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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Como nos Vemos?

 



Por Carlos Vagner


"E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi. E disse o Senhor Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi" (Gn 3.9-13).

Desde os primórdios da criação, o ser humano se debate com a transferência de culpa. Nossos primeiros pais, erraram ao fazerem isso, e me parece que ficou como que exemplo para os demais, pois o homem colocou a culpa na mulher e ela por sua vez colocou a culpa na serpente. Vemos isso se alastrando desde a infância, quando a criança pega em um erro, transfere a culpa para outra pessoa ou ser equivalente. Qual o problema da transferência de culpa? O grande problema reside na deformação da própria estrutura do ser, quando transferimos passamos a deslocar o lugar que carece ser corrigido, passamos a viver de forma hipócrita, imbecilizada, sem se dá conta que o grande prejudicado somos nós mesmos. 

E a forma dessa transferência, se dá em todos os ambientes que o ser humano convive: na família, na escola, no curso, no trabalho, na igreja, nos ambientes sociais e etc. Fazer a transferência de culpa, detona nosso caráter. Por isso, ao cometer erros, pois todos somos passiveis deles, se enxergue primeiro, sejamos sinceros ao analisar e ver que o culpado somos nós, ninguém pegou na nossa mão a força para cometer o erro, mais foi determinação da nossa própria vontade. Quando esse enxergar do interior brota em nós, haverá o desenvolvimento do amadurecimento do ser.

Por esse motivo, nos nossos erros o outro não será o motivo da transferência da nossa culpa (ainda que possa trabalhar para o fim de cometemos os erros), porém quando olhamos com sinceridade para dentro de nós, e assumimos que o erro foi nosso crescemos como pessoa, e com a ajuda de Deus seremos perdoados ao confessar as nossas transgressões.


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Andam juntos...




Por Carlos Vagner



Não pode haver um autentico cristianismo, que seja, consistente e maduro, sem o conhecimento das doutrinas bíblicas cristãs. Há um grande equivoco em pensar na vida cristã, na forma teórica e não pratica. Ter o conhecimento e a opinião correta, nos leva para um nível de responsabilidade maior. Entretanto, podemos nos tornar frios, insensíveis, calculistas e desinteressados com a pratica cristã. E essa postura tem sido uma tendencia bem maior no campo do saber. O ponto positivo dentre vários fatores, é que, quem busca a prevenção ao invés da cura, sabe os cuidados, e a maneira de agir. Por isso, penso que o conhecimento é fundamental.

Por outro lado, ter um coração puro, é uma grande virtude, a ser alcançada. Pois nesse sentido, conseguimos enxergar sempre algo bom, louvável. Temos a condição de se enxergar no outro e nos lançar na miserabilidade humana. Contudo, podemos agir de maneira equivocada, danosa, pragmática, sem levar em consideração, se realmente é certo ou errado. E ainda corremos o risco, de se tornar refém do saber, ou seja,alguém com maior conhecimento, castrar nossa vida, nos tornando dependente dos mesmos.

Concluo, que para o proveito de um verdadeiro cristão, se faz necessário, conciliar o conhecimento das doutrinas bíblicas cristãs, com o coração puro, em relação a pratica cristã. Pensemos nisso!!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

"Santa" Hipocrisia




Por Carlos Vagner



Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior.

‭‭1 Timóteo‬ ‭1.15‬ ‭NVI

Ao se enxergar, olhar a sua própria distância em relação a Jesus, e perceber que é um pecador, o homem tem condições de se abrir pro amor de Deus e focalizar o outro ser humano, como um carente como ele próprio. Assim aconteceu com o apóstolo Paulo e tantos outros discípulos até o dia de hoje. 

Entretanto, existem em todos os lugares, inclusive no segmento religioso os hipocritas/religiosos que tem a característica de criticar, acusar, condenar os outros com a capa da moralidade, enquanto não se dá conta que é pecador carente da misericórdia e Graça de Deus. Não se reconhece como pecador, anulam seus erros, falhas, aí percebemos que o mestre nos ensinou, existem pessoas que engolem um camelo e se engasgam com um mosquito, querem tirar o cisco no olho do outro, mas não tira a trave do seu próprio olho. 

Quando entendemos quem somos, que temos carne e osso como qualquer pessoa, que a nossa natureza humana por muitas vezes nos engana, que cometemos erros ainda que não seja de igual modo do outro, podemos deixar nossa mente ser dominado por sentimentos destrutivos como qualquer pessoa, e que a nossa consciência se dobra ao auto exame, podemos viver na base do amor, pois assim como fomos alvo do amor de Deus, como discípulos destilamos esse amor. 

Quanto mais próximos de Deus, mais humano, amoroso, misericordioso, compassivo, o homem se torna. Que Deus tenha sempre misericórdia de mim, para que o meu olhar da vida, seja sempre com amor e misericórdia.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Como viver a liberdade em Cristo!?




Por Carlos Vagner



A nova vida no Evangelho, nos tira dos porões da mentalidade aprisionada, para nos libertar e nos devolver para a vida. E agora temos a liberdade para ser vivida. Ninguém pode cercear a sua liberdade, dizendo onde você pode ir ou não ir. Não permita que sua vida seja dominada por figuras ditadoras, autoritárias e coronelistas. Entretanto, com a liberdade, existe também a responsabilidade e o compromisso. Ninguém pode te obrigar a fazer nada, tudo que você faz ou realiza, é por vontade própria, ainda mais quando se trata de questões espirituais. Se um compromisso é assumido, cabe a sua consciência cumprir, não por obrigação, mas por discernimento, maturidade e valorizando o ambiente inserido. Quando se vive sem discernimento, de maneira imatura e valorizando outros ambientes, só demonstra o quão infantilizado o ser se tornou, pois não reconhece as responsabilidades, parece uma criança mimada que tudo tem que girar ao seu redor. Isso é muito triste. Não trate as coisas espirituais com indiferença, não pense que a grama do seu vizinho é mais verde que a sua. Assumiu um compromisso cumpra, deu a palavra faça de tudo para está presente, nossas atitudes falam e muito. Que o Senhor nos ajude na nossa liberdade, para que tenhamos responsabilidade e compromisso.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Desculpas Esparrafadas




Por Carlos Vagner



A radicalidade do arrependimento, descortina a nossa realidade de depravação humana, como somos maus, egoístas, desumanos e etc. Quando somos alvo da graça divina, essas realidades entra em confronto com a nova perspectiva de vida, e passamos a experimentar a radicalidade da fé, e quando digo radicalidade, me refiro a profundidade, não um mero legalismo. Nossa consciência é levada cativa ao Cristo, e nos percebemos, sabemos quem somos, e que não existe outro alguém para quem possamos ir. 

Agora, quando não nos percebemos, não nos arrependemos, e quando achamos que não há nada de interessante na fé em Cristo, passamos a viver de máscaras, mesmo indo aos cultos, nascidos em uma família cristã, e sabendo de todos os ritos, porém nunca tivemos um encontro verdadeiro com Jesus, começamos a dissimular, colocando culpa nos outros, fazendo comparações, com a capa da religião. Na realidade o que falta é nascer de novo, se arrepender de verdade, confessar diante do Criador a miserabilidade da nossa vida, com a coragem de dizer: O culpado sou eu, eu é que não quero, a culpa é minha, me perdoe. Seja sincero(a), honesto(a) verdadeiro(a). Não jogue a responsabilidade das suas ações nos outros. Reconheça que o problema reside em você e não no próximo.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Rótulos




Por Carlos Vagner



Penso ser um equívoco descrever a espiritualidade de uma pessoa, pelas demonstrações externas de emoções exacerbadas. Aferir se é um crente é frio ou morto, e se é quente ou vivo, não pode ser um fator que se determina pelas expressões dentro de um culto, aliás, no cenário religioso, facilmente os incautos são enganados, e isso ocorre com bastante frequência. 

Se fosse para rotular frio ou morto, seria um cristão que ouvindo a verdade não coloca em prática (ainda que demonstre com gritos e manifestações corporais dentro de um ambiente de culto que eu particularmente não concordo) e um cristão quente ou vivo, seria aquele que ouvindo a verdade, agasalha no coração com a predisposição de se colocar em prática na sua vida diária (ainda que entre em um ambiente de culto e fique quieto, sem gritaria, apresentando um culto racional, analisando o que está sendo pregado com a palavra de Deus, que eu particularmente concordo). 

Por isso, penso ser uma grande imaturidade rotular as pessoas pelas expressões dentro de um culto. Pense nisso!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

S.O.S - Parece que perdemos a Afetividade




Por Carlos Vagner



Já dizia o poeta “Aviso aos navegantes, tem mais alguém aí? Só ouço o som da minha própria voz a repetir, S.O.S. Solidão!”. As relações humanas nem sempre são favoráveis, há embates, discordâncias de ideias, outras preferencias, e nisso está o mais intrínseco no ser humano, pois temos cada um de nós nossas idiossincrasias. Com o desenvolvimento da tecnologia e da modernidade, penso que boa parte dos humanos perderam a chance de cultivar uma boa saúde mental, compartilhando a presença, o toque, o olho no olho, o abraço, a resolução de uma indiferença a partir da relação direta com o outro. 

A afetividade está se esvaindo, escorrendo pelas mãos e caindo ao chão e evaporando sem a percepção que estamos nos perdendo como humano, diante disso, preferimos o mundo virtual, onde nos escondemos atrás da máquina, emitimos nossas opiniões sem se importar com o outro humano, não queremos saber se vamos destruir a reputação, o caráter, a imagem, pois o que queremos é mostrar que temos razão, já disse alguém: “a internet deu voz aos idiotas” e acredito que sim, pois o idiota é aquele que olha só pra si mesmo, sem se importar com o outro. O desenvolvimento humano vem através das relações humanas, por isso a melhor coisa a se fazer é sair da solidão dos nossos sentimentos perversos e nos relacionarmos de modo humilde reconhecendo que somos errados tanto quanto aquele que nos feriu, o mais belo é a reconciliação, o perdão, a misericórdia e o amor. Ao invés de vim no virtual para vomitar nossas próprias justiças, voltemos a nos alimentar da afetividade humana.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Volúvel ou Flexível?




Por Carlos Vagner



Quando nos remetemos a tal pergunta, uma eminente resposta se torna complicada e ao mesmo tempo reveladora. Na ânsia pela busca de sucesso ou destaque, tem pessoas que se tornam volúveis, se perdem em si mesmo, trocando de posições da água para o vinho, conforme a situação se apresenta. Mudam suas convicções, posturas, posições, para agir de acordo como a música toca, não importando se o ritmo não lhe é agradável. Pois, seu objetivo tem que ser alcançado, não se importando que o seu caráter se dissolva, na estrada escura pelo qual caminha. Sem saber que perdeu a alma, enquanto ganhava seus troféus de ilusão.

Entretanto, o ser flexível, sabe a hora de mudar, para estabelecer vínculos, cultivar amizades, restabelecer sonhos e metas. Pois enxerga a vida com amadurecimento. Sabe que tudo tem um tempo, inclusive de se render, de se humilhar, de pedir perdão, de reparar erros. As mudanças ocorrem para ganhar algo maior que dinheiro, fama ou posições.

Essas​ atitudes​ demonstram quão grande é o caráter do ser flexível. Que essa pergunta alcance a sua consciência, você é volúvel ou flexível?

domingo, 9 de dezembro de 2018

Jesus, a fonte da vida




Por Carlos Vagner



Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele (Jo 6.54-56).

O que esse texto ensina? Será que Jesus está ensinando antropofagia? Será que está ensinado sobre a Ceia ou será que está ensinado sobre crer e depositar a sua confiança Nele?

Bom, em primeiro lugar, jamais foi sua vontade que os seus discípulos comessem e bebessem o seu sangue fisicamente, em ato ritual de comer uma parte ou varias parte do seu corpo, esse não foi o seu propósito ao dizer essas palavras. 

Outros, interpretam fazendo um jogo de lógica, fazendo o link diretamente com a “Ceia” (não me refiro a santa ceia, isso é para outro assunto), pois os elementos estão em conexão, carne e sangue, porém nessa passagem não há qualquer relação da participação dos discípulos com o memorial da Ceia, que foi instituído no final do seu ministério. Penso ser a melhor interpretação, olhar para o texto a luz do seu contexto. 

No versículo 35 apresenta Jesus como o pão da vida, destacando que quem vai a ele se alimenta, e quem crê Nele mata a sede. Logo, comer a carne e beber o sangue é crer Nele. Alimenta-se, pois, do Senhor, o individuo que o busca e deposita Nele sua confiança para ser salvo. Este faz de Cristo sua comida e sua bebida, jamais tendo fome ou sede outra vez.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Avivamento




de Carlos Vagner




Quando oramos por avivamento, precisamos entender o porquê que estamos orando. Queremos orar por avivamento? Sabe o que isso significa? Estamos dizendo a Deus que estamos mortos, porque qual o sentido de pedir avivamento se estamos vivos. Se queremos avivamento temos que dizer francamente diante de Deus, eu estou morto espiritualmente, estou seco, estou muito abaixo daquilo que eu deveria ser. Eu não estou te buscando, não estou orando, não estou me entregando a Ti, não tenho o amor pelas suas coisas, pela tua palavra, a ousadia e a coragem para o que eu tenho que fazer, por isso eu preciso de um avivamento! Se não temos essa consciência não adianta orar por avivamento. Deus dá avivamento em ocasiões de crise e necessidades.

O que é o avivamento? 

A lógica que alguns pensam, é que seriam as manifestações de línguas estranhas, profecias, dons, curas e etc. Alguns pensam que avivamento está ligado ao louvor e adoração, excluindo a santidade, como é isso? Alguns pensam que avivamento é mudança litúrgica, louvar mais avivado, expressões espontâneas no culto. O ponto central de um avivamento é a santidade de vida, quebrantamento, arrependimento. Com certeza a vida é impactada, trazendo como conseqüência comunhão e um desejo mais profundo com Deus. Avivamento é uma renovação da aliança que temos com Deus, quando voltamos a obediência, quando voltamos a afirmar que Ele é o nosso único Deus, que nos dedicamos a Ele e somos abençoados de maneira extraordinária. 

Um avivamento espiritual

Um avivamento espiritual não pode ser produzido pelo esforço humano. Nenhuma igreja, pastor ou denominação pode organizar um derramamento do Espírito Santo. Podemos nos reunir, para estudar sobre o assunto, meditar sobre o assunto, clamar a Deus por um avivamento espiritual, mas quem faz o Avivamento espiritual é Deus, nenhum “avivalista” (concepção equivocada, pois pregadores/pastores não produzem avivamento) é capaz de fazer. Avivamento é obra de Deus. É Deus quem opera em nos nossos corações, através da ação do Espírito na nossa vida, nos enchendo e nos habilitando cumprir a vontade do Senhor.


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Quando a Tradição se torna um Fardo




Por Carlos Vagner


Os religiosos têm mantido continuamente seus costumes/tradições meticulosamente sem transgredir, pois suas ações equivalem obediência ao mandamento "divino" dado pelo homem. Por isso, vivem em uma vida de espiões do sagrado, observando se alguém do seu circulo religioso está cumprindo suas ordenanças, fiscalizando as condutas de dentro e fora dos seus portões da sacralidade. Funcionam como castradores de seres humanos, impondo suas formas de legalismo. Observam, coisas simples, do âmbito humano, apontando o dedo do julgamento, trazendo a equivalência de espiritualidade, se, quem obedece seus costumes/tradições são mesmo espirituais. Por outro lado quem não obedece está longe do sagrado. Fazendo e agindo assim, se classificam como seitas, ainda que pensem que estão "ajudando a Deus" na santificação. Na realidade estão invalidando o mandamento pela tradição. 

Ferem, machucam, trucidam, passam por cima, tudo isso em e no nome de Deus. A subversão do evangelho, muda essas "palhaçadas infantis". Com o Senhor Jesus Cristo, a preocupação não é com costumes/tradições, mas sim, que o homem tenha consciência que precisa guardar o seu coração das perversidades, pois do coração saem os males que contaminam o homem. Quando eu era menino agia como menino, agora sou adulto, não preciso e nem quero viver como menino no entendimento (Mc 7.1-23).


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Pequei! Perdi a Salvação? Por Carlos Vagner





Ao nos deparamos com os elementos doutrinários constituídos da fé de algum segmento religioso, temos em discussão o ponto de vista da confissão auricular que é um dos sete sacramentos (meio pelo qual a pessoa recebe graça), que tem por sua característica a confissão ao sacerdote e o mesmo pode perdoar os pecados em nome da Igreja e passa uma penalidade para o fiel.  Isso é um grande equivoco, pensar que o sacerdote ou a Igreja tem o poder de perdoar os pecados ou declarar perdão de pecados a alguém.  O perdão dos pecados acontece com o arrependimento e a confissão dos pecados a Deus, não é que não podemos confessar os nossos pecados a alguém, podemos sim, porém com o intuito de nos orientar, ajudar e apoiar, mas nunca para perdão dos nossos pecados. O interessante é que encontramos os mesmos ensinos dentro de algumas comunidades evangélicas, onde a liderança determina que você tem que confessar os seus pecados ao seu pastor, e há a distinção entre pecados e geralmente o pecado sexual é o mais grave nessas comunidades. Não quero tirar a gravidade dos erros cometidos, pois todos os pecados têm as suas consequências. Infelizmente, muitos têm a alma “católica”, mesmo sendo evangélico, pois a sua influencia no Brasil é muito grande.

Diante disso, surge uma pergunta hipotética: cometi um pecado, sou cristão, seguidor de Jesus e logo após morri. Fui para o inferno?

Essa é uma pergunta que no fundo é latente na alma de muitas pessoas. De fato essa duvida é de grande parte do mundo evangélico.

A Corrupção do Pecado

Precisamos entender que o homem é completamente corrompido pelo pecado, depravado totalmente, tanto que Paulo mostra a condição humana, descrevendo que todos pecaram e carecem da gloria de Deus, e que não há um justo sequer, ninguém que busque a Deus. Então a condenação eterna, é estabelecida pelo fato da culpa do homem, não simplesmente pelos seus pecados. Pelo estado que se encontra diante de Deus, por causa do pecado original (pecado transmitido de Adão e Eva a todos os homens), levando os homens a condenação eterna. O único meio para a retirada dessa culpa é o arrependimento e crença no sacrifico vicário de Jesus na cruz do calvário.

Nenhuma Condenação Há

O que as escrituras afirmam é que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus Rm 8:1. Significa que você se arrependeu dos seus pecados, e creu Nele como seu Senhor e Salvador, então já não há mais nenhuma condenação. Sendo o caráter de Deus o padrão moral absoluto do universo, Deus manifesta a sua ira contra o pecado. Em seu sofrimento na cruz, Cristo se tornou objeto da ira plena de Deus. Cristo foi feito pecado por nós, Ele sofreu toda a fúria da ira do Deus santo contra a imundície, a rebelião e a maldade que provém do coração contaminado dos pecadores. Então, quando nos arrependemos, somos perdoados da culpa do pecado. Nesse momento ocorre a Justificação, a declaração para o pecador que agora ele está justificado diante de Deus, ou seja, pela justiça de Cristo e seu sacrifício na cruz em favor do homem, satisfazendo à ira de Deus. Então, quando Deus olha para o homem Ele vê a justiça de Cristo. Todos os nossos pecados são perdoados. A nossa culpa é retirada. Isso aconteceu com Lutero, Quando descobriu a justiça de Deus em Romanos 1.17: “o justo viverá pela sua fé”, foi ali que lançou de fora todas as suas vestiduras das obras meritórias e rendendo assim a graça salvadora mediante a fé somente em Jesus Cristo.

Pecadores Justificados

Contudo, isso não significa que deixamos de ser pecadores. Somos pecadores justificados e ainda temos no nosso corpo a natureza corrompida, pela qual somos inclinados a falhar e errar o alvo. A partir do momento da experiência da salvação, o que se estabelece é o sentimento de gratidão a Deus, procurando viver uma vida santa, justa e fiel, longe de viver na licenciosidade, nos apetites na nossa própria natureza pecaminosa, quem vive em harmonia com o pecado, nunca entendeu ou teve a consciência do evangelho, apenas brinca de religião. A experiência da salvação em Cristo, muda realidades interiores, na convicção inabalável que é de Cristo, ainda que tropece na caminhada. A roleta russa que muitos colocam a salvação, é um leso engano, pois se pequei estou no inferno, se estou me santificando estou no céu, torna a salvação meritória, com base totalmente no homem. Quando erra torna a mente escravizada ao pânico, e não liberta em descanso nas mãos do Salvador. Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós (1 Jo 1:8-10). Somos salvos com base na justificação e não nos nossos méritos. Estamos totalmente nas mãos de Deus, guiados pelo bom Pastor. Por isso, sou um pecador justificado, redimido, alcançado pela graça, sem possibilidade que os meus pecados me afastem das mãos do Salvador.  Afirmo sem sombra de duvidas que minha salvação está em Cristo e que não vivo sob a histeria religiosa, vivendo uma dubiedade existencial agonizante, mas sem cinismo e com gratidão. A descrição do salmista é maravilhosa, “Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir (salmos 139:16) ”. A minha salvação vem de Deus, pela graça somos salvos e isso não vem de vós é dom de Deus (Ef 2.8,9). 

Carlos Vagner!