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terça-feira, 9 de março de 2021

Jesus Abriu o Caminho

 




Por Leonardo Pereira



A História de praticamente todos os povos inclui relatos da coragem de desbravadores, pessoas que enfrentaram perigos e obstáculos para abrir caminhos que outros seguiriam nos séculos seguintes. Sejam os homens que enfrentaram os mares, aqueles que abriram caminhos pelas florestas, ou os primeiros a escalarem grandes montanhas, os desbravadores acharam ou criaram caminhos que outros continuam seguindo. Mas nenhum dos nossos trajetos terrestres pode se comparar com a nossa jornada eterna. Jesus disse que é difícil acertar o caminho (Mt 7.13,14). Mas, ele não nos deixou desamparado. Quando ele preparou os apóstolos para sua partida, ele oferece estas palavras de conforto: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Em vários aspectos da nossa vida espiritual, Jesus abriu o caminho e mostrou como devemos andar. Vamos ver alguns exemplos do trabalho deste grande desbravador.

Ele mostrou como amar

O amor é fundamental na nossa jornada para a eternidade. Jesus resumiu a lei divina em dois mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo (Mt 22.36-40). O amor é a decisão de fazer o que é melhor para a pessoa amada, e assim se tornou uma ordem de Deus para nós. Se a pessoa não amar a Deus ou não amar ao próximo, ela peca contra Deus. Se o homem não amar a sua mulher e procurar o bem dela, ele peca contra Deus (Ef 5.25). O ensinamento de Jesus é tão elevado que nos chama a amar os nossos inimigos (Mt 5.43-45). A pessoa que odeia peca contra o Criador do céu e da terra. Observamos nestes exemplos que o amor divino é a base do nosso amor. O apóstolo João explica: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4.19). É interessante que o mesmo capítulo, um dos trechos mais bonitos sobre o amor, não trata o amor como sentimento emocional, mas como dever a ser cumprido (1 Jo 4.11). É por isso que entendemos que o amor é uma escolha e que a falta de amor é pecado.

Ele mostrou como obedecer

A obediência é essencial para chegar à presença de Deus. Quando Jesus estava aqui na terra, ele precisou ser obediente ao Pai para voltar à presença dele. Ele o fez com prazer, valorizando a recompensa de estar novamente junto ao Pai: “...olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). O mesmo livro diz: “Jesus, ... embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.7-9). Aprendemos obedecer porque Jesus foi obediente.

Ele mostrou como servir

Seguindo Jesus, o perfeito Servo do Senhor, devemos nos dedicar ao serviço a Deus e aos outros. Jesus repreendeu a tendência dos discípulos a concorrerem para posições de honra: “Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos. Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.43-45). O verdadeiro discípulo coloca as necessidades dos outros acima das suas próprias (Rm 12.10-18).

Ele mostrou como ser crucificado

Alguns dos seguidores de Jesus foram literalmente crucificados. Mas todos os seguidores precisam ser crucificados com ele no sentido espiritual. Paulo disse: “Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19b-20). Jesus abriu mão da vida aqui na terra para nos salvar. Nós abrimos mão dos prazeres carnais desta vida para lhe agradar, deixando ele viver em nós.

Ele mostrou como ser sepultado e ressuscitado

Após a sua morte, Jesus foi sepultado e, então, ressuscitado para uma nova vida. Paulo disse que nós imitamos este exemplo no batismo. Morremos ao pecado, somos sepultados nas águas do batismo, e ressuscitamos para a nova vida, deixando os pecados para trás (Rm 6.3-7). Observamos a sequência das coisas que Jesus fez e seguimos seu exemplo. Ele passou da morte pelo sepultamento para alcançar a nova vida. Nós passamos da morte pelo batismo para alcançara nova vida. É incrível como muitos distorcem a simplicidade deste ensinamento, até afirmando que a salvação (a nova vida) vem antes do batismo (o sepultamento). Mas, as pessoas que querem chegar à presença do Pai seguem o exemplo de Jesus e são batizadas para a remissão dos pecados (cf. At 2.38; Mc 16.16; At 22.16).

Ele mostrou como ser a plenitude de Deus

Jesus é “o resplendor da glória e a expressão exata” do Pai (Hb 1.3; Jo 14.7-10). Nele, reside toda a plenitude de Deus (Cl 1.19; 2.9). Da mesma maneira que ele reflete a perfeição de Deus, o povo dele (a igreja) é “a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1.22,23). Devemos viver de um modo que os outros possam ver a glória de Deus em nossas vidas.

Ele mostrou como aceitar a perseguição

Quando Jesus orientou os apóstolos sobre os desafios do seu trabalho, ele disse: “O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mt 10.24,25). A perseguição é um fato de vida para o cristão. “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12). Jesus não somente nos conduz num caminho que inclui perseguições, ele nos mostra como reagir: “...Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (1 Pe 2.21-23).

Ele mostrou como vencer

Jesus nos livrou do pecado e da morte, porque ele venceu estes inimigos do homem. Ele enfrentou todas as nossas tentações, mas não cedeu a nenhuma (Hb 4:15). Desta maneira, ele se capacitou para ser o sacrifício perfeito e eficaz (Hb 9.12,14; 10.12,14). A vitória de Jesus é a base da nossa vitória sobre as tentações e obstáculos desta vida. Paulo perguntou sobre os eleitos de Deus: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.... Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.34,37). No mesmo capítulo, ele pergunta: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (8.31). Um outro apóstolo fez outra pergunta parecida: “Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1 Jo 5.5). Se não vencermos, será porque não seguimos o nosso Senhor vencedor!

Ele mostrou como ser ressuscitado

Quando Jesus rompeu os grilhões da morte (At 2.24), ele abriu o caminho para a nossa ressurreição para a vida eterna. O homem não vive mais sujeito ao domínio da morte (Hb 2.14,15). Jesus foi ressuscitado para possibilitar a nossa ressurreição: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem....Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15.20,23).

Ele mostrou como entrar no céu

Os apóstolos ficaram tristes e angustiados com a notícia da partida de Jesus. Mas ele ofereceu conforto, dizendo que iria na frente preparar lugar para eles e para todos que seguem o único caminho que leva ao Pai (Jo 14.1-6). Alguns ainda acreditam que a morte física marca o fim da existência do homem. Outros pregam que o alvo do servo do Senhor é habitar eternamente na terra. Mas Jesus nos preparou uma morada celestial, e nos mostrou como entrar no céu. O livro de Hebreus explica claramente que o discípulo de Cristo deve se esforçar para alcançar a recompensa no céu. Jesus entrou no descanso, penetrando o céu para estar na presença do Pai (4.10,14). Deus disse que nós devemos nos esforçar por entrar no mesmo descanso (4.11). A pessoa que não busca a vida eterna no céu não é discípulo do Senhor. Devemos correr para o refúgio, “a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós” (Hb 6.18-20).

Conclusão

Jesus Cristo é o maior de todos os desbravadores. Outros, por sua coragem e persistência, abriram caminhos aos mares e aos continentes, ou até a lugares fora deste planeta. Mas Jesus abriu o caminho para o céu, nos oferecendo uma habitação segura e eterna na presença do Pai. Vamos aprender dele e segui-lo, “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12.2).


terça-feira, 28 de junho de 2016

As Curas de Hoje em dia

O Que a Bíblia Ensina ?

Muitas das diferentes religiões acreditam que Deus cura as pessoas hoje em dia de uma maneira especial. Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente. Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo. O que a Bíblia ensina? Deus cura, hoje em dia? E se cura, como o faz?
Dois tipos de cura
Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo. Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15). Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3). Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22, etc.). No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações: Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença. Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20). Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades. Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas. Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3). Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais. Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais. Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3). Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem. Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4). A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas. O foco principal das promessas de Deus é espiritual. Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).
Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas. Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras. Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc. Através de Jesus e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros. Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo. Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel. Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma outra maior porção da palavra de Deus. Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.
Deus cura hoje em dia?
Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez. Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito. Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a ele a glória e o agradecimento (Tiago 1:17).
Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos? Alguns responderão sim. Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial. Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã no Brasil, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo. Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais. A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões? Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam. É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.
As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2). Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.
Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia
Tipo. As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias. Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35). Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51). Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20). As curas de agora são diferentes. Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis. Sim! Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos. Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.
Maneira. As curas na Bíblia eram instantâneas. Não havia reação retardada. Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7). As curas miraculosas foram sempre completas. Não havia curas parciais (Atos 3:16). A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples. Não havia fanfarras; não havia nada encenado. Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente. Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?
Freqüência. Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito. Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados. Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar. Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3). Deus nunca falha. Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.
Propósito. Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava. Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20). Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31). Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9). Considere esta ilustração: O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram. Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram. Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres: para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento. Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.
É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro. Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando. De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8). Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias" (2 Pedro 2:3).
Efeito. Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17). Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16). Afinal, como poderiam negá-las? Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder. Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram. Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres. Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial. Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes? Os efeitos são diferentes.
O Que Podemos Concluir?
Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou: o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações. Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles. Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos. Nem devemos esperar que tenha. A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais. Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.
Objeções
Hebreus 13:8. Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia. Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre. Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia. Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma. Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se. Mas não farão assim para sempre. No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento. No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo. Mas sua obra mudou. No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana. Hoje não. O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo. Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens. Passo a passo ele executa seu plano. Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam (1 Coríntios 13:11).

Marcos 16:17-18. Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas. É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem. É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa. Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes. Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida: "E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam." A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.
João 14:12. Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje. Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez. O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo. Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores. Mas como? Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus. Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.
Testemunhos. Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado. Mas há problemas com isso. Deus cura hoje. Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura. Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura. Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte. As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou. Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente. Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor. Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura. Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares. Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo. Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam. Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão. Mas quem realmente experimentou esses fenômenos? Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis? Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?

Conclusão
Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar. Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje. Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais. As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

O amor é mais importante do que a verdade?

Nossa época é voltada para humanismo e tem se espalhado a idéia de que os relacionamentos são mais importantes do que a realidade, que o homem é mais importante do que Deus, e que o amor aos outros é mais importante do que a justiça. A verdade está se tornando um sentimento subjetivo; já não é mais um fato imutável e definido. Por isso, conclui-se que a verdade tem pouca importância; só precisamos amar os outros.
Mas se as palavras de Jesus têm valor, toda esta idéia é completamente falsa. Jesus disse que o primeiro grande mandamento é amar a Deus de todo o coração, alma, força e entendimento (Marcos 12:28-31). Amar aos outros é o segundo mandamento. Há muitos que invertam esta ordem. Se amamos a Deus, temos que amar o que ele diz (João 14:15; 15:14). Jesus perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).
A verdade é da extrema importância em nossa relação com Deus. Temos que conhecer a verdade (João 8:32; 1 Timóteo 2:4); obedecer à verdade (1 Pedro 1:22); adorar em verdade (João 4:24); andar em verdade (2 João 4); armar-nos com a verdade (Efésios 6:14); e amar a verdade (2 Tessalonicenses 2:10). Aqueles que se desviam da verdade estão perdidos (Tiago 5:19); aqueles que não andam segundo a verdade têm que ser repreendidos (Gálatas 2:14); aqueles que mudam a verdade são detestados por Deus (Romanos 1:25); aqueles que não estão na verdade seguem seu pai, o Diabo (João 8:44).
Tornar o amor mais importante do que a verdade é tornar o homem mais importante do que Deus e fazer o segundo mandamento mais importante do que o primeiro. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Hangout hoje à noite !


                                                                                 

Eu saúdo com a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Eu, o convido à participar do Hangout no dia hoje às 21:00 horas com o tema : EBD,DISCIPULADO E EDUCAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL,com a presença do Pr . Natalino Das Neves II ( Comentarista das Lições Bíblicas de Jovens CPAD )
Link para assistir e participar : https://www.youtube.com/watch?v=-nTrB2_heI0
Que Deus os abençoe !
Compartilhe,participe, e cresça na Palavra de Deus .

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O Pai e o Filho São Uma Só Pessoa?

Algumas afirmações das Escrituras, isoladas do contexto maior da Bíblia, são facilmente distorcidas. Por exemplo, Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Então, podemos concluir que Jesus e o Pai são realmente a mesma pessoa? A doutrina conhecida como “unicismo” ensina que Deus Pai e Jesus Cristo, o Filho, são uma só e a mesma pessoa. Às vezes, explicam que o Pai e o Filho são apenas duas manifestações da mesma pessoa.
Certamente, há coisas difíceis de entender nas Escrituras, mas devemos ter cuidado para não deturpar a verdade para a nossa destruição (2 Pedro 3:16). Mesmo se alguém enfrentar alguma dificuldade em explicar o que a Bíblia diz, jamais devemos contradizer a palavra do Senhor. A Bíblia claramente ensina que o Pai e o Filho são duas pessoas distintas. Vamos considerar alguns exemplos deste ensinamento bíblico que nos levam a rejeitar a doutrina unicista.
Jesus veio do Pai e voltou ao Pai (João 16:28). Este comentário de Jesus é um de vários que mostram uma distinção. Ele estava em um lugar (na terra) enquanto o Pai estava em outro (o céu).
Jesus e o Pai dão o testemunho de duas pessoas. Qualquer doutrina humana que nega a palavra do Senhor precisa ser totalmente rejeitada. A doutrina unicista invalida os argumentos de Jesus no evangelho de João e deve ser rejeitada. Considere o que Jesus disse:
“Se eu julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, porém eu e aquele que me enviou. Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e o Pai, que me enviou, também testifica de mim(João 8:16-18).
“Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de mim. . . . O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim (João 5:31-37).
Pessoas ouviram a voz de Jesus sem ouvir a voz do Pai. Outra afirmação de Jesus que é negada pela doutrina unicista é esta sobre o Pai: “Jamais tendes ouvido sua voz, nem visto a sua forma” (João 5:37).
Jesus é Deus (João 1:1; 8:24), e merece a adoração das suas criaturas (Hebreus 1:6; Apocalipse 4:11-14), mas ele é uma pessoa distinta de Deus Pai.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jesus Cristo: Lunático, Mentiroso ou Senhor?

A Evidência da Divindade de Jesus

Enquanto Jesus caminhava pela face da terra há aproximadamente dois milênios, a humanidade se dividia em três grupos com diferentes visões sobre ele. Alguns estavam convencidos de que Jesus era o Filho de Deus e então dirigiam-se a ele como "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28). Outros consideravam as afirmações e ações de Jesus como atos de blasfêmia e ". . . procuravam matá-lo porque . . . dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus" (João 5:18). Porém um terceiro grupo pensava que Jesus era insano e deveria ser ignorado (João 10:20). Muitos chamados "Cristãos" da atualidade tentam adotar uma posição de compromisso e alegam que Jesus foi um homem bom – que foi até um homem perfeíto – porém não era Deus. Considerações cuidadosas das afirmações e ações de Jesus, entretanto, excluem esta conclusão. As únicas possíveis explicações sobre Jesus são as três que foram propostas no primeiro século.

As Possibilidades:

1. Jesus é quem alegou ser, o Filho de Deus, ou
2. Ele era louco e erroneamente se julgava Divino, ou
3. Ele foi o maior mentiroso que já existiu.
Consideremos as possibilidades na luz das ações e afirmações de Jesus.

As Afirmações de Jesus

Jesus não fez nenhuma tentativa de esconder suas afirmações de Divindade. Ele repetidamente afirmou que era o Filho de Deus (João 9:35-38; Mateus 16:16-20; etc). Os judeus da época de Jesus estavam certos de que esta era uma afirmação de igualdade a Deus (João 5:18), que Jesus julgava-se ser Deus. A própria linguagem de Jesus não deixou dúvidas, conforme ele aplicou a descrição "Eu Sou" para si próprio (João 8:24-58; veja Êxodo 3:13-14). Jesus claramente afirmou ser Deus! O que faremos com as afirmações de Jesus? Se elas sáo verdadeiras, então Jesus é Divino. Se elas são falsas, então Jesus intencionalmente mentiu e foi assim um terrível farsante, ou ele era louco e foi iludido por si próprio a acreditar e antecipar o mito de sua própria Divindade. Não podemos considerar suas afirmações e menosprezá-lo como meramente um homem bom ou perfeito. Ou ele é um lúnatico, ou um mentiroso, ou o Senhor de todos!

As Ações de Jesus

As ações de Jesus na terra foram inteiramente consistentes em relação às suas afirmações de Divindade. Ele atuou, sem se justificar, como Deus encarnado! Ele proclamou a habilidade de perdoar os pecados (Mateus 9:2-6). Os judeus sabiam que qualquer mero homem que fizesse tal afirmação era um blasfemador. Jesus também aceitou adoração dos humanos, depois de dizer sem dúvida que adoração pertence somente a Deus (Mateus 4:10; 8:2; 9:18; João 9:38). Nas ações de Jesus ele afirmava ser Deus. Quando a meros homens ou anjos foram oferecidos tal adoração, eles apressavam-se à proibi-la (Atos 10:25-26; Apocalipse 22:8-9). O que faremos com as ações de Jesus? Se ele foi um mero homem, certamente os judeus estavam certos em acusá-lo de blasfemar, por ter se apresentado como Deus. Não podemos atribuir suas ações a um simples homem e considerá-lo bom e perfeito. Jesus foi o Senhor, que afirmou ser, ou ele foi um mentiroso, ou um lunático.

Os Sinais de Jesus

Agora vamos para um verdadeiro teste das afirmações da Divindade de Jesus. Se ele realmente é Deus, criador e sustentador do universo, então sería razoável esperar que suas palavras fossem confirmadas com inegáveis demonstrações de poderes sobrenaturais. Os sinais, ou milagres, de Jesus preenchem um importante papel neste sentido. Os relatos do evangelho são cheios de detalhes de vários milagres os quais Jesus realizou. Estes milagres são claras e inegáveis demonstrações de poder. Jesus curou pessoas de evidentes enfermidades, ressuscitou os mortos, acalmou os mares, etc. Até seus adversários não negaram a veracidade de seus milagres. Eles contestavam a fonte de seu poder (Mateus 12:22-28) e as autoritárias afirmações de que se podia perdoar pecados (Mateus 9:1-8). Eles criticaram porque Jesus curou nos sábados (João 9:13-16). Mas, não negavam a autenticidade de seus milagres! Jesus não é lunático, nem mentiroso e sim o que ele mesmo afirmava ser, Deus.

A Ressurreição de Jesus

O túmulo de Jesus foi encontrado vazio três dias após sua morte. Desde a época da morte de Jesus, existem duas explicações do sepulcro vazio. Uma é a explicação bíblica sobre qual a fé dos cristãos está  baseada em que Jesus ressuscitou dos mortos (1 Coríntios 15:3-4,14). A outra é aquela que foi tramada pelos mesmos homems que organizaram desonestamente a traição, julgamento e crucificação de Jesus. Os líderes religiosos subornaram os soldados para que disseram que o corpo de Jesus tinha sido roubado (Mateus 28:11-15). Note três falhas fatais desta explicação: 1. Foi comprovado que os sacerdotes mentiram.
2. O corpo nunca foi encontrado.
3. Os "ladrões de covas" (apostolos) citados sofreram e morreram porque disseram que Jesus realmente ressuscitou. Homens morrem pelo que acreditam. É um absurdo afimar que uma dúzia de homens estariam querendo morrer por uma mentira tão conhecida! A ressurreição apresenta-se como a máxima evidência da Divindade de Jesus.

Qual é a importância Disto?

Esses pequenos exemplos acima (as afirmações, as ações, os sinais, e a ressurreição de Jesus) servem meramente para apresentar a abundante evidência da Divindade de Jesus Cristo. Numa época em que a dúvida e a descrença estão em alta, toda pessoa que deseja seguir Jesus precisa cuidadosamente considerar o caso para com a Divindade de Cristo. Jesus mesmo declarou o significado deste tema quando ele disse: "Se não crerdes que Eu Sou, morrereis nos vossos pecados" (João 8:24). Você pode dizer, como o "duvidoso" Tomé disse, que Jesus Cristo é "meu Senhor e meu Deus" (João 20:28-31)? Sua resposta para esta questão é de eterno significado. Considere isto cuidadosamente.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A Justificação Vem pela Fé


O erro de Pedro (2:11-21). Quando o apóstolo Pedro (Cefas, veja João 1:41-42) visitou Antioquia, Paulo viu que ele não praticava a mesma coisa que pregava (2:11-14). Até o fiel Barnabé (veja Atos 11:22-24) começou a praticar erro devido ao mau exemplo de Pedro (2:13). Se esses homens erraram, pessoas honestas podem errar em questões de fé hoje em dia.
Pedro errou porque temia “os da circuncisão”. O foco dele estava em homens e não em Deus. Deus revelou o evangelho e nos julgará por ele (João 12:47-49). Muitas pessoas praticam erro porque querem agradar seus cônjuges, pais, amigos ou pastores ao invés de focalizar Deus e sua palavra (1:10; veja Mateus 10:28).
Os judeus procuraram ser justificados por Deus devido às suas obras da lei (o Velho Testamento). Mas o evangelho de Cristo revela que homens não são justificados por obras da lei, e sim pela fé em Cristo Jesus (2:16). Enquanto Pedro tinha sido justificado pela fé em Cristo, ele voltou à prática da lei como se a sua justificação pela fé não fosse suficiente. Muitos hoje que alegam ter fé em Cristo caem no mesmo erro de Pedro: guardando o sábado, pagando o dízimo, procurando intercessão de sacerdotes e praticando outras obras baseadas na justiça da lei. Mas voltando à lei nega a graça de Cristo, e invalida a morte dele (2:21).
Obras da lei podem justificar uma pessoa somente se ela guardar perfeitamente toda a lei (veja Tiago 2:10). Cristo morreu porque todos são pecadores —tanto judeus como gentios. Todos têm desobedecido a lei de Deus (2:17; veja Romanos 3:23). Aquele que foi justificado pela fé em Cristo tem morrido para a lei, “a fim de viver para Deus” (2:19). Morrer relativamente à lei não quer dizer viver sem lei (veja 1 Coríntios 9:19-21). Antes, quer dizer fazer as obras de Deus (Efésios 2:10) como pessoa justificada, não como pessoa que procura se justificar pelas suas próprias obras. Viver pela fé exige uma vida de sacrifícios diários, para que possamos nos entregar àquele que nos justificou (2:19-20; veja Romanos 12:1-2).
Obras da lei ou pregação da fé? (3:1-5). Os gálatas haviam sido justificados pela fé em Cristo Jesus sem saber nada sobre a lei de Moisés. Seria tolice para eles voltarem a uma lei que não justifica, uma vez que já foram justificados em Cristo (3:1).
Os gálatas haviam recebido o Espírito Santo como a confirmação do evangelho (3:2; veja Marcos 16:15-20; 2 Coríntios 12:12; Hebreus 2:4). Se Deus lhes tinha confir-mado o evangelho pelo Espírito, como é que eles procuraram o aperfeiçoamento através de leis que pertencem à carne: circuncisão, restrições sobre alimentos, etc. (3:3-5)?
Muitos, hoje em dia, ainda procuram a perfeição por meios carnais, impondo regras baseadas no Velho Testamento. Mas, a justificação vem somente pela fé em Cristo e obediência ao evangelho dele (veja Colossenses 2:20-23; 2 João 9).

terça-feira, 14 de junho de 2016

O Sofrimento



                                                                          

O Drama Humano.
Se tem uma coisa que coloca um Cristão em dilema é o sofrimento.
É um momento onde tudo parece que é o fim do túnel,fim da linha,inicio da dor.É um momento em que você não tem prazer,e de fato,não temos mesmo.
Mas o Senhor Jesus mencionou a vida com sofrimento (Jo 16.33).
Ele não enganou ninguém.Ele é Fiel ( 2 Tm 2.13 ).
Mas a sua Palavra nos diz para lançarmos sobre Eele as nossas ansiedades ( 1 Pd 5.7 ). Não é fácil,mas não é impossível. Não é tão cedo,mas jamais será tarde o momento certo,e a hora certa D´ele ( Sl 139 ). Não é um assunto fácil de lidar,eu sei,mas sabendo que ELE é o que está no Centro de Todas as Coisas
( Ec 11.5 ) .

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Deus predestinou a salvação do homem?


Deus predeterminou, antes mesmo da criação do mundo, que haveria de enviar Cristo como um sacrifício pelo pecado. Ele preordenou que salvaria todos que entrassem e permanecessem em Cristo. Deus até mesmo predispôs as condições exatas que seriam necessárias par ser unido com seu Filho e experimentar esta salvação. Deus tem o direito de escolher salvar quem ele quer; e predeterminou salvar aqueles que o amam, aqueles que obedecem fiel-mente ao evangelho de Cristo. Textos tais como Efésios 1:3-14 e Romanos 8:28-30 deverão ser estudados cuidadosamente.
Deus não predestinou quais pessoas escolheriam cumprir a estas condições de salvação. Cada pessoa determina esta parte. O sangue de Cristo é adequado para salvar a todos (Hebreus 2:9; 1 João 2:2) e o apelo do evangelho é dirigido a todos (Mateus 28:19; Marcos 16:15). Deus quer que todos sejam salvos (1 Timóteo 2:3-4; 2 Pedro 3:9) e providenciou os meios necessários para a salvação de todo aquele que estiver pronto a submeter-se a ele em fé. O evangelho revela que tipo de pessoa Deus predeterminou salvar e agora cada pessoa tem que escolher se o obedecerá.
A idéia de uma predestinação arbitrária de indivíduos para a salvação ou condenação é totalmente contrária aos princípios básicos das Escrituras. A Bíblia ensina claramente que Deus não mostra favoritismo (Atos 10:34-35; Romanos 2:11) e que o julgamento será baseado em nossos atos, e não em algum tipo de pré-escolha individual por Deus (Romanos 2:6; 2 Coríntios 5:10).
Assim, a predestinação é a predeterminação de Deus a enviar Cristo e salvar aqueles que estão nele. Deus escolheu o povo que ele salvaria; nós temos agora a livre escolha para nos juntar com esse povo e tornarmo-nos uma pessoa do tipo que Deus predestinou salvar. Todo homem foi convidado a se tornar um dos escolhidos.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Um Milagre com uma Mensagem

O milagre registrado em Marcos 2:1-12 ensina muito sobre Jesus e sua obra. Um paralítico foi levado para a casa cheia onde Jesus estava pregando. Seus amigos desceram-no através de um buraco no teto. O homem estava procurando cura para sua enfermidade física, mas Jesus ofereceu algo maior quando disse: "Filho, os teus pecados estão perdoados" (2:5). Esta simples afirmação causou a maior controvérsia, e deu a Jesus a oportunidade para ensinar algumas verdades importantes. Leia Marcos 2:1-12, e então considere estas conclusões:

1. Os judeus concluíram, com razão, que somente Deus poderia perdoar pecados (2:7). Nenhum humano tem o direito de absolver outro da culpa.

2. Jesus ligava seus milagres físicos a seu poder maior de curar espiritualmente. Ele não veio ao mundo para dar saúde e riqueza a todos os homens, mas para nos oferecer a salvação do pecado e a vida eterna. Curas físicas, que podiam ser vistas, provavam seu poder de curar o espírito, que não podia ser visto (2:10-12).

3. Jesus, por suas palavras e seus atos, proclamava ser Deus. Quando Jesus perdoava pecados, ele estava proclamando ser divino. Ele também proclamava sua existência eterna, o atributo que define a divindade (João 8:24, 58). Muitas vezes aceitou a adoração, que ele claramente compreendia que só Deus poderia aceitar (Mateus 4:10; 8:2; 9:18; João 9:38; Apocalipse 5:5-14).

Este mesmo Jesus ainda é divino. Ele ainda tem poder para perdoar pecados e para nos curar de nossas doenças espirituais. E este mesmo Jesus ainda merece nossa adoração.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Como é que “o amor cobre multidão de pecados”?

                                                                              

No meio de várias instruções práticas, Pedro disse: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4:8).
Como é que o amor cobre os pecados? Outros textos esclarecem o sentido.
Na ausência do amor, pessoas de mentes carnais podem alimentar pensamentos errados e criar conflitos desnecessários. O amor, porém, não age de uma maneira que provoca os outros a pecarem. “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Paulo condenou como obras da carne os pecados de “discórdias, dissensões e facções” (Gálatas 5:20).
O sentido em que o amor cobre os pecados vai além da prevenção do pecado. A palavra “cobrir”, em outros versículos, claramente envolve o perdão. Davi disse: “Bem-aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade, e em cujo espírito não há dolo” (Salmo 32:1-2).
Quando alguém nos ofende e, depois, se mostra arrependido, devemos perdoar (veja o ensinamento de Jesus sobre o perdão em Mateus 18:21-35).
Mesmo quando nós não somos pessoalmente prejudicados pelo pecado do outro, ainda devemos amar de uma maneira que ajuda aquela pessoa alcançar o perdão dos seus pecados. Tiago explicou bem o nosso papel em ajudar o irmão que cai no pecado: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tiago 5:19-20).
Jesus amou os pecadores tanto que ele ofereceu a solução para o pecado. Ele morreu na cruz e convidou todos a receberem o benefício daquele sacrifício por meio da fé obediente (Marcos 16:16; cf. Atos 2:38). Nós não podemos e não precisamos morrer como sacrifícios pelos pecados dos outros, mas ainda temos um papel na salvação dos pecadores – a pregação do evangelho que leva à salvação (Romanos 1:15-16; 2 Timóteo 2:2).
Tiago falou de converter o irmão que volta ao pecado. Pedro falou para Simão que ele precisava se arrepender e rogar ao Senhor, pedindo perdão (Atos 8:20-23). Paulo disse que devemos corrigir o irmão que tropeça, agindo com humildade para salvá-lo (Gálatas 6:1). Judas falou da compaixão que age com urgência, para arrebatar do fogo os contaminados (Judas 22-23).
O amor ajuda o pecador a receber o perdão de Deus, e assim cobre multidão de pecados.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Não Sigam Outro Evangelho - Perspectiva atual do Cristianismo





 Não sigam outro evangelho (Gl.1:1-9). Paulo começa a sua carta às igrejas da Galácia abordando a questão de autoridade. Sua própria autoridade como apóstolo veio diretamente de Jesus (1:1). A autoridade de Jesus era a autoridade de Deus, que foi provada na ressurreição (1:1; veja Mateus 28:18 e Atos 17:30-31). O evangelho que Paulo pregou falou sobre a graça de Cristo, que se entregou pelos nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (1:4).
Contudo, alguns perturbavam os gálatas, pregando “outro evangelho” (1:6). De fato, não existe outro evangelho, mas estes estavam pervertendo “o evangelho de Cristo” (1:7). Perverter o evangelho quer dizer acrescentar (ou diminuir) sem a autoridade de Cristo. Paulo disse que qualquer pessoa que “vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” — mesmo se for um apóstolo ou um anjo do céu (1:8-9)! “Anátema” quer dizer “separado para ser destruído”. Qualquer pessoa que não ensina o evangelho que Cristo entregou não tem a autoridade de Cristo e será destruída (veja 2 João 9).
A fonte do evangelho (1:10-24). Paulo afirmou enfaticamente que o evangelho que ele ensinava não veio do homem. Primeiro, se viesse dos homens, seria mais agradável a eles. Mas, Paulo está sendo perseguido por seu evangelho, até pelos próprios gálatas! (Veja 4:16 e 5:11). Está sendo perseguido porque ele procura agradar a Cristo, não ao homem (1:10; veja Mateus 6:24).
Quando Paulo recebeu o evangelho de Cristo (1:11-12), ele não foi para Jerusalém para ser instruído pelos outros apóstolos. Antes, ele foi diretamente para Arábia e Damasco, pregando o evangelho que tinha recebido (1:15-17; veja Atos 9:1-22). Três anos passaram antes de Paulo encontrar os apóstolos em Jerusalém (1:18). Os irmãos na Judéia não o conheciam, mas apenas ouviram que ele estava pregando a mesma fé que anteriormente tentava destruir (1:22-23). O ponto dele é este: sem conhecer os outros, como ele poderia ter recebido o evangelho deles?

Paulo perante os falsos mestres (2:1-10). Quando Paulo voltou a Jerusalém 14 anos mais tarde, ele comunicou aos líderes da igreja o evangelho que ele havia pregado entre os gentios (2:1-2). Ele viajava com um gentio chamado Tito. Alguns “falsos irmãos” tentaram convencê-lo a ser circuncidado. Mas Paulo não se submeteu a eles por “nem uma hora” quando queriam avançar seu acréscimo (e perversão) do evangelho, “para que a verdade do evangelho permanecesse” (2:3-5).
Quando Tiago, Cefas e João viram que Deus estava trabalhando em Paulo como também trabalhava em Pedro, eles lhe ofereceram “a destra de comunhão”, aceitando-o porque Deus o havia aceitado (2:6-9). Eles reconheceram que a sua glória era de Cristo, e eles não pediram que ele mudasse algum ensinamento. Pediram apenas que ele lembrasse dos pobres, como já o fazia (2:10).

sábado, 9 de abril de 2016

O Cristão na Pós - Modernidade



´´Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada``
(Francis Schaeffer)

Nossa geração enfrenta uma crise que tem afetado toda a vida, seja nas áreas da psicologia, antropologia, sociologia, filosofia ou teologia, questões que no passado eram definidas, retornam nesta era como grandes desafios para sociedade. As questões que envolvem a homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade entre outras, voltaram para um estado de indefinição. No entanto, é bom ressaltar que estas questões perturbam não apenas a da igreja, mas toda a sociedade.

Este estado de indefinição não é uma questão que afeta apenas a igreja, mas toda a sociedade, porém vivemos um momento em que de um lado está a sociedade que acredita que suas dúvidas são legítimas e para as quais não existem resposta. A sociedade não quer resposta, quer apenas permanecer neste estado de intermitente desafiando toda sorte de absolutos com perguntas para as quais nem ela mesmo não possui respostas. Já do outro lado está a igreja, que acredita possuir todas as respostas e sem nenhuma piedade, humanismo, conhecimento de causa e sabedoria bíblica, se diz pronta para responder qualquer pergunta, inclusive aquelas que ninguém fez. Com isto não quero insinuar que a Bíblia não possua as respostas para o drama humano, mas sim, que a igreja abandonou a Bíblia e tenta responder à sociedade com sofismas.

A era pós-moderna conduziu-nos, sociedade e igreja a um estado de indefinição quanto à questões elementares da vida. A crise de valores não é um problema exclusivo da religião, em especial do cristianismo, é uma crise da humanidade. Esta indefinição ideológica é com certeza uma das marcas do pós-modernismo. E o que é a pós-modernidade? A pós-modernidade é determinada pelo fim da verdade absoluta, nem a filosofia e religião, nem mesmo a ciência podem ser consideradas fontes de verdade absoluta. O pós-modernismo rejeita toda forma de verdade absoluta, criando um mundo relativo, onde a verdade é individual, sendo que o que é verdade para um, pode não ser para outro, e vice-e-versa.

O filósofo francês Gilles Lipovetsky prefere usar o termo "hipermodernidade", e alega que alguns dos efeitos da mesma na sociedade são individualismo, consumismo, problemas éticos e o hedonismo.

Os efeitos da pós-modernidade também podem ser sentidos na igreja. E aqui não estamos falando de igrejas liberais e espiritualmente adormecidas, mesmo nos redutos conservadores seus efeitos podem ser sentidos. É importante ressaltar também que o pensamento pós-moderno não está institucionalizado, como se fosse apenas uma norma de conduta das instituições governamentais e privadas, mas é acima de tudo o pensamento do indivíduo, que em busca de liberdade, faz a opção por privatizar a verdade para usá-la conforme lhe for mais conveniente.

Um dos efeitos mais catastróficos da pós-modernidade na igreja está relacionado com a autoridade das Escrituras Sagradas. Nos movimentos neo-pentecostais, e em boa parte dos pentecostais, a autoridade do líder tem a mesma ou até mais autoridade que a Bíblia. Evidentemente que é tudo muito subjetivo, eles não dizem que é assim, mas ao serem questionados sobre certas doutrinas e ensinamentos, dizem, por exemplo, que se trata de uma revelação espiritual. Associado ao problema na negativa da autoridade da Bíblia, acham-se no direito de interpretarem as Escrituras Sagradas segundo os seus padrões, esquecendo que a Escritura interpreta-se a si mesma. E com isto re-interpretam posições teológicas e e assumem um behaviorismo, segundo os seus critérios. É por isso que hoje quando um pastor divorciado é questionado sobre o divórcio, ele terá sua própria interpretação que justifica a sua situação. E assim se repete com todos os outros casos, tais como homossexualidade, aborto, eutanásia, racismo, pobreza, religiosidade e outros. Quando confrontados com a palavra, sempre apresentarão suas razões recheadas de erros teológicos e de uma espiritualidade vazia. Sobre a qual o apostolo Paulo disse a Timóteo: "Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade [...]" (2 Tm 2:4).
Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essas mudanças ocorridas de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade”.

O nosso objetivo, neste artigo, é entender este momento histórico-social. Não temos aqui a pretensão de penetrar nas raias da especulação sociológica e filosófica, mas sim mostrar suas implicações de mudanças que permeiam o mundo e conseqüentemente a Igreja de Cristo.

Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”, nos diz que:

    Cada geração defronta com este problema de aprender como falar ao seu tempo de maneira comunicativa. É problema que não pode resolver sem uma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração.

Devemos compreender o que ensina a Pós-Modernidade para poder combater aquilo que é excêntrico às Escrituras e ao mesmo tempo comunicar a Palavra de Deus de forma eficiente para essa geração. Como bem disse Stanley Grenz (1997, p.28), nós não fomos chamados para ministrar a uma época remota, mas para os dias de hoje, cujo contexto acha-se sob a influência da Pós-Modernidade.

Fontes: http://www.ib7.org/_novo/artigos/lideranca/a-igreja-crista-e-os-desafios-da-pos-modernidade
http://www.cbn.org.br/artigos-e-devocionais/103-o-desafio-da-pos-modernidade.html
Francis Schaeffer (1997, p. 5), em seu livro “A Morte da Razão”.

quarta-feira, 30 de março de 2016

10 Principais erros de uma pregação Neopentecostal



Antes de qualquer coisa gostaria de afirmar que acredito que boa parte dos pastores neopentecostais  amam a Cristo e desejam de servi-lo com integridade, honestidade e compromisso. Entretanto, em virtude do desconhecimento das Escrituras, além é claro de não terem sido qualificados para a pregação, cometem erros que muitas das vezes contribui com a maculação da mensagem. Nessa perspectiva não são poucas as ocasiões em que os pregadores neopentecostais erram feio passando aos seus ouvintes percepções equivocadas das Escrituras Sagradas.

Isto posto, gostaria de elencar aquilo que considero os 10 principais erros de uma pregação neopentecostal:
 
1-) Alegorização das Escrituras

Uma das principais características do pregador neopentecostal é o uso de alegorias em seus sermões. É comum por exemplo observamos muitos dos pastores neopentecostais dizendo aquilo que as Escrituras não ensinam. Outro dia eu ouvi um "Apóstolo" ensinando que os Jebuseus, heteus e amorreus (Dt 7:01; 20:17; Js 3:10) simbolizam, o diabo, a carne e o mundo. Para o pregador em questão toda vez que a bíblia faz menção aos amorreus, (Marcos 2: 3-12) significa que Deus deseja a morte do "eu". Noutra ocasião soube de um pregador que ensinou que os amigos do paralítico curado por Jesus simbolizavam, amor, compaixão, misericórdia e companheirismo. 
Caro leitor,  por favor pare e pense: não é isso que a Bíblia ensina não é verdade? O pregador poderia até dizer que os amigos do paralítico agiram com amor, compaixão, misericórdia, companheirismo e muito mais. Todavia, afirmar que os quatro representavam isso é demais da conta, não é mesmo? Quanto aos amorreus é uma forçação de barra  descomunal. Dizer que estes simbolizavam a morte do "eu" é demonstrar nenhum conhecimento de hermenêutica e exegese.

Alegorizar as Escrituras é um método de interpretação muito perigoso. O reformador alemão Martinho Lutero foi um grande defensor do método literal, em contraposição ao método alegórico que predominou na idade média.  Lutero dizia:  "As escrituras devem ser mantidas em seu significado mais simples possível e entendidas em seu sentido gramatical e literal, a menos que o contexto claramente o impeça”. João Calvino como Lutero, também rejeitava a interpretação alegórica das Escrituras. O reformador francês ressaltava o método histórico e gramatical, a natureza cristológica, o ministério esclarecedor do Espírito Santo e o correto tratamento das tipologias no Antigo Testamento

2-) Ausência de uma hermenêutica Bíblica

Um dos maiores problemas dos pastores neopentecostais  é a falta do conhecimento das regras da Hermenêutica Bíblica para a pregação da Palavra. Em virtude disso  é extremamente comum ouvirmos absurdos, que, muitas vezes, acabam causando enormes contradições doutrinárias e até mesmo as famosas “heresias de púlpito”. 
A expressão Hermenêutica provém da palavra grega “hermeneutike” que, por sua vez, se deriva do verbo "hermeneuo", significando: a arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. Segundo a história Platão, foi o primeiro a utilizar essa palavra. A hermenêutica forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata especificamente da interpretação das Escrituras.
 

À luz desta afirmação gostaria de levá-lo a refletir comigo sobre os princípios hermenêuticos usados por Calvino:

1º - Calvino Renunciou a alegorias  entendendo serem elas armas de deturpação do sentido das Escrituras. 

2º   Calvino costumava enfatizar o sentido literal do texto.

3º   Ele acreditava que o ministro deveria ser inteiramente dependente da operação do Espírito Santo para a correta interpretação da Bíblia.

4º   Ele valorizava o estudo das línguas originais para melhor compreensão do ensino sagrado.

5º   Ele cria numa tipologia equilibrada, evitando impor a textos vetero-testamentários simbolismos que eles não suportam.

6.   E por fim ele acreditava que a melhor forma de se interpretar a Bíblia é a própria Bíblia.

3-) Exagero nas expressões coloquiais e chavões eclesiásticos

Uma das práticas pentecostais mais comuns é uso de chavões. Confesso que ouvir alguns dos nossos pastores pregando é um verdadeiro desafio. Se não bastasse o constante atentado ao vernáculo, suas mensagens estão repletas de expressões e chavões. É comum em meio às pregações ouvirmos: “Este varão é canela de fogo. Aquela irmãzinha que caiu no rétété. Deus desenrolou o mistério pro vaso? Eita manto, né? Não dá mole não que o chicote queima irmão! Ah! graças a Deus que eu conquistei a minha rebeca! Sim, porque jovem solteiro é treva, irmão! Tá amarrado! A abençoada é uma jovem crente! Consegui fugir dessa Jezabel que era laço! Julgo desigual não vale! É benção. Misericórdia! Oh glória! Somos cabeça, não cauda. Determine a benção! Quando eu era do mundo... Queima! Geração apostólica. Amém ou não amém? E diga  para a pessoa que está ao seu lado. Repita comigo!

 Pois é, em pregações deste tipo se gasta muito mais tempo usando os jargões evangélicos do que se proclamando a Palavra de Deus. Na verdade, boa parte dos pastores demonstram ao longo da aplicação da mensagem um completo despreparo teológico, optando assim escancaradamente pelo uso invariável de chavões.

Isto posto, é impossível não nos lembrarmos de homens como o Dr. Martin Lloyd-Jones. Nos cultos que pregava, centenas de pessoas eram atraídas pela pregação expositiva da Palavra de Deus. O doutor, como era chamado, levava muitos meses, até mesmo anos, a expor um capítulo da Bíblia, versículo por versículo. Os seus sermões muitas vezes duravam entre cinquenta minutos e uma hora, atraindo muitos estudantes das universidades e escolas em Londres que encantados ficavam com a pregação do evangelho.

Vale a pena lembrarmos daquilo que o reformador francês João Calvino costumava dizer quanto a Palavra de Deus. “A Escritura é a fonte de toda a sabedoria, e os pastores devem extrair dela tudo aquilo que expõem diante do rebanho” Calvino afirmava que através da exposição da Palavra de Deus, as pessoas são conduzidas a liberdade e a segurança da fé salvadora, dizia também que a verdadeira pregação, tem por objetivo abrir a porta do reino ao ouvinte, isto é, em outras palavras o que ele está a nos dizer, é que as Escrituras Sagradas, devem ser o principal instrumento na condução, consolidação e pastoreamento do povo de Deus.

4-) O uso e a miscigenação de textos bíblicos com textos bíblicos fora de contexto

Essa é uma prática muito comum entre os pregadores neopentecostais. Para fundamentar sua teologia os pastores em questão misturam textos variados usando-os fora de contexto para justificar seus ensinos equivocados. Nessa perspectiva por exemplo é comum o pregador neopentecostal ao ensinar sobre sobre um determinado assunto usar versos isolados das Escrituras, misturando-os segundo seu próprio entendimento, criando assim distorções doutrinárias das mais sérias. O interessante é que dificilmente você encontrará um pregador neopentecostal pregando as Escrituras de forma expositiva, até porque, se pregasse expositivamente ele não teria como sustentar seus ensinamentos.

5-) A forte ênfase na satisfação das necessidades humanas

Uma das principais ênfases da pregação neopentecostal é a satisfação das necessidades humanas. O púlpito neopentecostal não fala do pecado, das consequências dele, da salvação pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, bem como das doutrinas fundamentais a fé cristã. Antes pelo contrário, no púlpito neopentecostal não há espaço para as doutrinas da graça, mesmo porque o foco principal do pastor neopentecostal é satisfazer o cliente.  
Caro leitor, se fizermos uma análise dos cultos neopentecostais chegaremos a conclusão que boa parte do tempo da reunião é focado exclusivamente no homem e em suas necessidades. 
6-) Foco constante em autoajuda e no bem estar humano 

Os púlpitos neopentecostais  estão repletos de pregadores que abandonaram a exposição das Escrituras em detrimento a técnicas de autoajuda. Nessa perspectiva é comum encontrarmos nas homilias neopentecostais ênfases quase que exclusivas na satisfação humana, para tanto, tornou-se comum por parte dos pastores neopentecostais o uso de técnicas de psicologia e psicanálise em suas homilias. Pois é, a impressão que tenho é que alguns pregadores em nome da "satisfação humana" abdicaram da mensagem da Cruz tornando-se   mestres de autoajuda, afagadores do ego. 

7-) Ausência das principais doutrinas cristãs como salvação pela graça, perdão de pecados e vida eterna
O pregador neopentecostal não prega sobre as principais doutrinas do Cristianismo. No púlpito neopentecostal não encontramos qualquer tipo de menção a doutrinas como Salvação pela graça, Imputação de pecados, volta de Cristo, destino eterno dos homens, juízo final e muito mais.

8-) Foco em riquezas e prosperidade
 

O pregador neopentecostal não tem outro tipo de pregação a não ser aquela que foque em  prosperidade, riqueza material e sucesso. No púlpito neopentecostal tudo está relacionado ao aqui e agora, e  o foco da mensagem é a satisfação humana. Para o pregador neopentecostal o que mais importa é a bênção de Deus sobre todos aqueles que invocarem poderoso nome do Senhor.

9-) Ausência do Evangelho

No púlpito neopentecostal prega-se tudo menos o evangelho. Nessa perspectiva dificilmente encontramos o pregador pregando sobre pecado, arrependimento, fé e necessidade de salvação. A mensagem do Evangelho para o pregador neopentecostal relaciona-se diretamente as bênçãos de Deus e nunca a necessidade de arrepender-se de salvação e vida eterna. 

10-) A super valorização do poder do diabo

Alguns pregadores neopentecostais enxergam o diabo em tudo. Os pastores em questão construíram em suas mentes a ideia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas. 
O Movimento neopentecostal tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!

domingo, 27 de março de 2016

A Família e o Evangelho

LEVANDO O EVANGELHO A SUA FAMÍLIA

Marcos 16:15 - Jesus mandou: “Ide por todo mundo, proclamai o evangelho a toda criatura.” Nós lemos estas palavras, nos levantamos para obedecê-las, abrimos os olhos para ver o mundo, e eis, quem é que vemos em nossa frente? É a nossa própria família. Alguns dizem que o lugar mais difícil para se evangelizar é em casa. Mas por que? Deveria ser o melhor lugar, mais fácil, mais oportuno. Jesus foi criado numa família de descrentes! Pelo menos seus irmãos eram, mas eles se converteram. Tiago e Judas demoraram mas chegaram. Jesus conquistou sua própria família!
Meu novo irmão ou irmã em Cristo, evangelize a sua família! Mas como? Pense nisso: Que sucesso Jesus teria se Ele fizesse parte da sua família? Que efeito Ele teria na sua família se Ele fosse você? Pensando em sua família, quem pode resistir a Jesus? Os que resistem a Jesus não tem esperança. Então, para você penetrar a sua família com o evangelho, você simplesmente precisa ser e fazer como Jesus. Deixe a sua família conviver com Cristo através de você. Mais que isso ninguém pode fazer.
Tudo que Cristo falou sobre o evangelismo do mundo se aplica as nossas famílias, só que é mais perto de casa. Se você não está tendo um impacto na sua família, talvez seja por causa da sua própria visão do cristianismo e da igreja.
APROXIME –SE E NÃO SE AFASTE DA SUA FAMÍLIA
O evangelho deve nos aproximar ao mundo e não nos afastar do mundo. Os símbolos da igreja que Jesus usou enfatizam o evangelismo: sal, luz e fermento. Mas por que? O que é que todos estes três têm em comum? A resposta é que cada um penetra! O sal penetra e dá um novo sabor, a luz penetra e dá nova iluminação, o fermento penetra e dá novo poder.
SEJA FERMENTO (Mateus 13:13)
Nós não podemos ser apenas fermento guardado no pacotinho na prateleira do armário da cozinha. O fermento tem que fazer contato, ele tem que penetrar na massa. Penetrando na massa, o fermento perde a sua identidade, mas veja o resultado - um pão gostoso! Passe na frente da padaria na hora em que estão tirando o pão do forno, dá vontade de parar, entrar e comprar um pão. Assim é o cristão que penetra em sua família com a presença de Jesus Cristo.
SEJA SAL (Mateus 5:13)
E se o sal ficar no saleiro? De novo, podemos ser sal puro mas nunca saindo do saleiro, não sendo aplicado na comida. Se formos assim, não daremos o sabor do evangelho às nossas famílias. Faça purê de batata sem sal e veja como fica sem sabor. Mas coloque um pouco de sal no purê, misture bem e muitas pessoas vão experimentar o purê e decidir -“Eu gosto de purê!” Assim também os membros da sua família, vendo a sua vida, exclamem: “Eu gosto da vida cristã!”
SEJA LUZ (Mateus 5:14-16)
Não coloque a sua luz em baixo de um cesto, a luz tem que iluminar o ambiente onde você mora.
APLICAÇÃO PRÁTICA
Como proceder? Como penetrar? Como ter um impacto em nossa própria família? Seja sal, fermento e luz! Veja alguns exemplos bem práticos:
Contato - É importante passar tempo, conversar, fazer atividades, ter intercâmbios e experiências mútuas. Às vezes os pais de cristãos reclamam: “Meu filho não tem mais tempo para nossa família, nunca o vejo. Ele sempre está fazendo algo com as pessoas da igreja, mas não tem tempo para nós.” Às vezes os maridos descrentes falam a mesma coisa. Cuidado para não deixar isso acontecer. Penetre na sua própria família como luz, fermento e sal.
Temperamento Controlado pelo Espírito Santo - Não se envolva em brigas, contendas e confusões na sua família. Quando os seus pais brigam, o que fazer? Entrar na briga? Tomar um lado contra o outro? Não! Lembre-se que “uma resposta branda desvia o furor”. A presença do Espírito Santo produz o seu fruto que é a paz (Gálatas 5:22). Melhor seria dar bons conselhos bíblicos e dar também um bom exemplo, mas procurar o memento adequado para isso.
Insista nos Princípios Cristãos - (Isaías 55:8,9) Deus nos chama a um caminho mais alto. A mãe de uma moça cristã insistia que ela se vestisse de modo indecente, mas a filha recusou. O pai de um rapaz cristão queria levá-lo a uma prostituta para ter a experiência, mas o filho recusou. Há irmãos que se levantam e saem da sala porque a família insiste em assistir novelas imorais. Estes irmãos estabeleceram os seus valores mais altos. Se você colocar Jesus em primeiro lugar, nunca vai perder. Se colocar Jesus em segundo lugar, nunca vai ganhar. Não ganhará a sua família para Cristo, praticando o pecado só para agradá-la.
Praticar a Hospitalidade - Veja o exemplo de Jesus em João 1:38,39. Quando Jesus tinha uma casa, Ele levou André e outros para passar o dia com Ele. Isso é importante para evangelismo, é uma maneira de fazer contato. Mas qual é a aplicação na família? É simples; o que é hospitalidade senão abrir sua vida, tempo, casa e coisas para compartilhar e repartir com os outros. Tem uma aplicação especial na família, procure oportunidades especiais para abrir a sua vida, seu quarto, suas coisas, sua roupa, compartilhe o que tem. Alguns são menos hospitaleiros com a família que com pessoas de fora. “Não use a minha roupa”. “Quem mexeu na minha gaveta?” “Cadê o meu lápis?” “Quem comeu o meu chocolate?” e assim a briga começa. Isto não convêm ao cristão.
Seja Acessível e Disposto - Jesus veio ao mundo para servir, isto é, suprir as necessidades dos outros. Ele nos deixou com a mesma missão. Olhe para o mundo (sua família). Veja quando alguém sofre ou se machuca, fique perto para aplicar o remédio, dar conforto, servir.
Somos servos do Senhor, colocados em casas cheias de pessoas necessitadas. Vamos servir ou não? Seremos acessíveis, abertos, transmitindo que os braços estão abertos ou vamos construir barreiras entre as pessoas da nossa própria família? De novo, para você penetrar a sua família com o evangelho, você simplesmente precisa ser e fazer como Jesus. Deixe a sua família conviver com Cristo através de você. Mesmo assim, não há garantia que a sua família se converterá mas, mais que isso ninguém pode fazer.
Para Fazer:
Anote algumas atividades boas que você pode fazer com os membros da sua família.
Anote alguns momentos importantes quando você deve estar com a sua família.
Quem na sua família está precisando de sua ajuda?
Anote alguns maus hábitos da sua família que você deve rejeitar.
Anote algumas coisas que você tem que pode compartilhar com os membros da sua família.


Para mais subsídios veja: http://evangelhoavivado.blogspot.com.br/p/blog-page_472.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

Momento com o Editor

                                                                                 

 Este é um momento que nós temos de interação contigo,querido leitor,querida leitora,para termos uma reflexão para hoje.

Provérbios : 16.1 :´´Do homem são as preparações do coração,mas do Senhor a resposta da boca´´.

Estamos vivendo dias difíceis,tenebrosos,que para onde olhamos,temos dificuldades para vermos soluções,na família,na igreja,em sua vida.
Entendemos que o Senhor sempre nos direciona por mais que seja difícil vermos.Ele claramente sabe como deve proceder,porque ele é Deus. A Ele toda honra,toda glória (Sl 139).
O Senhor Deus dá a resposta,mas é importante nos prepararmos,não olhar para direita ou para esquerda,pois o caminho deve ser entregue à ele ( Sl 37.5 ) .

Deus os Abençoe!