitas pessoas para condenar qualquer pessoa que critica as doutrinas ou práticas religiosas de outros. Ironicamente, as pessoas que assim usam o texto não percebem que estão julgando a outra pessoa culpada de desobedecer esta proibição! É pecado julgar? Como é que devemos entender essas palavras de Jesus?


Jesus condena o julgamento hipócrita. Ele emprega uma imagem engraçada para ilustrar o ponto. Uma pessoa está sofrendo por causa de um cisco no olho, quando vem a outra oferecendo tirá-lo. Só que a outra, o juiz hipócrita, tem uma viga no olho dela! Jesus disse que temos que tirar nossas próprias vigas antes de remover os ciscos dos outros. Não devemos condenar os probleminhas dos outros quando praticamos pecados mais graves.

Jesus condena a atitude negativa do censor. Algumas pessoas vivem para criticar, sempre procurando e destacando as falhas dos outros. Tais pessoas convidam outros a ser críticos, também. Quando condenamos as pequenas falhas de outros, eles terão motivo para nos condenar (considere o exemplo do servo que não perdoou o outro, Mateus 18:23-35).

Jesus não condena a avaliação dos outros. Mateus 7 mostra claramente que Jesus não está condenando a avaliação dos outros. Temos que discernir entre o certo e o errado, e entre as pessoas que praticam as coisas de Deus e as que andam no erro. No versículo 6, Jesus exige o julgamento de pessoas que ouvem o evangelho, e a rejeição dos "porcos" e "cães". Do versículo 15 ao 20, ele ensina sobre o julgamento de professores pelos frutos (veja Mateus 16:6,11-12).

Paulo exige o julgamento. Não é o bastante dizer que o servo de Cristo pode julgar. O discípulo de Jesus é obrigado a julgar! Às vezes, alguém na igreja terá que julgar outros irmãos para resolver problemas (1 Coríntios 6:1-5). Em geral, todos nós temos que julgar todas as coisas, retendo o bem e rejeitando o mal (1 Tessalonicenses 5:21-22). Para discernir entre essas coisas, é necessário crescer espiritualmente (Hebreus 5:12-14). As pessoas incapazes de julgar continuam como crianças, como pessoas carnais (1 Coríntios 3:1).

O propósito do julgamento que Deus exige de nós não é para condenar ninguém ao castigo, mas para evitar o pecado e ajudar outros, também, ficarem livres do mal.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Precisamos estudar a Bíblia? Precisamos ser ensinados?



Você precisa ser ensinado? Precisa estudar a Bíblia? Algumas igrejas e alguns líderes religiosos não incentivam o estudo da Bíblia, até dizem que a busca de conhecimento da palavra prejudica. Vamos considerar argumentos usados para desestimular o estudo das Escrituras, em contraste com as instruções da própria Bíblia.

1. Alguns afirmam que o crente não precisa de ensino, pois o Espírito o guia. Procuram apóio das Escrituras. Por exemplo, João diz “Não tendes necessidade de alguém que vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas...” (1 João 2:27). Olhando melhor o contexto, percebemos que João alerta os discípulos sobre o perigo de deixar a verdade que já aprenderam para seguir enganadores (1 João 2:26-28).

Alguns aplicam às pessoas erradas as orientações que Jesus deu aos apóstolos: “O Espírito Santo ... vos ensinará todas as coisas” (João 14:26); “ele vos guiará a toda a verdade” (João 16:12); “não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque ... vos será concedido o que haveis de dizer, visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito ... que fala em vós” (Mateus 10:19-20). O Espírito revelou o evangelho direta-mente aos apóstolos, mas eles deixaram esta mensagem escrita para as gerações posteriores (João 20:30-31; Hebreus 2:1-4; 2 Pedro 1:12-15). A pessoa que não estuda negligencia a palavra de Deus!

2. Alguns dizem que o estudo é perigoso, porque “a letra mata”. Uma tática para fugir do ensinamento da Bíblia é citar 2 Coríntios 3:6 – “a letra mata, mas o espírito vivifica”. Mas o contexto mostra que a “letra” representa a Antiga Aliança, e o “espírito”, a mensagem do Novo Testamento. Devemos estudar para ter a vida!

3. Muitos desestimulam o estudo para manter seu poder sobre os “leigos”. Os sacerdotes e fariseus, na época de Jesus, desprezaram as pessoas comuns (João 8:49), e muitos pastores hoje usam seus diplomas e títulos para manter suas posições de superioridade. E muitas ovelhas se contentam com a própria ignorância, exaltando seus líderes.
Mas Jesus não quer seus seguidores ignorantes”! “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32); O evangelho “é o poder de Deus para a salvação” (Romanos 1:16); “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Romanos 10:17); “tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine” (Hebreus 5:12); “acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma.... Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (Tiago 1:21-25). As Escrituras servem para nos ensinar e nos habilitar para toda boa obra (1 Timóteo 3:16-17). Devemos estudá-las com diligência.


Como Estudar a Bíblia

Através do estudo da Bíblia chegamos a conhecer a verdade que nos liberta (João 8:32). Entretanto, muitas pessoas que acreditam que o estudo da Bíblia é importante nunca aprenderam como estudar efetivamente e entender a mensagem da revelação de Deus. Consideremos algumas sugestões práticas de coisas que nos ajudarão a ser melhores estudantes da Bíblia.
Atitudes e Preparações Necessárias

Antes que possamos estudar efetivamente a Bíblia, precisamos considerar sua fonte e abordar o estudo com profundo respeito pelo Deus que nos criou e nos revelou sua vontade nas Escrituras. É importante estudar com absoluto respeito pela palavra de Deus.

Samuel aceitou a instrução de Eli e recebeu as palavras de Deus com uma atitude de humildade: "Fala, Senhor, porque o teu servo ouve" (1 Samuel 3:9-10). Cada vez que abrirmos as páginas das Escrituras, deveremos demonstrar exatamente esta atitude. O estudante humilde tem que ter também um coração aberto. Pedro nos diz que precisamos esvaziarmo-nos do mal para que possamos aceitar o puro evangelho com o ardente desejo dos recém-nascidos querendo leite (1 Pedro 2:1-3). Com humildade e corações abertos, procuramos cumprir o compromisso de cada servo fiel de Cristo: obedecer tudo o que Jesus nos ordenou (Mateus 28:19-20).

O estudo proveitoso também depende de uma valorização correta do texto que estamos estudando. A Bíblia contém a completa, suficiente e final revelação da vontade de Deus para o homem, por isso deverá ser estudada cuidadosa e respeitosamente. O estudante fiel da palavra deverá estar familiarizado com as afirmações de textos tais como 2 Timóteo 3:16-17; 2 Pedro 1:3; Judas 3; Hebreus 1:1-4; 2:1-3 e Gálatas 1:6-9.

Devemos estudar também com respeito pelo silêncio das Escrituras. Muitos erros podem ser evitados se temos o cuidado de não falar presunçosamente quando Deus não falou. Agir quando Deus não disse nada é mudar sua palavra (veja a ilustração em Hebreus 7:12-14, onde o escritor mostra que Jesus não foi um sacerdote de acordo com a lei do Velho Testamento, mas que ele mudou a lei ao tornar-se um sacerdote de uma tribo que não estava autorizada a servir desta maneira). Jesus tinha o direito de mudar a lei, mas nós não. Tais passagens como 2 João 9; 1 Coríntios 4:6 e Apocalipse 22:18-19 nos lembram do perigo de ir além ou acrescentar à palavra revelada.

Uma outra prática importante, quando entramos no estudo das escrituras, é a oração. Devemos orar como o salmista o fez: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei" (Salmo 119:18).
Ferramentas Para o Estudo da Bíblia

Há vários recursos que podem ser úteis em nosso estudo da Bíblia. O mais importante é a própria Bíblia. Somos abençoados em nosso tempo por termos Bíblias em quase todas as línguas faladas. Há um bom número de traduções portuguesas. Escolha uma que seja inteligível, mas que mantenha cuidadoso respeito pela mensagem sendo traduzida. Ajuda-nos bastante ter várias traduções diferentes para comparar.

Muitos outros livros têm sido escritos para auxiliar no estudo da Bíblia. Uma Chave Bíblica, por exemplo, é muito útil para localizar várias passagens que usam a mesma palavra. Serve como um tipo de índice listando as palavras da Bíblia e onde são encontradas. Vários tipos de dicionários são também bem úteis no estudo da Bíblia. Muitos mal-entendidos podem ser evitados ou corrigidos pela consulta a um dicionário comum. Dicionários especiais de palavras bíblicas são ainda mais valiosos, pois freqüentemente dão explicações úteis do modo como uma palavra é usada nas Escrituras. Ainda que eles sejam um pouco difíceis de se aprender a usar, os dicionários bíblicos baseados nas línguas bíblicas originais (hebraico e grego) nos ajudam a apreciar mais precisamente os significados de algumas palavras. É claro que tais outros livros não são essenciais ao entendimento de nossa responsabilidade diante de Deus, mas podem esclarecer a mensagem da Bíblia e nos auxiliar a apreciar sua força e beleza.

Pode também ser útil estudar o ambiente do texto, usando tais auxílios como os atlas ou os mapas das terras bíblicas, livros sobre história, etc. Tais livros servem para ressaltar o rico significado do texto.

Comentários aparecem em muitas formas. Podem ser bastante úteis, ou muito destrutivos. Comentários são simplesmente as explicações de autores humanos sobre o significado dos textos bíblicos. Eles vão desde breves artigos ou mesmo notas de rodapé em Bíblias de estudo, até coleções de livros. Podem ser encontrados em boletins, revistas, sermões, etc. Ao usar todas estas fontes, precisamos nos lembrar que seres humanos nunca são infalíveis e que todo o ensinamento tem que ser examinado à luz das Escrituras (Atos 17:11; 1 Tessalonicenses 5:21-22).
Sugestões Sobre Como Estudar a Bíblia

Há algumas sugestões práticas que podem ajudar a desenvolver bons hábitos no estudo da Bíblia por toda a vida:

1. Leia, leia, leia! O passo mais importante no estudo efetivo é a leitura do texto. Isto deverá envolver pelo menos dois tipos de leitura: (a) Leitura geral do texto da Bíblia para tornar-se cada vez mais familiar com a mensagem da Bíblia como um todo (um plano bom e prático é ler a Bíblia inteira pelo menos uma vez por ano), e (b) Leitura mais cuidadosa de textos específicos que você estiver estudando.

2. Procure entender o contexto. Um dos erros mais comuns no estudo e ensino da Bíblia é tirar um versículo do seu contexto para interpretá-lo de um modo que vai contra o significado do texto e contra o amplo contexto da Bíblia como um todo. Se você estiver estudando um capítulo, olhe primeiro o livro onde foi encontrado. Se estiver estudando um versículo, leia pelo menos o capítulo que o envolve. Muitos erros serão evitados pela cuidadosa consideração do contexto em cada estudo. Ajuda no entendimento da Bíblia procurar respostas para questões simples, tais como: Quem está falando a quem? Por quê? Quando e onde tudo isto ocorreu?

3. Observe que tipo de texto você está estudando. É uma narrativa que relata uma parte da história da Bíblia? Está o autor desenvolvendo um argumento para explicar ou refutar alguma doutrina? É uma profecia? Contém o texto mandamentos específicos? É uma parábola? É parte do Novo Testamento (que se aplica nos dias de hoje) ou da velha lei (que governava os judeus do Velho Testamento)?

4. Entenda as palavras que você está estudando. Neste ponto, aquele dicionário da Bíblia ou outra tradução pode ser muito útil.

5. Procure auxílio em outras passagens. Muitos dos mais difíceis textos da Bíblia são esclarecidos por mais simples afirmações em relatos paralelos ou similares. A Bíblia é o seu próprio e melhor comentário! Desde que verdade nunca contradiz verdade, é nossa responsabilidade estudar diligentemente para reconciliar as discrepâncias aparentes.

6. Estude para conhecer a verdade, não para defender crenças pessoais ou tradições humanas.

7. Faça anotações. Muitas pessoas acham muito útil o uso de um caderno para anotar as observações sobre o texto, perguntas que elas querem saber, etc. Mais leituras e estudo muitas vezes responderão a dúvidas ou questões, por isso é bom ter anotações que você possa usar para aumentar o seu conhecimento.

8. Lembre-se de que a Bíblia nos dá o que necessitamos, mas nem tudo o que poderíamos querer. A infinita sabedoria de Deus está além da nossa compreensão, e há muitas coisas que poderemos querer saber que não estão reveladas na Bíblia (veja Deuteronômio 29:29). Temos que aprender a contentarmo-nos com o que Deus disse e não devemos nos permitir opinar e presumir para falar onde ele não falou.
O Valor do Estudo Bíblico

O estudo da Bíblia é um trabalho que desafia e dá satisfação, oferecendo muitos benefícios nesta vida, e que ajuda a equiparmo-nos para ficar na presença de Deus eternamente. Somos grandemente abençoados pelo privilégio de nos ser permitido ler e reler a carta de amor que Deus nos deu nas Escrituras. Que nossas vidas e hábitos de estudo reflitam a atitude expressada no Salmo 119:14-17:

"Mais me regozijo com o caminho dos teus testemunhos do que com todas as riquezas. Meditarei nos teus preceitos e às tuas veredas terei respeito. Terei prazer nos teus decretos; não me esquecerei da tua palavra. Sê generoso para com o teu servo, para que eu viva e observe a tua palavra."


A Revelação de Deus:
Uma Vista Panorâmica da Bíblia

Deus criou o homem como um ser inteligente para ter comunhão com ele. De todas as criaturas, o homem é o único feito à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Desde a criação, Deus tem desejado que escolhamos imitá-lo e estar com ele. Para fazer isso, precisamos saber quem ele é e o que ele deseja de nós. É por isso que Deus nos deu a Bíblia. Ela é a revelação de Deus para nos equipar para toda a boa obra (2 Timóteo 3:16-17). Ela começa com a história da criação, para nos mostrar o quanto Deus nos ama e o quanto ele quer que estejamos com ele. Ela também nos mostra o quanto ele odeia o pecado e a desobediência, as barreiras que nos separam de nosso Criador.

Duas Grandes Divisões: O Velho E O Novo Testamentos

A Bíblia é dividida em duas partes maiores, conhecidas como o Velho Testamento e o Novo Testamento. O Velho Testamento fala sobre a criação do homem e de suas lutas sem sucesso contra o pecado. Ele nos ajuda a ver o que é o pecado e a entender suas conseqüências, mas não revela completamente a solução (Romanos 3:19-23). O Novo Testamento dá a resposta ao problema do homem na pessoa de Jesus Cristo (Romanos 1:16-17). Apesar de que algumas pessoas ainda o rejeitem, ele é o único meio de salvação (Atos 4:11-12).

Referimo-nos a essas partes da Bíblia como testamentos ou alianças, porque elas mostram como Deus revelou sua vontade a diversas pessoas em diferentes épocas. O Velho Testamento é principalmente sobre o povo de Israel, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Deus os escolheu como nação especial e fez um pacto com eles. Ele comunicou-lhes a lei no Monte Sinai e a entregou por intermédio de Moisés, seu servo fiel. Essa aliança foi dada para proteger o povo do mal enquanto ilustrava, muito claramente, a conseqüência mortal do pecado. Sem a informação que nos é dada no Velho Testamento, seria difícil entender as palavras de Paulo: "... porque o salário do pecado é a morte..." (Romanos 6:23). Hoje, entendemos muitas coisas importantes no Velho Testamento. Aprendemos sobre a natureza do Deus verdadeiro que governa o futuro e nunca quebra suas promessas (Romanos 15:1-4). Observamos os perigos da desobediência (1 Coríntios 10:1-13). Encontramos alguns detalhes do plano perfeito de Deus quando ele prepara o envio de seu Filho para nos salvar (João 5:39).

Mas o Velho Testamento não foi destinado a ser a palavra final. Deus enviou mensageiros para entregá-lo, mas já estava preparado para enviar seu próprio Filho para dar a revelação completa e final de sua vontade para todos os homens (Hebreus 1:1-2). Jesus prometeu aos apóstolos que eles seriam guiados pelo Espírito Santo "... a toda a verdade..." (João 16:13). Eles serviram como "vasos de barro" para comunicar a verdade a todos os homens (2 Coríntios 4:7; Colossenses 1:23). Eles a escreveram nos livros que agora temos, denominado como Novo Testamento, e declararam que a fé havia sido entregue "... uma vez por todas... aos santos" (Judas 3). Ninguém tem o direito de acrescentar a esta revelação ou pregar qualquer outra doutrina (Gálatas 1:6-9). É errado ir além do que nos foi revelado na palavra de Cristo (1 Coríntios 4:6; 2 João 9).

Para nos ajudar a entender e apreciar a mensagem da Bíblia, consideremos brevemente o conteúdo dos 66 livros dos quais ela se compõe. Se você é um estudante novo, estas notas o ajudarão a saber um pouco sobre o contexto de cada livro. Se você já estudou cuidadosamente toda a Bíblia, estas observações o ajudarão a relembrar a beleza e a unidade de sua mensagem.

O Velho Testamento: 39 Livros Apontando para o Cristo

Podemos dividir o Velho Testamento em quatro categorias de livros.

1. Cinco Livros da Lei, Também Conhecidos como o Pentateuco

Gênesis fala da criação do universo e de sua corrupção pelo pecado. Esse livro começa a contar como Deus enviaria um descendente de Abraão para salvar os homens de seus pecados. Êxodo continua a história da família de Abraão, conhecida como o povo de Israel. Depois de quatro séculos no cativeiro egípcio, esse povo foi salvo por Deus e eleito como seu povo especial. Esse livro conta o começo de sua jornada em direção à terra prometida de Canaã, e registra os mandamentos que Deus deu a Moisés e aos israelitas no Monte Sinai. Os próximos três livros, Levítico, Números e Deuteronômio continuam a mesma história, terminando com a morte de Moisés pouco antes do povo entrar na terra prometida.

2. Doze Livros de História

Após a morte de Moisés, Josué conduziu o povo na conquista da terra que Deus tinha entregue a eles. Depois que Josué morreu, o Senhor usou uma série de Juízes para salvar os israelitas, repetidamente, das conseqüências de seu próprio pecado. O pequeno livro de Rute é uma linda história do amor e da lealdade ocorrida nesse período de tempo. 1 Samuel é um livro de transição no qual lemos sobre o fim do período dos juízes e sobre o começo da monarquia em Israel. 2 Samuel, 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas falam dos reis que reinaram sobre os descendentes de Abraão. Alguns foram muito bons e piedosos, mas alguns foram tiranos egoístas. O povo seguiu seus líderes ímpios e persistiu na idolatria. Deus foi paciente durante longo tempo, mas finalmente usou forças estrangeiras para derrotar e levar o povo em cativeiro. Esdras, Neemias e Ester falam desse cativeiro e também como Deus libertou o povo e permitiu-lhe voltar à sua própria terra.

3. Cinco Livros de Sabedoria

"O temor do Senhor é o princípio do saber…" (Provérbios 1:7). Essa é a mensagem ressaltada através dos cinco livros que chamamos livros de sabedoria ou poesia. Jó é um livro sobre o sofrimento. Pessoas justas sofrem, sim, e nem sempre sabem o porquê. Mas, podemos sempre confiar em Deus quando enfrentamos dificuldades. Os Salmos são cânticos de louvor que foram usados freqüentemente no templo ou na adoração individual. Eles glorificam a grandeza e a misericórdia de Deus. Provérbios são breves afirmações de sabedoria prática. Aqui aprendemos como conviver com outras pessoas e a importância de se preparar para a eternidade. Eclesiastes fala da busca de um homem pelo significado da vida, e conclui que não há significado nenhum longe do Criador. Cântico dos Cânticos é uma história de amor. Uma mulher jovem precisa escolher entre o conforto com um homem rico e o amor completo de um pobre.

4. Dezessete Livros de Profecia

Os livros restantes do Velho Testamento são mensagens enviadas por vários pregadores inspirados, conhecidos como profetas. Eles estão relacionados no mesmo período de tempo coberto pelos livros de história, e a maioria deles fala sobre os descendentes de Abraão. Esses livros incluem referências ocasionais ao futuro, especialmente profecias sobre a primeira vinda de Jesus Cristo. Os primeiros cinco desses livros, por serem eles geralmente mais longos, são conhecidos como os profetas maiores. Isaías escreveu cerca de 700 anos antes de Cristo e usou a queda de Israel (a maioria dos descendentes de Abraão) para advertir Judá (as tribos restantes) que precisavam arrepender-se. Jeremias veio cerca de 100 anos mais tarde e deu as advertências finais de Deus ao povo rebelde de Judá antes de sua queda. Ele também escreveu Lamentações, um livro de luto por causa da destruição de Jerusalém. Ezequiel e Daniel estavam entre os cativos de Judá. Eles instaram o povo a arrepender-se e assegurou-o de que Deus o resgataria de seu cativeiro.

Os 12 livros restantes do Velho Testamento são chamados Profetas Menores, porque são mais breves. Sua mensagem não é menos significativa. Alguns deles foram escritos por volta do tempo das quedas de Israel (Amós, Oséias e Miquéias) e de Judá (Sofonias e Habacuque). Joel adverte o povo de Judá quanto à necessidade de arrependimento. Jonas e Naum falam das conseqüências dos pecados do povo de Nínive e Obadias adverte os edomitas sobre sua punição iminente. Os últimos três profetas do Velho Testamento (Ageu, Zacarias e Malaquias) encorajaram o povo que havia retornado do cativeiro a servir a Deus fielmente.

O Novo Testamento: 27 Livros que Mostram como Seguir a Jesus

Podemos dividir o Novo Testamento também em quatro categorias maiores, baseadas no conteúdo dos livros.

1. Quatro Livros Sobre a Vida de Cristo

Os primeiros quatro livros do Novo Testamento são relatos biográficos que registram a vida e o ensinamento de Jesus na terra. Cada livro (Mateus, Marcos, Lucas e João) salienta pormenores diferentes da vida do Senhor. Para melhor entendimento, eles devem ser estudados juntos.

2. Um Livro Sobre a Obra dos Cristãos Primitivos

O livro de Atos fala das obras dos cristãos primitivos (especialmente Pedro e Paulo) durante cerca de 30 anos depois da morte e ressurreição de Jesus.

3. Vinte E Uma Cartas aos Cristãos

Paulo escreveu a maioria delas. Ele enviou diversas cartas a igrejas (Romanos, 1 e 2, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses) e outras a alguns indivíduos cristãos (1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom). Não sabemos quem escreveu Hebreus, um livro extremamente valioso mostrando a supremacia de Cristo. Quatro discípulos de Cristo escreveram as cartas restantes que foram identificadas pelos nomes de seus autores: Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas.

4. Um Livro de Profecia

O livro de Apocalipse foi escrito para confortar os cristãos perseguidos com a convicção que Cristo seria vitorioso sobre todos os seus inimigos. Esse livro nos ajuda a ver Cristo como ele verdadeiramente é: poderoso e triunfante sobre Satanás e seus aliados! Ele nos assegura que nós, também, podemos ser vitoriosos sobre o mal.

O Desafio para Estudar a Bíblia

Desde Gênesis até Apocalipse, a Bíblia é uma mensagem do amor de Deus por nós. Devemos estudá-la diligentemente todos os dias para que cresça o nosso entendimento de como glorificar nosso Criador e Redentor.