terça-feira, 14 de setembro de 2021
Autoridade e Catolicismo
terça-feira, 7 de setembro de 2021
Salvação sem o Evangelho?
terça-feira, 31 de agosto de 2021
Davi herdou o pecado?
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
Líderes Cegos
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Qual foi o propósito dos milagres na Bíblia?
sábado, 24 de julho de 2021
As Coisas de Deus ou as dos Homens?
quarta-feira, 16 de junho de 2021
A Reação ao Pecado
segunda-feira, 14 de junho de 2021
A Ciência da Fé
quarta-feira, 21 de abril de 2021
Alegria Inevitável
terça-feira, 2 de março de 2021
Tomé e a sua Incredulidade - Jesus Cristo é o SENHOR
- Jesus respondeu :
- Repondeu-lhe Jesus:
- Disse-lhe Jesus:
- Pergunta: Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe?
- Resposta: Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.9).
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
O Caminho da Fé e do Amor
Andar segundo os princípios da Verdade nos torna segundo o coração de Deus e faz com que suas bênçãos nos alcancem. A esfera espiritual detém leis que devem ser observadas e obedecidas, para que tenhamos saúde espiritual plena, para suportar, esse mundo físico atribulado. Digo devido às aflições que fazem parte do nosso cotidiano. O próprio Jesus disse: O Evangelista João escreveu as palavras de Jesus “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16:33). Para que possamos iniciar a trajetória no mundo espiritual, devemos percorrer caminhos específicos. Verdade é, que para se conseguir perdão é necessário percorrer o caminho do arrependimento. E o resultado é a libertação da clausura do pecado, que pelo sangue de Cristo nos torna brancos como a neve.
O caminho que devemos percorrer para que nossa fé seja evidenciada no
mundo espiritual é o caminho do Amor. Consequentemente somos agraciados
abundantemente por Deus em nossas vidas. Paulo relata em sua carta aos Gálatas
5.6: “Porque
Por exemplo, pode ser que uma pessoa tenha uma fé maravilhosa, mas
quando ela se prostra diante de Deus, adora-o apenas por um breve instante, e
direciona toda sua fé para orar pela resolução de seus problemas ou para
repreender a satanás em sua vida naquele instante se esquecendo que o Amor
entre a criador e a criatura supera todas as coisas sendo maior que todas
coisas. Na realidade, essa pessoa está erguendo um altar espiritual para o seu
problema, e tirando Deus do altar que ele deveria ocupar em nossa vida.
São muitos os altares espirituais erguidos em detrimento do altar do Senhor da Glória: altar dos problemas no casamento, altar financeiro, altar de doenças, altar da depressão, altar da síndrome de coitadinho, altar de fracassos e derrotas, altar de lutas e perseguições, e muitos outros. Por esse motivo muitos crentes estão doentes espiritualmente. Sabem o que é a fé e como utilizá-la, como está escrito em Hebreus 11, mas não percorrem o caminho necessário para alcançá-la em sua plenitude. Esse caminho é o AMOR.
E nós sabemos muito bem o que é o amor. Basta voltarmos um pouquinho
antes da carta aos Gálatas e irmos até 1 Coríntios 13:
“O amor é sofredor, é benigno; o amor não
é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta
com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo
espera, tudo suporta”. (1 Co 13.4-7).
Portanto, devemos exercitar nossa fé para que alcancemos o impossível,
mas devemos trilhar o caminho do AMOR à Deus acima de todas as coisas. Devemos
sofrer pela nossa carne, ao rejeitarmos os pecados e prazeres transitórios
deste mundo. Exercer a bondade e sermos sempre humildes, procurando em primeiro
lugar satisfazer a vontade do nosso Deus, que consiste em que amemos uns aos
outros como a nós mesmos, e isso inclui nossos próprios inimigos. Tratar sempre
com mansidão e temperança, e buscarmos com todas as nossas forças a verdade e a
justiça. Devemos imitar sempre o exemplo de Cristo, que se negou a si mesmo,
negando a própria vida, pois Ele é a Vida e o Autor da Vida, para que nós
pudéssemos viver e Nele viver com AMOR.
Então, nossa fé se operado com amor produzirá resultados sobrenaturais!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
A Cura de Naamã - Milagres Acontecem ainda Hoje
Por Leonardo Pereira
Quase 3.000 anos atrás, a nação de Israel sofria com a opressão do povo da Síria. Uma menina hebreia foi levada para ser escrava da mulher de Naamã, comandante do exército da Síria. Mesmo nessa circunstância, a menina mostrou bondade e se compadeceu de Naamã, que sofria da doença de lepra. Ela falou sobre Eliseu, um profeta em Israel, e sugeriu que este homem teria condições de curar a lepra de Naamã.
Naamã aceitou a sugestão e foi para Israel. Por meio do rei de Israel, ele conseguiu contato com Eliseu e foi até a casa do profeta. Eliseu não ficou lisonjeado com a visita desse dignitário e nem atendeu o visitante pessoalmente. O profeta mandou um mensageiro para orientar o comandante. A instrução foi simples: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo” (2 Rs 5.10). Naamã ficou indignado, porque a atitude do profeta não correspondeu às suas expectativas. Ele imaginou que Eliseu faria um ritual de cura pessoalmente, não que mandaria se mergulhar em um rio sujo! Ele até citou os nomes de rios melhores na sua própria terra. Ele foi embora bravo, mas os oficiais de Naamã conversaram com ele e o comandante mudou de ideia. Foi ao rio Jordão, mergulhou sete vezes e ficou completamente curado!
Naamã voltou e insistiu que Eliseu recebesse um presente em pagamento pela cura, mas o profeta recusou. Depois da saída de Naamã, o servo de Eliseu, um rapaz chamado Geazi, correu atrás e pediu uma pequena parte dos bens que Naamã havia levado para dar ao profeta. Naamã não hesitou, e lhe deu o que pediu. Quando Geazi voltou, ele mentiu para Eliseu sobre o que havia feito. Em consequência dos seus atos, ele e seus descendentes sofreram com lepra. Vamos observar alguns pontos dessa história que nos ensinam lições importantes:
1: Devemos vencer o mal com o bem. A menina escrava mostrou bondade para as pessoas que a maltratavam. Ela mostrou exatamente a atitude que os apóstolos ensinaram no Novo Testamento (1 Pe 3.9; Rm 12.17-21).
2: As instruções de Deus não precisam fazer sentido para nós. Naamã tinha certas expectativas, mas foi decepcionado pela orientação que o profeta lhe deu. Não queria obedecer e, assim, quase perdeu a oportunidade de ser curado. Hoje, até muitos líderes religiosos passam os ensinamentos bíblicos pela peneira do raciocínio humano e recusam obedecer algumas instruções que o Senhor deixou. Consideremos um exemplo simples. Jesus e os apóstolos ensinaram a necessidade do batismo para receber a salvação, para alcançar o perdão dos pecados (Mc 16.16; At 2.38). Muitos religiosos, incapazes de conciliar essas ordens com seu entendimento da graça de Deus, descartam o batismo ou o tratam como um símbolo bonito, mas desnecessário.
3: O servo fiel ao Senhor não vê sua obra como fonte de lucro. Eliseu recusou usar seus dons para adquirir riquezas. É triste observar quantos pastores da nossa época fazem exatamente o oposto. Por seus constantes apelos financeiros, praticamente vendem as supostas bênçãos. Paulo avisou sobre homens que “não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm 16.18).
4: A ganância leva à ruína. No caso de Geazi, a consequência foi imediata e visível. Em outros casos, pode demorar, mas virá. Paulo contrariou as doutrinas que dominam a religião atual quando disse: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição” (1 Tm 6.8,9).
Devemos aprender as lições da história de Naamã.
quinta-feira, 29 de outubro de 2020
O Maior Cenário da História da Humanidade
Por Leonardo Pereira
Nenhum nascimento mais importante jamais aconteceu. A chegada do Messias, naquele humilde cenário em Belém, foi o acontecimento que preparou o caminho para as mudanças mais profundas e benéficas que o mundo jamais viu. Aqueles que hoje têm pelo menos uma aparência de respeito pelo Salvador imaginam a cena do seu nascimento com adoração pela criança que nasceu para morrer por todos nós. Mas como teríamos reagido à chegada de Deus entre os homens se fôssemos vivos no tempo em que ele nasceu?
Talvez muitos de nós nos coloquemos nos cenários bíblicos com a grandiosa imaginação de que nos teríamos elevado sobre as multidões com fé inabalável. Mas, naquele tempo, até mesmo os tão criticados escribas e fariseus tinham tão exaltadas ideias a respeito deles mesmos (Mt 23.30). Os relatos em Mateus e Lucas das reações variadas ao recém chegado Messias podem ser exatamente os espelhos de que necessitamos para olharmos a nós mesmos. Considerem aqueles que saudaram o Salvador.
Pastores: Visitantes honestos e humildes (Lucas 2.8-10)
Deus mandou os anjos mensageiros, não a Augusto ou Herodes, mas aos simples pastores. A revelação de Deus convidou estes observadores, homens honestos e humildes, à ação. Eles foram ansiosos ao Senhor e imediatamente começaram a espalhar as boas novas. Inda que Jesus tenha crescido de todas as maneiras (Lc 2.52). Ele nunca se elevou acima de tais ambientes de pessoas simples e sinceras. Seus seguidores foram principalmente os pobres homens do campo, tão frequentemente desprezados e ignorados pelas pessoas "religiosas" daquele tempo. O mesmo é verdade hoje em dia.
Simeão: Aquele que não descansaria enquanto não encontrasse Cristo (Lucas 2.25-35)
Que grande descrição do singelo propósito da vida de Simeão: "homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel" (v. 25). Deus assegurou a tal pessoa que ela viveria para ver o Cristo (v. 26). Somente quando essa divina promessa se cumpriu, no templo, Simeão pode partir em paz (v. 29). O semblante de Simeão é refletido nas faces dos que buscam diligentemente e que não desistirão antes de encontrar a Verdade que liberta os homens. Os Simeões de todas as épocas concluem que a vida sem Cristo é incompleta. A afirmação do Espírito a Simeão é repetida por Jesus a quantos procuram incansavelmente pela verdade: "Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra: e a quem bate, abrir-se-lhe-á" (Mt 7.8).
Ana: Devota serva que repartiu as notícias (Lucas 2.36-38)
Em Ana vemos o retrato de uma das mais suaves imagens na terra: uma santa idosa, cuja vida foi devotada ao serviço de Deus. Horas passadas aos pés ou ao lado dos leitos de aflição de tais soldados não são nunca desperdiçadas, pois vemos mesmo na face da morte a graça e o caráter moldados através de longos anos de dedicação e submissão ao Mestre. Ana era uma dessas servas, mas seu turno de dever neste mundo ainda não tinha chegado ao fim. Não era de seu feitio retirar-se para um lugar de descanso enquanto alguém mais jovem assumia o posto, mas mesmo em sua idade avançada ela "dava graças a Deus, e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém" (v. 38). Com Ana podemos aprender a seguir uma vida de incansável serviço como pessoa que verdadeiramente ama contar a história de Jesus.
Os magos do Oriente: Vieram de longe em busca (Mateus 2.1-12)
Seja por causa dos mistérios envolvendo os homens ou pelos meios especiais pelos quais eles foram trazidos a Cristo, os magos eram dos mais fascinantes entre aqueles que saudaram o Salvador. Nossa visão mais próxima desta espécie de homens pode ser encontrada em Daniel, quando os astrólogos e os feiticeiros eram apontados à vergonha ao serem comparados com aqueles cuja confiança estava na genuína revelação de Deus. Ainda mais, tais religiões falsas e inadequadas poderiam ser usadas por Deus para apontar aos homens a direção certa. Os magos observavam a natureza, e Deus apontava a eles as Escrituras, que lhes apontavam a Cristo. Sem a revelação da palavra de Deus, estes homens não poderiam mesmo chegar ao Rei que havia nascido para salvar os homens. Outras passagens demonstram a sabedoria do Senhor ao trazer homens de tão "longe" para a completa revelação da Verdade (cf. Sl 19; Rm 1.16-20; At 17.24-31).
Herodes: Aquele que não queria ceder (Mateus 2.13-18)
Conhecido por sua violência e mania de grandeza, Herodes estava perturbado com as notícias sobre o Cristo (v. 3). Ele estava inquieto só em pensar que poderia ser compelido a mudar e ceder o poder a outro. Admitir abertamente sua atitude em relação ao filho de Deus poderia trazer certos riscos; contudo, Herodes fingiu um desejo de adorar e honrar a Jesus (v. 8). Finalmente, Herodes mostrou sua verdadeira intenção quando ele tentou destruir Jesus (v. 16).
Herodes é, de vários modos, um espelho bem polido de muitas pessoas para com Cristo. Ele é o tipo daqueles que estão perturbados pelo evangelho, inquietos sobre qualquer coisa que possa exigir que eles mudem. Tais pessoas, como Herodes, podem parecer que servem a Cristo, enquanto, realmente, apenas representam uma peça para outros homens verem. Em vez de verem Jesus como o Salvador que pode conduzi-los à liberdade e à glória, eles o-veêm como uma ameaça que poderá destroná-los de soberbas posições na vida. Assim como Herodes procurou matar Jesus, tais pessoas batem o prego nas mãos dele ao tratarem o seu sacrifício como inútil e vão (Hb 6.6; 10.28,29).
A multidão: Indiferente para com Jesus
Houve outros que tiveram oportunidade de saudar Jesus: aqueles que passavam por José e Maria enquanto eles caminhavam para o templo, em Jerusalém; aqueles que viveram na mesma vizinhança, enquanto Jesus crescia; mesmo seus próprios parentes, que viajavam na mesma companhia naquelas jornadas a Jerusalém, por ocasião das festas. A vasta multidão que assim encontrou Jesus simplesmente passou por ele sem notar. Para ela, ele era somente o filho do carpinteiro ali da rua. Sua presença, que tinha poder para dar significado a suas vidas mal traçadas, era olhada como sendo comum e insignificante.
Está a multidão de nossos dias um pouco melhor? É dada a Jesus a oportunidade de transformar as vidas de homens e mulheres, ou passam por ele sem nem um momento de atenção séria?
Como devemos saudar o Salvador?
Não vivemos na Belém de 2000 anos atrás. Não ouvimos as vozes da haste celestial ou o grito das mães cujos recém-nascidos foram trucidados. Nós não vimos sua estrela no oriente, nem ouvimos as impressionantes palavras de Simeão. Entretanto, temos que determinar como saudaremos o Salvador. Será como o humilde pastor? Como Simeão, o que esperava? Como a devota Ana? Como os magos que só se deram por satisfeitos quando chegaram ao Cristo? Ou seria nossa saudação como a saudação maníaca e ameaçadora de Herodes ou a apática desatenção da população? Como você saúda Jesus?
Referências:
ALLAN, Dennis. Saudando o Salvador. Artigo publicado em: https://estudosdabiblia.net/d4.htm. Visitado em: 27/10/2020.
CAMPOS, Ygor. Panorama Bíblico Volume 5 - Evangelhos e Atos. São Paulo: Evangelho Avivado, 2017.
GONÇALVES, José. Lucas. Rio de Janeiro: CPAD, 2015.
GONÇALVES, Matheus. O Evangelho do Médico Amado. São Paulo: Evangelho Avivado, 2019.
RIBEIRO, Anderson. A Mensagem de Cristo. São Paulo: Evangelho Avivado, 2020.
segunda-feira, 22 de junho de 2020
A Ênfase da Paz
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Lei e Graça - Temas Basilares da Doutrina Cristã
Por Leonardo Pereira
Se existe um assunto que sempre vai em discussões acerca das doutrinas das Escrituras Sagradas, certamente entra nesta temática as doutrinas da lei e da graça de Deus. Isto vem de épocas e não somente traz conflitos de dúvidas quanto os detrimentos de uma ou de outra. O fato é que muitos hoje não explicam claramente sobre a lei e a graça. Existem muitos ensinamentos bíblicos que ao invés de abordarem amplamente sobre ambas as temáticas, existem estudos que tratam com desdém em muitos pontos da graça e também da lei. Ainda que haja diferenças de modo de vida e de características do evangelho para o período da Lei, ambas possuem a sua imensa importância para a nação de Israel, as demais nações, para a Igreja Primitiva e sobretudo, para a igreja triunfante. Neste artigo, procuro abordar um pouco de ambas de maneira que os estudos tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, se complementem partindo da velha aliança para a nova, do vinho velho para o novo, dos sacrifícios para o caminho vivo e com livre acesso completo e direto para com o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Falemos acerca da lei, da graça, da antiga e da nova aliança voltados para Israel, as demais nações e agora, para a Igreja de Deus.
O que é a Lei?
Quando se fala da “Lei” é bom especificar a qual refere pois pela Bíblia, existe várias leis e significados da palavra “lei”. A lei pode ser a ordem de eventos estabelecida (lei da luz, som e da relação entre os elementos químicos). Neste caso as leis podem ser interpretadas simplesmente como fatos. A lei pode ser também a força que causa a ordem de eventos (lei da gravidade, de calor, da eletricidade, do pecado, etc.). A lei pode referir-se também àquela que obriga a consciência à moralidade. Por existir uma norma há obrigação de conformidade à ela (à lei moral que não é escrita ou à qualquer lei que é escrita enquanto tem uma operação legítima). Na Bíblia, ao referir à lei de Moisés, não se acha a distinção de lei “moral”, “cerimonia” ou “civil” mas somente: “lei”, “lei do Senhor”e “lei de Moisés”. Nisso podemos entender que aquele chamada popularmente “O Decálogo” é só parte da lei e não “a lei” em si.
A Lei em sua Completude
Há muitos que querem distinguir o decálogo como a mais importante parte da lei, a parte moral, e as outras partes, as cerimonias ou civis, inferiores. Essa distinção popular não é uma distinção bíblica. O decálogo, os dez mandamentos, não são a única moral na lei, mas, faz parte do que foi dada a Moisés no monte, escrito pelo dedo de Deus, é parte de que é dado pela inspiração e escrito pela mão de Moisés. É claro que a lei tem as partes morais, cerimônias e civis. Essas partes, em si, não são distinguidas como sendo maior ou menor da “lei” mas contrariamente, a própria lei. A parte cerimonial (sacrifícios) é chamada “lei” (Lc 2.27). A parte moral é chamada “lei” (1 Tm 1.9). A parte civil é chamada “lei” (At 23.3).
A Bíblia se refere à lei como sendo os cinco livros do Pentateuco. As palavras “A Lei” na Bíblia geralmente se referem a Lei Mosaica, ou ao Pentateuco” (Dicionário Smith, citado por Canright). Pode entender isso comparando o resto da Bíblia com o Pentateuco. Entenderá que a Bíblia distingue o Pentateuco como sendo a lei. Gênesis é a lei (1 Co 14.34; Gn 3.16); Êxodo é a lei (Rm 7.7; Êx 20.17); Levítico é a lei (Mt 22.39; Lv 19.18); Números é a lei (Mt 12.5; Nm 28.9) e Deuteronômio é a lei (Mt 22.36, 37; Dt 6.5).
Maravilhosa Graça
A definição encontrada em um dicionário para o termo graça é a seguinte: “O favor imerecido que Deus concede ao homem”. Embora tal definição seja verdadeira, é incompleta. Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, demonstrada por Ele através da bondade para com o ser humano pecador que não merece o Seu favor. Um Deus santo não tem nenhuma obrigação de conceder graça a pecadores, mas Ele assim o faz segundo o bem querer da Sua vontade. Ele demonstra graça ao estender Seu favor, Sua misericórdia e Seu amor para suprir a necessidade do ser humano. Visto que o caráter de Deus é composto de graça, movido por bondade Ele espontaneamente se dispõe a conceder Sua graça à humanidade pecadora em nosso tempo de aflição.
A graça de Deus pode ser definida como “aquela qualidade intrínseca do ser ou essência de Deus, pela qual Ele, em Sua disposição e atitudes, é espontaneamente favorável” a outorgar favor imerecido, amor e misericórdia àqueles que Ele escolhe dentre a humanidade desmerecedora. Ao longo de toda a Bíblia, a graça de Deus se manifestou em três estágios. No primeiro, Deus revelou Sua bondade e graça ao demonstrar misericórdia, favor e amor para com todos os homens em geral, mas para com Israel em particular. No segundo estágio, Deus expressou ou apresentou Sua graça, de forma mais clara, através de Jesus Cristo, o qual veio ao mundo para pagar pelos pecados do homem mediante Sua morte sacrificial na cruz. No terceiro, a graça de Deus proporciona salvação e santificação a todos os que, pela fé, confiam em Jesus Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.
De Lei caminhando para a Graça
A verdade é que com Deus “não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17; Ml 3.6; Hb 1.11,12; 13.8). Em qualquer época, a verdade eterna é: se existe salvação existe a graça de Deus. Sem a graça de Deus não há salvação (Ef 2.8,9). Disso podemos entender, se houve salvação no Velho Testamento, houve graça também. A graça que veio por Cristo não foi para destruir a lei ou os profetas, mas para a cumprir (Mt 5.17). Pela fé em Cristo Jesus a lei é estabelecida porque a lei simbolizava a graça e apontava a Ele (Rm 3.21-31). O fim, quer dizer o alvo, propósito, finalidade ou objetivo, da lei era Cristo (Rm 10.4) e não contraria a Ele. A lei sempre estava no coração de Cristo e Ele a amava pois a Lei revela o desejo de Deus (Sl 40.6-8; Hb 10.3-12). A Lei de Moisés e a graça por Cristo não são opostos, mas, duas partes de um mesmo sistema. A lei apontou a Cristo, e, Cristo cumpriu a lei (cf. Gl 3.21-26).














