sexta-feira, 19 de junho de 2015

Série A Vida de Jesus na Terra (Cap Final) Alimentos e costumes

Alimentos e Costumes

Nos tempos de Jesus, a alimentação era composta por vários alimentos reconhecidos, atualmente, como saudáveis e benéficos à saúde. Muitos destes alimentos são populares nos dias de hoje, mas outros têm sido esquecidos e substituídos pelos industrializados e cheios de conservantes.
Um dos alimentos mais consumidos, que em várias religiões simboliza o corpo de Cristo, é o pão. Segundo os pesquisadores ingleses, todos os pães e pratos à base de cereais daquela época incorporavam grãos integrais, triturados em moinhos de pedra, sendo assim ricos em fibras. Os cereais mais consumidos eram a cevada, a aveia, o centeio e o trigo. A recomendação para os dias atuais é que se dê preferência também para os cereais integrais, pois são boas fontes de fibra e possuem mais nutrientes do que as farinhas brancas e refinadas.
As leguminosas mais consumidas da época eram as favas e lentilhas. No Brasil, nos dias atuais, a leguminosa mais consumida é o feijão. O hábito alimentar cultural brasileiro do arroz com feijão vem se perdendo para alimentos mais práticos e rápidos como sanduíches, e fast foods. Mas é importante lembrar que esta combinação de arroz com feijão, o equivalente ao pão com lentilha na época de Jesus, é um casamento perfeito de nutrientes, pois a proteína formada quando se consome ambos na mesma refeição fica muito próxima à proteína da carne.
A carne vermelha era alimento de luxo, consumida em ocasiões especiais por pessoas mais abonadas. Sendo assim, as aves e os peixes eram mais presentes na alimentação da população ( o peixe era mais presente do que as aves na alimentação básica do povo pobre). Os hábitos atuais valorizam o uso de carne vermelha e frango, e o peixe se torna o menos consumido principalmente nas regiões distantes do mar. O alto consumo de carne vermelha gorda contribui para o excesso de peso e alterações nos exames de colesterol. O peixe por outro lado possui em sua composição gorduras boas, como o ômega 3.
Os alimentos eram preferencialmente cozidos ou assados, preparações que continham pouca gordura saturada e colesterol. As refeições atuais, em nome da rapidez e do modismo, são mais comumente fritas. As frituras oferecem grande quantidade de calorias, além de maior risco para a saúde. O uso de azeite de oliva também era muito comum. Este óleo é rico em ácidos graxos monoinsaturados e ômega 9, reduzindo o colesterol ?ruim? e elevando o colesterol ?bom?.
Outra fonte proteica bastante consumida na época era o leite. As formas mais comuns de se consumir o leite era in natura, em forma de coalhada, queijos e manteiga. O leite é um alimento altamente nutritivo, fonte de cálcio, proteína, e rico em gordura, quando consumido na sua forma integral. Nas coalhadas e iogurtes encontramos os probióticos, que são bactérias benéficas para a saúde do intestino. Os queijos também são excelentes fontes de cálcio. Recomenda-se preferir os queijos brancos (cottage, ricota, minas frescal), pois oferecem menos gordura.
As bebidas mais comuns na época de Jesus eram basicamente de leite, água, vinho. O vinho, que simboliza o sangue de Cristo, possui propriedades antioxidantes, ação cardioprotetora, devendo ser consumido com moderação: apenas um cálice pequeno por dia (30 ml). O consumo de bebidas alcoólicas é indicado nessas pequenas quantidades somente para indivíduos que não possuem nenhuma patologia e por recomendação médica.
As frutas, verduras e legumes também se faziam presente na alimentação diária do povo daquela época. Frutas como figo, romã, tâmara, maçã e uva eram mais comuns. Purês ou ensopados de passas de uva e tâmara originavam molhos para pratos salgados e adoçavam sobremesas, substituindo ou complementando o mel. O consumo de frutas e vegetais na alimentação dos brasileiros está aquém do recomendado pelos órgãos de saúde internacional. O mesmo não acontece com o consumo de açúcar, sempre maior do que o recomendado. Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes representa um hábito saudável. Além disso, as oleaginosas, conhecidas como ?frutas oleosas? também eram consumidas pelos contemporâneos de Jesus. As mais comuns eram as amêndoas, avelãs e pistaches. As oleaginosas de modo geral são ricas em ácidos graxos monoinsaturados e ômega 9, que reduzem o LDL (colesterol ?ruim?), e elevam o HDL (colesterol ?bom?), e são ricas em minerais como selênio.
O uso de condimentos naturais e ervas aromáticas, como hortelã, cominho, mostarda, pimentas, alcaparra, açafrão, canela e o próprio sal davam um sabor especial para os pratos. O uso de condimentos industrializados se tornou um hábito nos dias atuais. Além de sódio excessivo, estes contem grande quantidade de gordura e outras substâncias que podem trazer prejuízos ao organismo. Aconselha-se priorizar o uso de condimentos naturais na preparações das refeições, pois além de oferecerem menos sódio são muito saborosos.
A passagem de Jesus pela terra se deu há muito tempo, onde as ciências não eram conhecidas, tampouco a ciência da nutrição. Apesar disso, os povos antigos tinham uma alimentação balanceada e saudável, diferente do que vemos nos dias atuas.

Costumes

Há dois mil anos Jesus trabalhou, comeu, dormiu, conversou e se divertiu em uma época e em um lugar específicos, com costumes e tradições próprios
Jesus ressuscitou por ser Deus feito homem. Como era de esperar, esse aspecto divino deixou na sombra seu lado humano. Mas o fato é que Jesus trabalhou, comeu, dormiu, conversou e se divertiu em uma época e em um lugar específicos, com costumes e tradições próprios.Vamos ver parte por parte as Características da época de Cristo.

A GEOGRAFIA
ImpérioA Galileia, onde Jesus nasceu, integrava o Império Romano, que abrangia todo o entorno do Mediterrâneo, incluindo partes da Europa, da África e da Ásia, somando 50 milhões de habitantes.
Principais cidades
Roma 1 milhão de habitantes
Alexandria 700 mil
Antióquia 300mil





Reprodução do rosto de Augusto
Imperadores _ Augusto era o imperador quando Jesus nasceu. Ele foi sucedido por Tibério. É a efígie deste governante que Jesus observa em uma moeda, em uma passagem do Novo Testamento:


Moeda com a efígie do imperador Tibério, "filho de Augusto""Dai-me um dinheiro para o ver. E eles lho trouxeram. Então disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam-lhe: De César. Então, respondendo Jesus, disse-lhes: Dai, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus, a Deus".
A provínciaA Judeia foi conquistada pelos romanos em 63 a.C e virou um reino semi-autônomo. Quando o rei Herodes morreu, o território foi dividido entre seus três filhos: Felipe (leste do Rio Jordão), Arquelau (Judeia, Samaria e Idumeia) e Herodes Antipas (Galileia). Arquelau revelou-se tão brutal que foi deposto. Seu reino foi convertido em província, sob os cuidados de um governador romano. Na época de Jesus, esse governador era Pôncio Pilatos.


Jerusalém _ Principal cidade da Judeia, com 25 mil habitantes, recebia 100 mil peregrinos para festas como a Páscoa. Sua importância devia-se ao Templo, uma colossal construção que ocupava um quinto da cidade e era o centro do judaísmo. Jesus foi levado ali oito dias depois de nascer, para que seus pais fizessem a oferenda obrigatória de um casal de pombos.
A GalileiaJesus nasceu nos confins do império, na Galileia, um reino de 200 mil habitantes. Por estarem fora da Judeia, galileus como Jesus eram tidos pelos outros judeus como broncos e caipiras. A Galileia não era árida e rochosa como outras terras da região. Ali havia muita chuva e se produziam cereais, azeite de oliva, vinho e frutas.
Nazaré _ O Novo Testamento relata a pergunta feita por um homem chamado Natanael quando lhe contaram de que povoado vinha Jesus: "Pode algo bom sair de Nazaré?". Nazaré era pouco mais do que uma aldeia, segundo algumas fontes com não mais de 20 casas, a 115 quilômetros de Jerusalém.


Inscrição dos primeiros tempos do cristianismo
AS LÍNGUAS DE JESUS
Três idiomas eram amplamente usados na Palestina, conforme o contexto:
Aramaico _  Língua que se aprendia na primeira infância e se usava no dia-a-dia e em família. A estrutura das frases e o vocabulário de Jesus indicam que ele pregava nesse idioma.
Hebraico _ Idioma litúrgico judaico, que as crianças aprendiam na escola da sinagoga, estudando as escrituras. Pelo conhecimento dos textos da Torá, Jesus sabia hebraico.
Grego _ O Império Romano tinha dois idiomas, latim e grego. A oriente, o grego era a língua franca, com papel semelhante ao que o inglês tem hoje, sendo usado em documentos e contratos legais. Permitia falar com gente de todas as regiões. Os pais queriam que seus filhos o aprendessem, para subir na vida. Essa foi provavelmente a língua que Jesus usou ao falar com Pilatos.

ECONOMIA
A maior parte das pessoas tirava o sustento da agricultura. As famílias costumavam viver em povoados e cultivar um pedaço de terra nas redondezas. As propriedades da Galileia tinham em média sete hectares. Plantava-se grãos, oliveiras e legumes. Vinhedos eram comuns. As árvores frutíferas tinham de ser vigiadas, por causa de ladrões.

Outros ofícios  
Pastoreio - Quase sempre de animais menores, como ovelhas e cabras. Gado bovino era raro. Algumas famílias criavam galinhas ou pombos, usados em sacrifícios



Quadro mostra o milagre da pescaria_ Pesca _ Existia uma importante indústria pesqueira na Galileia. Essa é a razão para haver pescadores entre os discípulos de Jesus
_ Apicultura _ Havia criadores de abelhas, para produção de mel
_ Ofícios manuais _ Eram transmitidos de pai para filho. Existiam ferreiros, oleiros, tecelões, marceneiros, pedreiros e curtidores (que trabalhavam fora do povoado, por causa do cheiro)

As classe sociaisClasse alta: formada pela nobreza sacerdotal e por altos funcionários, latifundiários e grandes comerciantes
Classe média: incluía pequenos proprietários rurais, artesãos e comerciantes
Classe inferior: eram os escravos e os jornaleiros, que trabalhavam na terra dos outros
Carga tributária
Os romanos ficavam com 12,5% da produção agrícola. O Templo, somando diferentes tributos, arrecadava outros 22%. Como um quinto do que se colhia era reservado como semente, sobrava menos da metade da colheita para o agricultor.

Jesus era pobre?A situação econômica de Jesus era confortável. Apesar de não fazer parte dos 2% de aristocratas, também não estava entre os 80% que viviam na pobreza. José, seu pai, era um "tékton", palavra que costuma ser traduzida como "carpinteiro", mas que pode ser entendida como "empreiteiro". Acredita-se que ele construía edifícios. Pesquisadores entendem que Jesus exerceu o ofício. Em uma passagem de Lucas, ele demonstra seus conhecimentos:

"Porque qual de vós, querendo edificar uma torre, não faz primeiro, sentado, a conta dos gastos necessários, para ver se tem com que acabar? Para que, depois de ter assentado o fundamento e não a puder terminar, todos os que virem não comecem a fazer zombaria dele."(Lucas 14:28,29)

VIDA NAS CIDADES
As cidades da Galileia e da Judeia que Jesus percorreu eram locais insalubres, barulhentos e perigosos. Como muralhas cercavam essas povoações, o espaço era restrito. Quase não havia praças, quintais ou árvores. Todo terreno costumava ser ocupado por construções, que compartilhavam paredes. As portas abriam direto na rua. A violência era epidêmica, e não existia polícia. Logo, ninguém se arriscava na rua depois do anoitecer.

HigieneA imundície era generalizada, porque lixo e dejetos eram despejados na rua. Havia latrinas públicas em algumas cidades, mas elas eram evitadas pelas condições repulsivas. Os moradores tinham penicos que despejavam pela janela, não raro sobre a cabeça de alguém.

CasasRicos viviam em mansões com água corrente. Havia prédios de apartamentos na Judeia, mas as pessoas mais pobres moravam em casas pequenas, de um ou dois aposentos. Em uma passagem de Mateus, Jesus dá a entender que uma única lamparina a óleo era suficiente para iluminar um lar. O teto das residências era achatado, porque quase não chovia. Como faltava espaço nas ruas, os judeus usavam a laje para tomar sol ou ar fresco. Nas noites quentes, dormiam no telhado.

A casa de JesusUm trecho de Marcos, segundo pesquisadores, demonstra que a casa de Jesus não seria pequena, porque nela cabiam várias pessoas:

"Logo se espalhou a notícia de que Jesus estava em casa.  E tanta gente se reuniu aí que já não havia lugar nem na frente da casa."(Marcos 2:1,2)




COSTUMES

Divisão do diaNão havia relógios nem medição precisa do tempo _ as pessoas sequer sabiam direito sua idade. O dia começava com o raiar do sol. A manhã era destinada ao trabalho. Depois do almoço, mais ou menos entre as 13h e as 16h, vinha o momento de relaxar: era comum dormir ou ir ao banho público. Quando o sol se punha, todos estavam em casa, porque as ruas eram perigosas.

Hora grega _ Os gregos desenvolveram a ideia de que o dia era dividido em 12 horas, sendo que cada hora correspondia a um duodécimo do período de luz solar. Como o tempo diário de sol variava conforme as estações, a duração da hora não era fixa. Jesus estava familiarizado com esse sistema, conforme o Evangelho de João:

"Jesus respondeu: Não são 12 as horas do dia? Aquele que caminhar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo."(João 11:9)
Roupas
As roupas da Palestina no tempo de Jesus seguiam a moda do mundo greco-romano:

Túnica
_ Roupa casual, feita de linho ou algodão, era colocada pelo pescoço e tinha mangas. Existiam modelos diferentes para homens e mulheres. As peças coloridas eram mais difundidas entre as mulheres.

Manto _ Enrolado no corpo, por cima da túnica, em ocasiões formais ou nos dias frios. Incômodo, era removido para atividades físicas. Por ser caro, era alvo de ladrões. Só os abastados possuíam mais de um.

Roupa de baixo _ Os homens às vezes usavam uma espécie de tanga, feita de algodão ou lã. No trabalho sob o sol quente, essa podia ser a única vestimenta. As mulheres vestiam uma peça desse tipo quando menstruadas.

Cinto _ Um cinto era colocado ao redor da túnica, permitindo baixar ou elevar a altura do traje conforme a necessidade.
Beleza
Perfumes, pentes, espelhos, cosméticos e depilações eram comuns no mundo em que Jesus viveu:
Cosméticos _ Eram amplamente usados pelas mulheres, que almejavam uma tez pálida. Na Palestina, a maquiagem ao redor dos olhos e do nariz prevenia o ressecamento provocado pelo clima árido.
Cabelos _ De forma geral, os homens usavam cabelo curto. Entre os judeus, no entanto, podiam ser mais longos, acompanhados de barba. As mulheres mantinham o cabelo comprido, arranjado em penteados elaborados, envolvendo coques, tranças e enfeites, conforme a moda do momento.
Salões de beleza _ Havia barbeiros e cabeleireiros, que também prestavam serviços de manicure e pedicure.
CasamentoFunção _ O casamento era a condição natural para homens e mulheres. Um adulto solteiro era tão raro quanto um homem com várias esposas. Não se tratava de uma união romântica, mas de um acerto entre famílias. Na época de Jesus, era normal haver o consentimento da noiva.
Idade _ As mulheres casavam logo após a puberdade, raramente após os 15 anos. Maria era adolescente quando teve Jesus. Os homens contraíam matrimônio mais tarde, mas antes dos 25 anos.
Viuvez _  Por causa da diferença de idade entre os noivos, havia muitas viúvas jovens. Como as escrituras não fazem menção a José depois dos 12 anos de Jesus, presume-se que ele já estava morto.
Filhos _ A maioria dos casais tinha dois ou três filhos. Não eram comuns famílias numerosos. Métodos de prevenção a gravidez e abortivos eram bem conhecidos.
Educação
A escola ficava na sinagoga e era só para meninos. Eles aprendiam a ler, escrever e fazer contas. Também recebiam algumas noções de geografia.

Prostituição
No Império Romano, a prostituição era disseminada. Chegava a ser exercida em cabines portáteis instaladas nas ruas. As várias menções a meretrizes no Novo Testamento indicam que Jesus estava familiarizado com ela. Não havia preocupação com doenças sexualmente transmissíveis: sífilis e gonorreia não eram conhecidas.

Morte
A mortalidade infantil era elevada. Metade das crianças não chegava á idade adulta. As mulheres morriam frequentemente no parto ou depois dele, por falta de higiene. Também morria-se muito por acidente, epidemias e falta de assistência médica.

A JUSTIÇA
A condenação de Jesus à morte na cruz seguiu os trâmites legais da época:

Delação
_ Judas agiu de forma aceitável para a época. Havia um exército de informantes, responsáveis por denunciar quem representava perigo para a sociedade. Os delatores inclusive atuavam como promotores no julgamento.

Sinédrio _ Os romanos concediam certa autonomia aos judeus. O órgão judaico máximo era o Sinédrio, um tribunal aristocrático composto pelo Sumo Sacerdote e por nobres. Jesus foi interrogado por esse conselho sobre questões de doutrina e considerado culpado. O Sinédrio não podia aplicar a pena de morte. Por isso, o caso foi levado ao governador romano, Pôncio Pilatos.

Pilatos _ Diante do governador, os sacerdotes acusaram Jesus. Na época, o julgamento consistia em discursos do acusador e do acusado. Por isso, um réu que se recusasse a responder, como Jesus, desperdiçava a chance de absolvição. Era um comportamento desconhecido, que deixou Pilatos atônito, conforme o de Marcos:

"E os príncipes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas. E Pilatos interrogou-o novamente, dizendo: Não respondes coisa alguma? Vê de quantas coisas te acusam. Mas Jesus não respondeu mais nada, de sorte que Pilatos estava admirado."

PuniçãoNo Império Romano, não havia a ideia de prisão como punição. Quando alguém estava detido, era à espera de ser punido. As penas envolviam multa, para pequenos crimes, ou exílio, trabalho forçado e morte, para outros de maior monta. Para réus pobres, era permitida uma execução cruel, com sofrimento.

CULTURA GREGA
A Judeia e a Galileia eram regiões periféricas, mas não estavam intocadas pela influência estrangeira. A cultura greco-romana influenciava todas as esferas da vida, cumprindo papel similar ao da norte-americana hoje. Judeus devotos davam nomes helênicos aos seus filhos, por exemplo. A cultura grega era tão forte que alguns judeus se submetiam a uma arriscada e dolorosa cirurgia de reversão da circuncisão. Assim, podiam tirar a roupa sem constrangimento nos banhos públicos.
Uma cidade grega ao pé de Jesus
Nos evangelhos, Jesus aparece em muitos povoados, mas não há menção a Séforis, uma importante metrópole de cultura grega. No entanto, é muito provável que tenha estado lá, porque a cidade ficava a apenas uma hora de caminhada de sua casa.
Séforis foi reconstruída por Herodes Antipas, segundo o modelo grego, para ser capital da Galileia. Com 30 mil habitantes, tinha circo, pista de corrida, ginásio, escola de luta, banho público e teatro _  pela forma como Jesus se expressava, pesquisadores acreditam que ele foi influenciado por performances de teatro.

A MENTALIDADE
Desconhecimento científicoMuita gente acreditava que a Terra fosse plana e que o céu consistisse em uma espécie de bacia virada sobre ela. Se alguém conseguisse atravessá-lo, entraria no paraíso.
_ Em verdade, em verdade, vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem _ disse jesus

DoençasA ignorância sobre as doenças levava o povo a atribuí-las a demônios. A cura de males como epilepsia, surdez e paralisia passava por expulsar os espíritos ruins. Jesus era visto como um curandeiro com o dom do exorcismo.

Fim do mundoEntre os judeus, previa-se que o mundo estava para acabar, e que um rei do fim dos tempos seria enviado por Deus. Esse messias derrotaria os romanos e restauraria a glória de Israel. Essa esperança era exacerbada pela situação de opressão em que os judeus viviam.