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domingo, 20 de março de 2022

O Exemplo de Esdras (7:10)



Esdras foi um sacerdote e escriba da lei no período pós exílico. Ele preparou o seu coração e buscou a Lei do Senhor, para cumprir e ensinar em Israel os seus estatutos e juízos (Ed 7:10). Ele foi um grande exemplo em buscar ao Senhor para o contexto da época. Esdras fez a diferença em três áreas.

Buscou a Lei do Senhor

Primeiramente, Esdras preparou o seu coração para buscar a lei do Senhor. Por quais motivos ele fez isso? A princípio, por amor ao Senhor, porque na lei ensinava: "ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e com toda a sua força" (Dt 6:5). Esdras tinha se dedicado a conhecer os caminhos do Senhor e os seus pensamentos por meio da palavra de Deus. E você querido leitor, tem procurado conhecer os caminhos do Senhor por meio da Bíblia? Jesus afirmou: “se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14:23).

Praticou a palavra de Deus

Segundo, Esdras preparou o seu coração para colocar os ensinos da Lei em prática. Como sacerdote do Senhor, ele sabia os benefícios de praticar os ensinos da Lei e os juízos de Deus pela desobediência. Semelhantemente, não basta apenas termos o conhecimento da palavra de Deus e vivermos uma vida totalmente contrária a sua palavra. É importante compreendermos que Deus nos entregou a sua palavra para obedecermos, como disse o profeta Samuel: "eis que o obedecer é melhor que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros" (1Sm 15:22).

Ensinou a palavra de Deus

Terceiro, Esdras preparou o seu coração para ensinar em Israel os seus estatutos e juízos. Uma das responsabilidades na Antiga Aliança dos sacerdotes, era de ensinar a Lei do Senhor para o povo (Dt 33:10). Esdras liderou com Neemias um dos maiores avivamento da Antiga Aliança, o povo precisava de alguém capacitado para ensinar a palavra de Deus, Esdras foi a pessoa selecionada para expor os textos sagrados. O avivamento veio sobre Israel porque esse homem de Deus preparou o seu coração para buscar a Deus, praticar e ensinar a palavra de Deus. E nós como igreja do Senhor, será que temos seguido esse exemplo? Estamos colocando em prática a grande comissão? Ensinando as Escrituras para aqueles que necessitam de entendimento dela?

Conclusão

Esdras foi um grande homem de Deus, isso é um fato inegável. Ele continua sendo um exemplo para a igreja do Senhor. Esdras nos ensina três princípios importantes da vida cristã de como agradar a Deus: buscar conhecer mais o Senhor a cada dia, colocar em prática os ensinos da Bíblia Sagrada e compartilhar esses ensinos com as pessoas ao nosso redor.

 

Sidney Muniz


 

quinta-feira, 3 de março de 2022

5 Dicas para você ler a Bíblia de maneira piedosa



Ler a Bíblia é um dever de todo cristão que professa fé em Cristo Jesus. É impossível alguém se manter firme na fé, sem ler a Palavra de Deus, uma das características de quem foi alcançado pela graça é o seu prazer em alimenta-se das Sagradas Escrituras e colocá-la em prática no seu cotidiano. Em vista disso, vamos analisar cinco dicas para você ler a Bíblia piedosamente.

1. O que o texto está ensinando sobre o Deus trino

Entender o que o texto ensina sobre o Deus trino. Cada trecho da Bíblia que lemos nos ensinar sobre Deus e seus atributos. Por exemplo, quando você ler sobre as pragas que Deus enviou sobre o Egito. Aprendemos sobre um Deus poderoso que derrotou os deuses egípcios, operou milagres e mostrou sua justiça. Quando lemos sobre Deus tirando água da rocha, dando o Maná para o povo se alimentar, e fazendo com que a roupa do povo não desgastasse por quarenta anos, nos ensina o cuidado Deus por nós.

Quando você ler os textos bíblicos nessa direção, terá um entendimento mais aprofundado sobre Deus e seus atributos.

2. Quais exortações de Deus o texto apresenta

Segundo, ler o texto bíblico e verificar as exortações nelas contidas. Realizando perguntas como: o que esse texto está me ensinando sobre a prática de boas obras? Quais conselhos para uma vida de santidade essa passagem está me estimulando? Será que estou andando conforme os conselhos que o texto está apresentando?

Fazendo isso, você não apenas estará lendo as Escrituras, como procurando também viver na prática os ensinos bíblicos.

3. Quais bênçãos Deus promete 

Terceiro, analisar quais bênçãos Deus promete por atos de obediência. Um dos textos que podemos perceber isso, é no texto de Deuteronômio 28, Deus promete benção e maldição para o povo de Israel. Cada capitulo que você ler na Bíblia, perceba nela quais benção Deus concede por atos de obediência; paciência; misericórdia; socorro aos pobres; as bem-aventuranças bíblicas; zelo no serviço de Deus; fé e confiança em Deus.

Assim, a Bíblia não vai apenas ser um livro como os demais, mas um livro que vai te deixar mais próximo do Criador.

4. Leia a Bíblia com reverência

Quarto, leia a Bíblia com reverência como se Deus estivesse do seu lado falando as palavras do texto em que leu. Assim, as Escrituras Sagradas não serão apenas palavras ao seu coração e mente, mas a palavra do próprio Deus ditas pessoalmente a você! 

O objetivo disso, é leva-lo a prática da piedade e ter mais temor diante da Palavra de Deus.

5. Aplique as verdades da Palavra de Deus

Por último, aplique as verdades da Escritura ao seu coração. Não leia a Bíblia apenas como narrativas históricas, “porque tudo o que foi escrito nas Escrituras foi escrito para o nosso ensino” (Rm 15:4). Lembre-se, “toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o servo de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm 3:16,17).

Ao aplicar a Palavra de Deus ao seu coração tenha esses dois objetivos: confirmar a sua fé e aumentar o seu arrependimento.

Conclusão

Essas, sãos às cinco dicas que farão você ler as Escrituras piedosamente. Lembre-se que a sua vida é curta, faça bom uso do seu tempo porque um dia prestaremos conta diante do Senhor, pois somos mordomos de Deus. Quanto tempo você dedica a leitura da Bíblia? Não deixe que no dia do juízo as suas redes sociais e séries condene você por falta de tempos para ler as Escrituras.

 

Sidney Muniz


 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

5 Orações não respondidas na Bíblia



Você já orou em um determinado momento de sua vida e não recebeu resposta de Deus? Na Bíblia, encontramos o Senhor não respondendo algumas orações, por conta de certas atitudes de seus filhos. Talvez, você tem cometido alguns desses erros e não tem encontrado respostas em suas orações. Portanto, vejamos 5 orações que Deus não responde.

1. Egoísmo

  Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres (Tg 4:3).

A primeira oração que Deus não responde, a egoísta. Tiago ao escrever essa carta para aquela igreja, reprovou completamente o comportamento daqueles irmãos. Entre eles havia contendas, invejas, cobiças e egoísmo. Por esse motivo, Deus não estava respondendo as suas orações. Logo, Deus sempre rejeitará nossas petições se elas forem acompanhadas de egoísmos, principalmente se eles tiverem o objetivo de satisfazer mais com as coisas desse mundo.

2. Falta de arrependimento

Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; e o seu ouvido não está surdo, para não poder ouvir. Mas as iniquidades de vocês fazem separação entre vocês e o seu Deus; e os pecados que vocês cometem o levam a esconder o seu rosto de vocês, para não ouvir os seus pedidos (Is 59:1,2).

Segunda oração que Deus não responde, quando há falta de arrependimento. O pecado faz separação entre o homem e Deus, quando mantemos pecados no coração, Deus não responde nossas orações. Sabemos por meio Bíblia que o ouvido de Deus não está surdo para ouvir os nossos pedidos, porém, a falta de arrependimento e reconhecimento do pecado leva o Senhor a não atender a nossa oração.

3. Dúvida

Se, porém, algum de vocês necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá com generosidade e sem reprovações, e ela lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando, pois, o que dúvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento (Tiago 1:5,6).

Terceira oração que Deus não responde, a com dúvida. Jesus disse que a fé remove montanhas (Mc 11:23), o autor de Hebreus declara que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). A dúvida, por outro lado, é o oposto de tudo isso, ela não leva há uma estabilidade como a fé. Dessa forma, a dúvida no coração leva a falta de fé em Deus na oração.

4. Falta de honra entre os cônjuges

Maridos, vocês, igualmente, vivam comum do lar com discernimento, dando honra à esposa, por ser a parte mais frágil e por ser coerdeira da mesma graça da vida. Agindo assim, as orações de vocês não serão interrompidas (1Pe 3:7).

Quarta oração que Deus não responde. Quando há falta de honra entre os cônjuges. Nessa passagem, Pedro estava chamando atenção aos casais daquela igreja a viverem em união. Se um casal não viver em harmonia no lar, mas se desrespeitando ou um humilhando ao outro, suas orações serão interrompidas. Em resumo, Deus leva o casamento a sério, ele deve ser respeitado e honrado, porque Deus não responde à oração de um casal sem união no lar.

5. Ignorar os conselhos de Deus

Então eles me invocarão, mas eu não responderei; sairão à minha procura, porém não me encontrarão. Porque odiaram o conhecimento e não preferiram o temor do Senhor; não quiseram o meu conselho e desprezaram toda a minha repreensão. Portanto, comerão do fruto da sua conduta e dos seus próprios conselhos se fartarão (Pv 1:28-31).

Quinta oração que Deus não responde, a que ignora os conselhos de Deus. Quando ignoramos os conselhos de Deus, desprezando a Sua sabedoria e temor no coração, o Senhor não responde nossas orações. Deus rejeitou várias orações de Israel na Antiga Aliança por conta do seu desprezo aos conselhos de Deus. Enfim, se desprezarmos a palavra de Deus, nossas petições não serão atendidas.

Conclusão

Portanto, essas são as 5 orações na Bíblia que Deus não responde. Diante disso, é importante refletimos o porquê de Deus não responder nossas orações. Será que não estamos cometendo alguns desses 5 erros? Se não, saiba que Deus no tempo determinado por Ele, responderá suas orações!

 

Sidney Muniz  


 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Andando na Verdade



João ao escrever sua segunda epístola a senhora eleita e ao seus filhos, fica extremamente alegre pelo fato deles estarem andando, na verdade. Como João identificou que eles estavam andando, na verdade? Três pontos são importantes analisarmos sobre como aqueles irmãos colocaram isso em prática.

1. Conhecer a verdade   

O presbítero à senhora eleita e aos seus filhos, a quem eu amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que conhecem a verdade (2Jo 1:1).

É impossível andar na verdade, sem primeiro conhece-la. Jesus em sua oração sacerdotal orou pelos discípulos: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Jesus sabia que se os discípulos não conhecessem a verdade que é o próprio Cristo, eles não andariam, na verdade (Jo 14:6). Dessa forma, conheceremos a verdade (Cristo) somente se nos dedicarmos ao estudo da palavra de Deus. É por meio da Escritura que conhecemos a pessoa do Deus trino.

2. Praticar a verdade  

Fiquei sobremodo alegre em ter encontrado dentre os teus filhos os que andam na verdade, de acordo com o mandamento que recebemos da parte do Pai (2 João 1:4).

O primeiro passo para andar, na verdade, é conhece-la, mas não basta apenas conhecer, é necessário colocá-la em prática. João ficou alegre ao ver aqueles irmãos colocando a palavra de Deus em prática, eles estavam guardando os mandamentos de Deus através do seu amor ao próximo (2 Jo 1:5,6).  Assim, fica claro que Deus não quer apenas que conheçamos a sua palavra, mas que pratiquemos. Jesus disse que se o amarmos de verdade, guardaremos a sua palavra (Jo 14:23).

3. Defender a verdade

Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo (2Jo 1:7).

Após João enfatizar a importância de praticar a verdade, ele faz uma defesa. Aqui, o apóstolo estava combatendo uma heresia da época chamada Gnosticismo que não reconhecia a humanidade de Cristo, ele o chamava anticristo. Aqueles irmãos deveriam se acautelar dessa heresia e não ultrapassar a doutrina de Cristo como esses falsos mestres haviam feito (2 Jo 1:8,9). Portanto, além de praticar a palavra, devemos também defende-la; seja em nosso local de trabalho, casa e escola. Hoje, a verdade das Escrituras está sendo atacada constantemente pelo o pluralismo e relativismo. Como disse Pedro:

“Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência” (1Pe 3:15,16).

Conclusão

Em resumo, podemos afirmar que para um cristão andar, na verdade, primeiramente é importante ele ter conhecimento da palavra de Deus. O cristão que não se interessa em conhecer a Deus, não andará, na verdade. Segundo, colocar os ensinos de Cristo em prática. Não podemos ser ortodoxo como a igreja de Éfeso e perder o primeiro amor. Terceiro, defender a verdade. Não basta apenas dizer ser cristão se você é omisso quando a verdade é atacada.

 

Sidney Muniz 


 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

5 Sinais que Indicam se Sou Salvo



Como você sabe se é verdadeiramente salvo? Talvez você já tenha se deparado com essa pergunta na sua caminhada cristã. Para muitos cristãos, isso é facilmente confirmado, mas para outros, a dúvida permanece. Na primeira epístola de João, ele demonstra 5 sinais de um cristão que é, de fato, salvo.

1. Pratica a justiça

Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele (1Jo 2:29).

O primeiro sinal enfatizado por João é aquele que nasceu de Deus (salvo) “pratica a justiça”. O que seria essa justiça? Praticar a justiça significa uma pessoa que observa as leis divinas. Num sentido mais amplo, é uma pessoa reta, justa, virtuosa e guarda os mandamentos de Deus. Portanto, um cristão alcançado pela graça de Deus, terá o prazer de andar no caminho da justiça, seu coração estará inclinado a guardar os mandamentos do Senhor.

2. Não vive na prática do pecado

Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus (1Jo 3:9).

Segundo sinal, o cristão salvo não “vive na prática do pecado”. João deixa claro que um salvo não é perfeito em sua caminhada cristã (1Jo 1:8-10), ele pode cair em pecados e dos mais horríveis, mas ele não permanecerá no erro. Por exemplo, Davi escondeu seu pecado com Bate Seba por um tempo, porém, ele não permaneceu no erro. Assim, um salvo em Cristo Jesus não sentirá prazer em permanecer no pecado.

3. Ama o próximo

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus (1 João 4:7).

Terceiro sinal, o seu “amor ao próximo”. A epístola de João está cheia de ensinos sobre o amor ao próximo. Ele ensinou à igreja que o verdadeiro amor não se mostra apenas em palavras, mas em obras (1Jo 3:18), o nosso amor a Deus é evidenciado ao amamos o nosso próximo (1Jo 4:20). Logo, é impossível afirmar ser cristão e nutrir ódio no coração pelo próximo.

4. Crê que Jesus é o Cristo

Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido (1Jo 5:1).

Quarto sinal, “crê que Jesus é o Cristo”. Para uma pessoa alcançar a salvação, é necessário crê em Jesus como o seu Salvador, não basta apenas nascer em um lar cristão, ser batizado, frequentar uma igreja ou praticar obras de caridade. Deste modo, é impossível ser um salvo sem ter confessado Jesus como Senhor de sua vida.

5. Vence o mundo com a fé

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé (1Jo 5:4).

Ultimo sinal de um salvo é que ele “vence o mundo com a fé”. Qual seria esse mundo que o cristão vence com a fé? O desejo da carne, dos olhos e a soberba da vida (1Jo 2:16). João escreveu: “Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno” (1Jo 2:14). Aqueles jovens venceram o Maligno não por sua juventude, mas, porque a palavra de Deus permanecia na vida deles, isto é, eles guardavam e praticavam a palavra. E você querido leitor vence o Maligno com a fé e a palavra?

Conclusão

Em suma, a epístola de João ensina esses 5 sinais para sabermos se somos salvos realmente. A vida cristã será sempre caracterizada por uma vida de transformação, essa certeza da salvação é confirmada por um caminhar de arrependimento. Que essas evidências possam trazer certeza ao seu coração quanto a salvação!  

 

Sidney Muniz


 

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Como orar e receber respostas de Deus



Jesus ensinou no Evangelho de Mateus como orar e receber respostas nas orações. Ele disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-áPois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt 7:7,8). Jesus ensinou por meio dessas palavras como orar de forma eficaz e obter respostas de Deus na oração.

Portanto, o objetivo do texto é analisar de forma objetiva o que Jesus queria dizer ao falar: pedir, buscar e bater.

Pedir

A princípio, Jesus ensinou que para receber respostas nas orações, a primeira atitude é pedir. E de que forma um cristão deve pedir a Deus? Ele deve pedir com fé, Jesus disse:

Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Mc 11:23).

Deus responde as nossas orações quando pedimos com fé e não duvidamos em nosso coração. “Porque a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb11:1). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). Portanto, como disse Charles Spurgeon: “sendo assim, tendo recordado essas coisas, a declaração de nosso Senhor não possui outro requisito senão esse, todo aquele que pede, recebe”.[1]

Buscar

Após Jesus dar ênfase sobre pedir, ele demonstra a importância de buscar. Se por um lado pedimos algo e não recebemos resposta, o importante diante disso é persistir em buscar mais a Deus. A Bíblia nos ensina a buscar a Deus de todo o coração:

Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13).

Sobre “buscar” a Deus, o puritano Matthew Henry afirmou: “busquem como se busca uma coisa de valor que perdemos; ou como o mercador que procura por pérolas boas”. [2] Dessa forma, se Deus ainda não respondeu a nossa oração, necessário é buscarmos mais ao Senhor.

Bater

Por último, Jesus ensinou que mesmo pedindo, buscando e não encontrando respostas, a solução é bater na porta. O que Jesus estava se referindo sobre “bater na porta”? John Bunyan explica: “eu te digo: continue a bater, chorar, gemer e prantear; se Ele se não levantar para te dar, porque és seu amigo, ao menos por causa da tua importunação, levantar-se-á para dar-te tudo o que precisares”.[3]

Se o Senhor ainda não respondeu a sua oração, continue perseverando, não pare de bater na porta, mesmo que seja de forma agonizante ou desesperada. Mas a promessa é que todas essas orações serão recompensadas”[4] Enfim, Jesus ensinou nas suas parábolas que devemos perseverarmos sempre na oração para recebermos respostas (Lc 18:1-8; Lc 11:5-8).

Conclusão

Jesus nos ensina que pedirbuscar e bater, são basicamente três estágios da oração. Como disse Bruce: “temos aqui a pessoa que está separada de Deus batendo, o que se desviou de Deus buscando e a criança que está em casa pedindo; todos são igualmente atendidos”.[5] Além disso, essas três expressões nos ensina a disposição amorosa de Deus e o amor paternal de Deus de nos atender nossas orações. Portanto, devemos confiar no amor paternal de Deus, pois Ele é o nosso Pai.

 

Sidney Muniz

 



[1] A certeza da oração atendida – Charles Spurgeon

[2] Comentário Bíblico de Matthew Henry

[3] Heróis da fé – vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo

[4] Comentário Bíblico Beacon

[5] Comentário Bíblico NVI – Antigo e Novo Testamento – F.F. Bruce


 

domingo, 1 de agosto de 2021

Política e Religião não se discutem?



Talvez você já ouviu expressões como essas: “política e religião não se discutem”; “crente não deve entrar na política, pois os que entram, se corrompem”; “igreja não tem nada a ver com política e política com a igreja”.

Antes de tudo, devemos nos perguntar, se essas afirmações concordam com a Bíblia, não devemos firmar nossas crenças em conceitos que não concordam com as Escrituras. Diante disso, esse texto tem a finalidade de provar que essa afirmação não tem respaldo bíblico. Para isso, queremos mostrar “três razões” porque que esse pensamento está errado.

Sagrado vs Secular

A primeira razão, está no fato de a igreja pensar no sagrado e secular. Ou seja, tudo que está na igreja se torna sagrado, enquanto o que estiver fora da igreja não é sagrado, mas carnal. A princípio, esse pensamento surgiu no gnosticismo que considerava a matéria ruim e o espírito bom. O catolicismo aderiu esse pensamento e muitas igrejas protestantes acabaram seguindo o mesmo.[1] Por isso, encontramos as pessoas fazendo esse tipo de afirmação: “política e religião não se discutem”, porque foram influenciadas por essas ideias de sagrado e secular. Mas o que a Bíblia diz sobre isso? “Portanto, se vocês comem, ou bebem ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Tudo deve ser feito para a glória de Deus, inclusive a política. Lutero certa vez disse: “ainda que o seu trabalho seja o de um lavador de pratos ou de um menino que cuida do estábulo, a sua vocação é divinamente indicada, tão sagrada quanto a de qualquer pastor ou oficial da igreja”.[2] Como diz no Breve Catecismo de Westminster:

1. Qual é o fim principal do homem?

O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.[3]

Servos de Deus que eram políticos

A segunda razão, é que muitos servos de Deus foram políticos. Moisés, Samuel, Neemias, Mardoqueu, Davi, Salomão e entre tantos outros, foram autênticos políticos que influenciaram o seu povo a viverem segundo os padrões da verdade de Deus, confrontaram o abuso de poder, lutaram pela paz social e liberdade. O próprio Jesus ensinou sobre os nossos deveres para com o Estado sobre o imposto (Mt 22:15-22); Paulo ensinou a igreja a obedecer às autoridades (Rm 13:1-7) e orar por elas (1Tm 2:1-8). Não há nenhum mal ou erro em um cristão ser político, desde que ele não abandone os seus princípios cristãos. Sobre isso Franklin Ferreira declarou: “o político cristão deve ter a capacidade e coragem para criticar a cultura, questionando suas motivações, mensagens e propostas. Com base em uma crítica da cultura fundamentada na Escritura, os que servem na esfera pública devem trabalhar para criar projetos de lei que estejam de acordo com a cosmovisão cristã – sem, porém, terem de necessariamente ser formulados pelo uso da linguagem da fé, como parece implicar a falta de menção do nome de Deus no livro de Ester – e devem se levantar contra leis e situações que contrariam a fé cristã”.[4]

A Bíblia é irrelevante para a política

Terceiro razão, esse pensamento torna a Bíblia irrelevante no sentido de ela não ensinar sobre política. Não podemos “separar o Estado do senhorio de Jesus Cristo, o Rei dos reis, não equivale apenas à teologia ruim, mas ao politeísmo prático”.[5] Esse pensamento que igreja e religião não tem harmonia, é um pensamento marxista que adentrou na igreja de Cristo. Sobre isso, o teólogo e filósofo R. J. Rushdoony explica:

“No mundo marxista, como evidenciado na União Soviética, a separação de igreja e Estado significa que a igreja deve ser totalmente separada de cada área da vida e pensamento. Não se pode permitir que ela eduque ou influencie a educação, tampouco o Estado. Visto que as crianças são vistas como propriedades do Estado, a igreja não pode influenciá-las ou ensiná-las”.[6]    

Desse modo, vários cristãos foram influenciados por essa categoria de pensamento que é contrário as Escrituras. Os servos de Deus são chamados para serem o sal e luz desse mundo, Jesus deu a ordem a sua igreja de fazer discípulos de todas as nações (Mt 28:29,20), isto é, influenciar esse mundo em todas as áreas, inclusive a política.

Conclusão

Em suma, como disse Charles Spurgeon: “Só os tolos acreditam que política e religião não se discute. Por isso os ladrões permanecem no poder e os falsos profetas continuam a pregar”. Enquanto tivermos esse pensamento que política e religião, não se discute, permaneceremos na ignorância. A Bíblia é um livro que nos orienta em tudo, inclusive sobre a política, ela é a nossa regra de fé e prática. Dizer que religião e política não se mistura, é cair no marxismo que é completamente contrário as Escrituras Sagradas.

 

Sidney Muniz    



[1] Pilares da Fé. A atualidade da mensagem da Reforma – Franklin Ferreira

[2] Contra a idolatria do Estado – Franklin Ferreira

[3] Breve Catescismo de Westmister

[4] Contra a idolatria do Estado – Franklin Ferreira

[5] Cristianismo e Estado – Rousas John Rushdoony

[6] ibidem


 

domingo, 25 de julho de 2021

Como os discípulos entenderam a Grande Comissão



Depois de Cristo morrer na cruz e ressuscitar ao terceiro dia, disse aos seus discípulos:

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28:19,20).

Como os discípulos entenderam a “grande comissão” e como eles colocaram em prática? O objetivo desse texto, é responder essas duas questões de forma simples e resumida.

A ordem de Jesus    

A princípio, Jesus deu uma ordem aos seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. Ele disse isso, após afirmar que toda a autoridade lhe foi dada no céu e na terra (Mt 28:18), ou seja, os discípulos poderiam pregar o Evangelho porque o trabalho evangelístico daria certo.

A ordem de Jesus era “fazei discípulos” e não simplesmente pregar o Evangelho por pregar. Fazer discípulos demanda tempo, não é nada que se faz da noite para o dia, Jesus é maior prova disso, ele demorou a cerca de três anos e meio para treinar os apóstolos. Além disso, essa “grande comissão” tinha como incumbência de batizar e ensinar a guardar os ensinos de Cristo. Portanto, os discípulos deveriam colocar essa ordem em prática.

Como os discípulos entenderam a ordem de Jesus

Como os discípulos entenderam e colocaram essa ordem de Jesus em prática? Primeiro, eles foram obedientes à palavra de Jesus: “ficai em Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24:49). Segundo, eles oraram porque entendiam que para cumprir a grande comissão era necessário ter uma vida de oração (At 1:13,14; 4:27-31). Terceiro, eles pregavam mensagem de salvação e fazia discípulos. Quando Pedro pregou para uma multidão e quase três mil almas se converteram em Atos 2, eram 14 nações que estavam em Jerusalém celebrando a páscoa, essas pessoas precisavam voltar aos seus lares. Entretanto, os apóstolos inciaram o discipulado com aquelas pessoas que se converteram, deram todo o suporte que elas precisavam, a prova disso está que eles vendiam as suas propriedades para ajudar aqueles que necessitavam. A Bíblia nos informa que não havia necessitado entre eles (At 4:34). Os apóstolos entenderam que, “fazei discípulos de todas as nações”, não era simplesmente pregar uma mensagem de salvação, mas suprir também as necessidades físicas das pessoas. Dessa forma, será que nós como igreja estamos entendendo essa ordem de Jesus igual os discípulos?

As igrejas na atualidade

Atualmente, muitas igrejas se desviaram dessa ordem de Jesus. Muitas delas não tem investido no discipulado, a prova disso são membros fracos na fé, pessoas que vivem um cristianismo superficial, cristãos que não sabem defender sua fé diante do ateísmo propagado pelo mundo. A igreja primitiva crescia de forma saudável porque investia no discipulado, os novos convertidos não eram alimentados com mensagens de auto ajuda, teologia da prosperidade e confissão positiva, mas “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At 2.42).

Conclusão

Portando, os discípulos de Jesus entenderam a “Grande de Comissão” no seu sentido amplo. Semelhantemente, devemos entender que o Evangelho não é apenas para contemplar as necessidades espirituais do homem, mas físico e social também. Hoje, muitas igrejas têm deixado de colocar em prática a ordem de Jesus, pelo fato de não investir no discipulado. Se a igreja olhasse mais para o “ide” de Jesus, teríamos um impacto maior em nossa sociedade como: na cultura, política, educação e economia.

 

Sidney Muniz


 

domingo, 18 de julho de 2021

O que podemos aprender com as murmurações de Israel?



Deus pela sua graça e misericórdia tirou o povo de Israel do Egito, onde estavam escravizados pelas mãos de Faraó. Deus fez vários milagres diante de Israel, o povo viu o mar vermelho se abrindo, Deus derrotando os egípcios, uma nuvem guiando-os pela manhã e uma coluna de fogo durante a noite. Entretanto, eles caíram no pecado da murmuração, por causa disso, sofreram muitas consequências. Diante disso, podemos tirar algumas lições para a nossa vida com as murmurações de Israel.   

O que é murmuração?

Primeiramente, é importante definir o que é “murmuração” para compreender melhor as murmurações de Israel. Segundo o dicionário Michaelis, murmuração significa o “ato ou efeito de murmurar, murmúrio, falatório maledicente, calúnia, detração e maldizer”.[1] No sentido bíblico, murmuração denota resmungar, desprazer secreto não declarado abertamente.[2]

As murmurações de Israel

Após definir a palavra murmuração, podemos destacar quatro murmurações de Israel durante a sua peregrinação para à terra prometida. Primeira, pela falta água (Ex 17.1-7). O povo começou a murmurar pela falta de água quando acamparam em Refidim (Ex 17.1). Disseram a Moisés: “Por que você nos tirou do Egito, para nos matar de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Ex 17.3).

Segundo, pelo alimento (Ex 16.1-3; Nm 11.4-6). No deserto, eles murmuraram contra Moisés e começaram a sentir saudades das comidas dos egípcios, como do pepino, peixes, melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos (Nm 11.5). Ainda falaram contra Deus: “Mas agora a nossa alma está seca, e não vemos nada a não ser este maná” (Nm 11.6).

Terceiro, pela terra (Nm 13.25-33). Moisés escolheu doze espias para espiar à terra. Os doze foram e trouxeram o relatório da terra diante do povo, falaram que à terra era boa, manava leite e mel, mas o povo era mais forte que Israel porque eram gigantes e mais fortes. Por causa disso, os filhos de Israel murmuraram: "Porque o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos a espada e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não seria melhor voltarmos para o Egito? (Nm 14.3).

Quarto, pela liderança (Nm 16.1-50). Corá, Datã e Abirão se levantaram com duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel contra a liderança de Moisés e Arão (Nm 16. 2). O argumento dos que incitaram a rebelião era que toda a congregação era santa e Moisés com Arão estavam se exaltando sobre ela.

Portanto, será que a semelhança de Israel não estamos caindo no mesmo pecado de murmuração? Quando reclamarmos do pão de cada dia que Deus coloca em nossa mesa e da liderança da igreja quando ela faz o que é correto?

As consequências das murmurações de Israel

Apesar de Israel murmurar contra Deus de várias forma no deserto, essas murmurações trouxeram consequências para o povo. A primeira consequência, os murmuradores não entraram na terra prometida. Da geração que saiu do Egito, apenas Calebe e Josué entraram na terra prometida (Nm 14.30), os outros morreram no deserto e apenas a geração que nasceu no deserto entraram na terra. A segunda consequência, pragas no meio do povo. Os dez espias que fizeram murmurar toda a congregação de Israel contra Moisés, maldizendo da terra, esses homens morreram de praga diante do Senhor (Nm 14.36,37). Por último, foram derrotados diante de seus inimigos. Moisés conta ao povo tudo o que Deus iria fazer com eles devido a seus pecados, com isso, eles ficam tristes e decidem derrotar seus inimigos para conquistar a terra prometida. Contudo, Moisés os advertem a não enfrentarem os seus inimigos porque Deus não seria com eles, o povo não deu ouvidos a palavra do Senhor sendo derrotados pelos amalaquitas e cananeus (Nm 14.44,45).

Em suma, podemos aprender que a murmuração pode trazer consequências graves a vida cristã. Ela impediu de Israel conquistar suas vitórias diante de seus inimigos, como também de alcançar a terra prometida.

Como vencer as murmurações

Diante disso, podemos nos perguntar: como o cristão vence as murmurações? Podemos vencer de três maneiras. Primeiramente, confiando na soberania de Deus. Toda a murmuração de Israel mostrava a sua falta de confiança em Deus, quando confiamos no Senhor a murmuração não tem espaço para ocupar o nosso coração. Cremos em um Deus bom, criador de todas as coisas, Ele não abandona o seu povo e nem entregou ao acaso, mas que dirige e governa conforme a sua santa vontade.[3] Segundo, grato a Deus. Quando murmuramos contra Deus, estamos mostrando através de nossos atos e palavras que não estamos satisfeitos com a sua providência e nem gratos pelas circunstâncias. Sobre isso, Paulo escreveu: “em tudo deem graças, porque esta é a vontade de Deus para você em Cristo Jesus” (1Ts 5.18). “Um coração grato jamais se dobrará diante das murmurações”. Terceiro, cânticos de louvor a Deus. Paulo escreveu para a igreja de Éfeso: "falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor (Ef 5.19). Paulo demonstra que uma das características de quem está cheio do Espírito Santo, é um coração voltado para o louvar a Deus. A ordem bíblica é: "quem está triste, ore. Quem está alegre, canta (Tg 5.13). O louvor no livra de toda murmuração, como diz certo hino da harpa cristã: “Em vez de murmurares, canta. Um hino de louvor a Deus”.[4]

Dessa maneira, louvando a Deus, grato diante de qualquer circunstância e confiando na sua soberania, jamais cairemos no pecado da murmuração. Por outro lado, se cairmos, Deus perdoará os nossos pecados se confessarmos a Ele (1Jo 1.9).

Conclusão

Portanto, a murmuração prejudicou extremamente a vida espiritual de Israel. As lições diante disso, é que o povo sofreu muitas consequências por causa desse pecado e muitos não alcançaram a terra prometida. Além disso, podemos guardar o nosso coração da murmuração com um coração grato a Deus, confiando na sua providência e louvando ao Senhor. Por último, seguindo a orientação bíblica:

Fazei tudo sem murmurações nem contendas (Fp 2:14).

Nem murmureis, como alguns deles murmuraram sendo destruídos pelo exterminador. Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado (1Co 10:10,11).

 

Sidney Muniz

Notas:



[1] Site michaelis.uol.com.br

[2] Aplicativo My Bible

[3] Confissão Belga

[4] Harpa Cristã – 302


 

terça-feira, 27 de abril de 2021

10 Características da Igreja Primitiva


 

Atualmente, a igreja primitiva continua sendo ainda modelo para as igrejas. Nesse mundo jamais encontraremos uma igreja perfeita, porém, poderemos ter igrejas saudáveis. E para termos uma congregação saudável, é necessário seguir às dez características dessa igreja que se encontra em Atos 2.42-47. Portanto, analisaremos de forma resumida e objetiva essas dez características.

Perseverança na doutrina

A primeira característica da igreja primitiva era a sua perseverança na doutrina. Uma igreja que não zela pela doutrina, abre portas para muitos ensinos estranhos no seu meio e além de deixar os membros vulneráveis aos falsos mestres. Por outro lado, uma igreja comprometida com a Palavra de Deus, combaterá os falsos ensinos e estimulará os membros ao zelo doutrinário. Em suma, precisamos perseverar na doutrina, lutar pela verdade que uma vez nos foi dada.

Comunhão

A segunda característica da igreja primitiva era a sua comunhão. Uma igreja se torna saudável e bíblica quando ela valoriza a comunhão com os seus irmãos na fé. Atualmente, temos uma visão muito errada sobre a comunhão, se tivéssemos um entendimento correto e colocássemos em prática isso, faríamos de tudo para estarmos reunidos com os nossos irmãos, não penas no domingo, mas durante a semana também. Em síntese, a comunhão cristã é uma união, paz e compartilhamento. A vontade de Deus em que vivamos em comunhão com Ele e uns com os outros.

No partir do pão

A terceira característica da igreja primitiva era partir do pão. Os estudiosos da Bíblia na sua maioria interpretam “partir do pão” como a “ceia do Senhor”. A ceia do Senhor é momento de celebração, memorial e meio de graça. Uma igreja bíblica sempre celebrará esse sacramento até a volta de Cristo para buscar o seu povo amado. Assim, os cristãos não podem ficar de fora dessa celebração, devemos dar o mesmo valor que a igreja primitiva dava.

Orações

A quarta característica da igreja primitiva era as suas orações. Jamais uma igreja será avivada sem ter uma vida de oração. Muitas igrejas na contemporaneidade são ortodoxas, mas não são igreja de oração, a prova disso são os cultos de oração que se encontram vazios. Precisamos voltar ao primeiro amor, não basta apenas termos uma doutrina correta como a igreja de Éfeso (Ap 2.1-7), porém, necessitamos acender a chama do fervor espiritual, isso se dar apenas por meio da oração. Desse modo, seremos uma igreja avivada se valorizarmos mais a oração. Palavra e oração devem andar juntas.

Havia temor

A quinta característica da igreja primitiva era o seu temor a Deus. Temor a Deus, não significa ter medo de Deus, mas respeito pelas coisas sagradas. Uma igreja sábia, ama a justiça e odeia a iniquidade (Hb 1.9), o temor a Deus é o princípio da sabedoria (Pv 9.10). Muitos cristãos perderam o temor, as coisas sagradas são tradas de modo leviana, isso pode ser facilmente percebido na forma como eles se comportam no culto, não prestam a devida reverência pelas coisas de Deus. Dessa forma, isso nos chama atenção para a necessidade de levar as coisas sagradas mais a sério.

Sinais e maravilhas

Sexta característica da igreja primitiva era os sinais e maravilhas. Deus continua operando no meio do seu povo, pois Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13.8). Entretanto, não podemos nos esquecer que o maior milagre é o da salvação, esse não se compara com a cura física. Os milagres realizados pelos apóstolos tinha como o objetivo provar o seu ministério apostólico e a autenticidade do Evangelho. Assim, uma congregação centrada nas Escrituras, não colocará as curas físicas a cima do milagre da salvação, mas compreende que os dois são para a glória de Deus.

Compartilhamento

Sétima característica da igreja primitiva era o seu compartilhamento. Aqueles irmãos vendiam suas propriedades e bens para ajudar aos que tinham necessidades. Atualmente, as igrejas vivem em um individualismo muito grande, tem ficado apenas em quatro paredes. Nossas igrejas precisam sair das quatro paredes, enquanto muitos estão preocupados em construir templos, devemos olhar principalmente para o templo físico (pessoas). Portanto, uma igreja bíblica tem o seu olhar atento as necessidades das pessoas a sua volta.

Reuniam-se no templo e nas casas

Oitava característica da igreja primitiva era sua reunião no templo e nas casas. Eles estavam diariamente reunidos no templo e partindo o pão de casa em casa, tomavam as suas refeições com alegria no coração. Hoje, as igrejas abandonaram esse método tão eficaz, as reuniões nos lares. Não podemos apenas nos reunir nos templos, mas os lares é uma ferramenta poderosa para a divulgação do Evangelho, você estará alcançando famílias para o Reino de Deus. Assim, a igreja não pode deixar esse método que é considerado o mais poderoso na evangelização, a igreja primitiva compreendeu isso, precisamos também!

Louvavam a Deus

Nona característica da igreja primitiva era o seu louvor a Deus. O louvor sempre foi uma arma poderosa do povo de Deus, através dele a nação de Israel fez proezas. Se nós como igreja do Senhor compreendêssemos esse poder, não nos reuníamos de forma tão indiferente para adorar a Deus, isso acontece porque carecemos de uma boa teologia sobre o louvor. Dessa forma, a igreja primitiva ainda continua sendo um exemplo para as igrejas contemporâneas, as lideranças precisam ensinar uma boa teologia do louvor para os seus membros.

Deus acrescentava a igreja

Decima característica da igreja primitiva era que Deus acrescentava os membros. Deus estava acrescentando diariamente novos crentes, isso nos mostra que a igreja pertence ao Senhor e Ele é aquele que soberanamente constrói sua igreja. Por outro lado, sabemos que temos nossas responsabilidades, Cristo nos deu a missão de fazermos discípulos de todas as nações (Mt 28. 19,20). Em síntese, a igreja primitiva crescia tanto em quantidade como em qualidade, semelhantemente, as igrejas devem seguir esse exemplo.

Conclusão

Portanto, a igreja primitiva continue sendo modelo de igreja na atualidade. Essas características fizeram essa igreja ser saudável, pura, doutrinária, avivada, cheia do Espírito Santo, uma igreja de oração, solidária, testemunha de Cristo e muito mais. Nós como servos de Deus, devemos colocar essas qualidades dessa congregação em prática para nossa vida cristã, assim estaremos sendo luz para esse mundo que está em trevas.

 

Sidney Muniz