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terça-feira, 28 de junho de 2016

As Curas de Hoje em dia

O Que a Bíblia Ensina ?

Muitas das diferentes religiões acreditam que Deus cura as pessoas hoje em dia de uma maneira especial. Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente. Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo. O que a Bíblia ensina? Deus cura, hoje em dia? E se cura, como o faz?
Dois tipos de cura
Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo. Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15). Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3). Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22, etc.). No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações: Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença. Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20). Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades. Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas. Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3). Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais. Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais. Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3). Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem. Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4). A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas. O foco principal das promessas de Deus é espiritual. Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).
Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas. Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras. Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc. Através de Jesus e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros. Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo. Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel. Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma outra maior porção da palavra de Deus. Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.
Deus cura hoje em dia?
Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez. Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito. Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a ele a glória e o agradecimento (Tiago 1:17).
Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos? Alguns responderão sim. Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial. Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã no Brasil, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo. Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais. A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões? Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam. É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.
As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2). Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.
Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia
Tipo. As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias. Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35). Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51). Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20). As curas de agora são diferentes. Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis. Sim! Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos. Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.
Maneira. As curas na Bíblia eram instantâneas. Não havia reação retardada. Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7). As curas miraculosas foram sempre completas. Não havia curas parciais (Atos 3:16). A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples. Não havia fanfarras; não havia nada encenado. Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente. Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?
Freqüência. Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito. Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados. Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar. Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3). Deus nunca falha. Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.
Propósito. Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava. Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20). Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31). Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9). Considere esta ilustração: O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram. Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram. Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres: para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento. Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.
É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro. Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando. De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8). Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias" (2 Pedro 2:3).
Efeito. Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17). Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16). Afinal, como poderiam negá-las? Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder. Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram. Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres. Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial. Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes? Os efeitos são diferentes.
O Que Podemos Concluir?
Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou: o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações. Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles. Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos. Nem devemos esperar que tenha. A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais. Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.
Objeções
Hebreus 13:8. Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia. Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia. Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma. Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se. Mas não farão assim para sempre. No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento. No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo. Mas sua obra mudou. No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana. Hoje não. O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo. Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens. Passo a passo ele executa seu plano. Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam (1 Coríntios 13:11).

Marcos 16:17-18. Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas. É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem. É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa. Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes. Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida: "E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam." A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.
João 14:12. Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje. Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez. O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo. Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores. Mas como? Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus. Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.
Testemunhos. Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado. Mas há problemas com isso. Deus cura hoje. Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura. Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura. Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte. As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou. Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente. Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor. Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura. Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares. Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo. Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam. Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão. Mas quem realmente experimentou esses fenômenos? Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis? Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?

Conclusão
Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar. Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje. Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais. As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Uma Oportunidade na Presença do Senhor

                                                                                 
Uma semana na presença do Senhor.
Estamos iniciando mais um dia,mais uma semana,e louvado seja o Senhor por esta oportunidade.Uma oportunidade testemunharmos aos irmãos do Senhor por tudo que ELE é e o que FAZES.Oportunidade de buscarmos mais à ele.Oportunidade para que tudo venha ser diferente,de acordo com a vontade do Senhor.Que venhamos usar as nossas vidas no dia para a contribuição para o Evangelho,e para a vida de muitas pessoas ( Fp 1.12 ). Minha oração para este início de semana,quase findando o mês. Minha oração,é que o Senhor Jesus Cristo,venha mudar sua vida,sua família,e todos ao seu redor.Que seja um dia especial para você,que seja um dia de Encontro com o Senhor,para arrependimento,para glorificar à Deus,e pelas bênçãos que o Senhor tem lhe concedido.
Que o Senhor Jesus, abençoe-os grandemente. À Ele,Honra,Glória e o Louvor para todo sempre !

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Nota sobre a morte do Empresário de Rio Claro










 O empresário Luís Antônio Scussolino, de 66 anos, proprietário da Luizzi Estofados, foi encontrado morto na manha do dia 21, um dia após a ampla divulgação da noticia da demissão em massa na cidade, coisa que há mais de 20 anos não acontecia. Notem a ênfase neste artigo ( há mais de 20 anos não acontecia ).
Isso apenas mostra como anda a situação em nosso país,que não preciso nem mencionar aqui,pois a própria população está vendo com os próprios olhos.Mas além do suicídio do empresário,quero mencionar as famílias que agora estão sem sustento,não só de Rio Claro,mas muitas pela incompetência deste governo,que visou durante anos benefício próprio e seus auxiliadores,que afundaram o país em dívidas e desprovido de recursos para a população brasileira.A Página traz nossos sinceros pêsames à família do empresário,e oremos para que o Senhor venha fazer o Teu querer na Terra.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hangout hoje à noite !


                                                                                 

Eu saúdo com a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Eu, o convido à participar do Hangout no dia hoje às 21:00 horas com o tema : EBD,DISCIPULADO E EDUCAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL,com a presença do Pr . Natalino Das Neves II ( Comentarista das Lições Bíblicas de Jovens CPAD )
Link para assistir e participar : https://www.youtube.com/watch?v=-nTrB2_heI0
Que Deus os abençoe !
Compartilhe,participe, e cresça na Palavra de Deus .

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Pai e o Filho São Uma Só Pessoa?

Algumas afirmações das Escrituras, isoladas do contexto maior da Bíblia, são facilmente distorcidas. Por exemplo, Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Então, podemos concluir que Jesus e o Pai são realmente a mesma pessoa? A doutrina conhecida como “unicismo” ensina que Deus Pai e Jesus Cristo, o Filho, são uma só e a mesma pessoa. Às vezes, explicam que o Pai e o Filho são apenas duas manifestações da mesma pessoa.
Certamente, há coisas difíceis de entender nas Escrituras, mas devemos ter cuidado para não deturpar a verdade para a nossa destruição (2 Pedro 3:16). Mesmo se alguém enfrentar alguma dificuldade em explicar o que a Bíblia diz, jamais devemos contradizer a palavra do Senhor. A Bíblia claramente ensina que o Pai e o Filho são duas pessoas distintas. Vamos considerar alguns exemplos deste ensinamento bíblico que nos levam a rejeitar a doutrina unicista.
Jesus veio do Pai e voltou ao Pai (João 16:28). Este comentário de Jesus é um de vários que mostram uma distinção. Ele estava em um lugar (na terra) enquanto o Pai estava em outro (o céu).
Jesus e o Pai dão o testemunho de duas pessoas. Qualquer doutrina humana que nega a palavra do Senhor precisa ser totalmente rejeitada. A doutrina unicista invalida os argumentos de Jesus no evangelho de João e deve ser rejeitada. Considere o que Jesus disse:
“Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim(João 8:16-18).
“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de mim. . . . O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim (João 5:31-37).
Pessoas ouviram a voz de Jesus sem ouvir a voz do Pai. Outra afirmação de Jesus que é negada pela doutrina unicista é esta sobre o Pai: “Jamais tendes ouvido sua voz, nem visto a sua forma” (João 5:37).
Jesus é Deus (João 1:1; 8:24), e merece a adoração das suas criaturas (Hebreus 1:6; Apocalipse 4:11-14), mas ele é uma pessoa distinta de Deus Pai.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jesus Cristo: Lunático, Mentiroso ou Senhor?

A Evidência da Divindade de Jesus

Enquanto Jesus caminhava pela face da terra há aproximadamente dois milênios, a humanidade se dividia em três grupos com diferentes visões sobre ele. Alguns estavam convencidos de que Jesus era o Filho de Deus e então dirigiam-se a ele como "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28). Outros consideravam as afirmações e ações de Jesus como atos de blasfêmia e ". . . procuravam matá-lo porque . . . dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (João 5:18). Porém um terceiro grupo pensava que Jesus era insano e deveria ser ignorado (João 10:20). Muitos chamados "Cristãos" da atualidade tentam adotar uma posição de compromisso e alegam que Jesus foi um homem bom – que foi até um homem perfeíto – porém não era Deus. Considerações cuidadosas das afirmações e ações de Jesus, entretanto, excluem esta conclusão. As únicas possíveis explicações sobre Jesus são as três que foram propostas no primeiro século.

As Possibilidades:

1. Jesus é quem alegou ser, o Filho de Deus, ou
2. Ele era louco e erroneamente se julgava Divino, ou
3. Ele foi o maior mentiroso que já existiu.
Consideremos as possibilidades na luz das ações e afirmações de Jesus.

As Afirmações de Jesus

Jesus não fez nenhuma tentativa de esconder suas afirmações de Divindade. Ele repetidamente afirmou que era o Filho de Deus (João 9:35-38; Mateus 16:16-20; etc). Os judeus da época de Jesus estavam certos de que esta era uma afirmação de igualdade a Deus (João 5:18), que Jesus julgava-se ser Deus. A própria linguagem de Jesus não deixou dúvidas, conforme ele aplicou a descrição "Eu Sou" para si próprio (João 8:24-58; veja Êxodo 3:13-14). Jesus claramente afirmou ser Deus! O que faremos com as afirmações de Jesus? Se elas sáo verdadeiras, então Jesus é Divino. Se elas são falsas, então Jesus intencionalmente mentiu e foi assim um terrível farsante, ou ele era louco e foi iludido por si próprio a acreditar e antecipar o mito de sua própria Divindade. Não podemos considerar suas afirmações e menosprezá-lo como meramente um homem bom ou perfeito. Ou ele é um lúnatico, ou um mentiroso, ou o Senhor de todos!

As Ações de Jesus

As ações de Jesus na terra foram inteiramente consistentes em relação às suas afirmações de Divindade. Ele atuou, sem se justificar, como Deus encarnado! Ele proclamou a habilidade de perdoar os pecados (Mateus 9:2-6). Os judeus sabiam que qualquer mero homem que fizesse tal afirmação era um blasfemador. Jesus também aceitou adoração dos humanos, depois de dizer sem dúvida que adoração pertence somente a Deus (Mateus 4:10; 8:2; 9:18; João 9:38). Nas ações de Jesus ele afirmava ser Deus. Quando a meros homens ou anjos foram oferecidos tal adoração, eles apressavam-se à proibi-la (Atos 10:25-26; Apocalipse 22:8-9). O que faremos com as ações de Jesus? Se ele foi um mero homem, certamente os judeus estavam certos em acusá-lo de blasfemar, por ter se apresentado como Deus. Não podemos atribuir suas ações a um simples homem e considerá-lo bom e perfeito. Jesus foi o Senhor, que afirmou ser, ou ele foi um mentiroso, ou um lunático.

Os Sinais de Jesus

Agora vamos para um verdadeiro teste das afirmações da Divindade de Jesus. Se ele realmente é Deus, criador e sustentador do universo, então sería razoável esperar que suas palavras fossem confirmadas com inegáveis demonstrações de poderes sobrenaturais. Os sinais, ou milagres, de Jesus preenchem um importante papel neste sentido. Os relatos do evangelho são cheios de detalhes de vários milagres os quais Jesus realizou. Estes milagres são claras e inegáveis demonstrações de poder. Jesus curou pessoas de evidentes enfermidades, ressuscitou os mortos, acalmou os mares, etc. Até seus adversários não negaram a veracidade de seus milagres. Eles contestavam a fonte de seu poder (Mateus 12:22-28) e as autoritárias afirmações de que se podia perdoar pecados (Mateus 9:1-8). Eles criticaram porque Jesus curou nos sábados (João 9:13-16). Mas, não negavam a autenticidade de seus milagres! Jesus não é lunático, nem mentiroso e sim o que ele mesmo afirmava ser, Deus.

A Ressurreição de Jesus

O túmulo de Jesus foi encontrado vazio três dias após sua morte. Desde a época da morte de Jesus, existem duas explicações do sepulcro vazio. Uma é a explicação bíblica sobre qual a fé dos cristãos está  baseada em que Jesus ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15:3-4,14). A outra é aquela que foi tramada pelos mesmos homems que organizaram desonestamente a traição, julgamento e crucificação de Jesus. Os líderes religiosos subornaram os soldados para que disseram que o corpo de Jesus tinha sido roubado (Mateus 28:11-15). Note três falhas fatais desta explicação: 1. Foi comprovado que os sacerdotes mentiram.
2. O corpo nunca foi encontrado.
3. Os "ladrões de covas" (apostolos) citados sofreram e morreram porque disseram que Jesus realmente ressuscitou. Homens morrem pelo que acreditam. É um absurdo afimar que uma dúzia de homens estariam querendo morrer por uma mentira tão conhecida! A ressurreição apresenta-se como a máxima evidência da Divindade de Jesus.

Qual é a importância Disto?

Esses pequenos exemplos acima (as afirmações, as ações, os sinais, e a ressurreição de Jesus) servem meramente para apresentar a abundante evidência da Divindade de Jesus Cristo. Numa época em que a dúvida e a descrença estão em alta, toda pessoa que deseja seguir Jesus precisa cuidadosamente considerar o caso para com a Divindade de Cristo. Jesus mesmo declarou o significado deste tema quando ele disse: "Se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados" (João 8:24). Você pode dizer, como o "duvidoso" Tomé disse, que Jesus Cristo é "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28-31)? Sua resposta para esta questão é de eterno significado. Considere isto cuidadosamente.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A Justificação Vem pela Fé


O erro de Pedro (2:11-21). Quando o apóstolo Pedro (Cefas, veja João 1:41-42) visitou Antioquia, Paulo viu que ele não praticava a mesma coisa que pregava (2:11-14). Até o fiel Barnabé (veja Atos 11:22-24) começou a praticar erro devido ao mau exemplo de Pedro (2:13). Se esses homens erraram, pessoas honestas podem errar em questões de fé hoje em dia.
Pedro errou porque temia “os da circuncisão”. O foco dele estava em homens e não em Deus. Deus revelou o evangelho e nos julgará por ele (João 12:47-49). Muitas pessoas praticam erro porque querem agradar seus cônjuges, pais, amigos ou pastores ao invés de focalizar Deus e sua palavra (1:10; veja Mateus 10:28).
Os judeus procuraram ser justificados por Deus devido às suas obras da lei (o Velho Testamento). Mas o evangelho de Cristo revela que homens não são justificados por obras da lei, e sim pela fé em Cristo Jesus (2:16). Enquanto Pedro tinha sido justificado pela fé em Cristo, ele voltou à prática da lei como se a sua justificação pela fé não fosse suficiente. Muitos hoje que alegam ter fé em Cristo caem no mesmo erro de Pedro: guardando o sábado, pagando o dízimo, procurando intercessão de sacerdotes e praticando outras obras baseadas na justiça da lei. Mas voltando à lei nega a graça de Cristo, e invalida a morte dele (2:21).
Obras da lei podem justificar uma pessoa somente se ela guardar perfeitamente toda a lei (veja Tiago 2:10). Cristo morreu porque todos são pecadores —tanto judeus como gentios. Todos têm desobedecido a lei de Deus (2:17; veja Romanos 3:23). Aquele que foi justificado pela fé em Cristo tem morrido para a lei, “a fim de viver para Deus” (2:19). Morrer relativamente à lei não quer dizer viver sem lei (veja 1 Coríntios 9:19-21). Antes, quer dizer fazer as obras de Deus (Efésios 2:10) como pessoa justificada, não como pessoa que procura se justificar pelas suas próprias obras. Viver pela fé exige uma vida de sacrifícios diários, para que possamos nos entregar àquele que nos justificou (2:19-20; veja Romanos 12:1-2).
Obras da lei ou pregação da fé? (3:1-5). Os gálatas haviam sido justificados pela fé em Cristo Jesus sem saber nada sobre a lei de Moisés. Seria tolice para eles voltarem a uma lei que não justifica, uma vez que já foram justificados em Cristo (3:1).
Os gálatas haviam recebido o Espírito Santo como a confirmação do evangelho (3:2; veja Marcos 16:15-20; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:4). Se Deus lhes tinha confir-mado o evangelho pelo Espírito, como é que eles procuraram o aperfeiçoamento através de leis que pertencem à carne: circuncisão, restrições sobre alimentos, etc. (3:3-5)?
Muitos, hoje em dia, ainda procuram a perfeição por meios carnais, impondo regras baseadas no Velho Testamento. Mas, a justificação vem somente pela fé em Cristo e obediência ao evangelho dele (veja Colossenses 2:20-23; 2 João 9).

terça-feira, 14 de junho de 2016

O Sofrimento



                                                                          

O Drama Humano.
Se tem uma coisa que coloca um Cristão em dilema é o sofrimento.
É um momento onde tudo parece que é o fim do túnel,fim da linha,inicio da dor.É um momento em que você não tem prazer,e de fato,não temos mesmo.
Mas o Senhor Jesus mencionou a vida com sofrimento (Jo 16.33).
Ele não enganou ninguém.Ele é Fiel ( 2 Tm 2.13 ).
Mas a sua Palavra nos diz para lançarmos sobre Eele as nossas ansiedades ( 1 Pd 5.7 ). Não é fácil,mas não é impossível. Não é tão cedo,mas jamais será tarde o momento certo,e a hora certa D´ele ( Sl 139 ). Não é um assunto fácil de lidar,eu sei,mas sabendo que ELE é o que está no Centro de Todas as Coisas
( Ec 11.5 ) .

Quem é o Anticristo?


Guerras e rumores de guerras! Conflitos entre nações no Oriente Médio. Ataques terroristas em Israel. As manchetes do dia sugerem, para muitas pessoas, que estejamos na contagem regressiva aos eventos finais do plano de Deus para este mundo. Qualquer dia, pensam alguns, deve aparecer o terrível Anticristo.
Segundo a bem divulgada doutrina de premilenarismo, o Anticristo reunirá as forças do mal para enfrentar o exército de Cristo numa batalha decisiva. Há diversos aspectos dessa doutrina que contradizem os ensinamentos bíblicos, mas neste artigo vamos considerar um ponto só: o Anticristo.
A palavra "anticristo" é bíblica, mas a doutrina citada acima não é. Ao invés de inventar e espalhar teorias humanas sobre o Anticristo, devemos nos contentar com a palavra de Deus. Vamos ler agora todas as passagens bíblicas que usam a palavra "anticristo":
"Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora" (1 João 2:18).
"Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho" (1 João 2:22).
"Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo" (1 João 4:2-3).
"Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo" (2 João 7).
Nestes trechos - os únicos na Bíblia que usam a palavra "anticristo" - podemos observar alguns fatos importantes:
1. A Bíblia não fala de uma só pessoa conhecida como o Anticristo, mas de muitos anticristos.
2. A última hora, no contexto dos anticristos, não se refere ao fim do mundo, porque João disse que a última hora já havia chegado no primeiro século.
3. Estes textos não falam de um Anticristo futuro, mas de muitos que já saíram do meio dos cristãos do primeiro século.
4. Um anticristo é uma pessoa que nega Cristo, ou que nega que este veio na carne.
O perigo das doutrinas humanas sobre o Anticristo é que desviam a atenção dos fiéis das verdadeiras ameaças em forma de tentações e doutrinas contra Cristo, porque as pessoas examinam os jornais procurando sinais da vinda de uma figura terrível. Ao invés de esperar a vinda de um grande inimigo de algum outro país, devemos nos defender contra os inimigos de Cristo que já estão no mundo desde a época da Bíblia.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Respeito entre Irmãos (Romanos 14:1-23)

Neste capítulo, Paulo aplica o amor fraternal à convivência de irmãos, quando surgem diferenças.

Acolher os fracos (1-12)
Os que se julgam fortes devem acolher os fracos, mas não para discutir opiniões (1). As questões que Paulo trata aqui envolvem a consciência de irmãos que ainda não reconhecem determinadas liberdades em Cristo. Não são diver-gências sobre doutrinas reveladas por Deus. Não devemos usar este texto para justificar a cumplicidade no pecado, mas devemos ceder em questões de opinião para não ferir a consciência de um irmão mais fraco na fé.
A primeira aplicação: comer carne (2-4). Deus não proibia que o cristão comesse carne (embora proíba comer carne oferecida aos ídolos – Apocalipse 2:14), mas alguns tiveram dificuldade em aceitar esta liberdade. A decisão de comer carne ou não era uma questão particular.
A segunda aplicação: fazer distinção entre dias (5-6). É bem possível que alguns cristãos judeus ainda acharam melhor descansarem no sábado, ou talvez ainda comemoraram alguns dias de festas, possivelmente como feriados nacionais. Paulo ensinou os irmãos a tolerarem tais diferenças de consciência.
Nas instruções sobre tolerância, Paulo diz que devemos: 1. Aceitar o débil (fraco), mas não para discutir opiniões (1). Devemos ensinar as doutrinas bíblicas, mas não devemos insistir em defender alguma liberdade não-essencial.  2. Em questões onde Deus não definiu uma única maneira de agir, respeitar as decisões dos outros (3).  3. Lembrar que o nosso irmão é, primeiramente, um servo de Deus e, como tal, será julgado por Deus (4,10-12). 4.Respeitar a nossa própria consciência e, acima de tudo, a vontade de Deus, porque pertencemos ao Senhor na vida e na morte (5-9,12).
Devemos evitar abusos desse trecho, tais como: 1. Irmãos teimosos recusarem estudar questões difíceis, alegando serem fracos na fé. 2. Aplicar esses princípios (onde há diversas opções lícitas) para tolerar doutrinas ou práticas que vão além da permissão de Deus. 3. Não tolerar diferenças em questões de liberdade pessoal. 4.Insistir em fazer as coisas “do nosso jeito” quando existem outras opções bíblicas. 5. Julgar os outros com base nas nossas opiniões.

Consciência e Fé (13-23)
Aqui, Paulo leva os mesmos princípios adiante, mostrando o perigo de agir de uma maneira que prejudique um irmão. Não devemos julgar os irmãos, nem devemos fazer com que um deles tropece (13). Mesmo em casos de coisas lícitas, devemos evitar ferir a consciência do irmão. Se insistir em usar todas as nossas liberdades, o nosso bem pode ser desprezado (14-16).
A ênfase no reino de Deus não é a liberdade de comer ou beber alguma coisa, e sim a de participar da justiça e alegria no Espírito Santo (17). Quando servimos a Deus, agradamos ao Senhor e aos homens (18). Desta maneira, promo-vemos a paz e a edificação (19). Se insistir-rmos em usar as nossas liberdades, sem considerar a consciência do irmão, estaría-mos destruindo a obra de Deus (20-21). É melhor abrir mão de algum privilégio do que fazer um irmão tropeçar.
É importantíssimo mantermos a nossa consciência limpa diante de Deus, nada fazendo na dúvida (22-23).

domingo, 12 de junho de 2016

Eu não te amo mais!


Acena se repete muitas vezes. O marido e a esposa sentam frente a um conselheiro matrimonial ou um líder religioso, descrevendo o seu  casamento problemático. Brigas quase constantes acabaram com a intimidade do relacionamento. Tanto que, é comum um dizer ao outro: “Eu não te amo mais!” O que pode ser feito por casais que “se desapaixonaram” um pelo outro? O divórcio, muitas vezes, parece ser a única saída. Afinal, como poderia uma pessoa se forçar a amar outra pessoa? Ou a pessoa ama ou não ama! Quem quer continuar em um casamento sem amor?
É triste que tantas pessoas parecem acreditar que o amor é, em primeiro lugar, uma reação de glândulas. Nós nos “apaixonamos” e então “deixamos de estar apaixonados” na mesma velocidade. Duas pessoas são atraídas uma a outra e um casamento é feito com pouco mais fundamento que “nossas idéias realmente batem”. Quando param de “bater”, o casamento é desfeito como um erro infeliz. O verdadeiro erro é basear um relacionamento para toda a vida em amor romântico!
A palavra de Deus dá direcionamento para o casal que “deixou de estar apaixonado”. O mandamento é: “Comece a amar!” O apóstolo Paulo escreveu do amor que um marido deve manifestar para com a sua esposa. Guiado pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:10-13), ele mandou os maridos a amarem as suas esposas, porém ele usou uma palavra para “amor” que descreve um amor de escolha moral ao invés de um de emoção (Efésios 5:25, a palavra grega ágape). Este amor não é necessariamente sem emoção, mas não encontra a sua base na paixão humana. É expresso em bem-querer ativo para com o seu objeto ao invés de um sentimento alegre que deixa as pernas moles e um frio no estômago!
A noção na nossa sociedade é de que uma vez que o fogo do amor romântico se apague, há pouco a fazer a não ser terminar o casamento pelo divórcio. Quando a afeição pelo parceiro está “fraca” por causa de conflito e a tensão resultante, as pessoas se descrevem como “não apaixonadas”. O fogo do amor romântico pode ser quente, mas a brisa causada pelas circunstâncias da vida pode o apagar. O amor de escolha moral, por outro lado, pode parecer um pouco frio por comparação, mas é um amor que pode suportar até os momentos mais tempestuosos do casamento. Eu escolho amar a minha esposa, não porque ela está de alguma maneira amável no momento (uma situação hipotética, é claro), mas porque é a coisa certa a fazer. É o que Deus manda e ele compreende a dinâmica do relacionamento matrimonial melhor que eu.
O amor mandado por Deus não é apenas um “Eu te amo” e um beijinho na bochecha. É o bem-querer ativo. Ele nos leva a buscar o bem-estar um do outro independentemente do comportamento daquele. O marido que ama busca o melhor para a sua esposa mesmo quando o relacionamento está difícil por causa de discussão ou conflito.

sábado, 11 de junho de 2016

A Alegria de Cumprir o Nosso Propósito


“Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores.” –Salmo 51:15
A intenção de Deus é que encontremos alegria em cumprir o propósito de nossa criação. Assim como há uma satisfatória sensação de correto quando uma boa ferramenta é utilizada pelo propósito certo, há uma verdadeira boa sensação quando conseguimos progredir em direção a um objetivo. Quando aquele objetivo é o motivo de nossa própria criação, sentimos algo que o Criador fez com a intenção de ser profundamente gratificante. Boas obras não são boas apenas porque são certas, mas porque contribuem ao cumprimento do nosso propósito.
Mas qual foi o propósito pelo qual fomos criados? Nossa resposta é que o nosso “fim principal” é “glorificar a Deus e gozar dele para sempre”. Mas por que Deus fez criaturas com tais possibilidades? Não foi para que ele pudesse mostrar a sua bondade através de nós? Jesus ensinou “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:16). O propósito de nossa existência não é apenas tirarmos proveito da glorificação de Deus, e sim para sermos meios pelos quais Deus possa manifestar a sua majestade e bondade aos outros. Nossa oração mais elevada é: “Pai, glorifica o teu nome” (João 12:28). Literalmente tudo sobre nós, até a nossa morte, deve ser medido por esse padrão (Filipenses 1:20-21).
Pedro escreveu, “Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém” (1 Pedro 4:11). Quando vivemos dessa forma, a união de nosso propósito com nossos feitos produz a alegria.
Nesta vida, nossa alegria não pode ser perfeita, certamente. Enquanto o pecado fratura o nosso comprometimento aos propósitos de Deus, não gozaremos da totalidade que vem apenas de um compromisso perfeito. Mas se genuinamente buscarmos a Deus com confiança e obediência, encontraremos uma alegria que, apesar de ser incompleta agora, é do mesmo modo profunda e verdadeira.
Deus não te colocou neste mundo porque ele precisou de ti, ele te fez pelo propósito de trabalhar a sua bondade em ti. Ele te deu uma mente para conhecê-lo, uma memória para lembrar de seus favores , uma vontade para amá-lo, olhos para ver o que ele faz, e uma língua para cantar seus louvores. Esta é a razão por estares aqui. (Francis de Sales)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Não o Recebam em Casa, Nem o Saúdem (2 João 7-11)


Durante os primeiros dias da igreja, muitos falsos mestres andavam negando a humanidade de Cristo. Mesmo entre os irmãos de Corinto, alguns não acreditavam na ressurreição dos mortos e portanto anulavam a ressurreição de Cristo (1 Coríntios 15).
A igreja do Novo Testamento tinha problemas, como é evidente pelos escritos dos apóstolos. As epístolas de João descrevem os desafios enfrentados pelos filhos de Deus. A segunda e a terceira epístolas de João lidam especialmente com os falsos mestres e homens tais como Diótrefes.
Através do Espírito Santo, João dá orientação e exortação concernentes àqueles enganadores. 2 João 7-11 diz: "Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne: assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece, não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem assim o Pai, como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não trás esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más."
João exorta "a senhora eleita e seus filhos" (2 João 1) a não confraternizarem com essas pessoas e a não darem nenhum crédito à falsa doutrina delas. Ele busca ajudá-los a manter sua fé em face da oposição, como o escritor de Hebreus exorta em Hebreus 10:35: "Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão."
A natureza dos enganadores é que eles querem "ir além" ou "avançar" a doutrina de Cristo. Para ser um discípulo de Cristo, é preciso "permanecer" ou "continuar" no ensinamento do Pai. Aqueles que são falsos mestres não continuarão nos ensinamentos do Pai mas farão para si mesmos sua própria lei. Jesus fez menção a isto em Marcos 7:7: "E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens."
João escreve para advertir estes santos, dizendo para serem cuidadosos na associação e camaradagem oferecidas àqueles que não querem permanecer na doutrina de Cristo. Ele ainda os instrui: se alguém vem a eles e se recusa a seguir a doutrina de Cristo, que este falso mestre não seja recebido. Nem devem oferecer as boas-vindas com as saudações normalmente estendidas de uns aos outros.
A mesma instrução é dada por Paulo em Romanos 16:17-18: "Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo nosso Senhor, e, sim, a seu próprio ventre e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos incautos."
Sabendo que "muitos enganadores têm saído pelo mundo fora" (2 João 7), e que os santos precisam "não dar crédito a qualquer espírito; antes provar os espíritos se procedem de Deus" (1 João 4:1), era preciso tomar cuidado com a sua recepção a esses falsos mestres. Quando João os adverte a não permiti-los em suas casas, ele está orientando-os a não permitir uma associação com eles que possa enfraquecer sua fé e decisão.
Para entender o versículo 10, precisamos compreender a idéia de receber alguém em casa e lhe dar boas-vindas. O Salmista descreve a essência deste assunto de saudação no Salmo 129:8: "E também os que passam não dizem: A bênção do SENHOR seja convosco! Nós vos abençoamos em nome do SENHOR!"
João instrui os santos a não dar tais bênçãos àqueles que não querem permanecer na doutrina de Cristo. Recebê-los em seus lares é uma relação de permanência com eles. Este versículo tem sido usado por alguns para ensinar que, se alguém bate à porta desejando ensinar alguma doutrina falsa, é errado aceitá-lo "dentro de casa" para conversar com ele. Este não é o significado da mensagem de João.
Não há nada de errado em permitir que uma pessoa entre em casa para discutir a Bíblia. João (através do Espírito Santo) proibia não o ato específico de conversar com alguém sobre a Bíblia em nossas casas, mas sim a nossa participação com tal falso mestre, apoiando a sua divulgação de falsas doutrinas.
Ele explica no versículo 11 que se tolerarmos, pela nossa amizade, os enganadores e lhes dermos estes tipos de saudações, acabaremos partilhando de suas más obras. Por quê? Porque não mostramos a convicção de ficar do lado de Cristo e de defender a verdade.
Se um Mórmon viesse à minha casa e quisesse falar comigo sobre a Bíblia (e só a Bíblia), eu o deixaria entrar para abrirmos a Bíblia e conversarmos sobre seu falso ensinamento. Isto não contradiria a Escritura enquanto eu procuro defender a verdade diante dele.
Abrir a porta para uma pessoa para estudar com ela não é a razão pela qual João escreveu as instruções aos santos de 2 João. Se isto fosse verdadeiro, proibiria qualquer pessoa de conversar com quem quer que fosse que não cresse na verdade, em sua própria casa. Este versículo tem sido usado incorretamente para definir um padrão desconhecido no Novo Testamento. Ele tem sido aplicado a um costume moderno de grupos religiosos que vão de porta em porta mascateando suas falsas doutrinas. Contudo, João (como Paulo) adverte que permanecer com estes enganadores pode levar a perder "aquilo que temos realizado com esforço..." (2 João 8).
Recebê-lo em sua casa demonstra uma disposição de associar-se com desejo de ser companheiro dele e de compartilhar sua falsa doutrina; isto Deus proíbe, para que não aprovemos o que falsos mestres ensinam.
Uma advertência precisa ser feita a quem esteja despreparado para falar com aqueles que batem à sua porta para discutir a Bíblia. Seria melhor pedir-lhes que voltem outra vez e convidar um cristão forte para ajudá-lo a falar com eles sobre a verdade.
Não podemos aceitar e manter comunhão com aqueles que ultrapassam a doutrina de Cristo, deixando que alguns suponham que todos são filhos de Deus em Cristo. Não posso tratar como cristã uma pessoa que não é cristã, nem posso tolerar a falsa doutrina dela. Seja em nossa sala de estar, escritório, portão, quintal, ou qualquer outro lugar, deveríamos estar sempre prontos para dar uma defesa a todos que pedem a respeito de nossa esperança e nossa confiança em Jesus Cristo (1 Pedro 3:15).

terça-feira, 7 de junho de 2016

Um Milagre com uma Mensagem

O milagre registrado em Marcos 2:1-12 ensina muito sobre Jesus e sua obra. Um paralítico foi levado para a casa cheia onde Jesus estava pregando. Seus amigos desceram-no através de um buraco no teto. O homem estava procurando cura para sua enfermidade física, mas Jesus ofereceu algo maior quando disse: "Filho, os teus pecados estão perdoados" (2:5). Esta simples afirmação causou a maior controvérsia, e deu a Jesus a oportunidade para ensinar algumas verdades importantes. Leia Marcos 2:1-12, e então considere estas conclusões:

1. Os judeus concluíram, com razão, que somente Deus poderia perdoar pecados (2:7). Nenhum humano tem o direito de absolver outro da culpa.

2. Jesus ligava seus milagres físicos a seu poder maior de curar espiritualmente. Ele não veio ao mundo para dar saúde e riqueza a todos os homens, mas para nos oferecer a salvação do pecado e a vida eterna. Curas físicas, que podiam ser vistas, provavam seu poder de curar o espírito, que não podia ser visto (2:10-12).

3. Jesus, por suas palavras e seus atos, proclamava ser Deus. Quando Jesus perdoava pecados, ele estava proclamando ser divino. Ele também proclamava sua existência eterna, o atributo que define a divindade (João 8:24, 58). Muitas vezes aceitou a adoração, que ele claramente compreendia que só Deus poderia aceitar (Mateus 4:10; 8:2; 9:18; João 9:38; Apocalipse 5:5-14).

Este mesmo Jesus ainda é divino. Ele ainda tem poder para perdoar pecados e para nos curar de nossas doenças espirituais. E este mesmo Jesus ainda merece nossa adoração.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Expandindo o reino de justiça de Deus



Quando Deus resgatou os filhos de Israel da escravidão egípcia, Ele os levou ao Monte Sinai, a caminho da terra que ele lhes tinha prometido. Ali ele fez um acordo com eles: "Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa" (Êxodo 19:5-6). Com isto eles concordaram.

Deus, na verdade, pretendia ser o único rei deles, e durante séculos não tiveram governo central ou monarca humano. Depois de Gideão tê-los conduzido à vitória sobre os midianitas, eles propuseram fazer dele rei, mas ele recusou, dizendo, "Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o S
ENHOR vos dominará" (Juízes 8:23).

Contudo, os israelitas estavam cada vez mais insatisfeitos com um rei invisível. Eles exigiram que Samuel lhes desse um rei como o tinham as outras nações em volta deles (1 Samuel 8:5). Deus, então, disse a Samuel: "Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele" (1 Samuel 8:7).

Deus concordou em dar-lhes um rei. Ele demonstrou, contudo, que ainda estava dominando, ao remover aquele primeiro rei e substituí-lo por Davi, "um homem que lhe agrada" (1 Samuel 13:14). Deus prometeu a Davi que seus descendentes continuariam sobre seu trono. Davi mesmo não representou Deus perfeitamente na administração da nação, e seus descendentes estiveram ainda menos sob o comando de Deus.

Outro reino prometido
Em conseqüência, Deus prometeu estabelecer um reino de justiça, com um rei que fosse perfeitamente justo e sempre agiria em perfeita harmonia com Sua vontade. "Eis que vêm dias, diz o S
ENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR Justiça Nossa" (Jeremias 23:5-6).

Este futuro rei é louvado no Salmo 45:6-7. "O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros." A palavra ungido era Messias na língua deles e o povo começou a esperar ansiosamente o aparecimento deste Messias.

O tempo para o estabelecimento deste futuro reino de justiça foi claramente profetizado em Daniel 2:44. Seria nos dias do Império Romano. Assim, quando os romanos se mudaram para a Terra Santa e estabeleceram sua dominação sobre o povo de Deus, a esperança pelo aparecimento deste grande rei atingiu grau febril. Eles esperavam que ele conduzisse um grande exército que expulsaria os romanos e estabeleceria seu próprio mundo de dominação. A qualidade de justiça, contudo, foi quase completamente perdida em sua avidez pela prosperidade e poder que eles esperavam, como resultado de suas conquistas.

O reino "está próximo"
Quando João Batista apareceu no deserto da Judéia anunciando que o reino do céu estava próximo, "Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança do Jordão" (Mateus 3:5). Seu chamado, contudo, não era para o ajuntamento de um exército ou acumulação de armas, mas antes para o arrependimento. Isto deveria ter sido uma chave para a natureza do reino que se aproximava. E, quando o próprio Jesus veio pregando, sua mensagem era a mesma: "Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus" (Mateus 4:17).

"Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino" (Mateus 4:23). Os próximos três capítulos de Mateus contêm o que deve ter sido uma amostra de sermão daquela viagem de pregação. Ele começa (Mateus 5:3) e termina (Mateus 7:21) com o reino. Intercaladas dentro do sermão estão outras referências ao reino (5:10; 6:33; 7:10). Aqui, na verdade, o caráter justo do reino é destacado. O sermão era obviamente destinado a desiludir aqueles que tinham sonhos de conquista militar, de poder político e prosperidade temporânea.

A primeira parte do sermão contém um perfil do cidadão do reino. Estes versículos também começam com o reino do céu (5:3,10). Eles descrevem diferentes faces do caráter destes cidadãos. Eles são pobres de espírito, lamentam, são mansos, têm fome e sede de justiça, são misericordiosos, puros de coração, pacificadores e perseguidos. Estas qualidades eram notáveis características do reino e são essenciais aos seus cidadãos. Qualquer coisa menos do que isso, seria apenas um outro reino da terra, não um reino do céu.

Jesus tentado a comprometer
Nas tentações de Jesus, registradas em Mateus 4, Satanás estava tentando Jesus a comprometer o caráter justo de seu reino. Transformar pedras em pães teria sido agir sem as determinações de Deus, evidência de que ele, como o rei Saul, estava querendo agir por sua própria autoridade, antes que fazer a vontade de Deus. A terceira tentação registrada por Mateus era ainda mais claramente uma tentação a abandonar seus ideais. Satanás mostrou-lhe "todos os reinos do mundo e a glória deles" e ofereceu-se para dá-los a ele se apenas se curvasse e o adorasse. Aqui estava uma maneira fácil de obter um reino, muito mais fácil do que ser desprezado e rejeitado pelos homens como Isaías tinha predito (Isaías 53:3) e passar os longos anos ensinando os discípulos como ele tinha planejado. Mas seria um reino dado a ele por Satanás um reino de justiça? Seriam os seus cidadãos pobres de espírito, famintos e sedentos de justiça, puros de coração, etc.? Dificilmente. Jesus rejeitou categoricamente a proposta de Satanás.

"Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno" (Lucas 4:13). Um momento assim é registrado em João 6. Jesus tinha alimentado 5.000 homens com cinco pães e dois peixes. Isto acendeu a imaginação daqueles homens quando contemplaram as possibilidades militares de terem um rei com tal poder. "Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte" (João 6:15). A princípio, pode parecer estranho que Jesus frustrasse as intenções deles de fazê-lo rei. Ele tinha vindo ao mundo com este propósito (João 18:37). Mas estariam estes 5.000 famintos e sedentos de justiça? O dia seguinte respondeu à pergunta. Os mesmos homens estavam novamente buscando-o, mas Jesus lhes disse, "Vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes" (João 6:26). E os eventos subseqüentes provaram que a justiça não era o motivo do apetite deles. Quando Jesus se ofereceu a eles como "o pão vivo que desceu do céu" e suas palavras como "espírito e ... vida" eles ficaram frustrados e todos, menos os doze, foram embora. "Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:67-68). Jesus preferiu ter doze homens que eram famintos e sedentos de justiça do que cinco mil que o estavam seguindo por pães e peixes.

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém, no domingo antes de sua crucificação, grandes multidões o acompanhavam, e "toda a multidão dos discípulos passou, jubilosa, a louvar a Deus em alta voz , por todos os milagres que tinham visto, dizendo: Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor!" (Lucas 19:37-38). Aqui estava mais uma oportunidade para Jesus ser coroado rei. Mas a mesma questão permanecia: o povo que compunha esta multidão era de pacificadores? Estavam eles querendo ser "perseguidos por causa da justiça"? Esta questão foi respondida logo. Dentro dessa mesma semana, os inimigos de Jesus orquestraram sua prisão e crucificação, e então onde estavam estes discípulos admiradores? Não eram encontrados em lugar nenhum. Neste ponto, eles não eram aptos "para o reino de Deus" (Lucas 9:62).

Paulo tentado a comprometer
Depois que o reino foi estabelecido no Pentecostes, Paulo foi a Corinto alistar cidadãos. Essa era uma cidade notoriamente perversa e ele viu sua mensagem amplamente rejeitada. Ele descreveu o problema em sua primeira carta aos coríntios: "Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios" (1 Coríntios 1:22-23).

Paulo poderia ter anunciado um grande serviço de cura para atrair os judeus. Ele poderia ter anunciado uma palestra sobre sabedoria humana, que atrairia os gregos. Ou poderia ter pregado Cristo com suficiente eloqüência e habilidade retórica para trazer aqueles que eram atraídos pela oratória. Mas ele se recusou a fazer qualquer destas coisas. Mais tarde ele escreveu: "Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana; e sim no poder de Deus" (1 Coríntios 2:1-5).

Paulo, mais tarde, explicou que ele estava construindo um templo. O tipo de povo a quem a pregação da cruz era loucura seria "madeira, feno e palha" naquele templo. "Mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus" (1 Coríntios 1:24). Aqueles levados por essa mensagem seriam aqueles que eram famintos e sedentos por justiça: "ouro, prata, pedras preciosas" (1 Coríntios 3:12), os verdadeiros cidadãos do reino do céu.

Uma advertência para nós
Neste mesmo contexto, Paulo adverte: "Porém cada um veja como edifica" (1 Coríntios 3:10). Estamos vivendo em tempos quando as pessoas estão muito mais interessadas em outras coisas do que na simples pregação do evangelho de Cristo. Elas parecem ter pouco interesse na simples pregação do evangelho.

As pessoas de hoje estão interessadas em esportes, recreação, divertimento, festas, educação, "sentir-se bem psicologicamente", viajar, e numerosas outras atividades similares. Muitas igrejas estão oferecendo algumas, ou todas estas atrações, e aquelas igrejas que fazem assim estão crescendo. Seu exemplo está sendo apontado como exemplo de crescimento que todas as igrejas deveriam imitar. Um amigo uma vez me disse, a respeito de tais igrejas, "Elas devem estar fazendo algo certo; veja como estão crescendo."

Há dois problemas com um tal plano. Primeiro, tais atividades levarão ao reino de Deus pessoas que estão famintas e sedentas de justiça? Elas atrairão aqueles que são pobres de espírito, puros de coração, misericordiosos e desejando sofrer perseguição pela sua fé? Elas construirão o templo de Deus com "ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha"?

Mesmo que decidamos que tais atrações produzirão o tipo de cidadãos que são aptos para o reino, há um outro problema: o rei não as autoriza. Num reino, toda autoridade está com o rei e somente aquelas coisas que ele autorizou têm que ser praticadas. Em certa ocasião, Jesus propôs uma questão pela qual qualquer proposta deveria ser testada: "Do céu ou dos homens?" (Mateus 21:25). A idéia de trazer pessoas oferecendo esportes, educação, aconselhamento, recreação, distração, etc. é "do céu ou dos homens"? Não é do céu; Jesus, nosso Rei, não autorizou isso em lugar nenhum. Portanto, aqueles que querem ser leais ao rei precisam limitar-se àquelas atrações que ele encorajou.

Jesus disse, "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim" (João 6:44-45). O reino de Deus é para ser espalhado pela pregação; o Rei não aprovou outros meios de alistar cidadãos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Deveriam os cristãos jejuar?

Jejuar significa abster-se de alimento por um certo período de tempo. No Velho Testamento, o jejum está geralmente associado com três coisas: tristeza (Juízes 20:26; 1 Samuel 31:13; 2 Samuel 1:12; 1 Reis 21:27; Ester 4:3; Salmo 35:13; Daniel 6:18); confissão de pecados (2 Samuel 12; 1 Samuel 7:6; Jonas 3:5; Neemias 9:1); e buscar o Senhor (2 Crônicas 20:3; Esdras 8:21, 23; Ester 4:16; Joel 1:14; 2:15; Neemias 1:4; Daniel 9:3). Muitas vezes estes elementos de aflição, confissão e oração foram juntados em períodos de jejum. Um dia regular de jejum foi observado pelos judeus todos os anos: o dia da expiação (Levítico 16:31; veja Atos 27:9). O dia da expiação era naturalmente associado com aflição, confissão e oração, quando o povo se recordava dos pecados que havia cometido durante o ano e oferecia sacrifícios pela sua purificação.
Nos dias do Novo Testamento, os fariseus tinham transformado o jejum em um ritual e um espetáculo. Jesus ensinava que o jejum é para ser feito em particular e não para impressionar os outros (Mateus 6:16-18). Ele também ensinava que o jejum é para ser feito em ocasiões apropriadas, isto é, em tempos de aflição (Lucas 5:33-39). O jejum não é um ritual mecânico, para ser praticado simplesmente com o propósito de jejuar. Mas quando a tristeza, a culpa ou a necessidade por uma comunicação mais íntima com o Senhor pede isso, então o jejum pode ser praticado.
Ainda que o Novo Testamento nunca ordene o jejum, ele mostra que os cristãos primitivos ocasionalmente jejuavam, quando as circunstâncias eram propícias. Por exemplo, em Atos 13:2-3, a igreja jejuava quando enviava dois dos seus professores numa longa viagem de pregação. Em Atos 14:23, as igrejas jejuavam quando indicavam anciãos. Jejuar nunca deveria ser pensado como um meio de manipular o favor de Deus ou como um modo de fazer com que Deus ficasse mais atento às nossas orações. Antes, jejuar pode ser um meio de nos aproximarmos do Senhor, orando e meditando no Senhor, sem interrupção para tomar uma refeição. E o jejum é, freqüentemente, o acompanhamento natural da aflição e da triste confissão de pecado.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Serão salvas as pessoas não cristãs ?

Algumas pessoas acreditam que as religiões mundiais o islamismo, o cristianismo, o hinduísmo, etc. são, apenas diferentes, mas igualmente boas, maneiras de adorar a Deus. Elas dizem que o hinduísmo é o caminho de Deus para os orientais; que o islamismo é o caminho de Deus para os árabes; e que o cristianismo é o caminho de Deus para as civilizações ocidentais, etc.
Jesus, porém, disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6). Em outra ocasião, Jesus afirmou: "Se não crerdes que eu sou, morrereis nos vossos pecados" (João 8:24). Jesus enviou seus discípulos para pregar a todas as nações, ordenando a cada homem que se arrependa e obedeça ao evangelho (Mateus 28:18-20). Paulo disse que Deus ordena a todos os homens, em qualquer lugar, que se arrependam, porque o mundo será julgado por Jesus Cristo (Atos 17:30-31). O mínimo que pode ser dito é que Jesus declarou ser o caminho exclusivo da salvação para todas as pessoas, de todas as raças, em todas as nações. Você pode decidir rejeitar isto, mas já não crerá mais em Jesus, se fizer isso.
Realmente, se os homens pudessem ser salvos pelo islamismo, o hinduismo, o budismo, o taoismo ou qualquer outra coisa, Jesus não precisaria ter sido crucificado. O sacrifício de Cristo seria desnecessário, se um homem seguindo, cuidadosamente, os princípios do hinduismo pudesse ser salvo. Há um só Deus, um só Salvador, um só Senhor, um único caminho da salvação, um só evangelho, uma única esperança (veja Efésios 4:4-6). Muitas são as invenções e perversões dos homens.

domingo, 29 de maio de 2016

Como crianças na praça



"A que, pois, compararei os homens da presente geração, e  a que são eles semelhantes? São semelhantes a meninos   que, sentados na praça, gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não chorastes" (Lucas 7:31-32).
A ressurreição do filho da viúva de Naim foi um dos mais notáveis milagres de Jesus, mas o relato dele não tinha sido suficiente para acalmar a perplexidade e a dúvida do prisioneiro João Batista. Teria isto que ser o assunto de seu poderoso chamado ao arrependimento da nação antes da iminente chegada do reino do céu? Onde estava o "machado posto na raiz da árvore", o julgamento abrasador sobre os ímpios e a exaltação dos justos? Ele era como um leão enjaulado que, acostumado a perambular livre, estava sendo abatido pelo seu longo confinamento. Os milagres de Jesus, não importa quão maravilhosos fossem, podem agora ter parecido a ele prosaicos em vista das grandes expectativas que sua momentosa proclamação do reino tinha criado, até nele mesmo.
A resposta de Jesus é gentil, mas firme. Ele disse que precisavam reconhecer no que ele fazia —mostrando misericórdia aos oprimidos, pregando o evangelho aos mansos — os sinais proféticos do reino de Deus (Isaías 35:5-6; 61:1 e seguintes) e que não devem ser levados a tropeçar porque o caminho que ele tomou não foi o caminho que eles imaginavam (Lucas 7:18-23). O Senhor então fala às multidões em defesa de João. Não havia nada de brando ou fraco nele. Ele não era nenhum esperto manipulador do sentimento popular. Sua pregação, destemida e resoluta, freqüentemente ia a contrapelo, e ele mesmo viveu em dedicação desconfortável ao seu imensamente significativo apelo. Como o arauto imediato do Messias, ele era "mais do que um profeta" e sua grandeza entre os homens não ultrapassada, mas ele não haveria de ver a chegada do reino que ele tinha tão corajosamente anunciado. Mas o que ele tinha feito foi determinar quem entre o povo estava preparado para recebê-lo e quem não estava, e no processo vergastou a cobertura de pretensões hipócritas dos fariseus. A ilustração de Jesus do vinho novo e dos odres velhos se destinava a responder a acusação que seus discípulos tinham falta de seriedade espiritual porque, diferentes dos fariseus e dos discípulos de João, eles eram dados a alegre festividade antes que a sóbrio jejum. Mas tão logo isso se tornou aparente, fez pouca diferença para os críticos de Jesus se ele festejava ou jejuava. Era o seu próprio caráter e ensinamento que os ofendiam e nenhuma mudança do estilo de vida seria bastante forte para silenciar os incansáveis ataques deles contra tudo o que ele fazia.
A insaciável natureza da oposição dos escribas e fariseus não foi mais dramaticamente revelada do que na resposta deles à pregação de João Batista. Aqui deveria estar o homem dos seus sonhos, abstêmio, solitário e recluso. Mas, ironicamente, eram os mundanos e abertamente religiosos publicanos que enxameavam alegremente para seu batismo, enquanto os fariseus, com sua propalada piedade, recusavam o chamado de João para o arrependimento (Lucas 7:29-30).
Tudo tinha se tornado tão previsível e tão triste. Jesus lhes disse que lhe lembravam crianças na praça, que recusavam qualquer jogo proposto por seus companheiros. Eles se recusaram a brincar de casamento e a brincar de funeral. A descrição deles pelo Senhor não é uma alegoria onde as personagens precisam ser identificadas, mas uma ilustração do tipo de mente que não quer jogar em nenhuma circunstância, contudo continua a justificar a recusa. Não tinha nada a ver como o modo como João pregava ou Jesus vivia, era a mensagem deles de humilde arrependimento que era inaceitável para os convencidos fariseus e não estavam aceitando nada dela, não importa como viesse embrulhada. Eles falavam com tanta confiança do julgamento justo de Deus, mas quando João veio e pregou-o e os chamou ao arrependimento, eles o rejeitaram. Eles falavam ansiosamente do Messias, mas quando ele chegou, em vez de regozijar, eles cavilaram e criticaram. O Batista, para eles, era um azedo "Joãozinho de uma nota só" com febre cerebral. Tudo o que ele sabia era "arrependei-vos, arrependei-vos, arrependei-vos". E com Jesus era alegria demais e perdão, confraternização fácil demais com a ralé (Lucas 7:33-34). Assim, completaram a loucura de seus pais, que piedosamente pediram a Deus pela libertação do Egito, mas quando sua libertação apareceu, eles não gostaram dela. Como crianças petulantes, eles clamaram a Deus, mas quando ele veio, eles não o quiseram.
Estamos nós, também, fazendo o jogo de Deus? Fazemos muita declaração de desejarmo-lo em nossas vidas, mas desaprovamos, criticamos e queixamos quando alguém nos fala de suas exigências? E cobrimos nossa rejeição de sua vontade com queixas sobre como foi dito, ou porque foi dito, ou quem o disse? Homens verdadeiros e mulheres de Deus podem aprender a vontade do seu Salvador até mesmo com seus piores inimigos! Há muitos cristãos que ainda estão brincando como crianças na praça. Eles não são sérios. Revertendo a advertência de Paulo aos Coríntios (1 Coríntios 14:20), em entendimento eles são como crianças estragadas, mas em malícia, ciúme e rivalidade eles têm profunda experiência. Em face da penetrante mensagem do evangelho, eles não se afligirão pelos seus pecados nem regozijarão na maravilhosa bondade de Deus. Em vez de justificar Deus, eles se justificam a si mesmos e assim revelam, como fizeram aqueles velhos queixosos, impertinentes egoístas, que eles não são filhos da sabedoria, mas os deformados descendentes da consumada estupidez (Lucas 7:35).

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sinais são sempre confiáveis?

Muitas pessoas hoje, especialemente no movimento pentecostal e suas ramificações, valorizam sinais acima de tudo. Interpretam acontecimentos na vida como provas da aprovação divina de suas decisões. Recorrem para visões e revelações para justificar suas práticas. Defendem suas doutrinas, citando algum sinal especial como confirmação do Espírito Santo.
Sinais sempre são confiáveis como prova da aprovação divina?
Em geral, os sinais, prodígios e milagres na Bíblia serviam para confirmar a palavra revelada por Deus aos profetas e apóstolos. No Velho Testamento, Deus capacitou homens como Moisés, Elias e Eliseu a realizarem milagres para confir-mar a sua mensagem. No Novo Testa-mento, os apóstolos e vários outros recebiam os dons do Espírito Santo para confirmar a palavra revelada (Marcos 16:20; Hebreus 2:4; 2 Coríntios 12:12).
Em outros estudos, temos visto várias diferenças entre os verdadeiros sinais dos tempos da Bíblia e os supostos dons milagrosos que tantas pessoas buscam hoje. Neste artigo, consideremos outro aspecto da questão dos dons. Mesmo se alguém acreditar ver um sinal milagroso hoje, ainda deve dar mais importância às Escrituras.
Deus nunca colocou os sinais acima da palavra.
No Velho Testamento, o Senhor disse: “Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio do que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses...não ouvirás a palavra deste profeta ou sonhador; porquanto o Senhor, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o Senhor, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (Deuteronômio 13:1-3). Neste caso, mesmo se o sinal fosse verdadeiro, qualquer um que seguisse o profeta seria condenado, pois a palavra dele contradizia a verdade já revelada.
No Novo Testamento, sinais milagrosos acompanharam os apóstolos do Senhor. Mas Paulo, um dos apóstolos, nos alerta: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gálatas 1:8). Se viesse direto do céu ou se mostrasse os sinais dos apóstolos, ainda seria necessário avaliar pela palavra.
Paulo avisou, também, de sinais e prodígios de mentira, empregados por Satanás (2 Tessalonicenses 2:9-10).
Não importa quantos sinais alguém alega ter visto ou ter feito, a prova final é a palavra já revelada. Nunca devemos colocar sinais acima da palavra.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Cristão e os Problemas Financeiros


Você está enfrentando problemas financeiros? Faturas que você não consegue pagar? Cheques que você não pode cobrir? Necessidades que você não tem dinheiro para suprir? Vergonha? Frustração? Excesso de trabalho? Tensão? Problemas financeiros são excessivamente preocupantes e conduzem a muitos pecados: descontentamento, ingratidão, ira, desonestidade, impaciência, ansiedade e negligência das responsabilidades espirituais. A Bíblia ensina-nos como enfrentar muitas situações diferentes na vida, incluindo as dificuldades financeiras. A chave para enfrentar problemas financeiros está na atitude da pessoa. Para responder bem precisamos permitir que a palavra de Deus opere em nosso coração e mude nosso modo de ver as coisas.

Atitudes

Gratidão: Paulo insiste em que sejamos gratos. Precisamos estar "... transbordando de gratidão" (Colossenses 2:7). "Dêem graças em todas as circunstâncias..." (1 Tessalonicenses 5:18). Não devemos nos queixar nem sentir pena de nós mesmos, mas antes devemos considerar cuidadosamente todas as razões que temos para sermos agradecidos e louvar a Deus por suas bênçãos a nós. Os israelitas no deserto estavam se queixando constantemente, mas tinham se esquecido da grande libertação que Deus lhes tinha dado havia apenas pouco tempo. Temos que atentar para o que o Senhor nos tem dado e não para as coisas que não temos.
Contentamento: "Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei’" (Hebreus 13:5). A presença de Deus com seu povo deveria dar tanta alegria e segurança que poderíamos facilmente nos contentar com qualquer padrão de vida. Paulo estava contente na fome ou na abundância (Filipenses 4:10:13). Por outro lado, as Escrituras estão repletas de advertências contra a ganância e a avareza (veja Lucas 12:15, por exemplo). Por qualquer razão, nunca parecemos reconhecer o desejo desordenado por coisas em nossas próprias vidas. Pensamos que todas as coisas que queremos são necessidades e que a dívida que acumulamos ao buscar adquiri-las é perfeitamente aceitável. Poderia ser que poucos de nós admitem a ganância em nossas vidas porque nos cegamos e deixamos de perceber o verdadeiro estado de nosso coração? Paulo exortou: "Por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos" (1 Timóteo 6:8). Estamos satisfeitos somente com isto?
Sobriedade: Muitos textos nos exortam a sermos sóbrios (1 Tessalonicenses 5:6, 8; 1 Pedro 1:13; 4:7; 5:8). A pessoa sóbria encara os fatos e não deixa seus desejos colorirem sua percepção da realidade. Muitas pessoas tratam das finanças num mundo de sonho, sempre imaginando que tudo dará certo magicamente. Mas fugir de um problema ou negá-lo não ajuda e não está de acordo com o caráter de Cristo. Temos que reconhecer nossa situação atual, não importa quão triste seja, e ser "homens de coragem" (1 Coríntios 16:13). Ignorar os problemas não os extingue. Lutas financeiras não desvanecem sem mais nada, mas precisam ser resolvidas por disciplina séria e perseverante.

Honestidade: A honestidade é parte do caráter cristão (2 Coríntios 8:21; Tito 2:5). Pessoas honestas aceitam suas limitações financeiras e não tentam ser uma coisa que não são, vivendo num estilo de vida que suas condições não permitem. Pessoas honestas admitem que há muitas coisas que outras em torno delas têm ou podem fazer que elas não podem porque não têm dinheiro suficiente para isso. E pessoas honestas não fazem dívidas que não têm capacidade para pagar (veja Romanos 13:8).

Diligência: Algumas vezes, porém nem sempre, os problemas financeiros resultam da preguiça. "Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobrevirá como um homem armado" (Provérbios 6:10-11). "Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras" (Eclesiastes 10:18). Problemas financeiros devem ser esperados quando nos mimamos com descanso e sossego, e não trabalhamos esforçadamente. Um homem deve sustentar sua família (1 Timóteo 5:8) mesmo que isso possa envolver trabalho difícil ou empregos desagradáveis, ou mesmo se o trabalho disponível é relativamente mal pago.

Espiritualidade: Precisamos manter nosso foco principal em Cristo, não em coisas materiais. "Ninguém pode servir a dois senhores: pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro... Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas" (Mateus 6:24, 33). Nossas posses, nossa posição e nosso sucesso nesta vida são matérias insignificantes para o verdadeiro cristão. Ele se vê como meramente passando através desta vida como um peregrino e portanto relativamente desinteressado nas suas condições. Ele nunca faz da prosperidade material uma meta séria (veja Lucas 9:57-58). O homem espiritual percebe que seu dinheiro e sua posição financeira não são as coisas importantes da vida.

Altruísmo: O servo do Senhor está sempre buscando dar, em vez de gastar consigo mesmo. Ele vê o dinheiro que ganha trabalhando como uma bênção que ele pode aplicar servindo a outros: "O que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade" (Efésios 4:28). Discípulos verdadeiros vêem a prosperidade material não tanto como algo para si mesmos, mas como algo útil para servir outros (2 Coríntios 9:8-11). Enquanto o cristão for egoísta, ele sempre sentirá frustrações ao lidar com assuntos financeiros.

Humildade: A humildade para admitir enganos e buscar corrigi-los é básica. Muitos de nós temos tido atitudes impróprias e não temos administrado bem nosso dinheiro. Nunca mudaremos até que admitamos que temos estado errados. Precisamos também ter a humildade de examinarmo-nos à luz da palavra de Deus e fazer as coisas que aprendermos (Tiago 1:21-24). Esta seria uma boa hora para parar de ler este artigo e rever as oito atitudes que precisamos ter e tentar honestamente avaliar-nos e resolver mudar nossa atitude nas áreas necessárias. Como Deus nos vê em cada uma destas atitudes?

Mudanças Específicas
As coisas específicas que precisamos fazer ao lidar com problemas financeiros dependem de nossa mudança e adoção das atitudes mencionadas acima. Sem perspectivas corretas, os passos seguintes terão pouca validade.
1. Avalie honestamente sua situação. Encare os fatos. Talvez ajudasse pegar uma folha de papel e lançar todas as suas dívidas e anotar os valores de todas. Então, lançar sua renda e suas despesas mensais. Qual é, exatamente, sua situação financeira.
2. Comece a pagar suas dívidas. "Não devem nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros..." (Romanos 13:8). Calcule quanto dinheiro por mês é necessário para pagar todos os juros e, também, comece a pagar o principal (o valor original do empréstimo, antes do acréscimo de juros). Se suas prestações e obrigações mensais forem mais do que tem disponível no orçamento da família, ha três coisas que poderia fazer de modo a ter dinheiro para pagar as dívidas: (a) Gastar menos. Quando for necessário, as despesas podem ser reduzidas às mínimas necessidades de comida e lugar para viver (veja 1 Timóteo 6:6-10). (b) Ganhar mais. Às vezes há oportunidades para trabalhar mais horas, ter um segundo emprego, ou encorajar os filhos adolescentes ou adultos que estejam vivendo no lar a trabalharem. (c) Vender coisas. Os cristãos primitivos vendiam casas e terras para aliviar as necessidades de seus irmãos (Atos 4:32-37); certamente não é irracional esperar que um discípulo de Cristo venda coisas para poder pagar o que deve.0142
3. Viva dentro dos limites de seu orçamento. A Bíblia adverte sobre a loucura de fazer dívidas: "O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta" (Provérbios 22:7). A escravidão aos credores é muito penosa; é melhor esperar pacientemente e comprar somente aquelas coisas que se pode pagar.
4. Comece a aplicar sua renda no sentido de metas espirituais. Temos que chegar a ver tudo o que temos como pertencendo ao Senhor e começar a usar nossos recursos para servi-lo. O Novo Testamento exorta-nos a dar generosa e abundantemente (2 Coríntios 8-9). Conquanto seja verdade que não estamos mais obrigados ao dízimo, não devemos usar isso como uma desculpa para sovinice. Não devemos permitir que nossa oferta seja diminuída pela avareza (2 Coríntios 9:5).

Conclusão
Em todas as áreas da vida, a palavra do Senhor nos fornece a orientação perfeita. Da mesma maneira, no campo financeiro devemos dar ouvidos à sabedoria de Deus revelada na Bíblia. Quando obedecemos os mandamentos do Senhor, recebemos tanto "a promessa da vida presente" como a da vida "futura" (1 Timóteo 4:8). Que sigamos estas instruções!