quarta-feira, 10 de maio de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Maio/2017 - Capítulo 2: Daniel e sua Integridade ao Senhor


Introdução

A história do jovem Daniel aconteceu na Babilônia, o mesmo lugar onde foi a torre de Babel e hoje é o Iraque. Durante o reinado do tirano Nabucodonosor, conhecido pelos jardins suspensos e grandes construções na Babilônia. Algumas ruínas como o Zigurate de Ur, um templo babilônico mostram a suntuosidade deste império. O povo de Israel esteve cativo na Babilônia desde a queda de Jerusalém em 587 a.C. quando os exércitos babilônios destruíram o templo e roubaram seus tesouros. 

I. Daniel e seus amigos na deportação para Babilônia

Nabucodonosor Levou como escravos os mais nobres do povo (v.3,4). Jovens inteligentes que foram feitos eunucos (castrados) para servir ao rei. Em torno de 10 mil pessoas (II Reis 24.14). Dentre os cativos havia centenas de jovens judeus. Daniel, Hananias, Misael e Azarias estavam entre os prisioneiros (v.6,7). Eles perderam tudo, família, amigos e dignidade, mas mesmo assim foram fiéis a Deus. Na vida passamos por muitas perdas. A juventude moderna vem de uma geração mimada e acostumada a conseguir tudo o que quer. Por isso vários jovens que não estão preparados se desesperam ao ouvir um simples não de uma entrevista de emprego ou de alguém que se interessa para se relacionar. Quando um jovem cristão sofre uma perda, consegue superar porque tem a ajuda do Consolador que é o Espírito Santo (João 14.16,26). Mesmo que perder tudo, nunca perderá sua fé.

II. O Caráter de Daniel e seus amigos na Babilônia

Os jovens cativos deveriam comer a mesma comida do rei. Uma alimentação especial, mas baseada em carnes de animais sacrificados aos ídolos da Babilônia. A decisão de Daniel foi de não se contaminar comendo os banquetes do rei que eram comidas sacrificadas a ídolos, além de nada saudáveis. Preferiram comer legumes, frutas e verduras. Daniel e seus amigos resolveram o problema com muita oração, mas com firmeza (v. 9-14). O resultado da obediência foi que Daniel e seus amigos ficaram mais fortes e saudáveis que todos os outros jovens. O hedonismo é uma filosofia de vida que ensina a fazer tudo o que sentir vontade. Este tem sido o lema da juventude atual, mas é algo perigoso porque em muitos casos os seus desejos se tornam incontroláveis. Um jovem cristão precisa buscar o domínio próprio, que somente o Espírito de Deus pode nos dar (Gálatas 5.23). Jesus ensinou que “se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9.23) para mostrar que na vida cristã precisamos aprender a controlar os impulsos da carne.

Aprenda a controlar os desejos!

III. O Exemplo de Daniel e seus amigos na Babilônia

Daniel e seus amigos foram submetidos a uma troca de seus nomes hebreus para nomes da religião babilônica. Em cada um dos casos o nome hebraico tinha o nome de Deus (EL ou YAH, abreviaturas de YAHWEH e ELOHIM para terminação de nomes) e os nomes babilônicos também traziam os nomes de seus deuses. Mesmo esta mudança radical de seus nomes não foi capaz de mudar sua personalidade. Em momento algum assumiu sua identidade babilônica, mas se conservou como judeu e acreditando no Senhor. Daniel e seus amigos se mantiveram firmes na presença de Deus e foram revestidos de sabedoria especial da parte de Deus (v.17 e 20). O rei fez testes de conhecimentos e viu que a sabedoria deles era muito superior aos outros jovens do reino. Daniel ainda recebeu o dom da interpretação de sonhos e visões que o destacaram como profeta de Deus.

Daniel era um jovem que buscava ter uma vida santificada. Não media esforços para sacrificar algo. Não aceitava o pecado. Era um guerreiro de oração. E você? Estaria disposto a abrir mão de algum prazer para pagar o preço da santificação?

Seja um jovem consagrado!


terça-feira, 9 de maio de 2017

O Jovem Cristão, sua Bíblia e os seus Estudos



É muito comum atualmente vermos e ouvirmos diversas pessoas, tantos crentes quantos ímpios, fazerem uma má interpretação dos jovens atualmente, principalmente os jovens brasileiros. Mesmo em um país cercado de problemas e complicações, estamos diante de desafios constantes, como fome, desemprego, abandono, corrupções e uma das piores crises que tem havido de forma crescente: a crise de incredulidade extrema.

Eu sou jovem, e posso falar de modo claro, com experiência, que nós devemos em três pontos, aplicarmos ainda mais as características apropriadas para um jovem cristão. Neste artigo pretendo extrair da Palavra de Deus, orientações que nos são adequadas e proveitosas para as nossas vidas. E se você for jovem, preste bastante atenção que não serão palavras ao vento, mas sim, palavras que valem para uma vida toda. Acompanhe:

Nº 1: O Testemunho de sua Fé em Cristo Jesus (Rm 10.10-15). A Palavra do Senhor é clara e específica neste ponto. Ser um cristão, é ser uma pessoa que crê firmemente em Jesus Cristo e Naquele que o enviou (Jo 5.24). É importantíssimo saber quem é, e em quem crê. Atualmente existe uma grandiosa crise de identidade em grande parte do mundo, por várias pessoas, não saberem quem são, e nem em quem crê. Jesus Cristo menciona através de Sua palavra que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6), que veio fazer a vontade, não a Dele, mas à do Pai ( Jo 8.29). Por amarmos e o seguirmos, devemos andar como Ele andou (1 Jo 2.6).

Nº 2: A Leitura Bíblica é de extrema importância (Mt 4.4; Lc 4.4). É de máxima importância o jovem cristão, neste mundo globalizado, virtual e de uma velocidade incrivelmente absurda de mensagens e notícias, estar sempre fundamentado na Palavra de Deus, fazendo dela o livro mais importante não do seu dia-dia, mas de toda a sua vida. A Palavra deve estar continuamente em sua vida (Sl 1), sempre ser examinada (Jo 5.39; At 17.11), e sempre buscar na leitura bíblica orientação coerente, socialmente e eticamente (2ª Tm 3.16, 17). Devemos estar sempre fundamentados na Palavra de Deus.

Nº 3: Os estudos devem ter sua devida dedicação (Dn 1). Como jovens, devemos sempre buscar informações necessárias e coerentes para sabermos aproveitar o nosso da melhor maneira possível. Os estudos são em sí, uma forma excelente de almejar algo para se dedicar e se esmerar devidamente. Daniel e seus amigos na corte babilônica se excediam em conhecimento e se esmeravam com aquilo que lhes foi adquirido à eles. Temos exemplos, temos referências. Busquemos auxilio do Senhor, para nos conceder, vigor, força e coragem para nos dedicarmos e nos esmerarmos com aquilo que o Senhor nos concedeu (Rm 12.6-8).

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Maio/2017 - Capítulo 1: Introdução ao Livro de Daniel



Comentarista: Ygor Campos

Introdução

Prezado amante da Palavra de Deus. Depois de um estudo excelente sobre a 1ª Epístola aos Tessalonicenses no mês de abril, neste mês, estudaremos um dos temas mais interessantes e incríveis do Antigo Testamento: O livro de Daniel, cujo tema é: Profeta Daniel - Integridade Espiritual em Meio ao Paganismo. O comentarista deste mês é o irmão Ygor Campos. Ministro do Evangelho, Líder da Conjovad-RJ, escritor e apologeta cristão. Que o exemplo de Daniel, possa fluir em suas vidas, da didática para a prática constante.

I. Autoria e Data

O Profeta Daniel é o autor desse livro (ver Daniel 8:1; 9:2, 20; 10:2). O nome DanieI significa “um juiz (é) Deus”. Nada se sabe a respeito de seus progenitores, embora pareça haver sido de linhagem real (Daniel 1:3); foi levado cativo para a Babilônia [como parte da deportação dos judeus cerca de 605 a. C.] onde recebeu o nome de Beltessazar (Daniel 1:6–7). O livro de Daniel foi escrito por volta de 530 a.C. enquanto Daniel vivia na Babilônia. Supondo que ele era um adolescente quando foi levado para a Babilônia, Daniel talvez tivesse 90 anos quando escreveu esse livro.

II. Quem foi Daniel

Daniel foi selecionado como um dos jovens judeus mais especiais para ser treinado para servir na corte do rei Nabucodonosor. Deus abençoou Daniel com o dom de interpretar sonhos, e ele foi promovido a cargos de liderança nos governos Babilônico e Persa. De muitas maneiras sua vida foi semelhante à de José, que foi vendido para o Egito.

III. O Propósito do Livro de Daniel

Daniel focaliza as nações do mundo e dá vislumbres da luta pelo poder das grandes dinastias desde os dias de Daniel até o “tempo do fim”. É história do mundo escrita de antemão. Conduz a um clímax empolgante ao mostrar o que sucede “na parte final dos dias”. Como Nabucodonosor, as nações têm de aprender pela maneira difícil “que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade” e que por fim ele o dá a alguém “semelhante a um filho de homem”, o Messias e Líder, Cristo Jesus. (Dn. 12:4; 10:14; 4:25; 7:13, 14; 9:25; Jo 3:13-16) Com detida atenção aos cumprimentos proféticos do livro inspirado de Daniel, compreenderemos mais plenamente o poder de Deus de fazer profecias e a sua garantia de proteção e bênção para seu povo.