quarta-feira, 13 de junho de 2018

Comentário Bíblico Mensal: Junho/2018 - Capítulo 2 - O Juízo Divino sobre o Povo de Judá



Comentarista: Leonardo Pereira


Texto Bíblico Base Semanal: Joel 1.1-10

1. Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.
2. Ouvi isto, vós anciãos, e escutai, todos os moradores da terra: Porventura isto aconteceu em vossos dias, ou nos dias de vossos pais?
3. Fazei sobre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos a seus filhos, e os filhos destes à outra geração.
4. O que ficou da lagarta, o gafanhoto o comeu, e o que ficou do gafanhoto, a locusta o comeu, e o que ficou da locusta, o pulgão o comeu.
5. Despertai-vos, bêbados, e chorai; gemei, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque tirado é da vossa boca.
6. Porque subiu contra a minha terra uma nação poderosa e sem número; os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho.
7. Fez da minha vide uma assolação, e tirou a casca da minha figueira; despiu-a toda, e a lançou por terra; os seus sarmentos se embranqueceram.
8. Lamenta como a virgem que está cingida de saco, pelo marido da sua mocidade.
9. Foi cortada a oferta de alimentos e a libação da casa do Senhor; os sacerdotes, ministros do Senhor, estão entristecidos.
10. O campo está assolado, e a terra triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o azeite acabou.

Momento Interação

O livro do Profeta Joel nos apresenta uma situação caótica, moral, social, econômica e espiritual em Judá. Não obstante os desvios do povo para o Senhor, agora enfrentam o juízo divino como recompensa dos seus erros diante do Senhor. Mas ao mesmo tempo que a nação é julgada, Deus envia uma mensagem através do profeta para que o povo se converta. É uma situação bem parecida em nosso páis atualmente. Roguemos ao Senhor para que sempre possamos mudar e retornar aos seus caminhos. Bons Estudos!

Introdução

O Senhor tem os seus diversos meio de julgar as nações, assim como julgou Nínive no tempos de Amós, a Babilônia no período ainda do profeta Daniel estando com vida, e também com a Jerusalém, no ano 70 d.C, quando houve a destruição de Jerusalém pelo General Tito, julgamento este que ocorreu por conta da incredulidade e da rejeição dos judeus ao nosso Senhor Jesus Cristo. E a nação de Judá passaria por esse julgamento. O povo estava insensível com os seus pecados. Bêbados levando a vida como se fosse algo normal. O Culto ao Senhor sendo interrompido e a imensa necessidade da nação clamar por arrependimento ao Senhor.  Isto infelizmente tem acontecido em nossa nação, e devemos por meio deste livro profético fazermos um autoexame de nós e seguirmos rumo ao caminho que o Senhor nos mostra.

Neste segundo capítulo, estudaremos os 10 primeiros versículos do capítulo 1 do livro do profeta Joel, e verificaremos o que ocorria na nação e as causa do juízo divino na nação, e as preciosas lições que estes versículos nos concede.

I. Instrumentos do Juízo Divino 

O profeta Joel menciona que aquilo que está acontecendo deve antes de mais nada, ser um memorial para ser conservado as próximas gerações (Jl 1.2,3). A crise moral, ética, social e espiritual em Judá estava em pleno colapso, e o Senhor estava atuando com Sua mão poderosa sobre a nação para os corrigirem dos seus erros e dos seus pecados. O profeta reitera que eles devem conservar aqueles tristes momentos como recordação para serem passados aos mais novos. Quem não aprende com seus erros e com a história, está fadado a repetir os erros e as ocorrências do pecados serão gravíssimos não somente para uma ou mais pessoas, como também para uma nação. O instrumento que seria usado para lhes aplicarem o juizo seria um grande e poderoso número de gafanhotos que atacaria a nação de uma forma nunca antes vista. Atacria as vinhas, os campos, tudo o que lhes proporcionassem sustento para a nação, isto seria arrancado de Judá. Joel deixa claro a todos que os gafanhotos estavam sendo usado pelo Senhor como instrumentos do juízo divino a nação. Iss mostra-nos que o Senhor que usa quem ele quer, como quer, e quando quer para aplicar o juízo, para corrigir-nos e reconheçamos aonde caímos, falhamos e fracassamos, não com nós mesmos, mas com Ele. Estes momentos são momentos em que o Senhor julga uma nação que não anda conforme a Sua vontade, que continua em seus erros, e que busca cada vez mais por sí só, se afastar do Senhor, como se cria barreiras para que não possa atravessar. Mas o Senhor não se deixa escarnecer, e Ele faz o que lhe apraz. A nação iria passar por uma prova e reconhecer o poderoso nome de Jeová. Reconheçamos o nome, o poder e a soberania do Senhor antes que seja tarde para todos nós: " A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz" (Rm 13.12).

II. Exortação ao Arrependimento

Em um momento crítico da nação de Judá, o profeta Joel de imediato conclama ao povo para que se arrependam dos seus pecados. O primeiro grupo de pessoas a quem ele se dirige são os bêbados da nação (Jl 1.5). Eles devem ser os primeiros que devem se arrepender. O vinho lhes foi tirado. A alegria foi embora com o sabor do vinho, e não havia mais o que comemorar. A necessidade de arrependimento não foi somente pelo vinho, mas também por que o mantimento foi tirado. Os gafanhotos vieram com grande intensidade que devoraram tudo o que tinha na nação. Não havia alimento, não havia bebida, e não havia sustento para que pudessem ser manter com vida. A vida da nação estava plenamente na dependência do Senhor Deus. O povo de Judá teria de aprender uma grande lição com este momento de calamidade: Que é necessário deixar o pecado, a vida vazia, a vida nos caminhos errados, e terem um profundo e genuíno encontro com o Senhor. Assim também deve ser como nós. Temos visto crises das mais diversas em nossa nação, e o que devemos fazer plenamente e insistentemente é buscarmos à Deus. Devemos deixar uma vida paupérrima e fraca, de religiosidade e insensibilidade para trás, nos conscientizarmos do que devemos fazer, e seguir o caminho que o Senhor nos indica. Uma vida na direção do Senhor são genuínos e puros caminhos brilhantes de poder do alto, do Pai das Luzes, Aquele que não tem mudança, nem mesmo sombra de variação (At 1.8; Tg 1.17).

III. O Reconhecimento do Pecado

Entre a manifestação do pecado e a crise existente em toda a nação de Judá por meio da fome, sede, sem vendas e nem compras de alimentos e de bebidas, existe uma grande abismo que se chama reconhecimento do pecado na vida humana. Reconhecer o pecado é o caminho que nos conduz a um verdadeiro relacionamento com Deus. Reconhecer o pecado é se conscientizar de que algo em nossas vidas se encontra errado, e que é necessário que estejamos prontos à mudar, prontos à se adentrarem em um concerto puro e sincero com Deus. O profeta Joel começa dizendo que o povo enfrentaria um juízo severo acerca do afastamento da nação de Deus. Foi tirado o alimento, foi tirado a bebida, a alegria de muitos se foram, e agora é necessário chorar, se arrepender dos pecados, e se voltar para o Senhor imediatamente. Não há condições de permanecer bem sem voltarem para o Senhor. O caminho da perdição, de ruína moral, ético e espiritual já estava à passos largos na nação de Judá, e teriam que ver e ouvir acerca do que estão passando e do que passaram.

Assim como a nação de Judá, devemos também nos voltarmos para o Senhor não com sorrisos abertos em nossos rostos, ou com uma situação de que tudo está bem, mas sim, com lágrimas, com jejum, com arrependimento  sincero no coração e na alma. A nação passa por um juízo, mas o Senhor está atento à um coração quebrantado e contrito (Sl 51.17), e que consequentemente, busca um concerto com Deus (Jr 29.13).