quarta-feira, 5 de junho de 2019

A Existência de Deus



Esse texto tem como objetivo provar a existência de Deus, tanto por meio da Bíblia como por meio de argumentos racionais. Todo cristão acredita na existência de Deus, mas como prova-la a uma pessoa que não crê? Estaria você preparado com argumentos para provar a existência do seu Deus? Vejamos o que a Bíblia tem a nos ensinar sobre isso.

1. Prova bíblica da existência de Deus

Não tem sentindo falar do conhecimento de Deus se não acreditarmos na sua existência. O cristão aceita a verdade da existência de Deus pela fé, essa fé não é cega, mas fundamentada em provas que se acha nas Escrituras como palavra inspirada de Deus. O autor de Hebreus afirma: De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam (Hb 11.6). O autor deixa claro que não tem como buscar a Deus e não acreditar na sua existência.

A criação revela a existência Deus, o Salmo 19.1 declara isso: Os céus proclamam a gloria de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos. Paulo disse que os atributos invisíveis de Deus, como o seu poder e sua divindade, se percebem por meio das coisas que foram criadas. Não há como olhar para a criação e não ver que por detrás disso há um criador. Na declaração inicial da Bíblia diz: No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2. Tipos de ateus

Há dois tipos de ateus, os práticos e os teóricos. O primeiro são os que negam a existência de Deus através de suas ações, vivem como se Deus não existisse, são pessoas não religiosas e que não seguem os ensinamentos de Deus. O segundo, são do tipo mais intelectual, fundamentam sua negação num processo de raciocínio.

Não podemos duvidar da existência de ateus, a Bíblia atesta isso: Diz o insensato no seu coração: não há Deus (Sl 14.1). Mas também podemos dizer que ninguém nasce ateu, segundo Berkhof,  “o ateísmo resulta do estado moral pervertido do homem e do seu desejo de fugir de Deus”. A Bíblia no mostra que Deus pôs a eternidade no coração do homem (Ec 3.11). Assim, podemos dizer que o semem religioso foi colocado nos seres humanos, pela criação do homem à imagem de Deus, por isso é contraditório alguém nascer ateu.

3. Argumentos racionais da existência de Deus

A) Argumento Ontológico:

Esse argumento tem como base, que pra algo existir, parte primeiramente da mente, se uma pessoa tem em mente que Deus existe, é evidente que Ele tem que existir. Filósofos como Anselmo, Descartes e outros, usaram este argumento. Já outros foram contra esse argumento como kant, mas Hegel considerou como forte argumento em favor da existência de Deus. 

B) Argumento Cosmológico:

Esse argumento parte da ideia que o mundo teve uma causa e efeito. Se o mundo passou a existir através de uma causa, logo podemos dizer que um ser além desse universo caucionou isso, e sabemos que foi o próprio Deus. Já é comprovado pela a ciência que o mundo teve uma causa e efeito. Kant disse que tudo que existe tem uma causa adequada.

C) Argumento Teleológico:

Esse argumento é uma extensão do anterior, ele se baseia na relevância da inteligência que o mundo apresenta, na sua ordem, harmonia e proposito. Assim, temos em mente que um ser inteligentíssimo fez tudo isso, ninguém poderia fazer tudo isso se não fosse ele, sabemos que somente Deus faz isso. Kant considerava esse o melhor dos argumentos em favor da existência de Deus.

D) Argumento Moral:

Esse argumento se baseia sobre o que é certo e errado. Como o homem sabe o que é justo e injusto? Claro que com isso sabemos que alguém implantou isso nele, e foi quem? A resposta para isso é Deus. Kant considerava bem relevante esse argumento.

Conclusão

Portanto, esses são os argumentos usados em favor da existência de Deus. Que possamos usá-los com sabedoria e para a gloria de Deus, identificando os tipos de ateus e aplicando cada argumento, seja ele bíblico ou racional, segundo a necessidade que se encontra no momento.

Referências:
Louis Berkhof – Teologia Sistemática

Sidney Muniz

terça-feira, 4 de junho de 2019

Tito - Verdadeiro Tesouro Espiritual




Por Eliezér Gomes



Paulo era um homem muito honrado, e com razão, depois de estabelecer várias igrejas em todo o mundo oriental. Esta famosa introdução do apóstolo teria sido lida por Tito: "a Tito, meu verdadeiro filho em nossa fé comum: Graça e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador" (Tt 1.4).

A ilha de Creta, local onde Paulo deixou Tito encarregado de liderar a igreja, era habitada por nativos da ilha e judeus que não conheciam a verdade de Jesus Cristo (Tt 1.12-14). Paulo sentiu que era a sua responsabilidade continuar discipulando ao seu filho na fé Tito, assim como instruir e incentivá-lo no desenvolvimento de líderes dentro da igreja em Creta. Assim como o apóstolo Paulo guiou Tito na sua busca de líderes, Paulo também deu sugestões sobre como Tito devia instruir esses líderes para que pudessem crescer na sua fé em Cristo. Suas instruções incluíam direções para homens e mulheres de todas as idades (Tt 2.1-8). Para ajudar Tito a permanecer na sua fé em Cristo, Paulo sugeriu que Tito viesse a Nicópolis e trouxesse com ele dois outros membros da igreja (Tt 3.12-13).

A necessidade de instruir os líderes da igreja

Mais uma vez, Paulo acha necessário instruir os líderes da igreja a terem cuidado com os judaizantes, ou seja, aqueles que tentavam adicionar obras ao dom da graça que produz a salvação. Ele adverte contra aqueles que são enganadores rebeldes, especialmente os que continuavam afirmando que a circuncisão e adesão aos rituais e cerimônias da lei mosaica ainda eram necessárias (Tt 1.10,11). Este é um tema recorrente por todas as epístolas de Paulo e no livro de Tito, ele chega até a dizer que suas bocas devem ser caladas.

Uma Riqueza Maravilhosa

O apóstolo Paulo merece a nossa atenção quando buscamos obter na Bíblia instruções sobre como viver uma vida agradável ao Senhor. Podemos aprender o que devemos evitar, assim como aquilo que devemos imitar. Paulo sugere que busquemos ser puros ao evitarmos as coisas que contaminam nossas mentes e consciências. E, em seguida, Paulo faz uma afirmação que jamais deve ser esquecida: "Eles afirmam que conhecem a Deus, mas por seus atos o negam; são detestáveis, desobedientes e desqualificados para qualquer boa obra" (Tt 1.16). Como cristãos, devemos examinar nossas próprias vidas a fim de garantir que alinham-se com a nossa profissão de fé em Cristo (2 Co 13.5). Junto com esse aviso, Paulo também nos diz como evitar negar a Deus: "ele nos salvou pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós generosamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador" (Tt 3.5b,6). Ao buscar uma renovação diária de nossa mente pelo Espírito Santo, podemos desenvolver-nos em cristãos que honram a Deus pela maneira como vivemos.

domingo, 2 de junho de 2019

Pérolas aos Porcos - A Valorização da Mensagem de Cristo




Por Leonardo Pereira



Introdução

"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas" (Mt 7.6). Nenhum grupo específico de homens está sendo visado. "Cães" e "porcos" não se referem aos gentios ou a certa classe de pecadores extraordinariamente repreensível. Eles são simplesmente figuras nas proverbiais afirmações, nos moldes de 2 Pedro 2.22. Ambos os provérbios ilustram a futilidade de tentar oferecer algo de grande valor a alguém incapaz de apreciá-lo. O que é santo refere-se aos sacrifícios do Velho Testamento, que só os sacerdotes podiam comer (cf. Êx 29.23; Lv 2.3). O significado especial deste alimento sagrado seria totalmente perdido num cão vadio (não os cães de estimação de Mateus 15.26,27), que simplesmente o engoliriam sem saboreá-lo mais do que se fosse um pedaço de lixo podre. De maneira similar, não adianta tentar ensinar aos suínos o valor especial das pérolas, que qualquer porco que se preze alegremente pisotearia, para correr a comer a mais repulsiva lavagem. Nenhuma gratidão por tal generosidade deveria ser esperada dessas partes. Sua resposta pode ser mais do que indiferente; pode ser violenta.

A Advertência de Cristo

É muito mais provável que Jesus esteja advertindo seus seguidores a não forçarem o evangelho nos ouvidos desinteressados e indiferentes. Suas palavras não pretendem ser desdenhosas ou depreciativas e não se aplicam aos descrentes como uma classe, mas àqueles cujo espírito torna-os incapazes de entender o evangelho (Rm 8.7; 1 Co 2.14). Mais tarde, ele dá quase o mesmo conselho aos Doze, instando com eles para que preguem aos "dignos" mas para que não percam o seu tempo com aqueles que não os ouvirão (Mt 10.11-14). Triste como é, há algumas pessoas que, não importa quão pacientemente ensinadas, simplesmente não têm "ouvidos para ouvir" (11.15; 13.13,14). Há uma importante lição para aprendermos em tudo isto. Podemos ter um especial desejo de ensinar e converter a Cristo uma certa pessoa ou grupo de pessoas. Pode ser um ente querido ou um amigo especial, ou mesmo uma classe especial ou nação de pessoas. Não há nada de errado em tal profundo desejo pela salvação de outros, mas não deve cegar-nos quanto ao seu desinteresse e indiferença e o desperdício de esforço que poderia ser melhor empregado em corações mais receptivos. 

Investindo tempo nos que buscam algo

A paciência é boa, mas não devemos continuar sempre a tentar tirar água de um poço evidentemente seco. Outros corações estão almejando ouvir. Estes são aqueles que necessitamos estar à procura. É uma coisa de partir o coração ser diariamente testemunha do estado perdido de seus próprios filhos, pais, esposa, esposo, amigos. Que vamos fazer quando aqueles que amamos são tão desinteressados? O Senhor está nos dizendo, "Saia e ensine os filhos de alguma outra pessoa, a mãe e o pai de alguma outra pessoa". Paulo tinha esta dura experiência. Ele amava sua nação com paixão absoluta (Rm 9.1-3), mas ela não tinha "ouvidos para ouvir". Que teve ele que fazer? Ainda orando por seus perdidos irmãos na carne (Rm 10.1), ele se voltou para investir suas energias naqueles cujos corações eram mais receptivos, os gentios (At 13.46-48; 18.6). 

Aqueles que não Ouvem

Eles não eram "seu tipo de pessoas". Eles eram moralmente corruptos, degradados, idólatras; mas eles estavam querendo ouvir e aprender. Quando aqueles em nossa própria comunidade, nosso próprio povo, não respondem positivamente ao evangelho, precisamos procurar outras comunidades, outro povo, e pregar a eles. O evangelho e o tempo são muito preciosos para serem desperdiçados com aqueles que não se importam. O mesmo podia ser dito de pregadores que trabalham ano após ano com igrejas que não mostram nenhum interesse em crescer em Cristo ou cumprir sua grande obra. Estes pregadores precisam deixar estas rotinas sem esperança e juntar seu trabalho com discípulos que, ainda que atrasados agora, estão abertos e querendo aprender e crescer.


Referências

Anderson Ribeiro. O Sermão da Montanha. São Paulo: Evangelho Avivado, 2018.

César Moisés Carvalho. O Sermão do Monte. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

D.A. Carson. O Sermão do Monte. São Paulo: Editora Vida, 2019.

Ygor Campos. Panorama Bíblico Volume 5 - Os Evangelhos. São Paulo: Evangelho Avivado, 2016.

D. M. Lloyd Jones. Estudos no Sermão do Monte - 2 ª Edição. São Paulo: Editora Fiel, 2015.

John Wesley. O Sermão do Monte. São Paulo: Editora Vida, 2012.