quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Novembro/2017 - Capítulo 2 - A Prosperidade no Antigo Testamento




Comentarista: Leonardo Pereira

Introdução

Atualmente, em sua maioria extrema, em muitos ensinos e pregações ao redor do Brasil, se fala à respeito da prosperidade do Antigo Testamento, sendo trazida para os dias de hoje como um sentido pleno e válido. Devemos tomar cuidado com os textos e contextos bíblicos que são passados à nós, de modo a que estejamos sempre atentos à saber do que a Palavra do Senhor se trata sobre diferente aspecto (Jo 5.39a). Neste capítulo estudaremos sobre o que à prosperidade bíblica no Antigo Testamento e as mais variadas lições que aprendemos com este ensino. Roguemos ao Senhor que nos conceda uma capacitação bíblica cada vez mais de qualidade para sabermos discernir entre o ensino certo e o errado (Mt 7.21,22).

I. A Prosperidade no Trabalho

Deus abençoou a humanidade para que ela pudesse produzir frutos e viver com o resultado do esforço do qual o Senhor nos concede. Quando o Jardim do Éden foi criado, Ele assim que formou o homem (Gn 1.26,27), o colocou para trabalhar sobre a terra (Gn 2.7,8). Moisés também quando foi mencionado a Lei, cita a importância do trabalho: "seis dias trabalharás" (Ex 20.9; Dt 5.13). É importante que venhamos enfatizar o trabalho, ou a busca do mesmo pois como diz o salmista: "Pois comerás da obra das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem" (Sl 128.2).
Não também devemos esquecer do orfão da viúva e do necessitado, que sempre precisam de ajuda e não tem como, nem aonde recorrer. O Senhor sempre enfatizou a importância de ajudar essas pessoas: "Quando no teu campo colheres a tua colheita, e esqueceres um molho no campo, não tornarás a tomá-lo; para o estrangeiro, para o órfão, e para a viúva será; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda a obra das tuas mãos" (Dt 24.19); "Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa" (Dt 10.18).; "E não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu irmão" (Zc 7.10). Devemos sempre exercer a importância de fazermos o bem à quem mais precise pois há pessoas que necessitam e precisam de nós sempre. O Senhor afirmou que sempre haveria pobres na terra: "Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra" (Dt 15.11).

II. A Prosperidade na Família

A família tem um papel importantíssimo dentro do contexto do Antigo Testamento devido as suas bases instituintes. Em todos os períodos do Antigo Testamento, a família sempre se mostrou uma instituição muito sólida, cumpridora dos desígnios do Senhor, desde o Éden (Gn 1.28), no Egito com Joquebede protegendo o seu pequenino de ser morto e futuramente se tornando o homem que falara com Deus face à face: Moisés (Ex 2.2,3;Dt 34.10). A família tem como sua base, adorar à Deus (Js 24.15), estarem unidos (Sl 128.3), e sempre estarem protegidos e vigilantes com vários perigos que os rondam (Dt 22.8). Deus nos abençoa de modo grandioso visando edificar as nossas famílias de modo que conheçam ao Senhor de geração em geração (Sl 79.13; 90.1). 

III. A Prosperidade na Fidelidade com Deus

A fidelidade ao Senhor é um tema continuamente recorrente desde o Antigo Testamento. Ser fiel, nem sempre é sermos bem-sucedidos ou prósperos, mas é sabermos que o Senhor sempre tem estado conosco (Sl 46.7). É sabermos e entendermos que podemos confiar plenamente no Senhor e rogarmos que tire dúvidas, situações adversas que inundam nossos corações, de nós (Sl 51.7). Ser fiel ao Senhor é reconhecê-lo como Criador do Céu e da Terra (Gn 1.1; Ne 9.6), é amá-lo (Dt 6.5; 10.12) e adorá-lo continuamente (Sl 29.2; 96.9). Essa é a nossa prosperidade além do que vemos e ouvimos!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sugestão de Leitura da Semana - O Peregrino, de John Bunyan



De Leonardo Pereira

Grandes obras permanecem em nossas mentes e em nossos corações ao longo dos anos. Muitas obras se tornam imortais e em nossas bibliotecas é recomendação de excelência para os que desejam se aprofundar no conhecimento social, moral e bíblico. Há aquelas obras também que podemos ler e reler quantas vezes pudermos, sempre precisaremos  regressar às suas páginas e vermos a beleza de cada letra ali inserida no texto em apreço.

Entre estas obras se encontra o famoso livro O Peregrino do escritor e pregador puritano John Bunyan (1628-1688). Bunyan escreveu este livro enquanto se encontrava na Prisão Bedford em vários meses no ano de 1675 por amor à pregação da Palavra de Deus (na época era proibido a pregação na Inglaterra, a não ser quem tivesse de acordo com o governo. Bunyan era contra à questão governamental da época em controlar a palavra de Deus e os pregadores genuínos), e a partir de sua publicação em 1678, esta obra é destinada à todas as pessoas de todas as idades e de todas as classes sociais, sejam jovens, sejam idosos, sejam ricos, sejam pobres, esta obra mostra de modo claro a caminhada de um cristão rumo a pátria celestial.

O Peregrino trata da caminhada de um homem chamado cristão em direção a Cidade Celestial. Durante a trajetória deste homem, podemos ver claramente as mais várias etapas e desafios da vida de um cristão na terra, e também podemos perceber a medida que lemos, situações que ocorreu também na vida do autor, John Bunyan. Seu estilo e modo de enfatizar situações que se mostram necessários é de importante buscarmos a compreensão do passado para podermos entender melhor o agora do cristão neste mundo e estes tempos trabalhosos (2 Tm 3.1-5)  e o porvir quando nos encontramos rumo à pátria celeste (Ap 22). O Peregrino, livro emblemático de John Bunyan, sempre nos enriquece de valores morais, éticos e espirituais e inspira cada vez mais, homens e mulheres de Deus, à deixarmos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta; Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12.1,2).

Recomendamos com louvores esta obra maravilhosa de literatura cristã!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Comentário Bíblico Mensal: Novembro/2017 - Capítulo 1 - O Surgimento da Teologia da Prosperidade



Comentarista: Leonardo Pereira

Introdução

Prezado estudante da Palavra de Deus. Neste mês de novembro de 2017 iniciaremos uma série de estudos focados em estudarmos à respeito do conceito bíblico de prosperidade. Muito tem se falado em prosperidade e bênçãos de maneiras distorcidas e heréticas. Mas o que a Palavra de Deus nos ensina à respeito disto?  Qual o significado da prosperidade Bíblica? Por isso, neste mês estudaremos o tema: A Verdadeira Prosperidade Bíblica - Conhecendo a Verdadeira Prosperidade. O comentarista deste mês é o irmão Leonardo Pereira. Ministro do Evangelho, escritor, articulista, professor de estudos bíblicos e membro da Equipe de Produção Textual do Ministério Evangelho Avivado. Que neste mês, todos nós possamos, com a permissão do Senhor, estudarmos este tema de modo que venhamos conhecer as certezas reais das prosperidades encontradas genuinamente, dentro das Sagradas Escrituras em seus devidos contextos. Ótimos Estudos!

I. Definição da Teologia da Prosperidade

Muito se fala sobre o que é verdadeiramente a Teologia da Prosperidade, mas o que ela de fato é? Um ensino bíblico? Uma Heresia? Certamente muitas dúvidas surgem em nossas vidas quando este assunto entra em pauta principalmente nos dias atuais aonde mais se propaga este ensino de modo diversificado e diluído. Vamos entender um pouco melhor o que é a Teologia da Prosperidade e suas vertentes.
A Teologia da Prosperidade é o estudo sobre a prosperidade divina (vinda do Senhor) que em sua misericórdia e graça, o Senhor Deus, Todo-Poderoso, concede aos seus filhos de modo gracioso e bondoso. A Teologia da Prosperidade bíblica em seu contexto mostra-nos diferentes tipos de prosperidades tanto para o povo de Israel, quanto para a Igreja de Cristo.
Quando falamos ou nos referimos sobre a Teologia da Prosperidade dentro da Palavra do Senhor, estamos nos referindo ao estudo que se concentra de modo textual e contextualizado, sobre os diversos tipos de bênçãos, sejam elas material, espiritual e fisicamente encontrado tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (cf. Gn 1.28; 2 Cr 7.14; At 3.19).

II. O Início da Teologia da Prosperidade

A Teologia da Prosperidade biblicamente falando, se iniciou no Jardim do Éden a partir da criação (Gn 1.1) do próprio Senhor, havendo tudo sendo finalizado ele menciona uma ordenança ao homem: " Deus os abençoou e lhes ordenou: “Sede férteis e multiplicai-vos! Povoai e sujeitai toda a terra; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja sobre a terra!; acrescentou Deus: “Eis que vos dou todas as plantas que nascem por toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes: esse será o vosso alimento" (Gn 1.28,29). Lá no jardim já se iniciava todas as situações maravilhosas a qual o Senhor havia colocado a humanidade, refletindo a Sua majestade e glória. Deus, o criador de todas as coisas em sua misericórdia e graça aprouve à nos abençoar de forma espiritual, moral, material e eticamente.

III. Heresias na Teologia da Prosperidade

A teologia da prosperidade de forma errônea e generalizada como estamos vendo e ouvindo em muitos locais, podemos dizer que se iniciou a partir de uma mulher chamada Mary Baker Eddy (1821-1910), fundadora do movimento chamado "Ciência Cristã". Movimento este que foi resultado da criação de grandes criadores de fundamentos bíblicos errôneos como Essek William Kenyon (1867-1948), que foi o mentor de um dos grandes propagantes das heresias na teologia da prosperidade. Kenneth Hagin (1917-2003) que foi um dos maiores propagadores deste ensino, de modo completamente desvirtuado das Escrituras Sagradas. Na Teologia da Prosperidade, de modo errôneo com misturas de misticismo, paganismo e idolatria, vemos também uma ênfase exacerbada às petições financeiras em troca de milagres, confissão positiva (ensino errôneo no qual menciona que tudo que você confessar com a sua boca, você receberá), ênfases aos ministérios de cura, pregações antropocêntricas, e manifestações estranhas, que não tem como foco a pregação do evangelho genuíno, salvação de almas, e transformação de vidas, no âmbito moral, ético e espiritual. Situações dentro de movimentos heréticos que tem por objetivo "usarem" o Senhor nosso Deus, e que não são provenientes do Senhor. 

IV. A Verdade sobre a Prosperidade Bíblica

A Teologia da Prosperidade é um estudo bíblico que verdadeiramente foca-nos a entendermos um pouco a respeito sobre bênçãos e a oportunidade de sermos cada vez mais gratos ao Senhor. Muitos quando falam em prosperidade bíblica do Antigo Testamento com o Novo Testamento (Mt 5.17). É necessário aprofundarmos na Palavra do Senhor para sabermos o que é a prosperidade para o Novo Testamento, já que a parede entre judeus e gentios foi tirada (Ef 2), e que toda a escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3.16,17), e que devemos fazer uma exame apuradíssimo dos textos e dos seus contextos (Jo 5.39). Por isso, devemos à luz da Bíblia Sagrada estudarmos e aprendermos sobre o que a Palavra de Deus nos fala quando se trata de prosperidade bíblica (Jo 10.10,14).