quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Recomendação de Leitura do Mês - História e Religião de Israel - Jorge Pinheiro

 




Por Leonardo Pereira



O dicionário define um “judeu” como “um membro da tribo de Judá”, “um israelita”, “um membro de uma nação que existiu na Palestina do sexto século A.C. ao primeiro século D.C.”, “uma pessoa que pertença à continuação do povo judeu, ou através de origem, ou através de conversão” e “um seguidor do Judaísmo”. De acordo com o Judaísmo rabínico, um judeu ou é aquele cuja mãe é judia, ou alguém que se converteu formalmente ao Judaísmo. Levítico 24:10 é citado frequentemente para dar credibilidade a essa crença, apesar da Torá não clamar essa tradição especificamente. Alguns rabinos dizem que ser um judeu não tem nada a ver com as crenças individuais. Esses rabinos dizem que um judeu não tem que ser um seguidor das leis e costumes judaicos para ser considerado um judeu. Na verdade, é possível que um judeu não tenha nenhuma fé em Deus e ainda seja considerado judeu, de acordo com essa interpretação rabínica. O que é o Judaísmo e quem ou o que é um judeu? É o Judaísmo simplesmente uma religião? É uma identidade cultural ou um grupo étnico? São os judeus uma raça ou uma nação? Em que os judeus acreditam e todos acreditam nas mesmas coisas? Estas perguntas nós encontramos na obra de Jorge Pinheiro, intitulada História e Religião de Israel - Origens e Crise do Pensamento Judaico, publicado pelo editora Vida no ano de 2007.

O Autor

Jorge Pinheiro é doutor e mestre em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. Cursou Ciências Sociais na Universidade do Chile e Teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. É professor de Teologia, de Filosofia de Antigo Testamento. Desde 1996, pesquisa as fortes influências da cultura grega no judaísmo antigo e no surgimento do Novo Testamento.

O Livro do Autor

O objetivo de Jorge Pinheiro nesta obra é 'apresentar o judaísmo em sua historicidade, abrindo o diálogo entre ele e o cristianismo naquilo que têm em comum; sua origem, para o estudo teológico que parte da vida em direção às Escrituras'. O autor procura atender ao aluno de teologia, na dificuldade de encontrar material sistematicamente organizado e reunido para seus estudos; ao professor, que encontrará aqui propostas de metodologia para o ensino; e também ao leitor autodidata. Para tanto, 'História e religião de Israel' apresenta - Um resumo histórico sobre o período e um mapa ilustrativo sobre a localização do tema em pauta de cada capítulo. Questões para reflexão e debate. Bibliografia complementar diretamente relacionada ao tema para o aprofundamento dos assuntos abordados. A cronologia mais importante entre o Antigo e o Novo Testamentos, reunida de forma didática e pontual, para facilitar a rápida localização dos fatos históricos. Através da leitura deste roteiro de estudos, o leitor terá uma luz sobre o judaísmo, suas raízes e história, mas também será instigado ao prazer do estudo continuado e permanente da Palavra de Deus.

Referência para os Nossos Dias

Deus é o criador de tudo que existe; Ele é um, não possui um corpo físico e apenas Ele deve ser louvado como a autoridade absoluta do universo. Deus revelou os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica a Moisés. Eles não serão modificados ou aumentados no futuro. Deus se comunicou com o povo judaico através dos profetas. Deus monitora as atividades dos humanos; Ele recompensa individualmente pelas boas obras e pune o mal. Apesar de os cristãos basearem muito da sua fé nas mesmas Escrituras hebraicas que os judeus, há grandes diferenças em suas crenças: os judeus geralmente consideram ações e comportamento como sendo de grande importância; crenças surgem das ações. Isso muito difere dos Cristãos conservadores, para os quais a crença é de grande importância e ações são um resultado daquela crença. A crença judaica não aceita o conceito cristão do pecado original (a crença de que todas as pessoas herdaram o pecado de Adão e Eva quando desobedeceram as instruções de Deus no Jardim do Éden). O Judaísmo afirma a bondade inerente do mundo e do seu povo como criações de Deus.

Os judeus são conhecidos como o povo escolhido de Deus. Isso não significa que devam ser considerados um grupo superior a qualquer outro. Versículos bíblicos como Êxodo 19:5 apenas afirmam que Deus escolheu Israel para receber e estudar a Torá, para louvar a Deus, para descansar no Sábado e para celebrar os festivais. Os judeus não foram escolhidos para serem melhores do que os outros; mas apenas para serem uma luz aos gentios e uma bênção às outras nações. Esta é a mensagem que Jorge Pinheiro nos passa com a sua obra História e Religião de Israel, que é a nossa recomendação de literatura para o mês de Fevereiro, aqui no Blog Evangelho Avivado. Uma boa leitura para você e que Deus o abençoe!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

O Amor que Corrige

 




Por Leonardo Pereira



É comum confundir o significado do verdadeiro amor. Muitos imaginam que o amor seja apenas um sentimento que mexe com as emoções, e assim acreditam que o amor simplesmente acontece. É comum, também, as pessoas pensarem que o amor sempre procura agradar às pessoas amadas. Deste modo, pensam que qualquer tipo de repreensão ou disciplina seja contrário ao amor. Correção é vista por muitas pessoas como algo negativo, mas a Bíblia nos ensina a enxergar a correção de modo diferente. É normal querer o apoio e a aprovação dos outros, mas as pessoas que nos amam oferecem a repreensão quando erramos. As pessoas que falam as palavras agradáveis que queremos ouvir, mesmo quando estamos errados, podem manter amizade conosco, mas não demonstram o amor. Um homem sábio disse: “Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato” (Ec 7.5).

  1. O livro de Provérbios fala, muitas vezes, sobre a importância da correção e disciplina. Considere algumas das palavras sábias deste livro escrito 3.000 anos atrás:
  2. O autor de Provérbios insiste no valor da repreensão e disciplina. “O caminho para a vida é de quem guarda o ensino, mas o que abandona a repreensão anda errado” (Pv 10.17). “Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido” (Pv 12.1);
  3. Muitas vezes, a repreensão vem de pais que amam seus filhos e desejam o melhor para eles, mas nem sempre os filhos aceitam a instrução: “O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão” (Pv 13.1). “O insensato despreza a instrução de seu pai, mas o que atende à repreensão consegue a prudência” (Pv 15.5);

Os amigos e os pais podem errar, mas a repreensão que vem de Deus sempre busca o nosso bem, e erramos gravemente ao rejeitar sua palavra: “Filho meu, não rejeites a disciplina do SENHOR, nem te enfades da sua repreensão” (Pv 3.11). O autor de Hebreus reforça esta instrução: “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12.6).

Outro autor no Novo Testamento nos lembra do amor que leva à correção. Tiago fala sobre o perigo real de um cristão se desviar do caminho e pede para os outros corrigi-lo: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg 5.19,20). Quando comparamos esta última frase com um comentário de Pedro, percebemos mais uma vez que é o amor agindo nesta correção do pecador. Pedro disse: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pe 4.8). O amor intenso nos leva a corrigir as pessoas que amamos! Apesar de tanta ênfase na importância de disciplina e correção, Deus não obriga ninguém a seguir o conselho sábio que ele oferece. Mas não nos enganemos! Cada um arcará com as consequências das suas próprias reações às palavras de repreensão: “O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento” (Pv 15.32).

“Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto” (Pv 27.5). Quando pessoas que nos amam corrigem os nossos erros, vamos ouvir suas palavras e agradecer a Deus pelo amor que mostram para conosco!


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

O Caminho da Fé e do Amor

 




Por Robson Diaz



Andar segundo os princípios da Verdade nos torna segundo o coração de Deus e faz com que suas bênçãos nos alcancem. A esfera espiritual detém leis que devem ser observadas e obedecidas, para que tenhamos saúde espiritual plena, para suportar, esse mundo físico atribulado. Digo devido às aflições que fazem parte do nosso cotidiano. O próprio Jesus disse: O Evangelista João escreveu as palavras de Jesus “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (Jo 16:33). Para que possamos iniciar a trajetória no mundo espiritual, devemos percorrer caminhos específicos. Verdade é, que para se conseguir perdão é necessário percorrer o caminho do arrependimento. E o resultado é a libertação da clausura do pecado, que pelo sangue de Cristo nos torna  brancos como a neve.

O caminho que devemos percorrer para que nossa fé seja evidenciada no mundo espiritual é o caminho do Amor. Consequentemente somos agraciados abundantemente por Deus em nossas vidas. Paulo relata em sua carta aos Gálatas 5.6: “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.“ A FÉ opera pelo amor. Algumas crentes possuem uma fé tão pequena, mas conseguem resultados espirituais tão grandes que chego a pensar que em mim não existe fé. Em contra partida existem pessoas que tem Fé sobrenatural, lutam o tempo todo e o dia inteiro, profetizam, falam línguas estranhas, repreende a Satanás, mas vivem tensionadas espiritualmente. Talvez por que lhe falte AMOR. Amor por Deus e pela Igreja.

Por exemplo, pode ser que uma pessoa tenha uma fé maravilhosa, mas quando ela se prostra diante de Deus, adora-o apenas por um breve instante, e direciona toda sua fé para orar pela resolução de seus problemas ou para repreender a satanás em sua vida naquele instante se esquecendo que o Amor entre a criador e a criatura supera todas as coisas sendo maior que todas coisas. Na realidade, essa pessoa está erguendo um altar espiritual para o seu problema, e tirando Deus do altar que ele deveria ocupar em nossa vida.

São muitos os altares espirituais erguidos em detrimento do altar do Senhor da Glória: altar dos problemas no casamento, altar financeiro, altar de doenças, altar da depressão, altar da síndrome de coitadinho, altar de fracassos e derrotas, altar de lutas e perseguições, e muitos outros.  Por esse motivo muitos crentes estão doentes espiritualmente. Sabem o que é a fé e como utilizá-la, como está escrito em Hebreus 11, mas não percorrem o caminho necessário para alcançá-la em sua plenitude. Esse caminho é o AMOR.

E nós sabemos muito bem o que é o amor. Basta voltarmos um pouquinho antes da carta aos Gálatas e irmos até 1 Coríntios 13:

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. (1 Co 13.4-7).

Portanto, devemos exercitar nossa fé para que alcancemos o impossível, mas devemos trilhar o caminho do AMOR à Deus acima de todas as coisas. Devemos sofrer pela nossa carne, ao rejeitarmos os pecados e prazeres transitórios deste mundo. Exercer a bondade e sermos sempre humildes, procurando em primeiro lugar satisfazer a vontade do nosso Deus, que consiste em que amemos uns aos outros como a nós mesmos, e isso inclui nossos próprios inimigos. Tratar sempre com mansidão e temperança, e buscarmos com todas as nossas forças a verdade e a justiça. Devemos imitar sempre o exemplo de Cristo, que se negou a si mesmo, negando a própria vida, pois Ele é a Vida e o Autor da Vida, para que nós pudéssemos viver e Nele viver com AMOR.

Então, nossa fé se operado com amor produzirá resultados sobrenaturais!