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domingo, 31 de maio de 2020

Incentivo á Leitura de Obras Cristãs




Por Leonardo Pereira



A articulista Lais Menini do site BHAZ.COM.BR, realizou uma intensa pesquisa na média de leitura do brasileiro. Nas palavras de Lais "Há cinco anos fiz uma pesquisa e encontrei um dado catastrófico sobre a média de leitura do brasileiro: apenas 4 livros por ano. Quase caí pra trás ao pesquisar novamente o dado no ano passado e descobrir que esse número diminuiu para 2,43 livros por ano. A tristeza que a estatística me causa é gigantesca! Além do sentimento ruim, ela me convida a refletir: por que as pessoas leem tão pouco? E, mais que isso, se existe uma parcela da população que sabe ler, por que escolhe não ler?  Deixei a melancolia de lado e pensei em algumas razões. Pra começar, a leitura é um compromisso a longo prazo. Diferente do cinema, do teatro, da internet ou das atrações de TV, o livro pede uma dedicação maior de tempo. Eu já li livros inteiros em uma tarde, mas também já demorei seis meses para terminar uma obra".

É inegável que ainda a nação brasileira passa por um processo de desenvolvimento literária e no incentivo à leitura, alguns fatores são prós e contras ao fato de a leitura ser um desafio à nação brasileira. Atualmente com as mídias sociais, redes sociais e tecnologia em seu nível extremo de informação e propagação de notícias, a leitura tem sido uma atividade que por muitos vem sendo ignorada e desvalorizada. No entanto, quando falamos de literatura cristã, o terreno no qual encontramos é um pouco mais profundo. Devido à uma produção que ainda se encontra em desenvolvimento gráfico e ao mesmo tempo digital (livros para ouvir, e-books, etc), a procura por livros é um fator que também dificulta o acesso das obras aos leitores. No entanto, neste artigo com base nas informações da articulista Lais Menini, mostrarei dez fatores que faz-nos levar à buscarmos interesses por bons livros e incentivar a leitura, sobretudo a leitura da Bíblia e de obras cristãs aos nossos amigos, familiares, cônjuges, filhos, enfim, à todos que possam se interessar

1 - Procure livros sobre os assuntos bíblicos que o interesse. Existem pessoas que possuem dificuldades com algumas ou diversas temáticas bíblicas. Existem livros que explicam as muitas dificuldades bíblicas, porém o mais importante é começar por aquilo que lhe atrai; por exemplo: existem pessoas que focam em ler obras sobre a vida e o ministério de Jesus, mas que não se interessam tanto em conhecer o ministério dos profetas ou da vida dos patriarcas. Em primeiro lugar, busque assuntos na leitura de obras com temáticas que sejam do seu interesse, e dali em diante, um leque de outros assuntos bíblicos com grandes obras, podem lhe interessar e o fará buscar tal conhecimento.

2 - Busque comprar livros que estejam na sua faixa aquisitiva. Um dos maiores erros dos leitores é se endividar no fato de comprarem obras muito caras e com um longo tempo para apreciar a leitura. Existem muitas pessoas que preferem a dívidas do que deixar de obter obras tão desejadas. O mais importante é saber o quanto pode ser gasto na compra dos livros e o quanto deva ser economizado para o bem da família e daqueles que carecem do seu auxílio. Uma boa recomendação é fazer uma lista dos livros que você gosta e dos preços que se encontra atualmente no mercado literário brasileiro.

3 - Não compre todos os livros pela frente - Seja Seletivo. Outro grande erro dos compradores de livros é que buscam comprar todos os livros que veem pela frente, sem pensar no tema, no assunto, na importância daquela obra para a sua vida e como ela o influenciará. Principalmente hoje com o mercado editorial á todo vapor com todos os tipos de livros em seu catálogo (devocional, teólogico, biográfico, histórico, etc), é muito facilmente sermos ofuscados pela tão grande quantidade de obras que podemos obter; no entanto cuidado, pois quantidade não significa em sua grande maioria qualidade. Normalmente é bem mais fácil obtermos livros que podem ser facilmente utilizados em nossas vidas no cotidiano do que obras que possamos ler apenas uma vez e o deixarmos empoeirados em uma cômoda de nossos lares.

4 - Busque por livros que causaram e ainda causam grande impacto evangelístico e missionário na História da Igreja. Livros antológicos como O Peregrino, Heróis da Fé, Os Puritanos, entre outros, são obras marcantes que tem muito à nos enriquecer pela sua preciosidade em enfatizar a pessoa de Jesus Cristo como o Senhor e Salvador de nossas vidas, além de nos instigar-nos a conhecer mais profundamente os fundamentos das Escrituras Sagradas. Livros de renome sempre são um bálsamo na alma daqueles que almejam conteúdo cristão de qualidade.

5 - Organize os livros de acordo com a sua temática e ordem cronológica. Um importante fator para os leitores é a organização. Obras volumosas, pequenas, teológicas ou apenas livretos devem sempre serem organizados para que possam ser localizados rapidamente para uma pesquisa, leitura ou até mesmo uma releitura na maioria das vezes. Não adiantará aos leitores buscarem no afã de comprar muitas obras, deixá-las espalhadas pela casa com o forte risco de perdê-las. O bom leitor deve ser também um exímio organizador, pois assim, ele estará valorizando o que o Senhor está colocando sobre sua vida: excelentes conteúdos que o abençoam.

6 - Organize um período de leitura em sua semana: Os dias tem sido cada vez mais frenéticos. A cada segundo que passa, muitas coisas acontecem e em decorrência de tal rapidez no tempo, muitas pessoas deixam a leitura de lado, em consequência de outras razões que exigem o seu tempo. Por isso, organize um espaço na sua semana para leitura. Seja 10, 15, 20 minutos, utilize-os bem. Mais do que ler rápido é não entender o livro que ler. Desfrute da leitura com calma, paciência e foco naquilo que está tendo a sua atenção.

7 - Tenha calma em sua leitura. Seguindo o tópico anterior, a leitura é uma atividade de pensamento, reflexão e auto-análise. Estas 3 características requer muito tempo para serem assimiladas e só as serão se o leitor compreender a importância destes 3 fatores. Por isso, desfrute da sua leitura em um ambiente silencioso, harmonioso, de acordo com a sua condição. Pause na leitura, reflita as frases, e se possível, para assimilar melhor, retorne aos capítulos e aos textos que mais lhe chamaram atenção.

8 - Faça anotações em suas leituras. Um caderno, uma caneta e um dicionário são bastante úteis quando se trata da leitura de obras cristãs. Marque passagens de livros que chamem a sua atenção e se possível, decore-as. A assimilação é o prêmio do leitor e a sua prática partindo do livro para a sua vida é a cerne da importância da leitura. Muitas pessoas foram impactadas com grandes obras históricas pelo fato de que os seus escritores traziam da reflexão para a ação, do pensamento para a realidade. É sempre importar marcar nas páginas aquilo que lhe marca, em prol do seu desenvolvimento literário.

9 - Incentive a leitura de grandes obras cristãs aos seus próximos. Um bem muito maior que possamos imaginar, é quando incentivamos ás pessoas próximas à nós. Isto se faz muito bem pelo fato de que as pessoas precisam buscar um grande conhecimento com a prática da piedade cristã. O apoio aos próximos na leitura de obras que os edificam, é um tônico em suas almas para buscarem ao Senhor. Mais ainda, explicando as etapas de uma leitura, traz-lhes segurança e confiança para perseverarem na jornada literária de excelentes obras.

10 - Tenha em primazia como leitura a Palavra de Deus. Ainda que as recomendações de bons livros cristãos venha a ser de uma grande ondas de bênçãos para a sua vida e a vida dos seus, não podemos nos esquecer de que a primazia de nossas mentes e corações só correspondem á Palavra de Deus. É um erro desvalorizar a Bíblia em prol de livros que falem sobre a Bíblia. Se o leitor ignorar a fonte principal da mensagem, como receberá o mensageiro com a mensagem a qual deveria conhecer? Por isso, com organização, persistência, paciência, sabedoria, paz e fé, podemos fielmente meditar no Santo Livro, compreender a vontade do Senhor para as nossas vidas e crescermos no conhecimento e na graça que há em Cristo Jesus.

Que o Senhor vos abençoe!


Fonte: MENINI, Lais. Por que o brasileiro lê tão pouco? Artigo publicado em: https://bhaz.com.br/2019/05/31/por-que-o-brasileiro-le-tao-pouco/. Consulta dia: 31/05/2020.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Soberba e Arrogância em um Ponto de Vista




Por Leonardo Pereira



O pastor presbiteriano Sérgio Lima, um ministro do evangelho de uma denominação que muito respeito e tenho muitos amigos, porém discordando de alguns pontos doutrinários, disse em um vídeo do Youtube que os "desigrejados" são soberbos e orgulhosos. O pastor quase que generalizando este movimento esquece dez pontos os quais mostram de modo claro que devemos ter um equilíbrio quando se fala sobre este assunto:

1) O termo desigrejados é um tempo incoerente que foi transmitidos por muitos. O correto para estas pessoas é o termo "Não-Denominacional". Pessoas que não frequentam mais nenhuma denominação.

2) Literalmente o termo se refere à pessoas que saíram de uma denominação, e não que saíram da Igreja de Cristo, como muitos anunciam "aos céus e aos montes".

3) Essa classe encabeça uma lista vasta de motivos pelos quais eles não frequentam mais uma denominação, tais como decepções, enganos, insatisfação do sistema eclesiástico, entre muitos outros.

4) Muitos irmãos e ministérios desavisados dão à esses irmãos uma conotação forte de "desviados", por não estarem mais frequentando as reuniões e as congregações, o que por sí só já é um crítica ruim da pessoa e da sua condição eclesiástica.

5) Devemos compreender que os "não-denominacionais" estão crescendo em números e em diversas estatísticas levantadas por pesquisadores, haja vista com o declínio moral, social, ético, ministerial e espiritual da igreja evangélica brasileira na sua atualidade.

6) Devemos compreender também que nem todos os que saíram das denominações foram por razão de boa fé (Devemos ser sinceros). Muitos procuraram e ainda procuram disseminar suas heresias e modismos nos seio da igreja e por não conseguirem, buscam adentrar a lista crítica de um "não denominacional".

7) Devemos compreender também que muitos líderes de denominações causaram muitas dores naqueles que saíram das mesmas. Traumas terríveis com cicatrizes difíceis de curar estão marcados na alma de muitos, e isso tem levado um povo a um sério afastamento das denominações evangélicas brasileiras.

8) Os evangélicos "não-denominacionais" não odeiam a igreja ou a criticam por existí-la. Apenas muitos preferem não fazer parte das instituições pela forma como foram afetados quando ainda fizeram parte dela, mas em sua maioria, não a odeiam ou combatem contra ela.

9) A igreja se posicionou com o passar dos anos para uma questão muito crítica com aqueles que saíram das instituições sem fazerem uma análise mais profunda e individual dos motivos que levaram muitos a abandonarem as denominações. Frases como a do pastor presbiteriano em seu vídeo fazem ainda mais os seguidores de Cristo Jesus se afastarem e caminharem em direção contrária a do aprisco.

10) As denominações evangélicas da nação brasileira e este movimento deve encontrar um ponto de equilíbrio o mais rápido possível para que assim, soluções em demasia possam aparecer, pessoas no poder de Jesus Cristo possam ser curadas de maneira mental, social e espiritualmente das dores outrora sofridas, e muitos possam compreender como os não-denominacionais não estão afastadas da comunhão do Senhor, mas sim, buscando o melhor também para as denominações evangélicas do Brasil.



Livros de Sugestão de Leitura para este tema:

Feridos em Nome de Deus. Marília de Camargo César - Mundo Cristão, 2009.

Bacia das Almas. Paulo Brabo - Mundo Cristão, 2009.

Paulo Romeiro. Decepcionados com a Graça - Mundo Cristão, 2005.

Frank Viola. Cristianismo Pagão? - Abba Press, 2008.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Nota sobre a morte do Empresário de Rio Claro










 O empresário Luís Antônio Scussolino, de 66 anos, proprietário da Luizzi Estofados, foi encontrado morto na manha do dia 21, um dia após a ampla divulgação da noticia da demissão em massa na cidade, coisa que há mais de 20 anos não acontecia. Notem a ênfase neste artigo ( há mais de 20 anos não acontecia ).
Isso apenas mostra como anda a situação em nosso país,que não preciso nem mencionar aqui,pois a própria população está vendo com os próprios olhos.Mas além do suicídio do empresário,quero mencionar as famílias que agora estão sem sustento,não só de Rio Claro,mas muitas pela incompetência deste governo,que visou durante anos benefício próprio e seus auxiliadores,que afundaram o país em dívidas e desprovido de recursos para a população brasileira.A Página traz nossos sinceros pêsames à família do empresário,e oremos para que o Senhor venha fazer o Teu querer na Terra.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O amor é mais importante do que a verdade?

Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.
Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa. Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).
A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); adorar em verdade (João 4:24); andar em verdade (2 João 4); armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).
Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hangout hoje à noite !


                                                                                 

Eu saúdo com a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Eu, o convido à participar do Hangout no dia hoje às 21:00 horas com o tema : EBD,DISCIPULADO E EDUCAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL,com a presença do Pr . Natalino Das Neves II ( Comentarista das Lições Bíblicas de Jovens CPAD )
Link para assistir e participar : https://www.youtube.com/watch?v=-nTrB2_heI0
Que Deus os abençoe !
Compartilhe,participe, e cresça na Palavra de Deus .

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jesus e a Natureza de Deus

De acordo com a História, um dos tópicos mais controvertidos entre os que afirmam seguir a Bíblia tem sido a natureza de Jesus e sua relação com o Pai. Nos primeiros cinco séculos após a encarnação de Cristo, os cristãos passaram pelas chamadas "controvérsias cristológicas": vários grupos defendiam visões completamente diferentes com respeito à natureza de Jesus Cristo e do ser divino. Isso talvez não nos cause nenhum espanto. Satanás desejaria mais do que nunca introduzir entre os discípulos erros no que se refere à natureza de Deus, sendo esses erros básicos e extremamente prejudiciais. Além disso, qualquer ser humano que tente compreender a natureza de Deus está lidando com um assunto muito mais profundo que ele mesmo. É natural tentar reduzir Deus às condições humanas e começar a analisá-lo de acordo com as limitações humanas.

Mesmo hoje, há acirradas controvérsias entre os supostos seguidores do Senhor Jesus no que diz respeito à natureza e ao conceito da divindade. Neste artigo não pretendemos abranger todas, nem esgotar o estudo de uma delas, mas apresentar certos princípios bíblicos que nos orientarão diante das várias doutrinas acerca de Jesus.

É importante começar qualquer estudo com a postura correta. Precisamos sempre estar dispostos a submeter os nossos conceitos ao significado imparcial dos textos bíblicos. Consultar a Bíblia para tentar provar o que já decidimos ser a nossa crença é perigoso e muitas vezes leva a equívocos. Se as nossas concepções nos obrigam a torcer as Escrituras para que se encaixem ao que pensamos, então devemos abandonar os nossos conceitos. Nem tudo na Bíblia nos parecerá sábio e razoável. A sabedoria de Deus não se sujeita à nossa avaliação. Por causa das nossas limitações, a sabedoria de Deus às vezes parece tola. Não é necessário que tudo tenha sentido para nós nem que tudo seja coerente, mas pela fé devemo-nos submeter ao que a Palavra de Deus claramente afirma sem rodeios (estude 1 Coríntios 1-2).

Jesus é Deus

Vários grupos negam a absoluta divindade de Cristo. Os testemunhas de jeová, por exemplo, negam que Jesus seja Deus com d maiúsculo. Segundo eles, ele é um deus, um arcanjo muito elevado, mas não é igual a Deus Pai. Os teólogos modernos muitas vezes ensinam que Jesus era um grande homem, um mestre maravilhoso e um grande profeta , mas não Deus na verdade. A Bíblia ensina que Jesus é Deus.

Há vários "porém" que devem ser ligados a essa afirmação. Quando Jesus se fez carne, passou a ser humano. Participou da nossa natureza; submeteu-se à experiência humana. Assim, experimentou a fome, a sede, o cansaço. Nas palavras de Paulo: "pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz" (Filipenses 2:6-8). É importante entendermos que, quando Jesus se fez homem, não deixou de ser Deus. Ele era Deus vivendo como homem. Mas restringiu-se a forma e a limitações muito diferentes da natureza de sua existência eterna. Ao afirmar que Jesus é Deus, então, não estamos tentando negar a realidade de Jesus ter-se tornado um ser humano verdadeiro.

Afirmar que Jesus é Deus não é afirmar que ele é o Pai. O próximo subitem deste artigo discutirá exatamente essa questão.

Seria válido admitir já de início neste estudo que se acha revelada nas Escrituras uma nítida diferença entre o papel do Pai e o do Filho. Uma delas é que foi o Filho que se fez carne, não o Pai. Mas, o que é mais fundamental, o Pai parece ser revelado na Palavra como o planejador e diretor, e o Filho, como o concretizador. O Filho submeteu-se à vontade do Pai. Nesse sentido, Jesus afirmou: "O Pai é maior do que eu" (João 14:28). Entendemos que, de acordo com as Escrituras, o marido deve ser o cabeça da esposa, e ela deve submeter-se ao marido. Mas isso não significa que o marido seja superior em essência; simplesmente tem um papel de autoridade. Tanto marido quanto mulher são plena e igualmente humanos. Da mesma forma, a liderança do Pai e a submissão do Filho não implicam diferença de natureza. Ambos são plena e igualmente divinos.

O Testemunho das Escrituras

A Bíblia deixa bem claro que Jesus é Deus. "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9:6). O menino que haveria de nascer se chamaria "Deus Forte".1

Em João 1:1: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus". Aqui o Verbo é Jesus (veja João 1:14). Jesus não só estava com Deus, mas era Deus. Isso parece confuso a princípio. Mas analise este exemplo simples. Meu nome é Gary Fisher. O nome de minha esposa é Sandra Fisher. Se ela estivesse aqui comigo agora, seria possível dizer: "Sandra está com Fisher e Sandra é Fisher". No primeiro caso, Fisher refere-se a mim especificamente; no segundo, é usado como o nome da família em que (no meu caso) há quatro membros. Jesus estava com Deus (o Pai) e era ele mesmo Deus (também compartilhava da natureza de ser Deus).

"Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!" (João 20:28). Tomé dirigiu-se a Jesus dizendo: "Senhor meu e Deus meu". Tomé estava errado? Jesus não achou que estivesse, pois disse: "Porque me viste, creste? Bem-aventurados são os que não viram e creram" (João 20:29). Essa passagem é uma comprovação tão forte da divindade de Cristo, que já se inventaram inúmeras explicações para recusá-la. Por exemplo, Tomé estava apenas manifestando o seu espanto, como alguém hoje, que talvez dissesse: "Ó, meu Deus do céu". Mas isso implicaria dizer que Tomé estava usando o nome de Deus em vão. No entanto, Jesus o elogiou por isso. Outros acreditam que Tomé estava chamando Jesus seu Senhor e depois voltando-se ao Pai, dizendo "Deus meu". Mas o texto diz: "Respondeu-lhe Tomé". Tomé estava reconhecendo que Jesus era seu Deus.

Examine estes textos: "Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre" (Romanos 9:5). "Aguardando a bendita esperança e a manifestão da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus" (Tito 2:13). "Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 1:1). Todos se referem a Jesus como Deus.

Jesus afirmou ser Deus em várias ocasiões. Em João 5:17, ele disse: "Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também". Os judeus entenderam devidamente a afirmação de Jesus como uma indicação de que ele era igual a Deus (João 5:18). Em João 10:30, Jesus declarou: "Eu e o Pai somos um". Jesus fez a ousada declaração em João 14 de que vê-lo significava ver o Pai: "Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. Replicou-lhe Filipe: Senhor mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?" (João 14:7-9). (Veja também as afirmações de Jesus em João 8:56-59, as quais serão discutidas numa seção posterior deste artigo.)

Jesus aceitava ser adorado

Somente Deus deve ser adorado. Adorar a criatura é idolatria e é terminantemente proibido nas Escrituras (veja Romanos 1:25). O próprio Jesus afirmou: "Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto" (Mateus 4:10) ao citar Deuteronômio 6:13 em resposta à tentação de Satanás. Em nenhum lugar das Escrituras um homem justo aceitou ser adorado. Pedro recusou-se a permitir que Cornélio se curvasse diante dele (Atos 10:25-26). Paulo e Barnabé ficaram abismados quando o povo de Listra se preparou para adorá-los como deuses. Tomaram imediatamente uma atitude: "Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando: Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas cousas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra o mar e tudo o que há neles" (Atos 14:14-15). Os anjos são seres celestes superiores aos homens, mas nem mesmo eles aceitam ser adorados (Apocalipse 19:10; 22:8-9).

É bem notável, então, que Jesus tenha aceitado a adoração do homem. Quando Jesus acalmou a tempestade, "os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!" (Mateus 14:33). Jesus não os repreendeu por louvá-lo. O cego que Jesus curou em João 9 o adorou (João 9:38). Várias vezes os discípulos adoraram a Jesus após a ressurreição, e Jesus jamais deu a entender que aquilo não era certo (Mateus 28:9,17). Jesus na realidade ensinou de modo claro: "Que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou" (João 5:23). Nenhum homem justo e nenhum anjo do céu (nem o mais exaltado) jamais pediu que os homens os honrassem da mesma forma que honram ao Pai. Se Jesus não fosse Deus, então João 5:23 seria uma das blasfêmias mais audaciosas que jamais foram proferidas por lábios humanos.

Os cristãos primitivos adoravam a Jesus: "O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém" (2 Timóteo 4:18). "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno" (2 Pedro 3:18). Repare na surpreendente semelhança da adoração oferecida ao Pai com a oferecida ao Filho. Falando do Pai, Pedro disse: "A ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Amém." (1 Pedro 5:11). Mas, em referência ao Filho, João escreveu: "A ele a glória e o dóminio pelos séculos dos séculos. Amém" (Apocalipse 1:6). Deus ordenou que mesmo os anjos devem adorar ao Pai: "E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem" (Hebreus 1:6).
Todas as hostes celestes adoram a Jesus do mesmo modo que adoram o Pai. Os quatro seres viventes e os 24 anciãos "E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra" (Apocalipse 5:9-10). O texto prossegue: "Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares, proclamando em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. E os quatro seres viventes respondiam: Amém; também os anciãos prostararam-se e adoraram" (Apocalipse 5:11-14).

Essas declarações de adoração a Jesus Cristo constituem a mais forte prova de sua divindade. As Escrituras declaram, sem hesitar, que somente Deus deve ser adorado, mas Jesus é adorado no céu pelas mais elevadas criaturas celestes. Jesus é até ligado ao Pai na mesma declaração de louvor. Paulo escreveu a verdade: "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2:9-11).

Afirmações indiretas

Há muitas coisas que Jesus fez que somente Deus é capaz de fazer. Jesus perdoou os pecados dos homens, mas somente Deus pode perdoar pecados (veja Marcos 2:1-12; Lucas 7:36-50). Ele afirmou ser capaz de dar vida (João 5:21; 10:28; 17;2) e de julgar o mundo (Mateus 7:23; 16:27; 25:31-46; João 5:22-27), habilidades que pertencem exclusivamente a Deus. Jesus criou o mundo (João 1:1-3, 10) e o sustém (Colossenses 1:17). Jesus fez afirmações que implicavam a sua onipresença (Mateus 18:20; 28:20) e onisciência (Marcos 12:25;Mateus 9:4; 12:25; veja também Apocalipse 2:23; 1 Reis 8:39). Ele afirmou ser maior que o templo, maior que Jonas e maior que Salomão (Mateus 12:6, 41-42). Ele afirmou não ter pecado (João 8:46). Tudo isso o põe sem dúvida na categoria de Deus.

Jesus ensinou que vê-lo era ver o Pai (João 12:45; 14:9), que crer nele era crer no Pai (João 12:44) e que conhecê-lo era conhecer o Pai (João 8:19; 14:7). Ele disse que quem o recebe, recebe o Pai (Marcos 9:37); que quem o honra, honra o Pai (João 5:23); mas quem o rejeita e o odeia, rejeita e odeia o Pai (Lucas 10:16; João 15:23). Qual mero homem, qual arcanjo poderia fazer afirmações como essas?

O que Jesus disse refletia a noção da sua própria importância. Ele disse que era a luz do mundo, o pão da vida, a ressurreição e a vida e o único caminho para o Pai (João 6;35; 8:12; 11:25; 14:6). Ele disse que as coisas que estavam escritas no Antigo Testamento foram escritas a seu respeito (Lucas 24:27, 44; João 5:39, 46). Ele disse que, quando o Espírito Santo viesse, ele o glorificaria (João 14:26; 15:26; 16:14). Jesus mostrou que era imprescindível ir a ele, ouvi-lo, crer nele, confessá-lo e segui-lo (Mateus 11:28-30; João 6:45; 18:37; 8:24; 11:25; Mateus 10:32-33; João 8:12; 10:27). Ele nos ensinou a perder a vida por amor a ele (Lucas 9:24) e amá-lo mais que ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos e à própria vida (Mateus 10:37; Lucas 14:26). Fazendo uso de uma metáfora ousada, Jesus disse que devemos comer a sua carne e beber o seu sangue para que possamos ter vida (João 6:51-58). O Senhor deixou a ceia em memória dele, para que nunca viéssemos esquecê-lo (Lucas 22:19). Ele ensinou que a sua vidaseria entregue em resgate por muitos (Mateus 20:28; 26:28; João 10:15; 12:32).

Ou Jesus era um egoista arrogante, ou era Deus. Diante de suas afirmações ousadas, não há meio-termo. "Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6). "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra" (Mateus 28:18).

Jesus é o Deus revelado no Antigo Testamento

Há duas palavras traduzidas por "Senhor" no Antigo Testamento. Uma delas significa simplesmente senhor, mestre, amo. A outra é geralmente escrita em letras maiúscula e significa "Eu Sou", ou seja, aquele que existe por si mesmo, o eterno. Esse "SENHOR" tem origem numa palavra hebraica de quatro letras: "YHWH". Mas os judeus não pronunciavam a palavra; eles simplesmente diziam "SENHOR" sempre que a encontravam na leitura da Bíblia. Eles criam que "YHWH" fosse santo demais para ser proferido por seres humanos. Assim, a maioria das traduções da Bíblia simplesmente traduz "YHWH" por SENHOR. Poucas traduzem por "Jeová". Essa palavra é importante no entendimento da natureza de Cristo, porque é uma palavra que só se aplica a Deus. Uma palavra como senhor, que é tão comum, poderia ser usada em respeito a um superior. Mas a palavra "YHWH" (SENHOR, ou Jeová, Eu Sou) só poderia ser empregada corretamente em referência ao único e verdadeiro Deus.

Jesus disse que ele é YHWH, Eu Sou: "Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse EU SOU." (João 8:58).2 Era uma declaração chocante, e os judeus pegaram pedras ali mesmo para apedrejar Jesus por blasfêmia (João 8:59). Muitos textos aplicam profecias sobre Jeová (o "SENHOR") a Jesus. João Batista ia preparar o caminho para o "SENHOR" (Isaías 40:3; veja Mateus 3:3; Marcos 1;3; Lucas 3:4-5). A glória do "SENHOR", vista por Isaías, era uma visão da glória de Jesus (Isaías 6; João 12:37-43). Não são casos isolados. Várias afirmações sobre o SENHOR no Antigo Testamento são aplicadas a Jesus no Novo.3 Jesus também é Deus Jeová, o SENHOR.

Jesus não é o Pai

Algumas pessoas tomam as evidências apresentadas acima e ensinam que Jesus é a mesma pessoa que o Pai. Elas acreditam que o Pai e o Filho não passam de manifestações diferentes da mesma pessoa. Eles fazem uso da seguinte ilustração: um homem pode ser ao mesmo tempo pai e filho. Isso é verdade. Eu sou tanto pai, como filho. Mas eu não sou o meu próprio pai, nem sou o meu filho. A Bíblia revela três pessoas diferentes que compõem o único Deus.

Há inúmeros textos que mostram a diferença entre a pessoa do Pai e a do Filho. "Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho" (2 João 9). "Tanto o Pai como o Filho" leva a entender a existência de dois seres. Jesus afirmou ter duas testemunhas: ele mesmo e o Pai. "Se eu julgo, o meu juizo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim." (João 8:16-18). Se Jesus fosse a mesma pessoa que o Pai, haveria uma só testemunha, mas Jesus disse claramente que havia duas. (Veja também 1 João 2:22; 1 Coríntios 8:16).

"Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou" (João 8:42). O Pai enviou o Filho. O Filho não se enviou. Portanto, o Pai não é o Filho.

Jesus muitas vezes orou ao Pai (Lucas 23:34, 46). Estava Jesus orando a si mesmo? Ele ensinou os discípulos a orar: "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome" (Mateus 6:9), estando ele próprio na terra. "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco" (João 14:16). Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo são todos uma só pessoa, então Jesus orou a si mesmo e pediu que enviasse a si mesmo.

O Pai reconhecia o Filho: "E eis uma voz dos céus,que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mateus 3:17). Será que o Pai estava simplesmente falando para si a respeito de si mesmo? Jesus disse que, se ele glorificasse a si mesmo, a sua glória não seria nada (João 8:54).

"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou" (João 6:38). Jesus veio fazer a própria vontade, ou não? Se respondermos que sim, contrariamos Jesus. Se dizemos que não (a resposta correta), então admitimos que Jesus e o Pai são pessoas distintas, porque Jesus de fato veio fazer a vontade do Pai. (Veja também João 8:29).

O Filho retornou ao Pai no céu (João 16:28; 20:17). Se Jesus é o Pai, ele já estava no céu antes de subir para junto de si mesmo. Jesus retornou ao céu para entrar na presença de Deus (Hebreus 9:24). Mas ele já estava na sua própria presença. Se o Filho e o Pai são a mesma pessoa, por que Jesus tinha de ir para o céu para entrar na presença dele próprio?

Vários textos mostram que Jesus está assentado à direita de Deus (Colossenses 3:1). Seria uma grande façanha alguém sentar à direita de si mesmo!

Jesus disse que somente o Pai sabia o momento exato de sua vinda; isso nem mesmo ele sabia (Mateus 24:36). Se Jesus era o Pai, então ele sabia algumas coisas que não sabia?

Quando Jesus retornar, ele entregará o seu reino de volta ao Pai e se sujeitará ao Pai (1 Coríntios 15:24-28). Será que Jesus entregará o reino a si mesmo e se submeterá a si mesmo?

As Escrituras ensinam com uma clareza inconfundível a distinção entre o Pai e o Filho.

A natureza da divindade

Deus é uno (Deuteronômio 6:4; Isaías 40-48; Marcos 12:29; 1 Timóteo 1:17; Tiago 2:19; 4:12, etc.).  A natureza de sua unidade é o assunto em pauta. Com base mesmo no que se evidenciou acima, deve estar claro que a unidade de Deus é uma união, não uma unidade absoluta. A palavra equivalente a Deus no Antigo Testamento (elohim) é uma formação no plural. A palavra equivalente a um, empregada em referência a Deus no Antigo Testamento (echad) também é uma forma plural. Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança . . ." (Gênesis 1:26). A quem se refere esse "nossa"? Somos criados à imagem de Deus, mas há mais de uma pessoa que compôs Deus. Atente para essas afirmações: "Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente" (Gênesis 3:22). "Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro" (Gênesis 11:7). Desde os primeiros capítulos da Bíblia, vemos Deus revelado como uma unidade plural (veja também Isaías 6:8). Existe até mesmo diálogos registrados entre Deus e Deus na Bíblia: veja Salmos 110:1, por exemplo.

Em que sentido o Pai e o Filho são um? São uma só pessoa? Ou são um em unidade e em propósito? Observe atentamente João 17:20-23: "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim." Esse texto ensina que os cristãos devem ser um como o Pai e o Filho são um. Os cristãos devem passar a ser uma só pessoa? Ou será que devem ser um em unidade e em propósito? Já que a unidade que os cristãos devem ter não é a de ser uma só pessoa, então a unidade do Pai e do Filho não significa que são a mesma pessoa. A Bíblia muitas vezes trata de coisas que são unas. Marido e mulher são um (Mateus 19:4-6; Efesios 5:31). O que planta e o que rega são um (1 Coríntios 3:6-8). Os cristãos são um (1 Coríntios 12:14). E também o Pai e o Filho (e o Espírito Santo) são um.

Embora nos tenhamos concentrado principalmente no Pai e no Filho, as Escrituras mostram que o Espírito Santo também é uma pessoa divina. O Espírito Santo é revelado como um ser pessoal. Ele faz o que somente uma pessoa pode fazer: fala (1 Timóteo 4:1); ensina(João 14:26); reprova (João 16:8); orienta (Gálatas 5:18); intercede (Romanos 8:26); chama (Atos 13:2); pensa (Romanos 8:27; 1 Coríntios 2:10-11); toma decisões (Atos 13:12; 15:28). Os sentimentos que tem só uma pessoa pode ter: é alvo de mentiras (Atos 5:3); é resistido (Atos 7:51); é desprezado (Hebreus 10:29); fica entristecido (Efésios 4:30); fica irado (Isaías 63:10); é blasfemado (Mateus 12:31). O Espírito Santo tem características divinas: é onisciente (1 Coríntios 2:10-11) e onipresente (Salmo 139:7-10).

O Novo Testamento une Pai, Filho e Espírito Santo de modo impressionante. Muitos textos mencionam os três: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós" (2 Coríntios 13:13). "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19). "Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas." (1 Pedro 1:2; veja também Romanos 15:30; 1 Coríntios 12:4-6; 6:11; 2 Corìntios 1:20-21; Gálatas 4:6; Efésios 2:18; 3:14-17; 5:18-20; 1 Tessalonicenses 5:18-19; 2 Tessalonicenses 2:13; Tito 3:4-6; 1 João 4:13-14; Judas 20-21; Apocalipse 1:4-5). Embora a Bíblia em momento algum apresente uma definição teológica de Deus, é possível entender alguns aspectos de seu ser estudando a revelação dada nas Escrituras. O que podemos concluir é: Deus é o nome dado à natureza divina, a há três seres que partilham dessa mesma natureza divina: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

terça-feira, 14 de junho de 2016

O Sofrimento



                                                                          

O Drama Humano.
Se tem uma coisa que coloca um Cristão em dilema é o sofrimento.
É um momento onde tudo parece que é o fim do túnel,fim da linha,inicio da dor.É um momento em que você não tem prazer,e de fato,não temos mesmo.
Mas o Senhor Jesus mencionou a vida com sofrimento (Jo 16.33).
Ele não enganou ninguém.Ele é Fiel ( 2 Tm 2.13 ).
Mas a sua Palavra nos diz para lançarmos sobre Eele as nossas ansiedades ( 1 Pd 5.7 ). Não é fácil,mas não é impossível. Não é tão cedo,mas jamais será tarde o momento certo,e a hora certa D´ele ( Sl 139 ). Não é um assunto fácil de lidar,eu sei,mas sabendo que ELE é o que está no Centro de Todas as Coisas
( Ec 11.5 ) .

Quem é o Anticristo?


Guerras e rumores de guerras! Conflitos entre nações no Oriente Médio. Ataques terroristas em Israel. As manchetes do dia sugerem, para muitas pessoas, que estejamos na contagem regressiva aos eventos finais do plano de Deus para este mundo. Qualquer dia, pensam alguns, deve aparecer o terrível Anticristo.
Segundo a bem divulgada doutrina de premilenarismo, o Anticristo reunirá as forças do mal para enfrentar o exército de Cristo numa batalha decisiva. Há diversos aspectos dessa doutrina que contradizem os ensinamentos bíblicos, mas neste artigo vamos considerar um ponto só: o Anticristo.
A palavra "anticristo" é bíblica, mas a doutrina citada acima não é. Ao invés de inventar e espalhar teorias humanas sobre o Anticristo, devemos nos contentar com a palavra de Deus. Vamos ler agora todas as passagens bíblicas que usam a palavra "anticristo":
"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (1 João 2:18).
"Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (1 João 2:22).
"Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (1 João 4:2-3).
"Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo" (2 João 7).
Nestes trechos - os únicos na Bíblia que usam a palavra "anticristo" - podemos observar alguns fatos importantes:
1. A Bíblia não fala de uma só pessoa conhecida como o Anticristo, mas de muitos anticristos.
2. A última hora, no contexto dos anticristos, não se refere ao fim do mundo, porque João disse que a última hora já havia chegado no primeiro século.
3. Estes textos não falam de um Anticristo futuro, mas de muitos que já saíram do meio dos cristãos do primeiro século.
4. Um anticristo é uma pessoa que nega Cristo, ou que nega que este veio na carne.
O perigo das doutrinas humanas sobre o Anticristo é que desviam a atenção dos fiéis das verdadeiras ameaças em forma de tentações e doutrinas contra Cristo, porque as pessoas examinam os jornais procurando sinais da vinda de uma figura terrível. Ao invés de esperar a vinda de um grande inimigo de algum outro país, devemos nos defender contra os inimigos de Cristo que já estão no mundo desde a época da Bíblia.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Expandindo o reino de justiça de Deus



Quando Deus resgatou os filhos de Israel da escravidão egípcia, Ele os levou ao Monte Sinai, a caminho da terra que ele lhes tinha prometido. Ali ele fez um acordo com eles: "Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa" (Êxodo 19:5-6). Com isto eles concordaram.

Deus, na verdade, pretendia ser o único rei deles, e durante séculos não tiveram governo central ou monarca humano. Depois de Gideão tê-los conduzido à vitória sobre os midianitas, eles propuseram fazer dele rei, mas ele recusou, dizendo, "Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o S
ENHOR vos dominará" (Juízes 8:23).

Contudo, os israelitas estavam cada vez mais insatisfeitos com um rei invisível. Eles exigiram que Samuel lhes desse um rei como o tinham as outras nações em volta deles (1 Samuel 8:5). Deus, então, disse a Samuel: "Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele" (1 Samuel 8:7).

Deus concordou em dar-lhes um rei. Ele demonstrou, contudo, que ainda estava dominando, ao remover aquele primeiro rei e substituí-lo por Davi, "um homem que lhe agrada" (1 Samuel 13:14). Deus prometeu a Davi que seus descendentes continuariam sobre seu trono. Davi mesmo não representou Deus perfeitamente na administração da nação, e seus descendentes estiveram ainda menos sob o comando de Deus.

Outro reino prometido
Em conseqüência, Deus prometeu estabelecer um reino de justiça, com um rei que fosse perfeitamente justo e sempre agiria em perfeita harmonia com Sua vontade. "Eis que vêm dias, diz o S
ENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR Justiça Nossa" (Jeremias 23:5-6).

Este futuro rei é louvado no Salmo 45:6-7. "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros." A palavra ungido era Messias na língua deles e o povo começou a esperar ansiosamente o aparecimento deste Messias.

O tempo para o estabelecimento deste futuro reino de justiça foi claramente profetizado em Daniel 2:44. Seria nos dias do Império Romano. Assim, quando os romanos se mudaram para a Terra Santa e estabeleceram sua dominação sobre o povo de Deus, a esperança pelo aparecimento deste grande rei atingiu grau febril. Eles esperavam que ele conduzisse um grande exército que expulsaria os romanos e estabeleceria seu próprio mundo de dominação. A qualidade de justiça, contudo, foi quase completamente perdida em sua avidez pela prosperidade e poder que eles esperavam, como resultado de suas conquistas.

O reino "está próximo"
Quando João Batista apareceu no deserto da Judéia anunciando que o reino do céu estava próximo, "Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão" (Mateus 3:5). Seu chamado, contudo, não era para o ajuntamento de um exército ou acumulação de armas, mas antes para o arrependimento. Isto deveria ter sido uma chave para a natureza do reino que se aproximava. E, quando o próprio Jesus veio pregando, sua mensagem era a mesma: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 4:17).

"Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino" (Mateus 4:23). Os próximos três capítulos de Mateus contêm o que deve ter sido uma amostra de sermão daquela viagem de pregação. Ele começa (Mateus 5:3) e termina (Mateus 7:21) com o reino. Intercaladas dentro do sermão estão outras referências ao reino (5:10; 6:33; 7:10). Aqui, na verdade, o caráter justo do reino é destacado. O sermão era obviamente destinado a desiludir aqueles que tinham sonhos de conquista militar, de poder político e prosperidade temporânea.

A primeira parte do sermão contém um perfil do cidadão do reino. Estes versículos também começam com o reino do céu (5:3,10). Eles descrevem diferentes faces do caráter destes cidadãos. Eles são pobres de espírito, lamentam, são mansos, têm fome e sede de justiça, são misericordiosos, puros de coração, pacificadores e perseguidos. Estas qualidades eram notáveis características do reino e são essenciais aos seus cidadãos. Qualquer coisa menos do que isso, seria apenas um outro reino da terra, não um reino do céu.

Jesus tentado a comprometer
Nas tentações de Jesus, registradas em Mateus 4, Satanás estava tentando Jesus a comprometer o caráter justo de seu reino. Transformar pedras em pães teria sido agir sem as determinações de Deus, evidência de que ele, como o rei Saul, estava querendo agir por sua própria autoridade, antes que fazer a vontade de Deus. A terceira tentação registrada por Mateus era ainda mais claramente uma tentação a abandonar seus ideais. Satanás mostrou-lhe "todos os reinos do mundo e a glória deles" e ofereceu-se para dá-los a ele se apenas se curvasse e o adorasse. Aqui estava uma maneira fácil de obter um reino, muito mais fácil do que ser desprezado e rejeitado pelos homens como Isaías tinha predito (Isaías 53:3) e passar os longos anos ensinando os discípulos como ele tinha planejado. Mas seria um reino dado a ele por Satanás um reino de justiça? Seriam os seus cidadãos pobres de espírito, famintos e sedentos de justiça, puros de coração, etc.? Dificilmente. Jesus rejeitou categoricamente a proposta de Satanás.

"Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno" (Lucas 4:13). Um momento assim é registrado em João 6. Jesus tinha alimentado 5.000 homens com cinco pães e dois peixes. Isto acendeu a imaginação daqueles homens quando contemplaram as possibilidades militares de terem um rei com tal poder. "Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte" (João 6:15). A princípio, pode parecer estranho que Jesus frustrasse as intenções deles de fazê-lo rei. Ele tinha vindo ao mundo com este propósito (João 18:37). Mas estariam estes 5.000 famintos e sedentos de justiça? O dia seguinte respondeu à pergunta. Os mesmos homens estavam novamente buscando-o, mas Jesus lhes disse, "Vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes" (João 6:26). E os eventos subseqüentes provaram que a justiça não era o motivo do apetite deles. Quando Jesus se ofereceu a eles como "o pão vivo que desceu do céu" e suas palavras como "espírito e ... vida" eles ficaram frustrados e todos, menos os doze, foram embora. "Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:67-68). Jesus preferiu ter doze homens que eram famintos e sedentos de justiça do que cinco mil que o estavam seguindo por pães e peixes.

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém, no domingo antes de sua crucificação, grandes multidões o acompanhavam, e "toda a multidão dos discípulos passou, jubilosa, a louvar a Deus em alta voz , por todos os milagres que tinham visto, dizendo: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!" (Lucas 19:37-38). Aqui estava mais uma oportunidade para Jesus ser coroado rei. Mas a mesma questão permanecia: o povo que compunha esta multidão era de pacificadores? Estavam eles querendo ser "perseguidos por causa da justiça"? Esta questão foi respondida logo. Dentro dessa mesma semana, os inimigos de Jesus orquestraram sua prisão e crucificação, e então onde estavam estes discípulos admiradores? Não eram encontrados em lugar nenhum. Neste ponto, eles não eram aptos "para o reino de Deus" (Lucas 9:62).

Paulo tentado a comprometer
Depois que o reino foi estabelecido no Pentecostes, Paulo foi a Corinto alistar cidadãos. Essa era uma cidade notoriamente perversa e ele viu sua mensagem amplamente rejeitada. Ele descreveu o problema em sua primeira carta aos coríntios: "Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios" (1 Coríntios 1:22-23).

Paulo poderia ter anunciado um grande serviço de cura para atrair os judeus. Ele poderia ter anunciado uma palestra sobre sabedoria humana, que atrairia os gregos. Ou poderia ter pregado Cristo com suficiente eloqüência e habilidade retórica para trazer aqueles que eram atraídos pela oratória. Mas ele se recusou a fazer qualquer destas coisas. Mais tarde ele escreveu: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e sim no poder de Deus" (1 Coríntios 2:1-5).

Paulo, mais tarde, explicou que ele estava construindo um templo. O tipo de povo a quem a pregação da cruz era loucura seria "madeira, feno e palha" naquele templo. "Mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus" (1 Coríntios 1:24). Aqueles levados por essa mensagem seriam aqueles que eram famintos e sedentos por justiça: "ouro, prata, pedras preciosas" (1 Coríntios 3:12), os verdadeiros cidadãos do reino do céu.

Uma advertência para nós
Neste mesmo contexto, Paulo adverte: "Porém cada um veja como edifica" (1 Coríntios 3:10). Estamos vivendo em tempos quando as pessoas estão muito mais interessadas em outras coisas do que na simples pregação do evangelho de Cristo. Elas parecem ter pouco interesse na simples pregação do evangelho.

As pessoas de hoje estão interessadas em esportes, recreação, divertimento, festas, educação, "sentir-se bem psicologicamente", viajar, e numerosas outras atividades similares. Muitas igrejas estão oferecendo algumas, ou todas estas atrações, e aquelas igrejas que fazem assim estão crescendo. Seu exemplo está sendo apontado como exemplo de crescimento que todas as igrejas deveriam imitar. Um amigo uma vez me disse, a respeito de tais igrejas, "Elas devem estar fazendo algo certo; veja como estão crescendo."

Há dois problemas com um tal plano. Primeiro, tais atividades levarão ao reino de Deus pessoas que estão famintas e sedentas de justiça? Elas atrairão aqueles que são pobres de espírito, puros de coração, misericordiosos e desejando sofrer perseguição pela sua fé? Elas construirão o templo de Deus com "ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha"?

Mesmo que decidamos que tais atrações produzirão o tipo de cidadãos que são aptos para o reino, há um outro problema: o rei não as autoriza. Num reino, toda autoridade está com o rei e somente aquelas coisas que ele autorizou têm que ser praticadas. Em certa ocasião, Jesus propôs uma questão pela qual qualquer proposta deveria ser testada: "Do céu ou dos homens?" (Mateus 21:25). A idéia de trazer pessoas oferecendo esportes, educação, aconselhamento, recreação, distração, etc. é "do céu ou dos homens"? Não é do céu; Jesus, nosso Rei, não autorizou isso em lugar nenhum. Portanto, aqueles que querem ser leais ao rei precisam limitar-se àquelas atrações que ele encorajou.

Jesus disse, "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim" (João 6:44-45). O reino de Deus é para ser espalhado pela pregação; o Rei não aprovou outros meios de alistar cidadãos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Deveriam os cristãos jejuar?

Jejuar significa abster-se de alimento por um certo período de tempo. No Velho Testamento, o jejum está geralmente associado com três coisas: tristeza (Juízes 20:26; 1 Samuel 31:13; 2 Samuel 1:12; 1 Reis 21:27; Ester 4:3; Salmo 35:13; Daniel 6:18); confissão de pecados (2 Samuel 12; 1 Samuel 7:6; Jonas 3:5; Neemias 9:1); e buscar o Senhor (2 Crônicas 20:3; Esdras 8:21, 23; Ester 4:16; Joel 1:14; 2:15; Neemias 1:4; Daniel 9:3). Muitas vezes estes elementos de aflição, confissão e oração foram juntados em períodos de jejum. Um dia regular de jejum foi observado pelos judeus todos os anos: o dia da expiação (Levítico 16:31; veja Atos 27:9). O dia da expiação era naturalmente associado com aflição, confissão e oração, quando o povo se recordava dos pecados que havia cometido durante o ano e oferecia sacrifícios pela sua purificação.
Nos dias do Novo Testamento, os fariseus tinham transformado o jejum em um ritual e um espetáculo. Jesus ensinava que o jejum é para ser feito em particular e não para impressionar os outros (Mateus 6:16-18). Ele também ensinava que o jejum é para ser feito em ocasiões apropriadas, isto é, em tempos de aflição (Lucas 5:33-39). O jejum não é um ritual mecânico, para ser praticado simplesmente com o propósito de jejuar. Mas quando a tristeza, a culpa ou a necessidade por uma comunicação mais íntima com o Senhor pede isso, então o jejum pode ser praticado.
Ainda que o Novo Testamento nunca ordene o jejum, ele mostra que os cristãos primitivos ocasionalmente jejuavam, quando as circunstâncias eram propícias. Por exemplo, em Atos 13:2-3, a igreja jejuava quando enviava dois dos seus professores numa longa viagem de pregação. Em Atos 14:23, as igrejas jejuavam quando indicavam anciãos. Jejuar nunca deveria ser pensado como um meio de manipular o favor de Deus ou como um modo de fazer com que Deus ficasse mais atento às nossas orações. Antes, jejuar pode ser um meio de nos aproximarmos do Senhor, orando e meditando no Senhor, sem interrupção para tomar uma refeição. E o jejum é, freqüentemente, o acompanhamento natural da aflição e da triste confissão de pecado.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Deus fala hoje em dia diretamente com os homens?

Não. Houve um tempo em que Deus falou diretamente com homens, por uma variedade de meios e modos, mas agora ele só nos fala através de seu Filho, Jesus Cristo (Hebreus 1:1-2). O próprio Jesus Cristo nos fala através de homens que ele escolheu, incumbiu e inspirou através do poder do Espírito Santo (Mateus 10:19-20; João 14:26; 16:5-15; Atos 1:8). Esses homens nos falam através das palavras que eles escreveram e que estão registradas para nós no Novo Testamento (1 Coríntios 14:37; 1 Tessalonicenses 2:13). Portanto, o Novo Testamento é a completa, perfeita e final revelação de Deus ao homem (2 Timóteo 3:16-17; Judas 3). Se alguém, mesmo que seja um anjo, vier a nós trazendo um evangelho diferente do que está registrado no Novo Testamento, não devemos ouvir (Gálatas 1:6-9).
Muitas, muitas religiões são baseadas nas revelações dos últimos dias. Isto não é surpreendente, desde que, no Velho Testamento, os falsos profetas declaravam falarem em nome de Deus (Deuteronômio 18:22; Jeremias 28; etc.) O Novo Testamento também nos adverte contra os falsos profetas (Atos 20:29-30; 1 Timóteo 4:1-3; 1 João 4:1-6). O teste de todo o mestre religioso é a concordância de seu ensinamento com a Bíblia (1 Coríntios 14:37-38; 1 João 4:6). Hoje em dia os Mormons acreditam que Deus falou através de Joseph Smith. Os Adventistas acreditam que Ellen G. White foi uma profetisa. As Testemunhas de Jeová aceitam os pronunciamentos religiosos da Sociedade Torre de Vigia. Entretanto, todas estas religiões ensinam diferente do Novo Testamento. Cuidado!
Todo o cristão verdadeiro ouve a Bíblia e a Bíblia somente, porque esta é hoje a única revelação de Deus para os homens.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Que Devo Fazer Para Me Salvar?

Por quase 2.000 anos, as pessoas têm feito uma pergunta crucial: "O que devo fazer para me salvar?" (Atos 16:30). Respondendo a esta pergunta, várias respostas têm sido dadas. Os líderes e professores de religião sempre discordam em suas respostas para esta questão básica. Se nós temos alguma esperança de uma vida eterna, é essencial que encontremos a resposta de Deus.
Quase todos os estudantes da Bíblia concordam que ela fala de várias coisas que estão envolvidas com a salvação. Quando nós lemos a Bíblia, aprendemos a importância de:

- O Evangelho
- Cristo
- Fé
- Confissão
- Arrependimento
- Batismo
- Perseverança
Todas essas coisas são importantes. Mas, são necessárias todas elas? Neste ponto, existe muita discórdia entre os professores de religião. Alguns ensinam que devemos ser batizados mesmo sendo incapazes de crer e confessar. Outros dizem que devemos crer e confessar, mas que o batismo não é necessário. Alguns dizem que devemos superar nossas tentações fielmente depois que nossos pecados do passado foram perdoados, enquanto outros dizem que um Cristão não pode se perder, mesmo que a pessoa volte para o pecado. Outros ainda dizem que a mensagem do Evangelho de Cristo é somente uma das várias maneiras para se salvar. As doutrinas humanas são terrivelmente confusas.
Quando nós finalmente estivermos diante de Deus, não seremos julgados pelas recomendações de igrejas ou professores humanos. Seremos julgados pelas palavras de Jesus, as quais estão reveladas para nós no Novo Testamento (João 12:48-50). Devemos nos voltar para as páginas do Novo Testamento para descobrir se podemos omitir qualquer um dos itens acima mencionados, e ainda permanecermos salvos. Por favor, pegue sua Bíblia e leia as passagens mencionadas nas páginas seguintes. Lembre-se, a sua salvação eterna depende de encontrar a resposta de Deus para essa pergunta tão importante.

domingo, 22 de maio de 2016

Satanás Domina Pessoas Hoje como o Fazia no Novo Testamento?


O Novo Testamento, especialmente os relatos do evangelho, fala freqüentemente do poder do diabo e dos seus servos. Encontramos no registro bíblico várias pessoas endemoninhadas, ou seja, possuídas por um ou mais demônios. Tais casos envolvem pessoas boas e inocentes possuídas contra a sua vontade e incapazes de se livrarem destes poderes maus.
Hoje, a expulsão de demônios e demonstrações semelhantes, bem como sessões de "descarrego" espiritual, se tornaram comuns em muitas igrejas. Será que o diabo continua agindo hoje como o fazia no Novo Testamento? A Bíblia ensina que não. Vamos considerar alguns fatos importantes:
1. Deus é maior do que Satanás, e por isso, o diabo age na terra dentro dos limites definidos pelo Senhor (Jó 1 e 2; Zacarias 3:1-5; Apocalipse 20:1-3).

2. A Bíblia fala de possessão de demônios somente nas épocas nas quais Deus estava fazendo novas revelações, principalmente nos evangelhos, quando Jesus revelava a sua nova doutrina. Quando ele demonstrava seu poder sobre enfermidades, morte física e demônios, as pessoas corretamente interpre-taram o seu poder como sinal de uma nova revelação (Marcos 1:26-27). Agora é diferente. Qualquer um que revela novas doutrinas hoje é amaldiçoado por Deus e deve ser rejeitado por todos nós (Gálatas 1:6-9).

3. Jesus mesmo explicou a expulsão de demônios como preparação para uma vitória completa sobre Satanás (Marcos 3:27).

4. Jesus derrubou o diabo pela sua morte na cruz (Hebreus 2:14-15).

5. Zacarias profetizou sobre a nossa libertação do pecado em Cristo, e disse que, entre o povo do Senhor, não haveria mais idolatria, nem profetas, nem espíritos imundos (Zacarias 13:1-2). Uma vez que a Nova Aliança foi completamente revelada, sabemos que a profecia cessou (1 Coríntios 13:8-13). Sabemos também que a idolatria não faz parte da vida do discípulo de Jesus (2 Coríntios 6:16 - 7:1), e que o diabo foge do verdadeiro servo de Deus (Tiago 4:7).

6. A arma que usamos para vencer o diabo é a poderosa palavra de Deus (Efésios 6:11-17; Tiago 1:21).
A nossa vitória sobre o diabo hoje não exige exorcismo, expulsão de demônios ou sessões de descarrego. Para ficarmos libertos do diabo e longes dos ministros dele, temos que abraçar a verdade e resistir os ataques do Maligno. Vamos resistir a sedução de falsos professores que falam mais do diabo do que do Salvador. Ponhamos a nossa confiança no Senhor e na palavra dele. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). "E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5:4). "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno" (1 João 2:13). "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca" (1 João 5:18).

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Por que Jesus proibia que pessoas falassem sobre ele?

Depois de curar um leproso, Jesus disse: "Olha, não digas nada a ninguém..." (Marcos 1:44). Esta ordem parece muito estranha para nós, porque entendemos que o evangelho é importantíssimo para a salvação. Sabemos que Deus quer a salvação de todos (2 Pedro 3:9). Por que, então, Jesus proibia que algumas pessoas falassem dele?

Continuando a leitura em Marcos, descobrimos o motivo desse mandamento estranho: "Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade, mas permanecia fora, em lugares ermos; e de toda parte vinham ter com ele" (Marcos 1:45). Nas regiões onde Jesus já era bem conhecido, ele não precisava de ajuda! O propósito dele, durante o ministério na Terra, não era de ficar num lugar para edificar uma congregação grande. Ele queria introduzir a mensagem da salvação em muitos lugares. Ele estava plantando a semente que produziria fruto mais tarde.

Quando este homem desobedeceu a palavra de Jesus, ele atrapalhou o trabalho do Senhor. A constante presença das multidões tirou a liberdade de Jesus de entrar nas cidades. Já no capítulo 2 de Marcos, o relato diz que não houve espaço suficiente na casa para receber as pessoas interessadas.

Em outras circunstâncias, Jesus fazia diferente. Por exemplo, quando ele expulsou os demônios do geraseno, o homem queria o acompanhar. Jesus não o deixou, dizendo: "Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti" (Marcos 5:19). Os gerasenos haviam rejeitado Jesus. Ele não foi seguido por multidões naquela região. Por isso, ele deixou uma pessoa que divulgou a notícia em toda a região de Decápolis.

Podemos observar outro fato importante no evangelho de João. Desde o primeiro milagre, Jesus mostrou que estava trabalhando dentro de um determinado horário, e as outras pessoas, às vezes, atrapalharam esse plano (João 2:4; 7:6,8,30; 8:20; 12:23; 13:1; 17:1).

Jesus veio ao mundo com uma missão. Ele controlava seu próprio trabalho, e sabia onde e quando falar. Ele mandou outros a pregarem ou a se calarem, conforme o seu plano. E Jesus, por sua vez, trabalhou dentro do plano dado pelo Pai (João 17:4).
            

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Sobre debates bíblicos e teológicos na internet

                                                                                        
Recentemente tenho visto um número absurdo de debates de teologia na internet,alguns até passando do limite.
Me pergunto já de primeira,para esses ´´ teólogos``: Buscam primazia ou ser estrelas nas redes sociais?
Sou blogueiro,articulista de alguns sites evangélicos e administrador da página,mas nunca eu,e nem meus companheiros,seja da página ou do blog ,precisam fazer mercantilismo,ou saber quem manda mais no Reino dos Céus,como estão fazendo em diversos sites.
É UMA VERGONHA!
Falta de respeito com as pessoas e primeiramente com Deus,a que deve ter toda honra e toda glória.
No reino de Deus,não tem maioral,nem minoria,NÃO TEM JUDEU NEM GREGO!
E não estou aqui fazendo apologia à Teologia.Teologia é um excelente conteúdo para você crescer,a Teologia em si é boa,o que matam são maus Teólogos,lobos que devoram até os ossos das ovelhas.
Que Deus nos guarde dos devoradores,e que antes de ver,ou entrar nesses debates,primeiramente, irmos a Palavra de Deus.

Pois é o Senhor que dirige nossos caminhos ( Pv 16.9 ).

Leonardo Morais.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Uma Nova Esperança para a Nação Brasileira.

Ontem,dia 17 de abril,foi aberta na Câmara dos deputados o processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff,em virtude do processo por crime de responsabilidade. Já se caminha quase 15 anos de PT no poder,e ao longo de todo este tempo,escândalos,corrupções,mentiras,falsas promessas,crises constantes,piorando cada vez mais,e o pior,achar que o partido está acima de tudo e de todos,não importando o bem ou mal da nação brasileira.Que Deus tenha misericórdia da nação,e que venhamos ter mais mudanças,se referindo à Temer,se referindo também à Eduardo Cunha,se referindo aos corruptos que se beneficiam com essa lama,essa corrupção,para que venhamos ter lá em Brasília,mais pessoas que possam lutar por esta nação,à qual muitos deram suas vidas,e continuam dando pela Pátria.
E pra esta manhã a meditação da Página é esta : O governante sem discernimento aumenta as opressões, mas os que odeiam o ganho desonesto prolongarão o seu governo.
Provérbios 28:16

Deus os Abençoe!
Ótima Semana.

sábado, 9 de abril de 2016

O Cristão na Pós - Modernidade



´´Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada``
(Francis Schaeffer)

Nossa geração enfrenta uma crise que tem afetado toda a vida, seja nas áreas da psicologia, antropologia, sociologia, filosofia ou teologia, questões que no passado eram definidas, retornam nesta era como grandes desafios para sociedade. As questões que envolvem a homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade entre outras, voltaram para um estado de indefinição. No entanto, é bom ressaltar que estas questões perturbam não apenas a da igreja, mas toda a sociedade.

Este estado de indefinição não é uma questão que afeta apenas a igreja, mas toda a sociedade, porém vivemos um momento em que de um lado está a sociedade que acredita que suas dúvidas são legítimas e para as quais não existem resposta. A sociedade não quer resposta, quer apenas permanecer neste estado de intermitente desafiando toda sorte de absolutos com perguntas para as quais nem ela mesmo não possui respostas. Já do outro lado está a igreja, que acredita possuir todas as respostas e sem nenhuma piedade, humanismo, conhecimento de causa e sabedoria bíblica, se diz pronta para responder qualquer pergunta, inclusive aquelas que ninguém fez. Com isto não quero insinuar que a Bíblia não possua as respostas para o drama humano, mas sim, que a igreja abandonou a Bíblia e tenta responder à sociedade com sofismas.

A era pós-moderna conduziu-nos, sociedade e igreja a um estado de indefinição quanto à questões elementares da vida. A crise de valores não é um problema exclusivo da religião, em especial do cristianismo, é uma crise da humanidade. Esta indefinição ideológica é com certeza uma das marcas do pós-modernismo. E o que é a pós-modernidade? A pós-modernidade é determinada pelo fim da verdade absoluta, nem a filosofia e religião, nem mesmo a ciência podem ser consideradas fontes de verdade absoluta. O pós-modernismo rejeita toda forma de verdade absoluta, criando um mundo relativo, onde a verdade é individual, sendo que o que é verdade para um, pode não ser para outro, e vice-e-versa.

O filósofo francês Gilles Lipovetsky prefere usar o termo "hipermodernidade", e alega que alguns dos efeitos da mesma na sociedade são individualismo, consumismo, problemas éticos e o hedonismo.

Os efeitos da pós-modernidade também podem ser sentidos na igreja. E aqui não estamos falando de igrejas liberais e espiritualmente adormecidas, mesmo nos redutos conservadores seus efeitos podem ser sentidos. É importante ressaltar também que o pensamento pós-moderno não está institucionalizado, como se fosse apenas uma norma de conduta das instituições governamentais e privadas, mas é acima de tudo o pensamento do indivíduo, que em busca de liberdade, faz a opção por privatizar a verdade para usá-la conforme lhe for mais conveniente.

Um dos efeitos mais catastróficos da pós-modernidade na igreja está relacionado com a autoridade das Escrituras Sagradas. Nos movimentos neo-pentecostais, e em boa parte dos pentecostais, a autoridade do líder tem a mesma ou até mais autoridade que a Bíblia. Evidentemente que é tudo muito subjetivo, eles não dizem que é assim, mas ao serem questionados sobre certas doutrinas e ensinamentos, dizem, por exemplo, que se trata de uma revelação espiritual. Associado ao problema na negativa da autoridade da Bíblia, acham-se no direito de interpretarem as Escrituras Sagradas segundo os seus padrões, esquecendo que a Escritura interpreta-se a si mesma. E com isto re-interpretam posições teológicas e e assumem um behaviorismo, segundo os seus critérios. É por isso que hoje quando um pastor divorciado é questionado sobre o divórcio, ele terá sua própria interpretação que justifica a sua situação. E assim se repete com todos os outros casos, tais como homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade e outros. Quando confrontados com a palavra, sempre apresentarão suas razões recheadas de erros teológicos e de uma espiritualidade vazia. Sobre a qual o apostolo Paulo disse a Timóteo: "Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade [...]" (2 Tm 2:4).
Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essas mudanças ocorridas de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade”.

O nosso objetivo, neste artigo, é entender este momento histórico-social. Não temos aqui a pretensão de penetrar nas raias da especulação sociológica e filosófica, mas sim mostrar suas implicações de mudanças que permeiam o mundo e conseqüentemente a Igreja de Cristo.

Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”, nos diz que:

    Cada geração defronta com este problema de aprender como falar ao seu tempo de maneira comunicativa. É problema que não pode resolver sem uma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração.

Devemos compreender o que ensina a Pós-Modernidade para poder combater aquilo que é excêntrico às Escrituras e ao mesmo tempo comunicar a Palavra de Deus de forma eficiente para essa geração. Como bem disse Stanley Grenz (1997, p.28), nós não fomos chamados para ministrar a uma época remota, mas para os dias de hoje, cujo contexto acha-se sob a influência da Pós-Modernidade.

Fontes: http://www.ib7.org/_novo/artigos/lideranca/a-igreja-crista-e-os-desafios-da-pos-modernidade
http://www.cbn.org.br/artigos-e-devocionais/103-o-desafio-da-pos-modernidade.html
Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Pedidos com Sentido





Bom dia à todos.

Quando à beira da morte, Alexandre convoca seus generais e seu escriba e relata a estes seus 3 últimos desejos:
1 – que seu caixão seja transportado pelas mãos dos mais reputados médicos da época;
2 – que seja espalhado no caminho até seu túmulo, seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);
3 – que suas duas mãos sejam deixadas balançando no ar, fora do caixão, a vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, pergunta a Alexandre a razão destes. Alexandre explica então:
1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão, para mostrar aos presentes que estes NÃO têm poder de cura nenhuma perante a morte;
2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento, para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos, de mãos vazias partimos.
Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas, correndo desesperadamente atrás de algo que desejamos, seja um amor, um emprego, uma amizade ou uma casa.
Se isso está acontecendo com você, reflita sobre o seguinte: Não corra atrás das borboletas; cuide do seu jardim e elas virão até você.
Nosso Senhor Jesus Cristo disse:”Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas lhe serão acrescentadas”.
A vida usa símbolos para que possamos entender que, antes de merecermos aquilo que nós desejamos, precisamos estar prontos e maduros. Um ponto crucial para identificar a maturidade de um homem é perceber qual a relação que este estabelece com Deus; pois quanto mais o homem se aproxima de Deus, menos priorizará a busca incessante pelas coisas materiais.
Devemos compreender, que a vida segue o seu fluxo e que ele é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo ‘empurrar o rio’. O rio corre sozinho, obedecendo o ritmo da natureza.
Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, embora vivam no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão.
Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço (a nossa vida) num ambiente agradável, perfumado e bonito e colocarmos Deus no centro deste jardim (nossa vida), será inevitável; as borboletas virão até nós.
Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá.
Deus o Abençoe !

segunda-feira, 14 de março de 2016

Amizade Bíblica

                                                                            

A lealdade é parte de uma amizade genuína. A Bíblia diz em Provérbios 17:17 “O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.”

O melhor amigo que podemos ter é Jesus. A Bíblia diz em João 15:15 “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.”

Escolha amigos que amem ao Senhor e que tenham coraçôes puros. A Bíblia diz em 2 Timóteo 2:22 “Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

Que características necessita para ser um bom amigo? A Bíblia diz em Filipenses 2:3-4 “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.”

Bisbilhotice pode destruir amizades. A Bíblia diz em Provérbios 16:28 “O homem perverso espalha contendas; e o difamador separa amigos íntimos.”

Vale a pena manter os nossos amigos. A Bíblia diz em Provérbios 27:9-10 “O óleo e o perfume alegram o coração; assim é o doce conselho do homem para o seu amigo. Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia de tua adversidade. Mais vale um vizinho que está perto do que um irmão que está longe.”

Um amigo se preocupa connosco de tal forma que tem que ser honesto connosco mesmo que nos ofenda. A Bíblia diz em Provérbios 27:6 “Fiéis são as feridas dum amigo; mas os beijos dum inimigo são enganosos.”
Encontrar um amigo verdadeiro, fiel não é tarefa das mais fáceis. É preciso ter paciência, pois às vezes precisamos esperar bons anos para encontrá-lo. Porém é preciso firmar nossa espera em Deus, sabendo que faz parte do seu plano dar-nos relacionamentos maduros de amizade. Certamente existirá alguém que vai nos amar profundamente, como nós somos, mas precisamos nos abrir a isso e esperar, abandonados nas mãos de Deus. Além disso é preciso ter cuidado, não nos deixar enganar. O mundo tenta a todo instante nos “empurrar goela abaixo” uma série de mentiras e ilusões com o nome de amizade, mas que estão muito longe da verdade que nosso coração tanto anseia. Não encontramos um amigo verdadeiro talvez por estarmos impregnados de uma falsa mentalidade que nos ensina que o vale a pena é buscar o próprio interesse e bem-estar, o bom é ser amado, ser servido; e nos afundamos cada vez mais na centralização e no egoísmo e isso só nos distancia do ideal para o qual fomos criados.

Jesus, modelo perfeito de amizade, nos diz que há mais alegria em dar do que em receber. É dessa experiência que temos necessidade: nos deixar amadurecer mais pelo amor doado do que pelo recebido. Precisamos guardar nosso coração do egoísmo, da carência, da imaturidade, da dependência afetiva, do apego, do ciúme, da inveja, da falta de liberdade e dos maus hábitos e abri-lo para relacionamentos verdadeiramente maduros, em Deus, firmados no serviço, na doação de si mesmo em favor do outro, no amor verdadeiro, amor que não põe condições, que tudo crê, tudo espera, tudo suporta, não calcula nem recrimina, simplesmente ama.
Amar é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo de sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena daquilo que o outro é sem amá-lo. Por seu amor a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais daquele a quem se ama, mais ainda, vê o que está contido nele, aquilo que pode vir a ser realizado. Além disso, através do seu amor a pessoa que ama capacita o outro a realizar essas potencialidades.

Fontes : http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/amizade/o-que-a-biblia-diz-sobre-a-amizade/
http://www.comshalom.org/amizade-necessidade-do-coracao-do-homem/

quarta-feira, 9 de março de 2016

A Perspectiva na vida de um servo do Senhor

E estamos aqui para o Momento Palavra .

Este é o momento de interação entre vocês e eu que sou o Líder do Blog.
Desde ja quero agradecer à todos aqui por nos ajudar a propagar o Santo Evangelho.
Deus abençoe à todos vocês.

Nossa Reflexão de hoje é sobre a Perspectiva na vida de um servo do Senhor.

Tomo como base a vida de Noemi,sogra de Rute,bisavó de Davi.
Ela tinha tudo para desistir.Perdeu seu marido,perdeu seus filhos,perdeu tudo de mais precioso na vida dela,a família.
Esse é um ponto que preciso enfatizar aqui para vocês,porque,é aqui onde muitos cristãos,servos do Senhor,recuam,ou desistem da caminhada.E vemos que é nesse momento em que Noemi,ao decorrer de todo o livro de Rute,tem algo,além de murmurar,desistir,e abandonar ao Senhor.Ela tem uma perspectiva.Essa perspectiva da qual eu falo é que pelos textos bíblicos (Rute 1.9,13,20,21),ela tinha certeza de que o Senhor a estava acompanhando,e ela continuamente enfoca que ele é o todo poderoso (Rute 1.9,13). Ter uma direção é maravilhoso,agradável,mas além de ter direção,saber que Deus está te acompanhando,e tem um propósito,em seu caminhar,é perfeito.E foi isso que aconteceu com Noemi.A Palavra de Deus nos diz que o Senhor Deus não a deixou (Rute 4.14),e ela foi como cuidadora de Obede (Rute 4.15,16),ou seja,participante da linhagem,das bênçãos,das ligações que tinham com a linhagem do Senhor Jesus,ainda que de forma indireta,Deus não a abandonou antes,em sua história,Deus teve um propósito para ela.
Minha mensagem neste texto é que você,querido irmão,querida irmã que nos acompanha é que por mais difícil que esteja a luta,a situação,Deus jamais te abandonará,pois diz a Palavra de Deus:
´´Porque sabemos que todas as coisas cooperam para o bem,daqueles que amam a Deus `` (Rm 8.28)

Que o Senhor Deus os Abençoe,Amém !

                                                                                                                     Leonardo Pereira