terça-feira, 10 de julho de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Julho/2018 - Capítulo 2 - O Senhor Deus Onipotente



Comentarista: Alexandro Milesi

Texto Bíblico Base Semanal: Gênesis 1.1-11,31

1. No princípio criou Deus o céu e a terra.
2. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
3. E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
4. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
5. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
6. E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
7. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
8. E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
9. E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
10. E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
11. E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.
31.E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Momento Interação

No início da Bíblia Sagrada em Gênesis 1, o Senhor Deus já Se revela nos mostrando a Sua onipotência mediante a criação dos Céus e da Terra. Em um forte para não dizer um intenso período de ateísmo como estamos vivendo tanto dentro quanto fora de igreja, é necessário enfatizarmos aos nosso irmãos que somente o Senhor Deus detém todo o poder que há,  nos céus, na terra e debaixo da terra. Que todos nós possamos sempre guardar esta ênfase divina em nossos corações em tempos de dúvida e incredulidade no qual estamos vivendo e presenciando.

Introdução

A onipotência significa que Deus é todo-poderoso, ou seja, Ele tem poder ilimitado. Ter todo o poder é importante porque estabelece a capacidade de Deus de realizar a Sua vontade soberana. Porque Deus é onipotente e tem poder infinito, nada pode impedir que a Sua vontade decretada venha a acontecer, e nada pode deter ou atrapalhar Seus propósitos divinos de serem cumpridos. Há muitos versículos na Bíblia em que Deus revela esse aspecto de Sua natureza. Um deles é Salmo 115.3: "O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada." Ou, ao responder à pergunta dos discípulos: "Neste caso, quem pode ser salvo?" (Mt 19.25), Jesus diz: "Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis" (Mt 19.26).

I. O Deus que tem todo o Poder 

A palavra onipotente vem de omni – que significa "todo" e potente que significa "poder". Tal como os atributos da onisciência e onipresença, segue-se que, se Deus é infinito, e se é soberano, o que sabemos que Ele é, então Ele também deve ser onipotente. Ele tem todo o poder sobre todas as coisas em todos os momentos e em todos os sentidos. Jó falou do poder de Deus em Jó 42.2: "Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido." Jó estava reconhecendo a onipotência de Deus na realização de Seus planos. Moisés também foi relembrado por Deus de que Ele tinha todo o poder para levar a cabo Seus propósitos em relação aos israelitas: “Porém, o SENHOR disse a Moisés: Teria sido encurtada a mão do SENHOR? Agora verás se a minha palavra se há de cumprir ou não” (Nm 11:23). Em nenhum lugar a onipotência de Deus é vista mais claramente do que na criação. Deus disse: "Haja..." e assim foi (Gn 1:3, 6, 9, etc.) O homem necessita de ferramentas e materiais para criar, Deus simplesmente falou e pelo poder de Sua palavra tudo foi criado do nada. "Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca" (Sl 33.6).

II. O Deus que tem toda a Honra

O poder de Deus também é visto na preservação da Sua criação. Toda a vida na terra pereceria se não fosse pela Sua provisão contínua de tudo o que precisamos para comer, vestir e habitar, todos feitos com recursos renováveis sustentados pelo Seu poder como o preservador do homem e animal (Sl 36.6). Os mares que cobrem a maior parte da terra, e sobre os quais somos impotentes, oprimiriam-nos se Deus não os limitasse (Jó 38.8-11). A onipotência de Deus se estende aos governos e líderes (Dn 2.21) porque Ele os restringe ou deixa seguir o seu caminho de acordo com os Seus planos e propósitos. Seu poder é ilimitado em relação a Satanás e seus demônios. O ataque de Satanás em Jó foi limitado a apenas algumas ações por ter sido contido pelo poder ilimitado de Deus (Jó 1.12; 2.6). Jesus relembrou Pilatos de que ele não teria poder sobre Ele se não lhe tivesse sido concedido pelo Deus de todo o poder (Jo 19.11). Sendo onipotente, Deus pode fazer qualquer coisa. No entanto, isso não significa que Deus tenha perdido a Sua onipotência quando a Bíblia diz que Ele não pode fazer certas coisas. Por exemplo, Hebreus 6.18 diz que Ele não pode mentir. Isso não significa que Ele não tem o poder de mentir, mas que Deus escolhe não mentir de acordo com a Sua própria perfeição moral. Da mesma forma, apesar dEle ser todo-poderoso e odiar o mal, Ele permite que o mal aconteça de acordo com o Seu bom propósito. Ele usa certos acontecimentos perversos para levar a cabo os Seus propósitos, tal como quando o maior mal de todos ocorreu -- o assassinato do perfeito, santo e inocente Cordeiro de Deus para a redenção da humanidade.

III. O Deus que tem toda a Glória

Como o Deus encarnado, Jesus Cristo é onipotente. Seu poder é visto nos milagres que realizou – em Suas numerosas curas, na alimentação dos cinco mil (Mc 6.30-44), em acalmar a tempestade (Mc 4.37-41) e na exibição definitiva de poder ao ressuscitar Lázaro e a filha de Jairo dos mortos (Jo 11.38-44; Mc 5.35-43), um exemplo de Seu controle sobre a vida e a morte. A morte foi a principal razão pela qual Jesus veio: para destruí-la (1 Co 15.22; Hb 2.14) e para restaurar os pecadores a um relacionamento correto com Deus. O Senhor Jesus disse claramente que Ele tinha o poder para dar a Sua vida e para retomá-la, um fato que alegorizou ao falar sobre o templo (Jo 2.19). Ele tinha o poder de invocar doze legiões de anjos para salvá-lo durante seu julgamento, se necessário (Mt 26.53), mas escolheu oferecer-se em humildade no nosso lugar (Fp 2.1-11).

O grande mistério é que este poder pode ser compartilhado por crentes que estão unidos a Deus em Jesus Cristo. Paulo diz: "De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo" (2 Co 12.9 b). O poder de Deus é mais exaltado em nós quanto maiores forem as nossas fraquezas porque Ele "é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera" (Ef 3.20). É o poder de Deus que continua mantendo-nos em um estado de graça apesar do nosso pecado (2 Tm 1.12), e pelo Seu poder somos guardados de cair (Jd 24). Seu poder será proclamado por todos os seres celestiais por toda a eternidade (Ap 19.1). Que essa seja a nossa oração interminável!

segunda-feira, 9 de julho de 2018

3 Lições que podemos aprender com a Sogra de Pedro


Mateus 8:14,15 relata a cura da sogra de Pedro, e nesse texto podemos aprender princípios doutrinários que contribuirão para uma vida piedosa. As curas realizadas por Cristo apresentadas nos evangelhos, não tem apenas o intuito de nos ensinar curas físicas, mas espirituais e pontos doutrinários para vida cristã.

Nesse texto, fica evidente três princípios que são: pecado original, sacrifício de Cristo e o serviço cristão. Vamos então analisar cada um deles e sua parte prática.

1. Pecado Original

O texto de Mateus relata: E tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu a sogra deste de cama; e com febre (Mt 8:14). Já Marcos e Lucas relatam que depois de haverem saído da sinagoga foram para a casa de Pedro. 

Mateus deixa evidente que essa mulher estava enferma, acamada, impossibilitada de fazer suas atividades do cotidiano, não sabemos qual doença ela foi acometida. Essa é primeira lição que podemos aprender com esse relato, o pecado. Assim se encontrava a humanidade depois da queda de Adão, ficou enferma pelo pecado e toda sua descendência ficou sujeita ao mesmo. Antes de Adão desobedecer a Deus, o homem era santo, perfeito e vivia em harmonia com o seu Criador, mas quando violou as ordens de Deus, veio as consequências das suas ações sobre toda humanidade. A Confissão Belga, no capitulo 15 descreve sobre o pecado original dizendo:
Cremos que, pela desobediência de Adão, o pecado original se estendeu por todo o gênero humano. Este pecado é uma depravação de toda a natureza humana e um mal hereditário, com que até as crianças no ventre de suas mães estão contaminadas. É a raiz que produz no homem todo tipo de pecado. Por isso, é tão repugnante e abominável diante de Deus que é suficiente para condenar o gênero humano.Nem pelo batismo o pecado original é totalmente anulado ou destruído, porque o pecado sempre jorra desta depravação como água corrente de uma fonte contaminada. O pecado original, porém, não é atribuído aos filhos de Deus para condená-los, mas é perdoado pela graça e misericórdia de Deus. Isto não quer dizer que eles podem continuar descuidadamente numa vida pecaminosa. Pelo contrário, os fiéis, conscientes desta depravação, devem aspirar a livrar-se do corpo dominado pela morte (Romanos 7:24).Neste ponto rejeitamos o erro do pelagianismo, que diz que o pecado é somente uma questão de imitação.
Portanto, o homem jamais poderá ser salvo por suas próprias ações, porque elas deixaram o homem totalmente voltado para o pecado, somente pela graça de Deus ele pode ser resgatado.

2. Sacrifício de Cristo

Depois de Jesus contemplar a mulher com febre, Ele a toma pela mão, e a febre a deixa (Mt 8:15). Aqui, aprendemos algo de suma importância, nós estávamos enfermos pelo pecado de tal forma, que erámos escravo de satanás, e voltados completamente contra a lei de Deus. A mão de Jesus resgatando essa mulher desta enfermidade, simboliza seu sacrifício na cruz, em favor dos pecadores por quem Ele morreu, essa é a segunda lição que podemos aprender com esse relato.

Como o apóstolo escreveu para a igreja de Éfeso: Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus (Ef 2:4-7). Fomos salvos não porque Deus viu algo de bom em nossas atitudes, mas por causa da sua graça e misericórdia, como Paulo descreve, tudo isso Cristo fez por meio da sua morte na cruz.

Deus nos tirou de um charco de lodo e pôs os nossos pés sobre uma rocha (Sl 40,2). Se não fora pela morte de Jesus na cruz, ainda estávamos no lamaçal do pecado, mas aprouve a Deus enviar seu filho para nos salvar da maldição do pecado. O propósito de Cristo ao morrer na cruz foi justamente pelos nossos pecados (1Co 15:3), para a nossa justificação (Rm 4:25), nossa reconciliação com Deus (2Co 5:18) e para colocar a sua justiça em nossa conta (2Co 5:21).

O apóstolo Pedro falando sobre o sacrifício de Cristo diz: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado (1Pe 1:18,19). Percebemos por esse texto, que tínhamos uma dívida para com Deus que éramos incapazes de pagar, entretanto, Cristo veio e pagou nossa dívida, não com prata ou ouro, mas com seu precioso sangue imaculado. Cristo é o nosso sacerdote, e continua a interceder pelo seu povo. O Breve Catecismo de Westminster na pergunta de número 25 e resposta, nos mostra como Cristo exerce a função de sacerdote:
Cristo exerce as funções de sacerdote, oferecendo-se a si mesmo, uma só vez, em sacrifício, para satisfazer a justiça divina, reconciliar-nos com Deus e fazendo contínua intercessão por nós.
3. Serviço

Após Jesus estender a mão sobre a sogra de Pedro, a febre a deixou, ela se levantou, e o serviu (Mt 8:14). Deus enviou seu filho ao mundo para nos libertar do império do pecado, nós éramos escravos do pecado, filhos da ira e da desobediência. Jesus ao morrer na cruz, nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados (Cl 1:13,14). A terceira lição que aprendemos aqui é: Cristo nos salvou para servimos a Ele.
“Servir a Deus implica todo aquele que foi salvo pelo sangue de Cristo, viver uma vida completamente de devoção a Deus, vida essa que venha refletir as obras de Cristo no falar, andar, pensar, na sociedade e família”. 

Paulo escrevendo para a igreja de Éfeso, ensina para aqueles cristãos no capitulo 2, que fomos salvos inteiramente pela graça e não por obras. Mas no verso 10 do mesmo capitulo ele diz: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas. Paulo não deixa de dar importância as obras, porém, ele demonstra que as obras não são a causa da salvação e sim a consequência dela. Logo, quem é salvo pela graça de Deus, vai produzir boas obras através do serviço cristão para a glória de Deus. Porque Deus nos criou para isto, manifestar sua glória. O Catecismo Puritanos pergunta de número 1 descreve assim:
Qual é o fim principal do homem? Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle para sempre.

Jesus deu maior importância nessa área do serviço cristão no sermão da montanha, Ele afirmou que somos sal da terra e luz do mundo (Mt 5:13-16). Mas o que Ele queria ensinar ao dizer que somos o sal da terra e luz do mundo? Ele estava dizendo que os seus discípulos deveriam influenciar a sociedade por meio de suas obras, assim como o sal era usado como um conservante; eles deveriam conservar o mundo vivendo uma vida de integridade. Cristo disse que era luz do mundo (Jo 8:12), nesse texto de Mateus, o mesmo chama os discípulos de luz do mundo, dando a entender que, assim como a lua reflete a luz do sol no lado escurecido da terra, a igreja deve refletir os raios do “Sol da Justiça” (Ml 4.2) em um mundo escurecido pelo pecado.

Conclusão

A parte prática que podemos aplicar para nossa vida cristã é:

Primeiro, a cura da sogra de Pedro no ensina que um dia estávamos enfermos pelo pecado, afastado completamente de Deus, e impossibilitados de ir até Deus por meio de nossas ações.
Segundo, Deus enviou seu filho para nos resgatar do império das trevas, para o reino de Cristo. Fomos comprados pelo sangue de Cristo, reconciliados e justificados por meio da sua obra na cruz do calvário.

Terceiro, todos que foram salvos pelos méritos de Cristo, passarão a servir a Deus, usando seus talentos para a glória do reino de Cristo, e frutificando em toda boa obra.

Sidney Muniz  
Notas:
Confissão Belga
Breve Catecismo de Westminster
Catecismo Puritano
Comentário Bíblico de Beacon


terça-feira, 3 de julho de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Julho/2018 - Capítulo 1 - O Soberano e Eterno Deus



Comentarista: Alexandro Milesi


Texto Bíblico Base Semanal: Jó 38.1-13

1. Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo:
2. Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento?
3. Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás.
4. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.
5. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
6. Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina,
7. Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?
8. Ou quem encerrou o mar com portas, quando este rompeu e saiu da madre;
9. Quando eu pus as nuvens por sua vestidura, e a escuridão por faixa?
10. Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus portas e ferrolhos,
11. E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se parará o orgulho das tuas ondas?
12. Ou desde os teus dias deste ordem à madrugada, ou mostraste à alva o seu lugar;
13. Para que pegasse nas extremidades da terra, e os ímpios fossem sacudidos dela;

Momento Interação

Neste mês de Julho, estudaremos um dos temas mais importantes e preciosos acerca do nosso Senhor Deus. O tema deste mês trata acerca dos Atributos de Deus, que tem por título: A Imagem do Deus Invisível - Estudos sobre os Atributos de Deus. O comentarista deste mês é o irmão Alexandro Milesi, Ministro do Evangelho, escritor, expositor bíblico, e membro da equipe de comentaristas do Ministério Evangelho Avivado. Que neste mês o seu conhecimento querido leitor, possa fazê-lo cada vez mais ser um seguidor assíduo de Cristo. Ótimos Estudos!

Introdução

Em nenhum momento desejamos provar a existência de Deus, assim como na bíblia o nosso desejo é escrever a pessoas que tem a fé em um Deus invisível mais real, um Deus que não se vê mais se sente, uma fé em um Deus todo poderoso. E que ao observarmos ao longo da historia e da criação do universo é um Deus que tem prazer de se mostrar através de sua criação, embora quero deixar claro que a sua criação não é Deus, apenas podemos perceber através de alguns detalhes a presença de um Deus dotado de inteligência e vontade, um Deus que é  presente em nossa historia e que orquestra tudo, tudo esta em suas mãos, e Ele é o governante de  todas as coisas. Um exemplo muito claro disso é a grande precisão de nosso universo onde todas as coisas por menores que sejam foram criadas com um proposito e fazem parte de um grande equilíbrio que o ser humano tem descoberto ao longo dos séculos. Vejamos a força da gravidade é algo que mantem o equilíbrio da crosta terrestre a pressão interna perto do núcleo e o manto terrestre um pequeno desiquilíbrio dessa tal gravidade destruiria a vida na terra. E ainda o lugar da terra no universo nos mostra um Deus que não só criou como também tem o controle e o cuidado, de todas as coisas, pois um pequeno desvio da terra pode destruí-la devido a uma colisão. Hebreus 11.3 diz: ”pela fé entendemos que os mundos foram criados por palavra de Deus, de maneira que o visível não foi feito do que se vê”.

I. O Deus Além de Toda Compreensão 

Deus nos contou, nas Escrituras as suas muitas qualidades: 1. Deus é eterno. "Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus" (Sl 90.2). "Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém" (Jd 25). É difícil até mesmo imaginar um ser que sempre existiu e sempre existirá, eterno e imutável. Tudo o mais teve um começo, terá um fim e sempre está mudando. 2. Deus tudo sabe. As perguntas de Deus a Jó, em Jó 38-39, mostraram a imensa diferença entre o entendimento dos homens e sua própria infinita sabedoria. Às vezes, a sabedoria de Deus é tão mais alta do que a nossa que, realmente, ela parece-nos loucura (1 Co 1). Nestes casos é essencial confiar na sabedoria de Deus. Nós, como meras criaturas, não temos nenhum direito de desafiar a vontade de Deus. 3. Deus tem todo o poder. Ele é, freqüentemente, descrito como "Todo-poderoso". Que grande e espantoso Deus! Deus impera sobre tudo. "Sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio" (Sl 100.3). Esta é a razão mais fundamental para obedecer a Deus. Ele nos possui; ele tem o direito de mandar e imperar. Foi-nos dada por Deus a capacidade, porém não o direito, de desobedecer.

II. O Deus Além de Toda Imaginação

Deus revelou-se por suas ações. A própria criação mostra a grandeza e a magnificência de Deus. Nosso sol é um dos 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia da Via Láctea. Há cerca de 100 bilhões de galáxias, de acordo com as estimativas recentes. Nossa galáxia tem a largura de cerca de 100 mil anos-luz. Um ano-luz mede cerca de 9 trilhões de quilômetros. A distância média entre galáxias vizinhas é de 10 milhões de anos-luz. A magnitude da criação está absolutamente além de nossa compreensão. A libertação, por Deus, de seu povo do Egito também o revelou. Quando Moisés e Arão se aproximaram, pela primeira vez, do Faraó, que era provavelmente o mais poderoso homem do mundo, com a ordem de Deus para que deixasse os israelitas saírem, ele reagiu com desprezo: "Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz, e deixe ir a Israel?" (Êx 5.2). Deus respondeu à pergunta do Faraó com um curso em dez lições. Quando se completou a décima praga, os egípcios imploraram aos israelitas que saíssem. O poder do monarca da mais poderosa nação da terra era nada diante de Deus.

Deus nos deu retratos seus nas Escrituras. João, por exemplo, viu o Cristo glorificado. Ele então registrou o que viu, para ajudar-nos a ver Cristo em nossas próprias mentes. Tente imaginar o que João viu: "Voltei-me para quem falava comigo, e voltado, vi sete candeeiros de ouro, e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares, e cingido à altura do peito com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz como a voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saia-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a sua mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último, e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno" (Ap 1.12-18). 

Pense no efeito que esta visão teve sobre o resto da vida de João. Ele, provavelmente, nunca passou nem mesmo um dia sem ser profundamente influenciado pelo Cristo exaltado que ele havia visto. Medite neste ser com olhos de fogo, com uma voz como o estrondo de uma cachoeira, com os pés como se fossem de bronze em brasa, com poder para reduzir a cinzas tudo no seu caminho. Imagine um ser gigantesco para segurar 7 estrelas com uma só mão! Veja o brilho de sua face, que luzia como o sol! Não admira que João caiu como morto; quem poderia ter força para ficar em pé, depois de ver tal ser esmagador? Se pelo menos pudéssemos ver Cristo deste modo, nossas vidas também seriam profundamente afetadas.

III. O Senhor Deus Alfa e Ômega

Cada vez que as Escrituras mencionam que homens encontraram a Deus, lemos que eles caíram diante dele em temor e reverência (cf. Is 6). Aqueles que chegam a entender a natureza de Deus, como é apresentada nas Escrituras, também o respeitarão e se humilharão diante dele. "Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor" (Hebreus 12:28-29). Um olhar de Deus nos faz ver nossa pequenez, nossa fraqueza, e nosso pecado, e chegamos a respeitar e temer a Deus de muitos modos.

1. Temos que ser reverentes quando falamos sobre Deus. Deus é o maior, o mais espantoso, e o mais santo ser no universo. Jamais devemos falar de Deus por brincadeira; não devemos sequer falar dele negligentemente; e não devemos nunca tomar seu santo nome em vão. Frequentemente pessoas dizem, "Ó meu Deus" ou "Ó meu Deus do céu", sem pensar. Quando pessoas tratam o nome de Deus irreverentemente é porque nunca perceberam a grandeza do Deus cujo nome elas usam tão levianamente. 

2. Temos que ser reverentes quando falamos a Deus. A magnificência de Deus deverá certamente levar-nos a adorá-lo. Mas as experiências infelizes de homens como Nadabe e Abiú, Saul, Davi e outros (Lv 10; 1 Sm 13; 15; 2 Sm 6) deverão nos advertir da necessidade de adorar a Deus da maneira exata como ele ensina. Adorar a Deus com os lábios, enquanto a mente se distrai, e adorar a Deus de acordo com fórmulas e modelos inventados pelos homens é expressamente proibido (Mt 15.8-9). 

3. Temos que ser reverentes quando ouvimos as palavras de Deus. Em Neemias 8, Esdras lia a lei desde manhã cedo até o meio dia, enquanto todo o povo, de pé, ouvia atentamente. Eles, então, estavam querendo obedecer, em cada detalhe, a palavra que lhes era lida. Quando eles descobriram o modelo de Deus para a festa dos tabernáculos, eles o seguiram, ainda que a festa tivesse sido negligenciada pelos judeus por mil anos. Por causa da grandeza de Deus, sua palavra é mais importante do que centenas de anos de tradição religiosa. Onde estão aqueles que respeitam a Deus o bastante para seguir cuidadosamente suas instruções, ainda mesmo que elas pareçam estranhas ou fora de moda?