quarta-feira, 30 de maio de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Maio/2018 - Capítulo 5 - A Defesa do Evangelho no Séc. XXI




Comentarista: Marcos Rogério


Texto Bíblico Base Semanal: Hebreus 11.32-40

32. E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,
33. Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões,
34. Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos.
35. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
36. E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões.
37. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
38. (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra.
39. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,
40. Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

Momento Interação

Prezados irmãos, chegamos ao final de mais um Comentário Bíblico Mensal do mês de maio de 2018. Estudamos bastante à respeito do verdadeiro evangelho do Senhor Jesus Cristo, e os seus valores para as nossas vidas. No último capítulo deste mês, veremos como possamos defender o Evangelho do Senhor em meio ao mundo relativista e completamente destituído do evangelho de Jesus Cristo. É importante de maneira vital à nós, cristãos, defendermos a verdade da mensagem do Evangelho e enfatizarmos que o Senhor Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6). Desejamos ótimos estudos à todos e até o próximo Comentário Bíblico Mensal!

Introdução

A Apologética é um substantivo feminino na teologia que representa uma defesa argumentativa de que a fé pode ser comprovada pela razão. Resumindo, a apologética bíblica é a arte de apresentar uma defesa racional da fé cristã. Mais do que nunca nosso mundo em pleno século XXI precisa de uma apresentação racional da fé cristã. 

Apologética não é atacar as pessoas, falar mal das igrejas e crenças ou usar de insultos e de provocações nos debates. Isso não é verdadeira apologética. Isso é intolerância religiosa, preconceito, discriminação e escárnio. Apologética é uma defesa racional dá fé cristã. 


I. A Palavra de Deus em Nossas Vidas

A Palavra de Deus é o livro mais lido e vendido no mundo e talvez o menos compreendido.  A ciência da interpretação (Hermenêutica) tem sua ramificação na teologia, a Hermenêutica Bíblica.Existem regras de Hermenêutica e suas implicações para compreendermos o que Deus quer nos falar por meio de Sua Palavra. As regras de Hermenêutica Bíblica são as seguintes:

1-) A Bíblia é sua própria intérprete. A Bíblia explica-se a si mesma. 
2-) É preciso tanto quanto possível tomar as palavras em seu sentido usual e comum.
3-) É de todo necessário tomar as palavras no sentido que indica o conjunto da frase.
4-) É preciso tomar as palavras considerando o objetivo do livro.
5-) É necessário consultar as passagens paralelas, ou seja, textos que tratem do mesmo assunto que o texto em questão.

As ferramentas providas pela Hermenêutica Bíblica nos ajudam a entender a Palavra de Deus e nessa obra temos a ajuda do Espírito Santo (Jo 16.13). Embora haja o livre exame da Bíblia não há livre interpretação. Mais do que um conjunto de livros que apenas define doutrinas, a Bíblia tem sido o meio de o Espírito Santo transformar muitas vidas. Há inúmeros e inegáveis relatos de vidas transformadas pela Palavra de Deus, famílias restauradas, pessoas que deixaram o mundo do crime, o uso de entorpecentes, a promiscuidade e o mundo de pecado de forma geral: "Pois tudo quanto, outrora, foi escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança" (Rm 15.4).

II. Perseverança na Oração

Como estudamos no tópico anterior, Deus se comunica conosco através de Sua Palavra, a Bíblia Sagrada e ler e estudar a Bíblia é ouvir a voz de Deus falando aos nossos corações.  Deus se utiliza da Bíblia para comunicar-se conosco e não nos deixou sem um meio de também nos comunicar-mos com Ele, esse meio de comunicação chama-se oração. Mais que um meio de comunicação, a oração é um ato de adoração quer verbal ou em pensamento. A oração não é para informar a Deus, mas para abrir-lhe nosso coração. A oração nos auxilia quando estamos desanimados, deprimidos, ansiosos, arrependidos, com problemas tidos como sem solução, amargurados ou inseguros. Os profetas, os apóstolos, os primeiros cristãos e o próprio Senhor Jesus levaram uma vida de oração.A oração perseverante que se obtém força espiritual para aguardar a vinda triunfal em glória do Senhor Jesus sem cair em perigos espirituais como indolência, tentações e heresias, mas perseverando no verdadeiro Evangelho.Nunca deixe de orar a Deus, mesmo que aparentemente suas orações não sejam atendidas. Nas palavras de Leonard Havenhill: "Não há nenhuma arma fabricada contra a oração que possa neutralizá-la. Algumas coisas podem atrasar as respostas à oração, mas nada pode parar o supremo propósito de Deus. “Se tardar, espera-o".

III. Estando Sempre aos Pés de Cristo

No contexto sociocultural das Escrituras Sagradas estar aos pés de algum mestre sendo seu discípulo é um ato de humildade, submissão e dependência. O mestre transmitia valiosos ensinos que visavam melhorar a vida do seu aluno e prepará-lo para a vida superior e eterna. Paulo havia sido criado aos pés de Gamaliel, um dos discípulos do Senhor Jesus Cristo, um doutor da Lei naquela época (At 22.3). Como cristãos estamos aos pés de Cristo aprendendo dele as palavras da vida eterna (Jo 6.68). Enquanto Marta estava preocupada com as ocupações corriqueiras da vida enquanto Maria escolheu estar aos pés de Cristo ouvindo-lhe os ensinamentos (Lc 10.38-42). Essas duas irmãs representam as duas classes de pessoas que compõe nosso mundo moderno, aqueles que ainda escolhem seguir aos ensinos do Mestre e os que dão mais importância para as coisas deste mundo. 

Estar aos pés de Cristo é o maior e melhor privilégio que um homem pode ter. Geralmente pagamos caro para podermos cursar uma universidade e aprendermos com homens doutos e esquecemos de valorizar o privilégio de podermos aprender com o maior Mestre que já pisou nesta Terra. O cristão deve estar constantemente aos pés de Cristo aprendendo de seu Mestre as instruções de que tanto necessitamos.